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terça-feira, 31 de maio de 2011

Visitação de Nossa Senhora

Hoje, dia 31 de Maio, a Igreja celebra a Festa da Visitação de Nossa Senhora, relembrando o dia em que Maria visitou sua prima Isabel, ambas grávidas, encontram-se e louvam a Deus fonte e origem de toda benção.

Sabemos que Nossa Senhora foi visitada pelo Arcanjo Gabriel com esta mensagem de amor, com esta proposta de fazer dela a mãe do nosso Salvador. E ela aceitou. E aceitar Jesus é estar aberto a aceitar o outro. O anjo também comunicou a ela que sua parenta - Santa Isabel - já estava grávida. Aí encontramos o testemunho da Santíssima Virgem - no Evangelho de São Lucas no capitulo 1, - quando depois de andar cerca de 100 km ela encontrou-se com Isabel.

Nesta festa, também vamos descobrindo a raiz da nossa devoção a Maria. Ela cantou o Magnificat, glorificando a Deus. Em certa altura ela reconheceu sua pequenez, e a razão pela qual devemos ter essa devoção, que passa de século a século.

“Porque olhou para sua pobre serva, por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.” (Lucas 1,48)

A Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada aquela que, por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro. É impossível dizer que se ama a Deus, se não se ama o outro. A visitação de Maria a sua prima nos convoca a essa caridade ativa. A essa fé que se opera pelo amor. Amor que o outro tanto precisa.

Quem será que precisa de nós?

Peçamos a Virgem Maria que interceda por nós junto a Jesus, para que sejamos cada vez mais sensíveis à dor do outro. Mas que a nossa sensibilidade não fique no sentimentalismo, mas se concretize através da caridade.

Virgem Maria, Mãe da visitação, rogai por nós!

Evangelho do dia

Evangelho - Lc 1,39-56 "Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?"

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-56

39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.
40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42 Com um grande grito, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!"
43 Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
45 Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu".
46 Maria disse:
"A minha alma engrandece o Senhor,
47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
48  pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
49 O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
51 Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
52 Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
53 De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
54 Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
55 como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre".
56 Maria ficou três meses com Isabel;
depois voltou para casa.


Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Homilia do Cardeal Geraldo Majella Agnelo na Beatificação de Irmã Dulce

Meus irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Bem-aventurada és tu, irmã Dulce, porque acreditaste na palavra do Senhor, e te tornaste santa no amor sem limites a Deus, provado no amor aos semelhantes mais humildes e necessitados. Por isso, tu és chamada Bem-aventurada Dulce dos pobres!

É um momento de muita emoção para nossa Arquidiocese de São Salvador da Bahia viver o acontecimento da Beatificação da Irmã Dulce.

Agradecemos de coração comovido ao Santo Padre o Papa Bento XVI ter elevado às honras dos altares alguém que aqui viveu, amou a nossa gente, especialmente os mais sofridos, aos quais deu a maior prova de amor, entregando toda a sua vida por eles.

Hoje, estamos celebrando a santidade de Deus que deseja ver reproduzida em cada um de seus filhos. Estamos celebrando a vitória do amor de Deus no coração desta criatura tão pequenina e frágil para realizar tantos milagres de amor. O que é a santidade de Deus? Deus é o Amor infinito e por isso é a verdade, é a justiça, é a misericórdia, é o perdão, é a bondade.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Éfeso, assim exortou: “Em Cristo, Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e íntegros diante dele, no amor. ... Sede imitadores de Deus como filhos queridos. Vivei no amor, como Cristo também nos amou e se entregou a Deus por nós como oferenda e sacrifício de suave odor, (1, 4. 5,1-2).

A santidade cristã consiste na união com Cristo. O Concílio Vaticano II, na Constituição conciliar, Lúmen gentium, afirma que: “A Igreja é indefectivelmente santa. Cristo, Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito é proclamado “o único santo, amou a Igreja como sua esposa, entregou-se por ela para santificá-la e uniu-a a si, como seu corpo, enchendo-a do dom do Espírito Santo para a glória de Deus”.

Por isso, todos os membros da Igreja, tanto os que pertencem à hierarquia quanto os que são dirigidos por ela, são chamados à santidade, segundo as palavras do Apóstolo: ‘porquanto, é esta a vontade de Deus: a vossa santificação’ (1Ts 4,3; Cf. Ef 1,4).

Todos os fieis devem ser santos em sua conduta moral, porque devem agir em conformidade com o que são na ordem do ser; como criaturas que vivem na Igreja que é santa. A Igreja é santa porque Cristo, “o único santo”, a amou como sua esposa e se entregou por ela para santificá-la. Com isso se diz que a santidade da Igreja decorre totalmente da santidade de Cristo e de seu amor por ela, amor que o impeliu ao sacrifício da cruz, para que ela pudesse ser sua esposa. A santidade e santificação supõem, portanto união e unificação com Cristo.

A união e santificação com Cristo têm como decorrência a sua prova através do amor aos nossos semelhantes.

Assim hoje contemplamos a vida santa da Irmã Dulce, com todos os frutos em favor não só dos carentes de tudo, especialmente da saúde, mas também do testemunho da sua união com Deus, através da escuta e contemplação da sua Palavra e da comunhão diária do seu Corpo e do seu Sangue na celebração da Eucaristia que é a oferta do sacrifício redentor de Cristo ao Pai celeste.

Meus queridos irmãos e irmãs, viver a santidade como já disse não é privilégio para algumas pessoas, mas é dever de todo cristão batizado. Na 1ª Carta de Pedro 1,15-16, o apóstolo nos diz: “Como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está escrito: ‘Sereis santos porque eu sou santo’ (Lv 11, 44s; 19,2)”. A Palavra de Deus não diz alguns, mas todos que ouvirem a Palavra de Deus, se converteram no seguimento de Jesus.

Alguns se destacam com maior evidência por um dom especial a fim de se tornarem exemplo e questionamento para a sociedade que vive sem se importar com os desfavorecidos e necessitados. Irmã Dulce foi privilegiada neste aspecto, em não colocar limites no Amor a Deus e aos irmãos.

Desejamos que esta beatificação seja em nossa Arquidiocese de modo particular um momento forte de fé, de retomada de consciência do nosso compromisso batismal, de nos tornar missionários da caridade fraterna com todas as pessoas.

Paulo nos adverte: “Se eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, mas não tivesse o amor, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine”. Portanto a Beata Irmã Dulce em toda a sua vida foi e é a mensageira e missionária do amor.

Damos graças a Deus porque suscitou e continua suscitando, em nosso meio, imitadores da Bem-aventurada Dulce.

Cardeal Geraldo Majella Agnelo
Arcebispo Emérito de São Salvador da Bahia

domingo, 22 de maio de 2011

Beata Dulce dos Pobres

Hoje, 22 de Maio de 2011, Irmã Dulce foi beatificada em Salvador, na Bahia, a Santa Missa solene foi celebrada pelo Emmo. Sr. Cardeal Agnelo, Arcebispo Emérito de São Salvador da Bahia, e concelebrada pelo Arcebispo Primaz do Brasil Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger,SJ e diversos bispos que se fizeram presentes na celebração, bem como o Núncio Apostólico no Brasil Dom Lorenzzo Baldisseri.

A programação prossegue com os eventos abaixo:

24 de Maio de 2011 (terça-feira)
Missa de agradecimento pela Beatificação de Irmã Dulce e entronização da imagem da Bem Aventurada Dulce dos Pobres. Local: Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres (antigo Cine Roma).
Horário: 10h

26 de Maio de 2011 (quinta-feira)
Missa de Ação de Graças no Centro Educacional Santo Antônio (CESA). Local: CESA, Av. Eng. Walter Aragão de Souza, s/n, Centro, Simões Filho.  A data marca também o aniversário de fundação das Obras Sociais Irmã Dulce.
Horário: 09h

27 de Maio de 2011 (sexta-feira)
Missa de consagração e instalação do Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres. Horário: 18h

28 de Maio de 2011 (sábado)
Missa no Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres, seguida de carreata com a imagem peregrina.
Horário: 8:30h

Acesse aqui os links:

sábado, 14 de maio de 2011

Mensagem do Papa Bento XVI para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 48º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

15 DE MAIO DE 2011 - IV DOMINGO DE PÁSCOA

Tema: «Propor as vocações na Igreja local»

Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).

A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro acto foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.

O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam a trabalhar nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).

A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão-de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).

Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d’Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (João Paulo II, Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).

É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens – como Jesus fez com os discípulos – para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.

Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decreto Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.

O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover sobretudo mediante uma vida plenamente cristã» (Decreto Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).

Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos mais pequenos e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.

A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Novembro de 2010.

BENEDICTUS PP XVI

Nova presidência da CNBB tomou posse no final da 49º Assembléia Geral em Aparecida-SP

Do Site A12 (Aparecida-SP, 13/05/2011) A 49º Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encerrou nesta sexta-feira (13) os trabalhos que reuniu todo o episcopado brasileiro, no Santuário Nacional de Aparecida.

A última Celebração Solene da Assembleia foi presidida pelo novo presidente da CNBB, Cardeal arcebispo de Aparecida (SP), Dom Raymundo Damasceno Assis e concelebrada pelo arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário da Silva e o bispo prelado de São Felix (MT), Dom frei Leonardo Ulrich Steiner, eleitos vice-presidente e secretário- geral respectivamente.

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fonte: A12

Dom Geraldo Lyrio Rocha se despediu da presidência da CNBB

Do Site A12 (Aparecida-SP, 12/05/2011). A Celebração Solene desta quinta-feira (12), da 49º Assembléia Geral da CNBB foi em agradecimento aos bispos que se dedicaram durante quatros anos a presidência e Comissões Episcopais de Pastoral da CNBB.

A Santa Missa foi presidida pelo Arcebispo de Mariana (MG) e atual presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha e concelebrada pelo arcebispo de Manaus (AM) e vice-presidente, Dom Luiz Soares Viera e o arcebispo de Campo Grande (MS) e secretário geral, Dom Dimas Lara Barbosa.

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fonte: A12

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Com a Santa Missa 49ª Assembléia Geral da CNBB recordou os bispos falecidos

Do site A12 (Aparecida-SP, 11/05/2011) A Santa Missa desta quarta-feira (11), da 49ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recordou os bispos falecidos desde a última Assembléia Geral realizada em Brasília (DF) em 2010.

Na celebração, que foi presidida pelo bispo de Palmares (PE), Dom Genival Saraiva de França, foram acesas velas em memória por cada bispo falecido.

Por ocasião de sua Assembléia Geral, a CNBB alimenta em seus momentos orantes a vida e o ministério dos seus membros e faz a oração de Ação de Graças pela nomeação de novos bispos, a oração de gratidão pelo ministério dos bispos eméritos e a oração em sufrágio dos bispos falecidos

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fonte: Site A12







terça-feira, 10 de maio de 2011

Na 49ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Antonio Afonso de Miranda celebrou Santa Missa pelos bispos eméritos, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida

Do Site A12 (Aparecida-SP, 10/05/2011). A celebração deste 7º dia da 49º Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi em Ação de Graças aos 155 bispos eméritos da Igreja no Brasil, sendo que 7 são Cardeais , 26 Arcebispos eméritos e 122 bispos.

A missa foi presidida pelo bispo emérito de Taubaté (SP), Dom Antônio Afonso de Miranda.

Em sua homilia, Dom Antônio se dirigiu especialmente aos bispos e reforçou que eles são anunciadores da Palavra de Deus.


fonte: Site A12

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis é o novo presidente da CNBB

Do site da CNBB. (Aparecida-SP, 09/05/2011) O arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno Assis foi eleito o novo presidente da CNBB. Com 196 votos, Dom Damasceno foi eleito no segundo escrutínio. O Cardeal de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer ficou em segundo lugar, com 75 votos.

No primeiro escrutínio, Dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de Dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio. Dom Damasceno foi secretário da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003).

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fonte: CNBB

Acesse também os links


Bispo da Prelazia do Xingu, Dom Erwin Krautler presidiu a Santa Missa às 7h30, no Santuário Nacional, em continuidade a 49ª Assembléia Geral da CNBB

Após o retiro espiritual conduzido pelo Prefeito da Congregação para os Bispos Cardeal Marc Ouellet no final de semana, os bispos presentes em Aparecida retomam as atividades normais da 49ª Assembléia Geral.

Em sua homilia, Dom Erwin Krautler destacou a situação dos povos indígenas, questões ecológicas da Amazônia e circunstâncias de violência que ocorrem em Estados do Norte e Nordeste do Brasil.

fonte: Site A12

domingo, 8 de maio de 2011

Imagens da Visita Pastoral do Papa Bento XVI a Aquileia e Veneza

Acesse aqui o Programa Oficial da Visita Pastoral do Papa Bento XVI a Aquileia e Veneza, ocorrida neste final de semana, dias 07 e 08 de Maio de 2011. Clique aqui.


Comentando o Evangelho do dia, Bento XVI observou que, como os discípulos de Emaús, há que “deixar-se instruir por Jesus: antes de mais, escutando e amando a Palavra de Deus, lida à luz do Mistério Pascal, para que aqueça o nosso coração e ilumine a nossa mente, e nos ajude a interpretar os acontecimentos da vida, dando-lhes um sentido”. É preciso também “sentar-se à mesa com o Senhor, tornar-se seus comensais, para que a sua presença humilde no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue nos restitua o olhar da fé, para encarar tudo e todos com os olhos de Deus, à luz do seu amor”.

Missa das 12h reuniu os Bispos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, presentes na 49ª Assembléia Geral da CNBB

Do Site A12 (Aparecida-SP, 08/05/2011) O arcebispo de Aparecida, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis presidiu neste domingo (8) a Santa Missa da 49ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) às 12h, no Altar Central do Santuário Nacional.

Reunidos em Aparecida (SP) até o dia 13 de maio, os bispos do Brasil discutem dois temas centrais durante a Assembleia: as eleições da presidência, vice-presidência e secretário geral da CNBB e as Diretrizes Gerais de Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.



sábado, 7 de maio de 2011

49ª Assembléia Geral da CNBB homenageia bispos jubilandos

Do Site da CNBB (Aparecida-SP, 07/05/2011) O arcebispo de Vitória (ES), dom Luís Mancilha Vilela, SSCC, presidiu a missa da 49ª Assembléia Geral da CNBB, neste sábado, 7, que homenageou os bispos que completam 25 ou 50 anos de ministério presbiteral ou episcopal. A celebração começou às 7h30 com o Santuário Nacional de Aparecida lotado de romeiros, devotos de Nossa Senhora Aparecida.

Dom Luís Mancilha, na homilia, exortou os fieis a cuidarem de sua vida de oração. “Oração não é intimismo, mas encontro profundo com o Senhor”, disse. Todos nós, especialmente nós bispos, temos como nossa primeira tarefa ser orantes, ser homens de Deus”, acrescentou.


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Vídeo: A12





sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bispos aprovam criação da Comissão para a Comunicação


Do Site da CNBB. (Aparecida-SP, 06/06/2011) Os bispos da 49ª Assembléia da CNBB aprovaram, na manhã de hoje, 6, o desmembramento do Setor de Comunicação Social da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação, Cultura e Comunicação tornando-se uma Comissão específica. A proposta já havia sido aprovada pelos Conselhos Pastoral e Permanente da CNBB.

Ontem, 5, os bispos já haviam aprovado a criação também da Comissão para a Juventude. Com esta decisão, sobe para 12 o número de Comissões Episcopais Pastorais, que formam o Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da CNBB.

Leia mais. Clique aqui.
 
 

Homilia de Dom Gílio Felício, na Santa Missa do terceiro dia da 49ª Assembléia da CNBB, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida


fonte: Site A12

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Bispos assinam petição para beatificação de Dom Luciano Mendes de Almeida

(Do site da CNBB, Aparecida-SP, 05/05/2011) O arcebispo de Mariana e presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, anunciou ontem para os bispos reunidos na 49ª Assembleia da Conferência que a partir de agosto a arquidiocese de Mariana dará início ao processo de beatificação de dom Luciano Mendes de Almeida, morto no dia 27 de agosto de 2006. Dom Geraldo solicitou que os bispos assinassem a petição da beatificação a ser encaminhada à Santa Sé ao que os mais de 300 bispos responderam com uma sonora salva de palmas, pondo-se prontos para atender ao pedido.

Segundo dom Geraldo, somente após a aprovação do pedido pela Santa Sé é que a arquidiocese poderá instalar o tribunal que conduzirá o processo de beatificação. O tempo determinado para entrar com o pedido de instauração do processo de beatificação de uma pessoa é de cinco anos após sua morte.

Dom Luciano foi arcebispo de Mariana durante 18 anos (1988 a 2006). Foi secretário e presidente da CNBB por dois mandatos consecutivos em cada uma das funções. Estimado por todo o episcopado brasileiro, dom Luciano ficou conhecido especialmente pelo seu amor aos pobres e excluídos e pela defesa dos direitos humanos.

Leia mais:



Homilia de Dom Edney Gouvêa Mattoso, na Santa Missa do segundo dia da 49º Assembléia Geral da CNBB, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida


fonte: Site A12

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Aberta a 49º Assembleia Geral da CNBB

A 49º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teve início na manhã desta quarta-feira (4), com a Celebração solene que reuniu todo o episcopado brasileiro em torno do Altar Central, no Santuário Nacional.



A celebração foi presidida pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, concelebrada por mais de 300 bispos, incluindo 40 eméritos, que participam do evento.

Programação de hoje:

7h30 – Missa com Laudes
9h15 – 1ª Sessão – Instalação da assembleia, pró-memória e comissões de trabalho 10h45 – Intervalo
11h15 – 2ª Sessão – Aprovação da pauta, acréscimos de pauta, relatório do presidente e apresentação dos novos bispos
12h45 – Intervalo
15h30 – Oração da Hora Media
15h40 – 3ª Sessão – Análise da Conjuntura Social, com o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann
17h10 – Intervalo
17h40 – Oração das Vésperas
18h00 – Análise da Conjuntura Eclesial, com padre Mário de França Miranda
19h30 – Encerramento
20h45 – Reunião do Consep (Conselho Episcopal Pastoral)



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Canção Nova
Papa Bento XVI anunciou 4 nomeações episcopais para o Brasil.

Vídeos da Abertura Oficial da 49º Assembleia Geral da CNBB, Partes 1 e 2, do Site A12


Vídeo da homilia do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseeri, na Santa Missa de abertura da 49º Assembleia Geral da CNBB, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida



fonte: Site A12

terça-feira, 3 de maio de 2011

Intenções do Papa para o mês de Maio


As intenções de oração do Papa Bento XVI para o mês de maio centram-se nos meios de comunicação e na Igreja na China.

Como intenção geral, o Santo Padre pede "para que aqueles que atuam nos meios de comunicação respeitem sempre a verdade, a solidariedade e a dignidade de toda pessoa".

Na intenção missionária, Bento XVI reza "para que o Senhor doe à Igreja na China o dom de perseverar na fidelidade ao Evangelho e de crescer na unidade".

domingo, 1 de maio de 2011

João Paulo II é Beato

Para lembrar do grande Beato Papa João Paulo II

Ó Deus, rico de misericórdia,

que escolhestes o beato João Paulo II
para governar a Vossa Igreja como papa,
concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos,
possamos abrir confiadamente os nossos corações
à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem.
Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. AMÉM

João Paulo II, uma beatificação para a história

(Do site da Rádio Vaticano, 01/05/2011) A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, Bento XVI, é um acontecimento “sem precedentes”, com paralelo apenas na Idade Média.

Na história da Igreja Católica nunca um Papa beatificou o seu antecessor, ainda que as regras para estas cerimónias, como hoje as conhecemos, tenham sofrido alterações significativas ao longo dos séculos.

Após o anúncio do final do processo de beatificação de João Paulo II, a 14 de janeiro, o jornal do Vaticano assinalava que “nos últimos dez séculos nenhum Papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor” e mesmo esses casos aconteceram “em contextos não comparáveis com a decisão de Bento XVI”.

Celestino V foi canonizado em 1313, menos de 20 anos depois da sua morte, e dois séculos antes fora imediatamente reconhecida a santidade de Leão IX e Gregório VII, em 1054 e 1085, acrescentava o «Osservatore Romano».

O último Papa proclamado santo foi Pio X (1835-1914), canonizado em 1954, que se juntou a outros 78 bispos de Roma nessa condição.

Pio IX, falecido em 1878, e João XXIII, que morreu em 1963, foram os dois últimos papas a ser beatificados, ambos por João Paulo II, em 3 de setembro de 2000.

Nos primeiros séculos do cristianismo, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos.

Ao longo do tempo e sobretudo no Ocidente, começou a ser solicitada a intervenção do Papa a fim de conferir um maior grau de autoridade às canonizações: a primeira intervenção papal deste tipo foi de João XV em 993, que declarou santo o bispo Udalrico de Augusta, que tinha morrido vinte anos antes.

As canonizações tornaram-se exclusividade papal por decisão de Gregório IX em 1234 e no decorrer do século XVI começou a distinguir-se entre “beatificação”, isto é, o reconhecimento da santidade de uma pessoa com culto em âmbito local, e “canonização”, o reconhecimento da santidade com a prática do culto universal, para toda a Igreja Católica.

Também a beatificação se tornou uma prerrogativa da Santa Sé e o primeiro acto deste tipo refere-se à beatificação de Francisco de Sales, pelo Papa Alexandre VII em 1662.

Hoje em dia todas estas normas encontram-se na constituição apostólica «Divinus perfectionis Magister» (25 de janeiro de 1983) de João Paulo II e nas normas traçadas pela Congregação para as Causas dos Santos

Mais de um milhão de pessoas na beatificação de João Paulo II, presidida por Bento XVI

(Do site da Rádio Vaticano, 01/05/2011) Mais de um milhão de peregrinos encheu completamente a Praça de S. Pedro e zonas adjacentes na manhã deste Domingo para participarem na cerimonia de beatificação de João Paulo II. Uma celebração, que foi acompanhada, por 1300 jornalistas televisivos, 230 fotógrafos e mais de 700 de outros meios.

Para além dos peregrinos, estiveram presentes 87 delegações oficiais, incluindo 16 chefes de Estado, como a Itália, Polónia e o Zimbabwe, com o presidente Robert Mugabe.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, representou o executivo português acompanhado pelo embaixador de Portugal junto da Santa Sé, Manuel Tomás Fernandes Pereira.

Também marcaram presença, em representação da União Europeia, Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu; Jerzy Buzek, presidente do Parlamento Europeu, e o português Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.

Do mundo lusófono chegaram ainda os vice-presidentes de Angola e do Brasil, respetivamente Fernando da Piedade Dias dos Santos e Michel Temer, para além do presidente do Parlamento de Timor-Leste, Fernando de Araújo.

O anúncio do nome de João Paulo II como novo beato aconteceu pouco depois do início da missa, presidida pelo Papa Bento XVI, numa cerimónia que incluiu a apresentação do pedido formal de beatificação pelo cardeal Agostino Vallini, vigário do Papa para a diocese de Roma.

Seguiu-se a leitura da biografia de João Paulo II e a fórmula recitada por Bento XVI, na qual se fez o anúncio da data da festa litúrgica.

Foi escolhido o dia 22 de Outubro para a celebração da sua memória litúrgica, data da missa de início do pontificado de Karol Wojtyla. Já foi permitido que, no primeiro ano após a beatificação, seja possível celebrar uma “missa de agradecimento a Deus” em locais e dias “significativos”, por decisão de cada bispo diocesano.

O rito da beatificação prosseguiu com a colocação das relíquias – uma ampola com sangue de João Paulo II – junto ao altar, transportadas por duas religiosas, a irmã Tobiana, assistente pessoal do papa polaco, e a irmã Marie Simon-Pierre, cuja cura da doença de Parkinson, considerada miraculosa, encerrou o processo de beatificação.

O relicário em que essa ampola foi transportada tem a forma de ramos de oliveira e foi feito de propósito, para a ocasião, pelo Departamento de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, no Vaticano.

Na mesma altura foi descerrada uma imagem do novo beato, em tapeçaria, reproduzindo uma foto de 1995, colocada sobre o balcão central da basílica de São Pedro.

Depois da proclamação do novo beato, o cardeal Vallini agradeceu a Bento XVI, novamente em latim, e juntamente com o postulador saudou o Papa, terminando assim este momento.

Na homilia, Bento XVI afirmou que a beatificação de João Paulo II, apenas seis anos depois da sua morte, “chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor” e admitiu que este era um “dia esperado”.

“João Paulo II é Beato”, exclamou, provocando uma salva de palmas dos presentes.

Bento XVI aludiu ao dia do funeral do seu predecessor, em abril de 2005, afirmando que “já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele”.

No final da Missa voltou a haver um momento específico da beatificação, quando o Papa e os cardeais se deslocaram para dentro da basílica a fim de cumprirem o que é descrito como um “ato de veneração” diante da urna de João Paulo II, colocada em frente ao altar principal.

Este gesto foi repetido pelos bispos e as autoridades presentes que o desejaram fazer , estando depois a basílica aberta aos participantes na cerimónia.

Nesta Segunda-feira, na Praça de São Pedro, com inicio às 10:30 , será celebrada uma eucaristia de acção de graças pela beatificação de João Paulo II ,presidida pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano.

A sepultura dos restos mortais de João Paulo II no andar principal da basílica de S. Pedro vai ser feita de forma privada, nesta segunda feira 2 de Maio, na capela de São Sebastião, localizada na nave da basílica, junto da famosa 'Pietà' de Miguel Ângelo.

Homilia do Papa Bento XVI na Santa Missa de Beatificação de João Paulo II

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Átrio da Basílica Vaticana
Domingo, 1° de Maio de 2011

Amados irmãos e irmãs,

Passaram já seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta Praça para celebrar o funeral do Papa João Paulo II. Então, se a tristeza pela sua perda era profunda, maior ainda se revelava a sensação de que uma graça imensa envolvia Roma e o mundo inteiro: graça esta, que era como que o fruto da vida inteira do meu amado Predecessor, especialmente do seu testemunho no sofrimento. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume da sua santidade, tendo o Povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele. Por isso, quis que a sua Causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia esperado chegou! Chegou depressa, porque assim aprouve ao Senhor: João Paulo II é Beato!

Desejo dirigir a minha cordial saudação a todos vós que, nesta circunstância feliz, vos reunistes, tão numerosos, aqui em Roma vindos de todos os cantos do mundo: cardeais, patriarcas das Igrejas Católicas Orientais, irmãos no episcopado e no sacerdócio, delegações oficiais, embaixadores e autoridades, pessoas consagradas e fiéis leigos; esta minha saudação estende-se também a quantos estão unidos conosco através do rádio e da televisão.

Estamos no segundo domingo de Páscoa, que o Beato João Paulo II quis intitular Domingo da Divina Misericórdia. Por isso, se escolheu esta data para a presente celebração, porque o meu Predecessor, por um desígnio providencial, entregou o seu espírito a Deus justamente ao anoitecer da vigília de tal ocorrência. Além disso, hoje tem início o mês de Maio, o mês de Maria; e neste dia celebra-se também a memória de São José operário. Todos estes elementos concorrem para enriquecer a nossa oração; servem-nos de ajuda, a nós que ainda peregrinamos no tempo e no espaço; no Céu, a festa entre os Anjos e os Santos é muito diferente! E todavia Deus é um só, e um só é Cristo Senhor que, como uma ponte, une a terra e o Céu, e neste momento sentimo-lo muito perto, sentimo-nos quase participantes da liturgia celeste.

«Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29). No Evangelho de hoje, Jesus pronuncia esta bem-aventurança: a bem-aventurança da fé. Ela chama de modo particular a nossa atenção, porque estamos reunidos justamente para celebrar uma Beatificação e, mais ainda, porque o Beato hoje proclamado é um Papa, um Sucessor de Pedro, chamado a confirmar os irmãos na fé. João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica. E isto traz imediatamente à memória outra bem-aventurança: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus» (Mt 16, 17). O que é que o Pai celeste revelou a Simão? Que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus vivo. Por esta fé, Simão se torna «Pedro», rocha sobre a qual Jesus pode edificar a sua Igreja. A bem-aventurança eterna de João Paulo II, que a Igreja tem a alegria de proclamar hoje, está inteiramente contida nestas palavras de Cristo: «Feliz de ti, Simão» e «felizes os que acreditam sem terem visto». É a bem-aventurança da fé, cujo dom também João Paulo II recebeu de Deus Pai para a edificação da Igreja de Cristo.

Entretanto perpassa pelo nosso pensamento mais uma bem-aventurança que, no Evangelho, precede todas as outras. É a bem-aventurança da Virgem Maria, a Mãe do Redentor. A Ela, que acabava de conceber Jesus no seu ventre, diz Santa Isabel: «Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor» (Lc 1, 45). A bem-aventurança da fé tem o seu modelo em Maria, pelo que a todos nos enche de alegria o facto de a beatificação de João Paulo II ter lugar no primeiro dia deste mês mariano, sob o olhar materno d’Aquela que, com a sua fé, sustentou a fé dos Apóstolos e não cessa de sustentar a fé dos seus sucessores, especialmente de quantos são chamados a sentar-se na cátedra de Pedro. Nas narrações da ressurreição de Cristo, Maria não aparece, mas a sua presença pressente-se em toda a parte: é a Mãe, a quem Jesus confiou cada um dos discípulos e toda a comunidade. De forma particular, notamos que a presença real e materna de Maria aparece assinalada por São João e São Lucas nos contextos que precedem tanto o Evangelho como a primeira Leitura de hoje: na narração da morte de Jesus, onde Maria aparece aos pés da Cruz (Jo 19, 25); e, no começo dos Atos dos Apóstolos, que a apresentam no meio dos discípulos reunidos em oração no Cenáculo (At 1, 14).

Também a segunda Leitura de hoje nos fala da fé, e é justamente São Pedro que escreve, cheio de entusiasmo espiritual, indicando aos recém-baptizados as razões da sua esperança e da sua alegria. Apraz-me observar que nesta passagem, situada na parte inicial da sua Primeira Carta, Pedro exprime-se não no modo exortativo, mas indicativo. De fato, escreve: «Isto vos enche de alegria»; e acrescenta: «Vós amais Jesus Cristo sem O terdes conhecido, e, como n’Ele acreditais sem O verdes ainda, estais cheios de alegria indescritível e plena de glória, por irdes alcançar o fim da vossa fé: a salvação das vossas almas» (1Pd 1, 6.8-9). Está tudo no indicativo, porque existe uma nova realidade, gerada pela ressurreição de Cristo, uma realidade que nos é acessível pela fé. «Esta é uma obra admirável – diz o Salmo (118, 23) – que o Senhor realizou aos nossos olhos», os olhos da fé.

Queridos irmãos e irmãs, hoje diante dos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo II. Hoje, o seu nome junta-se à série dos Santos e Beatos que ele mesmo proclamou durante os seus quase 27 anos de pontificado, lembrando com vigor a vocação universal à medida alta da vida cristã, à santidade, como afirma a Constituição Conciliar Lumem Gentium sobre a Igreja. Os membros do Povo de Deus – bispos, sacerdotes, diáconos, fiéis leigos, religiosos e religiosas – todos nós estamos a caminho da Pátria celeste, tendo-nos precedido a Virgem Maria, associada de modo singular e perfeito ao mistério de Cristo e da Igreja. Karol Wojtyła, primeiro como Bispo Auxiliar e depois como Arcebispo de Cracóvia, participou no Concílio Vaticano II e bem sabia que dedicar a Maria o último capítulo da Constituição sobre a Igreja significava colocar a Mãe do Redentor como imagem e modelo de santidade para todo o cristão e para a Igreja inteira. Foi esta visão teológica que o Beato João Paulo II descobriu na sua juventude, tendo-a depois conservado e aprofundado durante toda a vida; uma visão, que se resume no ícone bíblico de Cristo crucificado com Maria ao pé da Cruz. Um ícone que se encontra no Evangelho de João (19, 25-27) e está sintetizado nas armas episcopais e, depois, papais de Karol Wojtyła: uma cruz de ouro, um «M» na parte inferior direita e o lema «Totus tuus», que corresponde à conhecida frase de São Luís Maria Grignion de Monfort, na qual Karol Wojtyła encontrou um princípio fundamental para a sua vida: «Totus tuus ego sum et omnia mea tua sunt. Accipio Te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria – Sou todo vosso e tudo o que possuo é vosso. Tomo-vos como toda a minha riqueza. Dai-me o vosso coração, ó Maria» (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 266).

No seu Testamento, o novo Beato deixou escrito: «Quando, no dia 16 de Outubro de 1978, o conclave dos cardeais escolheu João Paulo II, o Card. Stefan Wyszyński, Primaz da Polónia, disse-me: “A missão do novo Papa será a de introduzir a Igreja no Terceiro Milénio”». E acrescenta: «Desejo mais uma vez agradecer ao Espírito Santo pelo grande dom do Concílio Vaticano II, do qual me sinto devedor, juntamente com toda a Igreja e sobretudo o episcopado. Estou convencido de que será concedido ainda por muito tempo, às sucessivas gerações, haurir das riquezas que este Concílio do século XX nos prodigalizou. Como Bispo que participou no evento conciliar, desde o primeiro ao último dia, desejo confiar este grande património a todos aqueles que são, e serão, chamados a realizá-lo. Pela minha parte, agradeço ao Pastor eterno que me permitiu servir esta grandíssima causa ao longo de todos os anos do meu pontificado». E qual é esta causa? É a mesma que João Paulo II enunciou na sua primeira Missa solene, na Praça de São Pedro, com estas palavras memoráveis: «Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!». Aquilo que o Papa recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos e económicos, invertendo, com a força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade. Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque Cristo é o Redentor do homem – Redemptor Hominis: foi este o tema da sua primeira Encíclica e o fio condutor de todas as outras.

Karol Wojtyła subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo, centrada no homem. A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e Cristo é o caminho do homem. Com esta mensagem, que é a grande herança do Concílio Vaticano II e do seu «timoneiro» – o Servo de Deus Papa Paulo VI –, João Paulo II foi o guia do Povo de Deus ao cruzar o limiar do Terceiro Milénio, que ele pôde, justamente graças a Cristo, chamar «limiar da esperança». Na verdade, através do longo caminho de preparação para o Grande Jubileu, ele conferiu ao cristianismo uma renovada orientação para o futuro, o futuro de Deus, que é transcendente relativamente à história, mas incide na história. Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de «advento», numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz.

Por fim, quero agradecer a Deus também a experiência de colaboração pessoal que me concedeu ter longamente com o Beato Papa João Paulo II. Se antes já tinha tido possibilidades de o conhecer e estimar, desde 1982, quando me chamou a Roma como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, pude durante 23 anos permanecer junto dele crescendo sempre mais a minha veneração pela sua pessoa. O meu serviço foi sustentado pela sua profundidade espiritual, pela riqueza das suas intuições. Sempre me impressionou e edificou o exemplo da sua oração: entranhava-se no encontro com Deus, inclusive no meio das mais variadas incumbências do seu ministério. E, depois, impressionou-me o seu testemunho no sofrimento: pouco a pouco o Senhor foi-o despojando de tudo, mas permaneceu sempre uma «rocha», como Cristo o quis. A sua humildade profunda, enraizada na união íntima com Cristo, permitiu-lhe continuar a guiar a Igreja e a dar ao mundo uma mensagem ainda mais eloquente, justamente no período em que as forças físicas definhavam. Assim, realizou de maneira extraordinária a vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com aquele Jesus que diariamente recebe e oferece na Igreja.

Feliz és tu, amado Papa João Paulo II, porque acreditaste! Continua do Céu – nós te pedimos – a sustentar a fé do Povo de Deus. Muitas vezes, do Palácio, tu nos abençoaste nesta Praça! Hoje nós te pedimos: Santo Padre, abençoa-nos! Amém.

BENEDICTUS, PP XVI



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