Faça aqui suas buscas neste Blog

Carregando...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Arcebispos brasileiros recebem Pálio

Dom Sérgio da Rocha, novo arcebispo de Brasília, um dos arcebispos brasileiros que recebeu o Pálio das mãos do Papa Bento XVI

Devemos ser pastores para a unidade e na unidade". Com estas palavras o papa Bento XVI entregou hoje, 29, o pálio a 40 arcebispos de todo o mundo, entre os quais os brasileiros dom Murilo Sebastião Ramos Krieger (Salvador-BA), dom Pedro Brito Guimarães (Palmas-TO); dom Jacinto Bergmann (Pelotas-RS); dom Hélio Adelar Rubert (Santa Maria-RS); dom Pedro Ercílio Simon (Passo Fundo-RS); dom Sérgio da Rocha (Brasília-DF) e dom Dimas Lara Barbosa (Campo Grande-MS).

A celebração comemorou também os 60 anos de ordenação sacerdotal do papa. Na homilia, Bento XVI recordou sua ordenação e as palavras de Jesus “Já não sois servos, mas amigos” durante a cerimônia.

Homilia do Papa Bento na Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, no Vaticano

CONCELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA E IMPOSIÇÃO DO PÁLIO AOS NOVOS ARCEBISPOS METROPOLITANOS NA SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Basílica Vaticana
29 de Junho de 2011

Amados irmãos e irmãs!

«Non iam servos, sed amicos» - «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimônia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimônia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Batismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas ação que produz uma mudança no mais íntimo do ser. Sei que, por detrás de tais palavras, está a sua Paixão por nossa causa e em nosso favor. Sei que o perdão tem o seu preço: na sua Paixão, Ele desceu até ao fundo tenebroso e sórdido do nosso pecado. Desceu até à noite da nossa culpa, e só assim esta pode ser transformada. E, através do mandato de perdoar, Ele permite-me lançar um olhar ao abismo do homem e à grandeza do seu padecer por nós, homens, que me deixa intuir a grandeza do seu amor. Diz-me Ele em confidência: «Já não és servo, mas amigo». Ele confia-me as palavras da Consagração na Eucaristia. Ele considera-me capaz de anunciar a sua Palavra, de explicá-la rectamente e de a levar aos homens de hoje. Ele entrega-Se a mim. «Já não sois servos, mas amigos»: trata-se de uma afirmação que gera uma grande alegria interior mas ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer-nos sentir ao longo dos decénios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da sua bondade inexaurível.

«Já não sois servos, mas amigos»: nesta frase está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Idem velle, idem nolle – querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas: diziam os antigos. A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. O Senhor não se cansa de nos dizer a mesma coisa: «Conheço os meus e os meus conhecem-Me» (cf. Jo 10, 14). O Pastor chama os seus pelo nome (cf. Jo 10, 3). Ele conhece-me por nome. Não sou um ser anónimo qualquer, na infinidade do universo. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele? A amizade que Ele me dedica pode apenas traduzir-se em que também eu O procure conhecer cada vez melhor; que eu, na Escritura, nos Sacramentos, no encontro da oração, na comunhão dos Santos, nas pessoas que se aproximam de mim mandadas por Ele, procure conhecer sempre mais a Ele próprio. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De fato, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo. Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós (cf. Jo 15, 13; 10, 15). Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convoco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!

Esta palavra de Jesus sobre a amizade situa-se no contexto do discurso sobre a videira. O Senhor relaciona a imagem da videira com uma tarefa dada aos discípulos: «Eu vos destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). A primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho – destinei, para que vades –, sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros. A par desta, podemos ouvir também a frase que o Ressuscitado dirige aos seus e que aparece na conclusão do Evangelho de Mateus: «Ide fazer discípulos de todas as nações…» (cf. Mt 28, 19). O Senhor exorta-nos a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo dos outros o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus. Isto pode trazer-nos à memória que o próprio Deus saiu de Si, abandonou a sua glória, para vir à nossa procura e trazer-nos a sua luz e o seu amor. Queremos seguir Deus que Se põe a caminho, vencendo a preguiça de permanecer cómodos em nós mesmos, para que Ele mesmo possa entrar no mundo.

Depois da palavra sobre o pôr-se a caminho, Jesus continua: dai fruto, um fruto que permaneça! Que fruto espera Ele de nós? Qual é o fruto que permanece? Sabemos que o fruto da videira são as uvas, com as quais depois se prepara o vinho. Por agora detenhamo-nos sobre esta imagem. Para que as uvas possam amadurecer e tornar-se boas, é preciso o sol mas também a chuva, o dia e a noite. Para que dêem um vinho de qualidade, precisam de ser pisadas, há que aguardar com paciência a fermentação, tem-se de seguir com cuidadosa atenção os processos de maturação. Características do vinho de qualidade são não só a suavidade, mas também a riqueza das tonalidades, o variegado aroma que se desenvolveu nos processos da maturação e da fermentação. E por acaso não constitui já tudo isto uma imagem da vida humana e, de modo muito particular, da nossa vida de sacerdotes? Precisamos do sol e da chuva, da serenidade e da dificuldade, das fases de purificação e de prova mas também dos tempos de caminho radioso com o Evangelho. Num olhar de retrospectiva, podemos agradecer a Deus por ambas as coisas: pelas dificuldades e pelas alegrias, pela horas escuras e pelas horas felizes. Em ambas reconhecemos a presença contínua do seu amor, que incessantemente nos conduz e sustenta.

Agora, porém, devemos interrogar-nos: de que género é o fruto que o Senhor espera de nós? O vinho é imagem do amor: este é o verdadeiro fruto que permanece, aquele que Deus quer de nós. Mas não esqueçamos que, no Antigo Testamento, o vinho que se espera das uvas boas é sobretudo imagem da justiça, que se desenvolve numa vida segundo a lei de Deus. E não digamos que esta é uma visão veterotestamentária, já superada. Não! Isto permanece sempre verdadeiro. O autêntico conteúdo da Lei, a sua summa, é o amor a Deus e ao próximo. Este duplo amor, porém, não é qualquer coisa simplesmente doce; traz consigo o peso da paciência, da humildade, da maturação na educação e assimilação da nossa vontade à vontade de Deus, à vontade de Jesus Cristo, o Amigo. Só deste modo, tornando verdadeiro e recto todo o nosso ser, é que o amor se torna também verdadeiro, só assim é um fruto maduro. A sua exigência intrínseca, ou seja, a fidelidade a Cristo e à sua Igreja, requer sempre que se realize também no sofrimento. É precisamente assim que cresce a verdadeira alegria. No fundo, a essência do amor, do verdadeiro fruto, corresponde à palavra relativa ao pôr-se a caminho, ao ir: amor significa abandonar-se, dar-se; leva consigo o sinal da cruz. Neste contexto, disse uma vez Gregório Magno: Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos (cf. H Ev 1, 6, 6: PL 76, 1097s). Trata-se de uma advertência que nós, sacerdotes, devemos ter intimamente presente cada dia.

Queridos amigos, talvez me tenha demorado demasiado com a recordação interior dos sessenta anos do meu ministério sacerdotal. Agora é tempo de pensar àquilo que é próprio deste momento.

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, antes de mais nada dirijo a minha mais cordial saudação ao Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e à Delegação por ele enviada, cuja aprazível visita na ocasião feliz da festa dos Santos Apóstolos Padroeiros de Roma, vivamente agradeço. Saúdo também os Senhores Cardeais, os Irmãos no Episcopado, os Senhores Embaixadores e as autoridades civis, como também os sacerdotes, os colegas da minha Missa Nova, os religiosos e os fiéis leigos. A todos agradeço a presença e a oração.

Aos Arcebispos Metropolitanos nomeados depois da última festa dos grandes Apóstolos, será agora imposto o pálio. Este, que significa? Pode recordar-nos em primeiro lugar o jugo suave de Cristo que nos é colocado aos ombros (cf. Mt 11, 29-30). O jugo de Cristo coincide com a sua amizade. É um jugo de amizade e, consequentemente, um «jugo suave», mas por isso mesmo também um jugo que exige e plasma. É o jugo da sua vontade, que é uma vontade de verdade e de amor. Assim, para nós, é sobretudo o jugo de introduzir outros na amizade com Cristo e de estar à disposição dos outros, de cuidarmos deles como Pastores. E assim chegamos a um novo significado do pálio: este é tecido com a lã de cordeiros, que são benzidos na festa de Santa Inês. Deste modo recorda-nos o Pastor que Se tornou, Ele mesmo, Cordeiro por nosso amor. Recorda-nos Cristo que Se pôs a caminho pelos montes e descampados, aonde o seu cordeiro – a humanidade – se extraviara. Recorda-nos como Ele pôs o cordeiro, ou seja, a humanidade – a mim – aos seus ombros, para me trazer de regresso a casa. E assim nos recorda que, como Pastores ao seu serviço, devemos também nós carregar os outros, pô-los por assim dizer aos nossos ombros e levá-los a Cristo. Recorda-nos que podemos ser Pastores do seu rebanho, que continua sempre a ser d’Ele e não se torna nosso. Por fim, o pálio significa também, de modo muito concreto, a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e com os seus sucessores: significa que devemos ser Pastores para a unidade e na unidade, e que só na unidade, de que Pedro é símbolo, guiamos verdadeiramente para Cristo.

Sessenta anos de ministério sacerdotal! Queridos amigos, talvez me tenha demorado demais nos pormenores. Mas, nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória. Amém.

BENEDICTUS P.P. XVI

fonte: Santa Sé

Parabéns a Sua Santidade o Papa Bento XVI que hoje celebra 60 anos de ordenação sacerdotal

À direita Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), ao lado de seu irmão Georg Ratzinger, no dia da Ordenação Sacerdotal, 29/06/1951

O Papa Bento XVI comemora 60 anos de sua Ordenação Sacerdotal nesta quarta-feira, 29 de junho, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo. Em 1951, na Catedral de Freising, na Alemanha, ele, seu irmão Georg e outros 42 candidatos receberam a Ordenação das mãos do Arcebispo de Munique e Freising, Cardeal Michael von Faulhaber (1869-1952).

Clique aqui e leia a Biografia do Papa Bento XVI.
Clique aqui e acesse o site comemorativo aos 60 anos de ordenação sacerdotal do Santo Padre Bento XVI.
 
 




















Oração pelo aniversário de 60 anos de Ordenação Sacerdotal do Papa Bento XVI



Senhor,
damos-te graças
porque abriste teu coração para nós;
porque, em tua morte e em tua ressurreição,
converteste-te em fonte de vida.
Faze que sejamos pessoas vivas,
vivas por tua fonte,
e dá-nos o poder ser nós também fontes,
capazes de dar a este nosso tempo
água de vida.
Damos-te graças
pela graça do ministério sacerdotal.
Senhor, abençoa-nos
e abençoa a todos os homens deste tempo
que estão sedentos e em busca.
Amém.

domingo, 26 de junho de 2011

Igreja Matriz São José celebra Tríduo pelas Ordenações Sacerdotais e Festa do Sagrado Coração de Jesus

[DSC03234.JPG]

A Igreja Matriz São José celebra nesta semana o Tríduo pelas Ordenações Sacerdotais na Diocese de Mogi das Cruzes e a Festa do Sagrado Coração de Jesus, a festa é promovida pelo Apostolado da Oração da Paróquia São José, veja a programação:

Dia 29 de Junho de 2011 - Quarta-feira
19:00 h - Santo Terço
19:30 h - Santa Missa celebrada pelo Pe Vicente de Paulo Braga,FAM, em ação de graças pelos 60 anos de Ordenação Sacerdotal do Papa Bento XVI (29/06/1951)

Dia 30 de Junho de 2011 - Quinta-feira
15:00 h - Início da Vigília Eucarística
19:00 h - Santo Terço
19:30 h - Santa Missa celebrada pelo Pe Edinei Maia dos Santos

Dia 01 de Julho de 2011 - Sexta-feira - Solenidade do Sagrado Coração de Jesus
19:00 h - Santo Terço
19:30 h - Santa Missa celebrada por Dom Rosalvo Cordeiro de Lima

Ordenações Sacerdotais na Diocese de Mogi das Cruzes-SP

No próximo dia 02 de Julho de 2011, dia do Imaculado Coração de Maria, na Catedral de Santana, em Mogi das Cruzes-SP, pela imposição das mãos de Sua Excia. Revma. Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano, serão ordenados padres os diáconos:

- Diácono Luciano Batata

- Diácono Antonio Carlos Alves de Menezes

- Diácono Devair Marcondes

- Diácono Reginaldo Martins da Silva

Com o cálice, Diácono Luciano Batata que desde sua ordenação diaconal exerce seu ministério na Paróquia São José, em Salesópolis-SP

Santa Missa da Solenidade de Corpus Christi na Igreja Matriz São José em Salesópolis-SP

(Salesópolis-SP, 23/06/2011) A Solenidade do Santíssimo Sacramnento do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, Corpus Christi, foi celebrada na Igreja Matriz São José, em Salesópolis, com a Santa Missa às 10h com a presença de muitos paroquianos e de várias pessoas de cidades vizinhas.

A Santa Missa foi celebrada pelo Administrador Paroquial Pe Edinei Maia dos Santos e a presença do Diácono Luciano Batata que será ordenado padre no próximo dia 02/07/2011 na Catedral Diocesana de Mogi das Cruzes. Apresentamos abaixo algumas imagens da Santa Missa bem como da Procissão Eucarística pelas ruas centrais da cidade.

Fotos gentilmente cedidas

Foto Faria
fotógrafo Mário José Faria
TWITTER: @fariafotografo

Fotos dos tapetes de Corpus Christi nas ruas centrais da cidade de Salesópolis-SP

Publicamos algumas fotos do tapete de Corpus Christi confeccionado nas ruas centrais da cidade de Salesópolis para a passagem da Procissão Eucarística na última quinta-feira, dia 23/06/2011.

Os tapetes foram feitos por crianças, jovens e adultos representando os movimentos, irmandades, pastorais, comunidades e demais organismos da Paróquia São José com a doação de materiais por muitos paroquianos para a passagem da Procissão de Corpus Christi.

Fotos gentilmente cedidas
Foto Faria
fotógrafo Mário José Faria
TWITTER: @fariafotografo

Imgens da noite do dia 22/06/2011, durante a confecção dos tapetes:



Imagens do dia 23/06/2011 antes da passagem da Procissão Eucarística:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...