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terça-feira, 26 de abril de 2011

Sexta-feira Santa na Igreja Matriz São José

Apresentamos algumas fotos da Procissão do Senhor Morto ocorrida nas ruas da cidade de Salesópolis na Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor, dia 22 de abril de 2011. A Procissão iniciou-se às 19:00 hs na Igreja Matriz São José e contou com a presença do Pe Edinei Maia dos Santos, Administrador Paroquial da Paróquia São José.

Uma verdadeira multidão tomou conta da Igreja Matriz e das ruas centrais de Salesópolis, fiéis paroquianos, das comunidades rurais, familiares que estavam visitando a cidade e muitos visitantes da região que vieram participar das celebrações da Semana Santa em nosso meio.

A Procissão encerrou-se na Igreja Matriz São José onde em seu interior foi realizada uma pequena encenação da Paixão do Senhor, meditando sua descida à mansão dos mortos e reflexões da Campanha da Fraternidade 2011 lembrando as frequentes agressõs ao meio-ambiente, ao som das matracas e o canto da Verônica.

Fotos gentilmente cedidas
Foto Faria
fotógrafo Márcio José Faria
TWITTER: @fariafotografo

Quinta-feira Santa na Igreja Matriz São José

A Santa Missa da Ceia do Senhor na Igreja Matriz São José, às 20:00 hs, do dia 21 de Abril de 2011, foi celebrada pelo Revmo Sr Pe Vicente Pauo Braga,FAM, da cidade de Mogi das Cruzes-SP. A Igreja estava repleta, muitos fiéis vieram participar do Tríduo Pascal e da memória do dia em que Nosso Senhor instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio, na Última Ceia em que Jesus também deu-nos o mandamento do amor. Na cerimônia do lava-pés 12 homens dos mais diversos segmentos da sociedade representaram os 12 apóstolos.

Fotos gentilmente cedidas
Foto Faria
fotógrafo Márcio José Faria
TWITTER: @fariafotografo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vídeo da Benção Urbi et Orbi na Páscoa 2011


Mensagem de Páscoa de Bento XVI na Benção Urbi Et Orbi

"In resurrectione tua, Christe, coeli et terra laetentur" – "Na vossa Ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra" (Liturgia das Horas).

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!

A manhã de Páscoa trouxe-nos este anúncio antigo e sempre novo: Cristo ressuscitou! O eco deste acontecimento, que partiu de Jerusalém há vinte séculos, continua a ressoar na Igreja, que traz viva no coração a fé vibrante de Maria, a Mãe de Jesus, a fé de Madalena e das primeiras mulheres que viram o sepulcro vazio, a fé de Pedro e dos outros Apóstolos.

Até hoje – mesmo na nossa era de comunicações supertecnológicas – a fé dos cristãos assenta naquele anúncio, no testemunho daquelas irmãs e daqueles irmãos que viram, primeiro, a pedra removida e o túmulo vazio e, depois, os misteriosos mensageiros que atestavam que Jesus, o Crucificado, ressuscitara; em seguida, o Mestre e Senhor em pessoa, vivo e palpável, apareceu a Maria de Magdala, aos dois discípulos de Emaús e, finalmente, aos onze, reunidos no Cenáculo (cf. Mc 16, 9-14).

A ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa certamente a história, mas verifica-se num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével. A luz, que encandeou os guardas de sentinela ao sepulcro de Jesus, atravessou o tempo e o espaço. É uma luz diferente, divina, que fendeu as trevas da morte e trouxe ao mundo o esplendor de Deus, o esplendor da Verdade e do Bem.

Tal como os raios do sol, na primavera, fazem brotar e desabrochar os rebentos nos ramos das árvores, assim também a irradiação que dimana da Ressurreição de Cristo dá força e significado a cada esperança humana, a cada expectativa, desejo, projeto. Por isso, hoje, o universo inteiro se alegra, implicado na primavera da humanidade, que se faz intérprete do tácito hino de louvor da criação. O aleluia pascal, que ressoa na Igreja peregrina no mundo, exprime a exultação silenciosa do universo e sobretudo o anseio de cada alma humana aberta sinceramente a Deus, mais ainda, agradecida pela sua infinita bondade, beleza e verdade.

"Na vossa ressurreição, ó Cristo, alegrem-se os céus e a terra". A este convite ao louvor, que hoje se eleva do coração da Igreja, os "céus" respondem plenamente: as multidões dos anjos, dos santos e dos beatos unem-se unânimes à nossa exultação. No Céu, tudo é paz e alegria. Mas, infelizmente, não é assim sobre a terra! Aqui, neste nosso mundo, o aleluia pascal contrasta ainda com os lamentos e gritos que provêm de tantas situações dolorosas: miséria, fome, doenças, guerras, violências. E todavia foi por isto mesmo que Cristo morreu e ressuscitou! Ele morreu também por causa dos nossos pecados de hoje, e também para a redenção da nossa história de hoje Ele ressuscitou. Por isso, esta minha mensagem quer chegar a todos e, como anúncio profético, sobretudo aos povos e às comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo Ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz.

Possa alegrar-se aquela Terra que, primeiro, foi inundada pela luz do Ressuscitado. O fulgor de Cristo chegue também aos povos do Médio Oriente para que a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e das violências. Na Líbia, que as armas cedam o lugar à diplomacia e ao diálogo e se favoreça, na situação atual de conflito, o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da luta. Nos países da África do Norte e do Oriente Médio, que todos os cidadãos – e de modo particular os jovens – se esforcem por promover o bem comum e construir um sociedade, onde a pobreza seja vencida e cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana. A tantos prófugos e aos refugiados, que provêm de diversos países africanos e se vêem forçados a deixar os afetos dos seus entes mais queridos, chegue a solidariedade de todos; os homens de boa vontade sintam-se inspirados a abrir o coração ao acolhimento, para se torne possível, de maneira solidária e concorde, acudir às necessidades prementes de tantos irmãos; a quantos se prodigalizam com generosos esforços e dão exemplares testemunhos nesta linha chegue o nosso conforto e apreço.

Possa recompor-se a convivência civil entre as populações da Costa do Marfim, onde é urgente empreender um caminho de reconciliação e perdão, para curar as feridas profundas causadas pelas recentes violências. Possa encontrar consolação e esperança a terra do Japão, enquanto enfrenta as dramáticas consequências do recente terremoto, e demais países que, nos meses passados, foram provados por calamidades naturais que semearam sofrimento e angústia.

Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança.

Queridos irmãos e irmãs! Cristo ressuscitado caminha à nossa frente para os novos céus e a nova terra (cf. Ap 21, 1), onde finalmente viveremos todos como uma única família, filhos do mesmo Pai. Ele está connosco até ao fim dos tempos. Sigamos as suas pegadas, neste mundo ferido, cantando o aleluia. No nosso coração, há alegria e sofrimento; na nossa face, sorrisos e lágrimas. A nossa realidade terrena é assim. Mas Cristo ressuscitou, está vivo e caminha connosco. Por isso, cantamos e caminhamos, fiéis ao nosso compromisso neste mundo, com o olhar voltado para o Céu.

Boa Páscoa a todos!

BENEDICTUS, PP XVI

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Procissão do Encontro em Salesópolis

Na noite de Quarta-feira desta Semana Santa, dia 20/04/2011, pelas 19 hs, foi realizada a tradicional "Procissão do Encontro", com as imagens do Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores, nas ruas centrais da cidade de Salesópolis.

As imagens sairam da Igreja Matriz São José e separaram-se logo na Praça central, os homens com a imagem de Jesus com a cruz às costas foram para a esquerda, já as mulheres com a imagem de Nossa Senhora foram para a direita, momentos depois as procissões se uniram em frente ao Mercado Municipal, na Rua XV de Novembro.

Após o encontro das imagens que relembrou o encontro doloroso de Maria e seu Filho Jesus no caminho do Calvário as imagens subiram até a Igreja Matriz com sete pausas no caminho em que o Diácono Antonio Paulino de Miranda Melo fez as reflexões sobre as dores de Nossa Senhora.

A Procissão encerrou-se na Igreja Matriz São José com a bênção final.

Fotos gentilmente cedidas
Foto Faria
fotógrafo Márcio José Faria
TWITTER: @fariafotografo


Sexta-feira Santa: "Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz; pelo que o Senhor Deus o exaltou e deu-lhe um nome muito acima de outro nome" (Fl 2,8s)

"Ó vós todos que passais pelo caminho, parai e vede se há dor semelhante a minha dor"

Quantos sofrimentos em nossas vidas, no qual tudo parece perdido...quantos problemas que parecem não ter solução.

Lembremos das dores que Nosso Senhor Jesus Cristo passou, e tenhamos sempre presente que não existe sofrimento maior do que podemos suportar.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Quinta-feira Santa: "Eu vos dou este novo mandamento, nova ordem agora vos dou, que também vos ameis uns aos outros, como eu vos amei, diz o Senhor" (Jo 13,34)


Como prelúdio, na manhã da Quinta-feira Santa, celebramos a Missa do Crisma, na qual são consagrados os santos óleos e os sacerdotes renovam as promessas da sua ordenação, gesto que neste Ano Sacerdotal assume um significado especial. Ao entardecer do mesmo dia, comemoramos a instituição da Eucaristia e o gesto do lava-pés visto como uma representação da vida entrega de Jesus com o seu amor levado ao extremo; um amor infinito capaz de habilitar o homem para a comunhão com Deus e torná-lo livre” (Papa Bento XVI, Audiência Geral, 31/03/2010)

Chegamos ao Tríduo Pascal, celebramos os mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela redenção da humanidade Ele se oferece pela nossa salvação, e na Quinta-feira Santa, após lavar os pés de seus discípulos, instituiu o Sacrifício da Nova Aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória.

Os gestos de Jesus na Última Ceia nos mostram seu amor, afinal Ele nos amou até o fim, não há maior amor que dar a vida pelo irmão.

A Liturgia da Missa da Ceia do Senhor nos apresenta as seguintes Leituras:

I Leitura Êxodo 12, 1-8.11-14: Na páscoa dos judeus o cordeiro era oferecido em sacrifício;

Salmo Responsorial 115 (116B): “O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.”

II Leitura 1Coríntios 11, 23-26: São Paulo nos transmite o que Ele mesmo recebeu, como na Última Ceia Jesus nos deu seu Corpo e seu Sangue e instituiu a Páscoa da Nova Aliança;

Evangelho João 13, 1-15: Jesus nos dá um novo mandamento, que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou.

Homilia do Papa Bento XVI na Missa do Crisma, na Basílica de São Pedro

Amados irmãos e irmãs!

No centro da liturgia desta manhã, está a bênção dos santos óleos: o óleo para a unção dos catecúmenos, o óleo para a unção dos enfermos e o óleo do crisma para os grandes sacramentos que conferem o Espírito Santo, ou seja, a Confirmação, a Ordenação Sacerdotal e a Ordenação Episcopal. Nos sacramentos, o Senhor toca-nos por meio dos elementos da criação. Aqui, torna-se visível a unidade entre criação e redenção. Os sacramentos são expressão da corporeidade da nossa fé, que abraça corpo e alma, isto é, o homem inteiro. Pão e vinho são frutos da terra e do trabalho humano. O Senhor escolheu-os como portadores da sua presença. O óleo é símbolo do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, alude a Cristo: a palavra "Cristo" (Messias) significa "Ungido".

A humanidade de Jesus, graças à unidade do Filho com o Pai, fica inserida na comunhão com o Espírito Santo e assim é "ungida" de um modo único, é permeada pelo Espírito Santo. Aquilo que acontecera apenas simbolicamente nos reis e sacerdotes da Antiga Aliança, quando eram instituídos no seu ministério com a unção do óleo, verifica-se em toda a sua realidade em Jesus: a sua humanidade é permeada pela força do Espírito Santo. Jesus abre a nossa humanidade ao dom do Espírito Santo. Quanto mais estivermos unidos a Cristo, tanto mais ficamos cheios do seu Espírito, do Espírito Santo.

Chamamo-nos "cristãos", ou seja, "ungidos": pessoas que pertencem a Cristo e por isso participam na sua unção, são tocadas pelo seu Espírito. Não quero somente chamar-me cristão, mas sê-lo também: disse Santo Inácio de Antioquia. Deixemos que estes santos óleos, que vão ser consagrados daqui a pouco, lembrem este dever contido na palavra "cristão", e peçamos ao Senhor que não nos limitemos a chamar-nos cristãos, mas o sejamos cada vez mais.

Como já disse, na liturgia deste dia, são abençoados três óleos. Nesta tríade, exprimem-se três dimensões essenciais da vida cristã, sobre as quais queremos agora refletir.

- Em primeiro lugar, temos o óleo dos catecúmenos. Este óleo indica como que um primeiro modo de ser tocados por Cristo e pelo seu Espírito: um toque interior, pelo qual o Senhor atrai e aproxima de Si as pessoas. Por meio desta primeira unção, que tem lugar ainda antes do Batismo, o nosso olhar detém-se nas pessoas que se põem a caminho de Cristo, nas pessoas que andam à procura da fé, à procura de Deus. O óleo dos catecúmenos diz-nos: não só os homens procuram a Deus, mas o próprio Deus anda à nossa procura.

O fato de Ele mesmo Se ter feito homem descendo até aos abismos da existência humana, até à noite da morte, mostra-nos quanto Deus ama o homem, sua criatura. Movido pelo amor, Deus caminhou ao nosso encontro. "A buscar-me Vos cansaste, pela Cruz me resgatastes: tanta dor não seja em vão!": rezamos no Dies irae. Deus anda à minha procura. Tenho eu vontade de O reconhecer? Quero ser conhecido por Ele, ser encontrado por Ele? Deus ama os homens. Ele sai ao encontro da inquietude do nosso coração, da inquietude que nos faz questionar e procurar, com a inquietude do seu próprio coração, que O induz a realizar o ato extremo por nós.

A inquietude por Deus, o caminhar para Ele, para melhor O conhecer e amar não deve apagar-se em nós. Neste sentido, nunca devemos deixar de ser catecúmenos. "Procurai sempre a sua face": diz um Salmo (105/104, 4). A este respeito, comentava Agostinho: Deus é tão grande que sempre supera infinitamente todo o nosso conhecimento e todo o nosso ser. O conhecimento de Deus nunca se esgota. Por toda a eternidade, poderemos, com uma alegria crescente, continuar a procurá-Lo, para O conhecer e amar cada vez mais. "O nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Vós": escreveu Agostinho no início das suas Confissões. Sim, o homem vive inquieto, porque tudo o que é temporal é demasiado pouco. Mas, verdadeiramente, sentimo-nos inquietos por Ele? Não acabamos, talvez, por nos resignar com a sua ausência, procurando bastar-nos a nós mesmos? Não consintamos uma tal redução do nosso ser humano! Continuemos incessantemente a caminhar para Ele, com saudades d’Ele, num acolhimento sempre novo feito de conhecimento e amor!

- Temos, depois, o óleo para a Unção dos Enfermos. Pensamos agora na multidão das pessoas que sofrem: os famintos e os sedentos, as vítimas da violência em todos os continentes, os doentes com todos os seus sofrimentos, as suas esperanças e desânimos, os perseguidos e os humilhados, as pessoas com o coração dilacerado. Ao narrar o primeiro envio dos discípulos por Jesus, São Lucas diz-nos: "Ele enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos" (9, 2). Curar é um mandato primordial confiado por Jesus à Igreja, a exemplo d’Ele mesmo que, curando, percorreu os caminhos do país. É certo que o dever primordial da Igreja é o anúncio do Reino de Deus. Mas este mesmo anúncio deve revelar-se um processo de cura: "...tratar os corações torturados", diz hoje a primeira leitura do profeta Isaías (61, 1). O primeiro fruto que o anúncio do Reino de Deus, da bondade sem limites de Deus, deve suscitar é curar o coração ferido dos homens.

O homem é essencialmente um ser em relação. Mas, se a sua relação fundamental - a relação com Deus – é transtornada, então tudo o resto fica transtornado também. Se o nosso relacionamento com Deus se transtorna, se a orientação fundamental do nosso ser está errada, também não podemos ficar verdadeiramente curados no corpo e na alma. Por isso, a primeira e fundamental cura tem lugar no encontro com Cristo, que nos reconcilia com Deus e sara o nosso coração despedaçado. Mas, além deste dever central, faz parte da missão essencial da Igreja também a cura concreta da doença e do sofrimento.

O óleo para a Unção dos Enfermos é expressão sacramental visível desta missão. Desde o início, amadureceu na Igreja a vocação de curar, amadureceu o amor solícito pelas pessoas atribuladas no corpo e na alma. Esta é também a ocasião boa para, uma vez por outra, agradecer às irmãs e aos irmãos que, em todo o mundo, proporcionam um amor restaurador aos homens, sem olhar à sua posição ou confissão religiosa.

Desde Isabel da Hungria, Vicente de Paulo, Luísa de Marillac, Camilo de Lellis, até Madre Teresa – para lembrar somente alguns nomes – o mundo é atravessado por um rastro luminoso de pessoas, que tem a sua origem no amor de Jesus pelos atribulados e doentes. Por tudo isso damos graças ao Senhor neste momento. E agradecemos a todos aqueles que, em virtude da fé e do amor, se põem ao lado dos doentes, dando assim, no fim das contas, testemunho da bondade própria de Deus. O óleo para a Unção dos Enfermos é sinal deste óleo da bondade do coração, que estas pessoas – juntamente com a sua competência profissional – proporcionam aos doentes. Sem falar de Cristo, manifestam-n’O.

- Em terceiro lugar, temos o mais nobre dos óleos eclesiais: o crisma, uma mistura de azeite de oliveira e com perfumes vegetais. É o óleo da unção sacerdotal e da unção real, unções estas que estão ligadas com as grandes tradições de unção da Antiga Aliança. Na Igreja, este óleo serve sobretudo para a unção na Confirmação e nas Ordens sacras. A liturgia de hoje relaciona com este óleo as palavras de promessa do profeta Isaías: "Vós sereis chamados 'sacerdotes do Senhor' e tereis o nome de 'ministros do nosso Deus'" (61, 6). Deste modo, o profeta retoma a grande palavra de mandato e promessa que Deus dirigira a Israel no Sinai: "Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Ex 19, 6).

No meio do mundo imenso e em favor do mesmo, que em grande parte não conhecia Deus, Israel devia ser como que um santuário de Deus para a todos, devia exercer uma função sacerdotal em favor do mundo. Devia conduzir o mundo para Deus, abri-lo a Ele. São Pedro, na sua grande catequese batismal, aplicou tal privilégio e mandato de Israel a toda a comunidade dos batizados, proclamando: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus para anunciardes os louvores d’Aquele que vos chamou das trevas à sua luz admirável. Vós que outrora não éreis seu povo, agora sois povo de Deus" (1 Ped 2, 9-10).

O Batismo e a Confirmação constituem o ingresso neste povo de Deus, que abraça todo o mundo; a unção no Batismo e na Confirmação introduz neste ministério sacerdotal em favor da humanidade. Os cristãos são um povo sacerdotal em favor do mundo. Os cristãos deveriam fazer visível ao mundo o Deus vivo, testemunhá-Lo e conduzir a Ele. Ao falarmos desta nossa missão comum enquanto batizados, não temos motivo para nos vangloriar.

De fato, trata-se de uma exigência que suscita em nós alegria e ao mesmo tempo preocupação: somos nós verdadeiramente o santuário de Deus no mundo e para o mundo? Abrimos aos homens o acesso a Deus ou, pelo contrário, escondemo-lo? Porventura nós, povo de Deus, não nos tornamos em grande parte um povo marcado pela incredulidade e pelo afastamento de Deus? Porventura não é verdade que o Ocidente, os países centrais do cristianismo se mostram cansados da sua fé e, enfastiados da sua própria história e cultura, já não querem conhecer a fé em Jesus Cristo? Neste momento, temos motivos para bradar a Deus: "Não permitais que nos tornemos um 'não povo'! Fazei que Vos reconheçamos de novo! De fato, ungistes-nos com o vosso amor, colocastes o vosso Espírito Santo sobre nós. Fazei que a força do vosso Espírito se torne novamente eficaz em nós, para darmos com alegria testemunho da vossa mensagem!".

Mas, apesar de toda a vergonha pelos nossos erros, não devemos esquecer que hoje existem também exemplos luminosos de fé; pessoas que, pela sua fé e o seu amor, dão esperança ao mundo. Quando for beatificado o Papa João Paulo II no próximo dia 1º de maio, cheios de gratidão pensaremos nele como grande testemunha de Deus e de Jesus Cristo no nosso tempo, como homem cheio do Espírito Santo. E juntamente com João Paulo II, pensamos no grande número daqueles que ele beatificou e canonizou, e que nos dão a certeza de que também hoje a promessa de Deus e o seu mandato não ficam sem efeito.

Finalmente, dirijo uma palavra especial a vós, caros irmãos no ministério sacerdotal. A Quinta-feira Santa é de modo particular o nosso dia. Na hora da Última Ceia, o Senhor instituiu o sacerdócio neotestamentário. "Consagra-os na verdade" (Jo 17, 17): pediu Ele ao Pai para os Apóstolos e para os sacerdotes de todos os tempos. Com imensa gratidão pela nossa vocação e com grande humildade por todas as nossas insuficiências, renovemos neste momento o nosso "sim" ao chamamento do Senhor: Sim, quero unir-me intimamente ao Senhor Jesus, renunciando a mim mesmo .... impelido pelo amor de Cristo. Amém.

BENEDICTUS, PP XVI

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Catequese do Papa Bento XVI, um verdadeiro itinerário para o Tríduo Pascal

Catequese de Bento XVI sobre o Tríduo Pascal


Queridos irmãos e irmãs,

estamos a partir de agora juntos ao coração da Semana Santa, cumprimento do caminho quaresmal. Amanhã entraremos no Tríduo Pascal, os três dias santos em que a Igreja faz memória do mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. O Filho de Deus, após fazer-se homem em obediência ao Pai, tornando-se em tudo semelhante a nós, exceto no pecado (cf. Heb 4,15), aceitou cumprir até o fim a sua vontade, de enfrentar por amos a nós a paixão e a cruz, para fazer-nos participantes da sua Ressurreição, a fim de que n'Ele e por Ele possamos viver para sempre, na consolação e na paz. Exorto-vos, portanto, a acolher esse mistério de salvação, a participar intensamente do Tríduo pascal, fulcro de todo o ano litúrgico e momento de graça particular para todo o cristão; convido-vos a buscar nestes dias o recolhimento e a oração, de forma a alcançar mais profundamente essa fonte de graça. A tal propósito, em vista das iminentes festividades, cada cristão é convidado a celebrar o Sacramento da Reconciliação, momento de especial adesão à morte e ressurreição de Cristo, para poder participar com maior fruto da Santa Páscoa.

A Quinta-feira Santa é o dia em que se faz memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial. Pela manhã, cada comunidade diocesana, reunida na Igreja Catedral em torno do Bispo, celebra a Missa Crismal, na qual são abençoados o Santo Crisma, o Óleo dos catecúmenos e o Óleo dos Enfermos. A partir do Tríduo Pascal e por todo o ano litúrgico, esses óleos serão utilizados para os Sacramentos do Batismo, da Confirmação, das Ordenações Sacerdotal e Episcopal e da Unção dos Enfermos; nisso evidencia-se como a salvação, transmitida pelos sinais sacramentais, deriva-se exatamente do Mistério pascal de Cristo; de fato, nós somos redimidos com a sua morte e ressurreição e, mediante os Sacramentos, alcançamos aquela mesma fonte salvífica. Durante a Missa Crismal, amanhã, acontece também a renovação das promessas sacerdotais. No mundo inteiro, cada sacerdote renova os compromissos que assumiu no dia da Ordenação, para ser totalmente consagrado a Cristo no exercício do sagrado ministério a serviço dos irmãos. Acompanhemos os nossos sacerdotes com a nossa oração.

Na tarde da Quinta-feira Santa inicia efetivamente o Tríduo Pascal, com a memória da Última Ceia, na qual Jesus instituiu o Memorial da sua Páscoa, dando cumprimento ao rito pascal hebraico. Segundo a tradição, toda família hebraica, reunida á mesa na festa da Páscoa, como o cordeiro assado, fazendo memória da libertação dos Israelitas da escravidão do Egito; assim, no cenáculo, consciente da sua morte iminente, Jesus, verdadeiro Cordeiro pascal, oferece a si mesmo pela nossa salvação (cf. 1Cor 5,7). Pronunciando a bênção sobre o pão e o vinho, Ele antecipa o sacrifício da cruz e manifesta a intenção de perpetuar a sua presença em meio aos discípulos: sob as espécies do pão e do vinho, Ele se torna presente de modo real com o seu corpo doado e o seu sangue derramado. Durante a Última Ceia, os Apóstolos são constituídos ministros deste Sacramento de salvação; a esses Jesus lava os pés (cf. Jo 13,1-25), convidando-lhes a amar-se uns aos outros como Ele lhes tinha amado, dando a vida por eles. Repetindo esse gesto na Liturgia, também nós somos chamados a testemunhar ativamente o amor do nosso Redentor.

A Quinta-feira Santa, enfim, encerra-se com a Adoração eucarística, na recordação da agonia do Senhor no Horto das Oliveiras. Após sair do cenáculo, Ele se retirou em oração, sozinho, na presença do Pai. Naquele momento de comunhão profunda, os Evangelhos narram que Jesus experimentou uma grande angústia, um sofrimento tal que lhe fez suar sangue (cf. Mt 26,38). Na consciência de sua iminente morte na cruz, Ele sente uma grande angústia e a proximidade da morte. Nessa situação, aparece também um elemento de grande importância para toda a Igreja. Jesus diz aos seus: permanecei aqui e vigiai; e esse apelo à vigilância concerne exatamente este momento de angústia, de ameaça, no qual chegará o traiçoeiro [traidor], mas concerne toda a história da Igreja. É uma mensagem permanente para todos os tempos, porque a sonolência dos discípulos era não somente o problema daquele momento, mas é o problema de toda a história. A questão está em que consiste essa sonolência, em que consistiria a vigilância à qual o Senhor nos convida. Diria que a sonolência dos discípulos ao longo da história é uma certa insensibilidade da alma frente ao poder do mal, uma insensibilidade por todo o mal do mundo. Nós não queremos deixar-nos preocupar muito com essas coisas, desejamos esquecê-las: pensamos que talvez não sejam assim tão graves, e esquecemos. E não é somente insensibilidade ao mal, enquanto devemos vigiar para fazer o bem, para lutar pela força do bem. É insensibilidade por Deus: essa é a nossa verdadeira sonolência; essa insensibilidade pela presença de Deus que nos torna insensíveis também para o mal. Não ouvimos Deus – nos perturbaria – e assim não ouvimos, naturalmente, também a força do mal e permanecemos sobre a estrada da nossa comodidade. A adoração noturna da Quinta-feira Santa, o ser vigilantes com o Senhor, deveria ser exatamente o momento para fazer-nos refletir sobre a sonolência dos discípulos, dos defensores de Jesus, dos apóstolos, de nós, que não vemos, não desejamos ver toda a força do mal, e que não desejamos entrar na sua paixão pelo bem, pela presença de Deus no mundo, pelo amor ao próximo e a Deus.

Depois, o Senhor começa a rezar. Os três apóstolos – Pedro, Tiago e João – dormem, mas algumas vezes despertam e escutam o refrão desta oração do Senhor: "Não a minha vontade, mas a tua seja realizada”. Que é essa minha vontade, que é essa tua vontade, de que fala o Senhor? A minha vontade é "que não deveria morrer", que lhe seja afastado esse cálice do sofrimento: é a vontade humana, da natureza humana, e Cristo sente, com toda a consciência do seu ser, a vida, o abismo da morte, o terror do nada, esta ameaça do sofrimento. E Ele mais do que nós, que temos esta natural aversão contra a morte, esse medo natural da morte, ainda mais do que nós, sente o abismo do mal. Sente, com a morte, também todo o sofrimento da humanidade. Sente que tudo isso é o cálice que deve beber, deve fazer beber a si mesmo, aceitar o mal do mundo, tudo isso que é terrível, a aversão contra Deus, todo o pecado. E podemos compreender como Jesus, com a sua alma humana, esteja aterrorizado diante dessa realidade, que percebe em toda a sua crueldade: a minha vontade seria não beber o cálice, mas a minha vontade é subordinada à tua vontade, vontade de Deus, à vontade do Pai, que é também a verdadeira vontade do Filho. E assim Jesus transforma, nessa oração, a aversão natural, a aversão contra o cálice, contra a sua missão de morrer por nós; transforma essa sua vontade natural em vontade de Deus, em um "sim" à vontade de Deus. O homem por si só é tentado a opor-se à vontade de Deus, a ter a intenção de seguir a própria vontade, de sentir-se livre somente se é autônomo; opõe a própria autonomia contra a heteronomia de seguir a vontade de Deus. Esse é todo o drama da humanidade. Mas, na verdade, essa autonomia é errada e esse entrar na vontade de Deus não é uma oposição a si, não é uma escravidão que violenta a minha vontade, mas é entrar na verdade e no amor, no bem. E Jesus leva a nossa vontade, que se opõe à vontade de Deus, que busca a autonomia, leva essa nossa vontade para o alto, rumo à vontade de Deus. Esse é o drama da nossa redenção, que Jesus puxa para o alto a nossa vontade, toda a nossa aversão contra a vontade de Deus e a nossa aversão contra a morte e o pecado, e a une com a vontade do Pai: “Não a minha vontade mas a tua”. Nessa transformação do "não" em "sim", nessa inserção da vontade da criatura na vontade do Pai, Ele transforma a humanidade e nos redime. E convida-nos a entrar neste seu movimento: sair do nosso "não" e entrar no "sim" do Filho. A minha vontade existe, mas decisiva é a vontade do Pai, porque essa é a verdade e o amor.

Um ulterior elemento dessa oração me parece importante. As três testemunhas conservaram – como aparece na Sagrada Escritura - a palavra hebraica ou aramaica com a qual o Senhor falou com o Pai, o chamou "Abbà", pai. Mas essa fórmula, "Abbà", é uma forma familiar do termo pai, uma forma que se usa somente em família, que não era nunca usada no relacionamento com Deus. Aqui vemos no íntimo de Jesus como fala em família, fala verdadeiramente como Filho com o Pai. Vemos o mistério trinitário: o Filho que fala com o Pai e redime a humanidade.

Ainda uma observação. A Carta aos Hebreus deu-nos uma profunda interpretação dessa oração do Senhor, desse drama do Getsemani. Diz: essas lágrimas de Jesus, essa oração, esse grito de Jesus, essa angústia, tudo isso não é simplesmente uma concessão à debilidade da carne, como se poderia dizer. Propriamente assim realiza o encargo do Sumo Sacerdote, porque o Sumo Sacerdote deve levar o ser humano, com todos os seus problemas e sofrimentos, à altura de Deus. E a Carta aos Hebreus diz: com todos esses gritos, lágrimas, sofrimentos, orações, o Senhor levou a nossa realidade a Deus (cf. Heb 5,7ss). E usa esta palavra grega “prosferein”, que é o termo técnico para quanto deve fazer o Sumo Sacerdote para ofertar, para levantar ao alto as suas mãos.

Exatamente nesse drama do Getsemani, onde parece que a força de Deus não esteja mais presente, Jesus realiza a função do Sumo Sacerdote. E diz também que nesse ato de obediência, isto é, de conformação da vontade natural humana à vontade de Deus, é aperfeiçoado como sacerdote. E usa de novo a palavra técnica para ordenar sacerdote. Exatamente assim torna-se realmente o Sumo Sacerdote da humanidade e abre assim o céu e a porta à ressurreição.

Se refletimos sobre este drama do Getsemani, podemos também ver o grande contraste entre Jesus com a angústia, com o seu sofrimento, em relação ao grande filósofo Sócrates, que permanece pacífico, sem perturbação diante da morte. E parece esse o ideal. Podemos admirar esse filósofo, mas a missão de Jesus era uma outra. A sua missão não era essa total indiferença e liberdade; a sua missão era levar em si todo o nosso sofrimento, todo o drama humano. E por isso exatamente essa humilhação do Getsemani é essencial para a missão do Homem-Deus. Ele carrega em si o nosso sofrimento, a nossa pobreza, e a transforma segundo a vontade de Deus. E assim abre as portas do céu, abre o céu: esta tenda do Santíssimo, que até então o homem havia fechado contra Deus, é aberta por esse seu sofrimento e obediência. Eis algumas observações para a Quinta-feira Santa, para a nossa celebração da Quinta-feira Santa.

Na Sexta-feira Santa faremos memória da paixão e da morte do Senhor; adoraremos Cristo Crucificado, participaremos nos seus sofrimentos com a penitência e o jejum. Lançando "o olhar àquele que foi trespassado" (cf. Jo 19,37), podemos chegar a seu coração que emana sangue e água como de uma fonte; daquele coração do qual brota o amor de Deus por todo o homem, recebemos o seu Espírito. Acompanhemos, portanto, na Sexta-feira Santa também nós Jesus que sai ao Calvário, deixemo-nos guiar por Ele até a cruz, recebamos a oferta do seu corpo imolado. Enfim, na noite do Sábado Santo, celebraremos a solene Vigília Pascal, na qual nos é anunciada a ressurreição de Cristo, a sua vitória definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n'Ele homens novos. Participando neste Santa Vigília, a Noite central de todo o Ano Litúrgico, faremos memória do nosso Batismo, no qual também nós fomos sepultados com Cristo, para poder com Ele ressurgir e participar do banquete do céu (cf. Ap 19,7-9).

Queridos amigos, buscamos compreender o estado de ânimo com que Jesus viveu o momento da prova extrema, para colher aquilo que orientava o seu agir. O critério que guiou cada escolha de Jesus durante toda a sua vida foi a firme vontade de amar o Pai, de ser um com o Pai, e ser-Lhe fiel. Essa decisão de corresponder ao seu amor o levou a abraçar, em cada circunstância, o projeto do Pai, a fazer próprio o plano de amor confiado-Lhe de recapitular todas as coisas n'Ele, para reconduzir a Ele todas as coisas. No reviver o santo Tríduo, disponhamo-nos a acolher também nós na nossa vida a vontade de Deus, conscientes de que na vontade de Deus, também se parece dura, em contraste com as nossas intenções, encontra-se o nosso verdadeiro bem, o caminho da vida. A Virgem Mãe guie-nos nesse itinerário, e nos obtenha do seu Filho divino a graça de poder gastar a nossa vida por amor a Jesus, no serviço dos irmãos. Obrigado.


BENEDICTUS, PP XVI
 
fonte: Canção Nova

terça-feira, 19 de abril de 2011

6 anos de Pontificado do Papa Bento XVI

A 6 anos atrás, no dia 19 de abril de 2005, 17 dias após a morte do Papa João Paulo II, o Conclave elegia o alemão Joseph Ratzinger como 265o. Pontífice da Igreja Católica Apostolica Romana, que assumiu o nome de Bento XVI.

Acesse no site da Santa Sé a página do Papa Bento XVI. Clique aqui.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Domingo de Ramos na Igreja Matriz São José

(Salesópolis-SP, 17/04/2011) A abertura da Semana Santa na Igreja Matriz São José aconteceu com muita piedade, sacralidade e solenidade. Às 08:00 h da manhã, um grande número de fiéis se reuniu fora da Igreja Matriz São José para a Benção dos Ramos e a Procissão pelas ruas centrais da cidade e em seguida a Santa Missa presidida por Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, Bispo Auxiliar de Fortaleza-CE, nosso ex-pároco.

Na Santa Missa Dom Rosalvo, em sua homilia, falou da importância da Semana Santa na vida litúrgica da Igreja, disse que nestes 14 anos em que foi Pároco de nossa Igreja foi testemunha da participação da comunidade nestas que são as mais importantes celebrações do ano. Disse que nesta Quinta-feira Santa, na Santa Missa do Crisma, na Catedral de São José, na cidade de Fortaleza-CE, iniciará seu trabalho pastoral naquela Arquidiocese, desejando, desde já, uma Feliz Pácoa a todos.

Veja as imagens do Domingo de Ramos que falam por si:

fotos gentileza
Foto Faria
fotógrado Márcio José Faria
a quem agradecemos.

Homilia do Papa Bento XVI na Missa do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, no Vaticano

Amados irmãos e irmãs,

Queridos jovens!

A mesma emoção se apodera de nós em cada ano, no Domingo de Ramos, quando subimos na companhia de Jesus o monte para o santuário, quando O acompanhamos pelo caminho que leva para o alto. Neste dia, ao longo dos séculos por toda a face da terra, jovens e pessoas de todas a idades aclamam-n’O gritando: "Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!".

Mas, quando nos integramos em tal procissão – na multidão daqueles que subiam com Jesus a Jerusalém e O aclamavam como rei de Israel –, verdadeiramente o que é que fazemos? É algo mais do que uma cerimônia, do que um louvável costume? Porventura terá a ver com a verdadeira realidade da nossa vida, do nosso mundo? Para encontrar a resposta, temos antes de mais nada de esclarecer o que é que o próprio Jesus realmente quis e fez. Depois da profissão de fé que Pedro fizera em Cesareia de Filipe, no extremo norte da Terra Santa, Jesus encaminhara-Se como peregrino na direção de Jerusalém para as festividades da Páscoa. Caminha para o templo na Cidade Santa, para aquele lugar que, de modo particular, garantia a Israel que Deus estava próximo do seu povo. Caminha para a festa comunitária da Páscoa, memorial da libertação do Egito e sinal da esperança na libertação definitiva. Jesus sabe que O espera uma Páscoa nova, e que Ele mesmo tomará o lugar dos cordeiros imolados, oferecendo-Se a Si mesmo na Cruz. Sabe que, nos dons misteriosos do pão e do vinho, dar-Se-á para sempre aos seus, abrir-lhes-á a porta para um novo caminho de libertação, para a comunhão com o Deus vivo. Ele caminha para a altura da Cruz, para o momento do amor que se dá. O termo último da sua peregrinação é a altura do próprio Deus, até à qual Ele quer elevar o ser humano.

Assim, a nossa procissão de hoje quer ser imagem de algo mais profundo, imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo. É desta subida que se trata: tal é o caminho, a que Jesus nos convida. Mas, nesta subida, como podemos andar no mesmo passo que Ele? Porventura não ultrapassa as nossas forças? Sim, está acima das nossas próprias possibilidades. Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de "ser como Deus"; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus. Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus. A humanidade pôde realizar tantas coisas: somos capazes de voar; podemos ver-nos uns aos outros, ouvir e falar entre nós dum extremo do mundo para o outro. E todavia a força de gravidade que nos puxa para baixo é poderosa. A par das nossas capacidades, não cresceu apenas o bem; cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a história. E perduram também os nossos limites: basta pensar nas catástrofes que, nestes meses, afligiram e continuam a afligir a humanidade.

Os Padres disseram que o homem está colocado no ponto de intersecção de dois campos de gravidade. Temos, por um lado, a força de gravidade que puxa para baixo: para o egoísmo, para a mentira e para o mal; a gravidade que nos rebaixa e afasta da altura de Deus. Por outro lado, há a força de gravidade do amor de Deus: sabermo-nos amados por Deus e a resposta do nosso amor puxam-nos para o alto. O homem encontra-se no meio desta dupla força de gravidade, e tudo depende de conseguir livrar-se do campo de gravidade do mal e ficar livre para se deixar atrair totalmente pela força de gravidade de Deus, que nos torna verdadeiros, nos eleva, nos dá a verdadeira liberdade.

Depois da Liturgia da Palavra e logo no início da Oração Eucarística, durante a qual o Senhor entra no meio de nós, a Igreja dirige-nos este convite: «Sursum corda – corações ao alto!». O coração, segundo a concepção bíblica e na visão dos Padres, é aquele centro do homem onde se unem o intelecto, a vontade e o sentimento, o corpo e a alma; é aquele centro, onde o espírito se torna corpo e o corpo se torna espírito, onde vontade, sentimento e intelecto se unem no conhecimento de Deus e no amor a Ele. Este «coração» deve ser elevado. Mas, também aqui, sozinhos somos demasiado frágeis para elevar o nosso coração até à altura de Deus; não somos capazes disso. É precisamente a soberba de o podermos fazer sozinhos que nos puxa para baixo e afasta de Deus. O próprio Deus tem de puxar-nos para o alto; e foi isto que Cristo começou a fazer na Cruz. Desceu até à humilhação extrema da existência humana, a fim de nos puxar para o alto rumo a Ele, rumo ao Deus vivo. Jesus humilhou-Se: diz hoje a segunda leitura. Só assim podia ser superada a nossa soberba: a humildade de Deus é a forma extrema do seu amor, e este amor humilde atrai para o alto.

O salmo processional 24, que a Igreja nos propõe como «cântico de subida» para a liturgia de hoje, indica alguns elementos concretos, que pertencem à nossa subida e sem os quais não podemos ser elevados para o alto: as mãos inocentes, o coração puro, a rejeição da mentira, a procura do rosto de Deus. As grandes conquistas da técnica só nos tornam livres e são elementos de progresso da humanidade, se forem acompanhadas por estas atitudes: se as nossas mãos se tornarem inocentes e o coração puro, se permanecermos à procura da verdade, à procura do próprio Deus e nos deixarmos tocar e interpelar pelo seu amor. Mas todos estes elementos da subida só serão úteis, se reconhecermos com humildade que devemos ser puxados para o alto, se abandonarmos a soberba de querermos, nós mesmos, fazer-nos Deus. Temos necessidade d’Ele: Deus puxa-nos para o alto; permanecer apoiados pelas suas mãos – isto é, na fé – dá-nos a orientação justa e a força interior que nos eleva para o alto. Temos necessidade da humildade da fé, que procura o rosto de Deus e se entrega à verdade do seu amor.

A questão de saber como pode o homem chegar ao alto, tornar-se plenamente ele próprio e verdadeiramente semelhante a Deus, desde sempre ocupou a humanidade. Foi objeto de apaixonada discussão pelos filósofos platônicos dos séculos terceiro e quarto. A sua pergunta central era esta: como encontrar meios de purificação, pelos quais o homem pudesse libertar-se do gravoso peso que o puxa para baixo e elevar-se à altura do seu verdadeiro ser, à altura da divindade. Santo Agostinho, na sua busca do reto caminho, durante um certo período procurou apoio em tais filosofias. Mas, no fim, teve de reconhecer que a sua resposta não era suficiente, que ele, com tais métodos, não chegaria verdadeiramente a Deus. Disse aos seus representantes: Reconhecei, pois, que não basta a força do homem e de todas as suas purificações para o levar verdadeiramente à altura do divino, à altura que lhe é condigna. E disse que teria desesperado de si mesmo e da existência humana, se não tivesse encontrado Aquele que faz o que nós mesmos não podemos fazer, Aquele que nos eleva à altura de Deus, apesar da nossa miséria: Jesus Cristo, que desceu de junto de Deus até nós e, no seu amor crucificado, nos toma pela mão e nos conduz ao alto.

Com o Senhor, caminhamos, peregrinos, para o alto. Andamos à procura do coração puro e das mãos inocentes, andamos à procura da verdade, procuramos o rosto de Deus. Manifestamos ao Senhor o desejo de nos tornar justos e pedimos-Lhe: Atraí-nos, Vós, para o alto! Tornai-nos puros! Fazei que se cumpra em nós a palavra do salmo processional que cantamos, ou seja, que possamos pertencer à geração dos que procuram Deus, «que procuram a face do Deus de Jacob» (Sal 24/23, 6). Amém.

BENEDICTUS, PP XVI

domingo, 17 de abril de 2011

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

Bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas!

Iniciamos hoje, com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Semana Santa, meditamos os momentos decisivos da salvação da humanidade. Jesus se entrega em nossas mãos, aceita ser pregado na cruz, morre e ressuscita gloriosamente. Vencedor do pecado e da morte, Jesus inaugura a salvação para o gênero humano.

A celebração deste domingo tem duplo sentido:

Primeiramente celebramos a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, sendo aclamado pelos seus com cantos de hosanas. Jesus é reconhecido como enviado do Pai. Fazemos memória do dia em que Jesus entrou em sua cidade e seguimos os seus passos rumo a Paixão.

Num segundo lugar, após a bênção e a procissão de ramos, na Missa celebramos a entrega total de Jesus, por isso este domingo também é chamado da Paixão, ou seja, anunciamos a Morte do Senhor e proclamamos sua Ressurreição aguardando sua vinda gloriosa. A Morte de Jesus não é uma morte qualquer, é uma Morte que gera a vida e salva a humanidade inteira.

A Liturgia deste domingo nos apresenta as seguintes leituras:

Na Procissão:

Evangelho Mateus 21, 1-11: Jesus entra triunfante em Jerusalém montado num jumentinho e o povo aclamava “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”

Na Missa

I Leitura Isaías 50, 4-7: Jesus é o servo sofredor, não se afastou da sua entrega a morte;

Salmo Responsorial 21 (22): “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”

II Leitura Filipenses 2, 6-11: Jesus, sendo Deus, se esvaziou de si mesmo e se fez obediente a até a morte e morte de cruz, por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome;

Evangelho Mateus 27, 11-54: Narrativa da Paixão segundo Mateus.

sábado, 16 de abril de 2011

Papa Bento XVI celebra hoje 84 anos de vida

Nossa alegria pelo Papa Bento XVI que hoje, sábado, dia 16 de abril de 2011, celebra 84 anos de vida!


O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi batizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis. Continua . . .

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Programação da Semana Santa na Igreja Matriz São José, Salesópolis-SP


Programação da Semana Santa na Igreja Matriz São José em Salesópolis-SP

Dia 17 de Abril - Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
08h - Bênção dos Ramos, Procissão e Santa Missa
19h30 - Benção dos Ramos e Santa Missa

Dia 18 de Abril - Segunda-feira da Semana Santa
08h - Santa Missa

Dia 19 de Aril - Terça-feira da Semana Santa
08h - Santa Missa

Dia 20 de Abril - Quarta-feira da Semana Santa
08h - Santa Missa
19h - Procissão do Encontro - Meditação das Sete Dores de Nossa Senhora

Dia 21 de Abril - Quinta-feira Santa
10h - Missa do Crisma - Catedral Diocesana de Mogi das Cruzes
20h - Santa Missa da Ceia do Senhor e Lava-pés
22h - Início da Vigília do Santíssimo Sacramento

Dia 22 de Abril - Sexta-feira Santa
08h - Via-Sacra pelas ruas centrais da cidade
14h - Encerramento da Vigília do Santíssimo Sacramento
15h - Celebração da Paixão do Senhor e Adoração da Santa Cruz
19h - Procissão com as imagens do Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores

Dia 23 de Abril - Sábado Santo
20h - Vigília Pascal com a bênção do Fogo Novo

Dia 24 de Abril - Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor
08h - Santa Missa
10h - Santa Missa
19h30 - Santa Missa

terça-feira, 12 de abril de 2011

22 de Outubro, dia de início do pontificado de João Paulo II, em 1978 : será a data da sua memória litúrgica como Beato


Esta disposição faz parte do “Decreto sobre o culto litúrgico a tributar em honra do "Beato João Paulo II, Papa”, publicado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, com a data de 2 de Abril passado, e agora divulgado.

O texto indica em particular os modos, tempos e lugares para a celebração da Missa de acção de graças, no ano que se segue à beatificação, assim como para a inscrição do novo Beato nos calendários particulares da diocese de Roma e das dioceses polacas, e noutros calendários próprios; e ainda para a escolha do Beato como titular de uma Igreja. Indicada a oração coleta da memória litúrgica (publicada em latim e outras diversas línguas, incluindo o português), assim como a segunda Leitura do Ofício das Leituras (extratos da homilia de João Paulo II, a 22 de Outubro de 1978, na Missa de início do pontificado, na Praça de São Pedro).

Eis a versão portuguesa da Oração Coleta da memória litúrgica de João Paulo II:

Ó Deus, rico de misericórdia,
que escolhestes o beato João Paulo II
para governar a Vossa Igreja como papa,
concedei-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos,
possamos abrir confiadamente os nossos corações
à graça salvífica de Cristo, único Redentor do homem.
Ele que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. AMÉM

segunda-feira, 11 de abril de 2011

V Domingo da Quaresma


Jesus é a ressurreição e a vida! De sua Palavra vem a força e a esperança para continuarmos nossa caminhada rumo à Páscoa, superando toda a tristeza e a morte. O profeta anuncia ao povo que Deus deseja comunicar a vida a quem está sob o jugo da morte.

Ao ressuscitar Lázaro, Jesus concretiza a profecia e se apresenta como a ressurreição e a vida. Nos aproximamos dos momentos das celebrações da redenção da humanidade. Por sua Páscoa, Jesus trouxe-nos a vida nova, nos tirou do pecado e da morte e introduziu-nos na vida plena.

A Liturgia da Missa do V Domingo da Quaresma nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura Ezequiel 37, 12-14: Deus não quer que seu povo viva em condições de morte e abandonados a própria sorte;

Salmo Responsorial 129 (130): "No Senhor, toda graça e redenção!"

II Leitura Romanos 8, 8-11: Viver segundo o Espírito de Deus é fazer nossas opções como Jesus;

Evangelho João  11, 1-45: Jesus é a Ressurreição e a Vida.

domingo, 3 de abril de 2011

IV Domingo da Quaresma

Se aproximam as solenes celebrações da Páscoa, as maiores festas do Ano Litúrgico, tempo em comemoramos a redenção da humanidade em que Cristo venceu o pecado e a morte. Jesus nos liberta das trevas do pecado e da morte, Ele é luz para nossos passos e a verdadeira fonte que dá o sentido da vida e da felicidade plena.

O IV Domingo da Quaresma é conhecido como "Domingo da Alegria", ou "Domingo Laetare", No quarto domingo da Quaresma os paramentos do celebrante podem ser róseos. A antífona de entrada deste domingo canta «Lætare, Jerusalem», início do trecho de Isaías (66,10) que recita: "Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações."

A Liturgia da Missa deste Domingo nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura 1Samuel 16, 1.6-7.10-13: Deus não age segundo critérios humanos: Ele vê o coração dos homens, não as aparências;

Salmo Responsorial 22 (23): "O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma"

II Leitura Efésios 5, 8-14: A partir do Batismo, somos novas criaturas; por isso, devemos agir com bondade, justiça e verdade;

Evangelho João 9, 1-41: A cura do cego de nascença. O encontro com Jesus, luz da humanidade, transforma nossa vida de trevas em vida iluminada.
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