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quinta-feira, 31 de março de 2011

Na Igreja Matriz São José, em Salesópolis, Dom Rosalvo Cordeiro de Lima celebrou a Santa Missa do III Domingo da Quaresma


Um dia para entrar na história! No domingo, dia 27 de março de 2011, às 19h30, o Exmo. Revmo. Sr. Dom Rosalvo Cordeiro de Lima celebrou a Santa Missa Solene do III Domingo da Quaresma na Igreja Matriz São José na qual foi Pároco por 14 anos, de 11/02/1997 a 02/02/2011. A Igreja Matriz estava lotada e uma multidão esperava na porta de entrada aguardando a chegada do novo bispo, que chegou por volta das 19 horas, no carro oficial da Câmara Municipal de Salesópolis, acompanhado do Exmo. Revmo. Sr. Dom Airton José dos Santos e do Revmo. Sr. Pe Edinei Maia dos Santos, que foram recepcionados pelo Exmo. Sr. Prefeito Municipal e o Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal acompanhado dos demais vereadores de Salesópolis.

Na chegada a Corporação Musical São José executou o Hino Pontifício e após as homenagens das autoridades locais, na porta principal da Igreja Matriz São José, executou também o Hino a Salesópolis. Por volta das 19h15 Dom Rosalvo adentrou a Igreja Matriz enquanto o Coro entoou o Hino Pontifício, dirigindo-se a Capela do Santíssimo recolheu em oração ao lado de Dom Airton José dos Santos.

A Santa Missa Solene foi concelebrada por Dom Airton José dos Santos, Pe Edinei Maia dos Santos, Pe João Batista Ramos Motta, Pe Francisco, que veio de Alagoas para a Sagração Episcopal, auxiliados pelos Diáconos Luciano Batata e Antonio Paulino de Miranda Melo. Uma verdadeira multidão que não pode entrar na Igreja Matriz São José acompanhou a Santa Missa pelo telão montado no palco da Praça da Matriz.

Após a Santa Missa uma confraternização do Clube SACI reuniu mais de 3000 pessoas, contando com a presença de Dom Rosalvo, Dom Airton, Pe Edinei e os paroquianos da Paróquia São José e da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios.

fotos gentilmente cedidas
Foto Faria
Fotógrafo Márcio José Faria

Missa Solene na Catedral de Santana presidida por Dom Rosalvo Cordeiro de Lima


No último domingo, dia 27 de março de 2011, às 09 horas, Exmo. Revmo. Sr. Dom Rosalvo Cordeiro de Lima celebrou a Santa Missa Solene do III Domingo da Quaresma na Catedral de Santana, na cidade de Mogi das Cruzes. A Santa Missa foi concelebrada pelo Exmo. Revmo. Sr. Bispo Diocesando Dom Airton José dos Santos, pelo Pe Claudionir Braga do Carmo, Pe Leandro Machado Silvestre, Pe Antonio Carlos Fernandes, Pe Claudinei Pereira de Melo e Pe Josenildo, auxiliado pelos Diáconos Devair, Reginaldo e Valmir.

A Catedral Diocesana de Mogi das Cruzes estava repleta de fiéis que vieram prestigiar o novo Bispo Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, que em sua homilia falou do evangelho da samaritana, que só Jesus é a água que nos dá a vida, falou ainda que é muito agradecido à Diocese de Mogi das Cruzes nestes nestes 28 anos de serviço pastoral e agradeceu também Dom Airton pelo apoio desde o dia do anúncio de sua nomeação episcopal.

fotos gentilmente cedidas
Foto Faria
Fotógrafo Márcio José Faria

domingo, 27 de março de 2011

III Domingo da Quaresma


Jesus nos dá a água que sacia nossa sede, só Ele é nosso auxílio e fortaleza. A Liturgia da Missa deste III Domingo da Quaresma, aproximando-nos da solene celebração da Páscoa de Jesus, nos convida a não fechar o coração, mas ouvir a voz do Senhor, que se oferece como água viva para nossa existência. Junto com a samaritana, queremos nos aproximar do poço onde Jesus nos espera.

A Liturgia da Missa deste Domingo nos apresenta as seguintes Leituras:

I Leitura Êxodo 17, 3-7: a água é fundamental para que a haja vida, o povo de Deus murmurava contra Moisés porque tinha sede, mas como o Senhor havia dito, da pedra saiu água pura;

Salmo Responsorial 94 (95): "Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor!"

II Leitura Romanos 5, 1-2.5-8: Cristo morreu por todos nós, estabelecendo a paz da humanidade com Deus;

Evangelho João 4, 5-42: assim como a samaritana, no diálogo com Jesus, todo ser humano tem sede de Deus e anseia pelo Deus vivo.

sábado, 26 de março de 2011

Dom Rosalvo Cordeiro de Lima foi ordenado bispo na cidade de Mogi das Cruzes


(Mogi das Cruzes, 25/03/2011) Dom Rosalvo Cordeiro de Lima foi ordenado bispo no Ginásio do Clube Náutico, Mogi das Cruzes-SP. O Bispo Sagrante foi Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza-CE, Bispos Consagrantes Dom Emílio Pignoli e Dom Paulo Antonino Mascarenhas Roxo,Opraem, estiveram presentes Dom Airton José dos Santos, Dom Moacir Silva, Dom Fernando Legal,SDB, Dom Tomé Ferreira da Silva, Dom Armando Martin Guitiérrez,FAM, Dom José Luiz Ferreira Sales,CSsR e Dom João José da Costa,OCarm, além do clero diocesano de Mogi das Cruzes, padres de dioceses vizinhas, religiosos, parentes, amigos de Dom Rosalvo, autoridades civis e militares da Região do Alto Tietê e numerosos fiéis que lotaram o Clube Náutico Mogiano.

A Bula Pontifícia do Papa Bento XVI foi lida pelo assistente Pe Jorge Eduardo Coimbra do Almo, Reitor do Seminário Diocesano Imaculada Conceição - Nova Friburgo-RJ, Monsenhor Carlos José de Oliveira, Pároco do Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Piedade - Lençois Paulista-SP também esteve presente como padre assistente.

A emoção tomou conta de todos com a Ordenação Episcopal do 1o. Padre Diocesano de Mogi das Cruzes, já que a Diocese completa no próximo ano, seu Jubileu de Ouro, 50 anos de Instalação, conforme as palavras de Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano.

Fotos gentilmente cedidas
Foto Faria
fotógrafo Márcio José Faria

sexta-feira, 25 de março de 2011

25 de Março de 2011, Solenidade Litúrgica da Anunciação do Senhor, dia da Sagração Episcopal de Dom Rosalvo Cordeiro de Lima

Biografia de Dom Rosalvo Cordeiro de Lima
Nascido aos 25 de janeiro de 1962 em União dos Palmares, Estado de Alagoas, Brasil, filho de Januário Cordeiro de Lima e Rosa David da Silva, já falecidos;

Foi crismado em 1973 pelo Frei Damião, em Branquinha-AL;

Foi ordenado diácono no dia 08 de dezembro de 1991, em Mogi das Cruzes-SP, por Dom Paulo Mascarenhas Roxo, OPraem, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes;

Foi ordenado sacerdote no dia 01 de novembro de 1992, em Arujá-SP, pela imposição das mãos de Dom Paulo Mascarenhas Roxo,OPraem, Bispo Diocesano Diocese de Mogi das Cruzes – SP. Tem, portanto, 48 anos de idade e 18 de sacerdócio.

Estudos:

Cursou o primeiro grau em Murici-AL e o segundo grau em Mogi das Cruzes,

Cursou Filosofia no Seminário Sagrado Coração de Jesus – Mogi das Cruzes – SP, e Teologia na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção – São Paulo -SP.

Atividades exercidas:

• Vigário Paroquial da Paróquia Jesus Cristo Redentor do Homem, em Itaquaquecetuba, Diocese de Mogi das Cruzes (1992-1993);

• Coordenador de Pastoral e Coordenador Vocacional da Diocese de Mogi das Cruzes (1994-2000);

. Membro do Conselho de Presbíteros da Diocese de Mogi das Cruzes (1998 a 2002);

. Membro do Colégio de Consultores da Diocese de Mogi das Cruzes (1999 a 2003);

• Administrador Paroquial da Paróquia Jesus Cristo Redentor do Homem, em Itaquaquecetuba-SP (1994-1997);

. Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Salesópolis-SP, (1997 a 2000);

• Pároco da Paróquia São José em Salesópolis (desde 1997)

• Atualmente, além de Pároco da Paróquia São José em Salesópolis, é Diretor Espiritual dos Seminaristas da Diocese de Mogi das Cruzes.



Heráldica Eclesiástica de Dom Rosalvo Cordeiro de Lima

Composição:

 Brasão – Este é composto por um chapéu eclesiástico verde com seis borlas e ornam o brasão e ao centro uma cruz procissional que também lembra o báculo ou cajado (Figura do Bom Pastor);

 Escudo – Lembra os brasões das armas do Bispo;

 Composição do Escudo:

1- Flor de Lis e Lírio: São brancos que evocam a alegria do caráter eterno. Este símbolo reflete o ministério entregue sob a proteção de Nossa Senhora e São José;

2- Terra: Lembra as realidades do povo nordestino, terra esta que gerou Dom Rosalvo Cordeiro de Lima; terra sofrida, mas que traz consigo a riqueza de seu povo batalhador;

3- Eucaristia: Vida para a Igreja e ápice de toda a vida cristã. Podemos observar através deste, o Cordeiro imolado por nós. Deste símbolo observamos o nascimento de um rio (fonte de água viva). Rio que corre para o mar.

4- Gota D’água: Representa a vida nova em Cristo. Sou apenas uma gota d’água no oceano que é Deus;

5- Barca e rede: Remete-se ao tema de seu ministério que se encontra em Latim na flâmula In Verbo Autem Tuo Laxabo Retia – “Em atenção a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5, 5).

domingo, 20 de março de 2011

II Domingo da Quaresma

“Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o”

Nesta nossa preparação rumo à celebração da Páscoa de Jesus estamos hoje vivendo o 2º Domingo da Quaresma e meditamos a Transfiguração de Jesus, contemplamos seu rosto luminoso. A Páscoa de Jesus se manifesta naqueles que procuram transformar para melhor a realidade do povo sofrido.

Enquanto os discípulos dormem pesado, Jesus reza e se mostra transfigurado. Mas eles acordam a tempo de vê-lo com outro rosto e com roupas que reluziam de tão brancas. Era uma antecipação do que seria o Senhor Jesus Ressuscitado, depois que Ele fizesse sua passagem pela morte e pela cruz.

Jesus conversa com Moisés e Elias sobre a sua passagem, sua Páscoa, da morte para vida, da dor para a alegria, do sofrimento para a ressurreição. Sua oração traz o céu a Ele. Pedro quer ficar, quer mostrar três tendas, e contemplar a glória de Jesus. O testemunho do Pai é a confirmação de que Jesus é o Redentor da humanidade: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o”.

A Liturgia deste Domingo nos apresenta as seguintes Leituras:

I Leitura Gênesis 12, 1-4a: Abraão confia no Senhor e deposita n'Ele toda a sua confiança;

Salmo Responsorial 32 (33): “Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, venha a vossa salvação”

II Leitura 2Timóteo 1, 8b-10: Jesus revelou a graça divina e vencendo a morte garantiu-nos a vida eterna;

Evangelho Mateus 17, 1-9: “Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E, com o testemunho da lei e dos profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela paixão e cruz, chegará à glória da ressurreição.” (Prefácio da Missa do 2º Domingo da Quaresma).

Evangelho (Mateus 17,1-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!” 6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. 8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 19 de março de 2011

Pe Edinei Maia dos Santos é o Administrador Paroquial da Paróquia São José em Salesópolis

Hoje 19 de março de 2011, Solenidade de São José, Padroeiro Paroquial, no início da Santa Missa na Igreja Matriz São José, foi lido o Decreto de Nomeação do Administrador Paroquial Pe Edinei Maia dos Santos, nomeado por Sua Excelência Reverendíssima Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes, no dia 17 de Março de 2011.

Pe Edinei Maia dos Santos já atua como Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Salesópolis, e com a nomeação do Monsenhor Rosalvo Cordeiro de Lima como Bispo Auxiliar de Fortaleza, também está atuando como Diretor Espiritual dos seminaristas do Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus, em Mogi das Cruzes.

Em breve publicaremos neste blog as fotos da Santa Missa de São José e a biografia do Revmo. Pe. Edinei Maia dos Santos.

19 de Março - Solenidade de São José, Esposo da Virgem Maria e Patrono Universal da Igreja

Celebramos 19 de Março, Solenidade de São José, Esposo da Virgem Maria e Patrono Universal da Igreja, escolhido por Deus como protetor da Sagrada Família, Padroeiro de Salesópolis, de nossa Igreja Matriz e de nossa Paróquia, nossa cidade que em sua origem chama-se São José do Paraitinga, pois o Glorioso São José foi escolhido por Deus como protetor e intercessor de nosso povo.

São José é o intercessor pela boa-morte porque ele morreu acalentado por Jesus e pela Virgem Maria, com quem teve a graça de habitar no mesmo lar.

São José também é padroeiro de muitas cidades, paróquias, igrejas, seminários, dioceses e arquidioceses espalhadas no Brasil e no mundo. Celebramos também o onomástico de S.S. Papa Bento XVI, pois seu nome de batismo é Joseph Ratzinger. Rogamos a intercessão de São José por toda a Igreja Católica, pelas vocações sacerdotais, pelos pais de família, pelos trabalhadores, por nossa cidade de Salesópolis, pelos agonizantes e todos os cristãos do mundo inteiro.

Qual a missão especial de José com relação a Maria? Consistiu ela sobretudo em preservar a virgindade e a honra de Maria, contraindo com a futura Mãe de Deus um verdadeiro matrimônio, mas absolutamente santo. Conforme relata o Evangelho de São Mateus (1, 20): “O anjo do Senhor, que apareceu em sonho a José lhe diz: “José, filho de Daví, não temas receber Maria como tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo”. Maria é perfeitamente sua esposa. Trata-se de um matrimônio verdadeiro , mas inteiramente celeste e que devia ter fecundidade inteiramente divina. A plenitude inicial de graça dada à Virgem em vista da maternidade divina fazia apelo em certo sentido ao mistério da Encarnação. “A virgindade de Maria atraiu Jesus do céu… Se sua pureza a tornou fecunda, não hesitarei, no entanto, em afirmar que José teve sua parte nesse grande milagre. Pois tal pureza angélica, apanágio da divina Maria, foi também o desvelo do justo José”.

Era a união sem mácula e inteiramente respeitosa com a criatura mais perfeita que jamais existira, em ambiente extremamente simples, qual o de um pobre artesão de aldeia. Assim, José se aproximou mais intimamente do que qualquer outro santo daquela que é a Mãe de Deus, daquela que é também a Mãe espiritual de todos os homens e dele próprio José, daquela que é Co-Redentora, Mediadora universal, dispensadora de todas as graças. Por todos esses títulos José amou Maria com o mais puro e devotado amor; era de certo um amor teologal, porquanto ele amava a Virgem em Deus e por Deus, por toda a glória que ela dava a Deus. A beleza de todo o universo nada era em face da sublime união dessas duas almas, união criada pelo Altíssimo, que encantava os anjos e ao próprio Senhor enchia de júbilo.
Qual foi a missão excepcional de José perante o Senhor? Em verdade, o Verbo de Deus feito carne foi confiado a ele, José, de preferência a qualquer outro justo dentre os homens de todas as gerações. O santo velho Simeão teve o menino Jesus em seus braços por alguns instantes e viu nele a salvação dos povos ― “lumen ad revelationem gentium” ― mas José velou todas as horas, noite e dia, sobre a infância de Nosso Senhor. Muitas vezes teve em suas mãos aquele em quem via seu Criador e Salvador. Recebeu dele graças sobre graças durante os vários anos em que viveu com ele na maior intimidade do dia-a-dia. Viu-o crescer. Contribuiu para sua educação humana. Jesus lhe foi submisso. É comumente chamado de “pai nutrício do Salvador”; porém em certo sentido foi mais que isso, pois como nota Santo Tomás é acidentalmente que após o casamento um homem se vem a tornar “pai nutrício” ou “pai adotivo”, enquanto que não foi absolutamente de forma acidental que José ficou encarregado de zelar por Jesus. Ele foi criado e posto no mundo precisamente para tal fim. Esta foi a sua predestinação. Foi em vista de tal missão divina que a Providência lhe concedeu todas as graças recebidas desde a infância: graça de piedade profunda, de virgindade, de prudência, de fidelidade perfeita. Sobretudo, nos desígnios eternos de Deus, toda a razão de ser da união de José com Maria era a proteção e a educação do Salvador; Deus lhe deu um coração de pai para velar pelo menino Jesus. Esta é a missão principal de José, em vista da qual ele recebeu uma santidade proporcionada a seu papel no mistério da Encarnação, mistério que domina a ordem da graça e cujas perspectivas são infinitas.

A Santa Missa da Solenidade de São José nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura 2Samuel 7,4-5.12-14.16: São José é o "pai adotivo" do Salvador da humanidade, Nosso Senhor Jesus Cristo;

Salmo Responsorial 88 (89): "Eis que sua descendência durará eternamente"

II Leitura Romanos 4,13.16-18.22: São José entrou sua confiança inteiramente em Deus;

Evangelho Mateus 1, 16.18-21.24: Se Maria é a escolhida, São José também é o escolhido por Deus como protetor e guia da Sagrada Família, também disse seu "sim" a Deus a quem entregou-se inteiramente.

Ladainha de São José

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.
Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
São José,
Ilustre filho de David,
Luz dos Patriarcas,
Esposo da Mãe de Deus,
Casto guarda da Virgem,
Sustentador do Filho de Deus,
Zeloso defensor de Jesus Cristo,
Chefe da Sagrada Família,
José justíssimo,
José castíssimo,
José prudentíssimo,
José fortíssimo,
José obedientíssimo,
José fidelíssimo,
Espelho de paciência,
Amante da pobreza,
Modelo dos operários,
Honra da vida de família,
Guarda das virgens,
Sustentáculo das famílias,
Alívio dos miseráveis,
Esperança dos doentes,
Patrono dos moribundos,
Terror dos demônios,
Protetor da Santa Igreja,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. atendei-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
R/. tende piedade de nós.

V/. Ele constituiu-o senhor da sua casa.
R/. E fê-lo príncipe de todos os seus bens.

Oremos. Ó Deus, que por inefável providência Vos dignastes escolher a São José por esposo de vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, Vo-lo pedimos, que mereçamos ter por intercessor no Céu, aquele que veneramos na Terra como protetor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.

José, o Justo

Os últimos Papas foram unânimes na devoção a São José. Em 1870, Pio IX o proclamou Patrono da Igreja Católica, com festa a ser celebrada em 19 de março. Em 1889, Leão XIII publicou a primeira encíclica sobre São José, propondo seu exemplo de santidade como modelo para todos os fiéis. Em 1955, Pio XII estabeleceu a celebração da memória de São José Operário em 1º de maio. Em 1961, João XXIII confiou o Concilio Vaticano II ao patrocínio de São José e inseriu seu nome no Cânon Romano. João Paulo II, em Exortação Apostólica de 1989, destacou a figura e a missão de S. José na vida de Cristo e da Igreja, realçando sua participação no mistério da Encarnação.

Na piedade popular sua figura sempre esteve presente. Nos séc. XVII e XVIII surgiram na Europa, inúmeros escritos devocionais e tratados teológicos sobre São José. Nesse período, marcado “pelo advento do Iluminismo [...] São José foi redescoberto como o mestre da vida interior, vivida na família, no silêncio do trabalho e na cotidianidade da vida do dia-a-dia” (L. Boff. São José: a personificação do pai. Campinas: Verus, 2005).

Desde o sec. XVI surgiram na Igreja quase duas centenas de Congregações Religiosas, masculinas e femininas, sob o patrocínio de S. José. Milhões de pessoas no mundo levam seu nome (como o Papa Bento XVI, batizado Joseph), além de inumeráveis paróquias, escolas, cidades, lugares, instituições.

Contudo, da história de José há apenas breves relatos na Bíblia, nos quais ele aparece sempre em estreita relação com Jesus e Maria. De sua origem sabe-se apenas que era da linhagem de Davi; sobre sua infância, juventude e morte não há registros. Não era escriba nem fariseu; não pertencia à classe sacerdotal ou levítica; não servia à burocracia estatal como os cobradores de impostos e saduceus. Tampouco pertencia aos grupos judaicos piedosos da época, como essênios ou zelotes.

José era um homem simples, de Nazaré, lugarejo do interior sem importância. Era construtor-artesão, profissão igualmente simples. O construtor basicamente era um carpinteiro, que trabalhava com madeira, pedras e ferro, construindo móveis, casas, enxadas e outros utensílios. Por certo Jesus trabalhou com ele na carpintaria durante muito tempo, pois seus conterrâneos em Nazaré, escandalizados com o seu ensinamento, se indagavam: “Esse homem não é o filho do carpinteiro?” (Mt 13,55) ou “Esse homem não é o carpinteiro, o filho de Maria?” (Mc 6,3).

Chama atenção o silêncio de José: não se encontra nenhuma palavra dele nos Evangelhos. Seu silêncio, no entanto, é eloquente. “Sua fala não é por palavras, mas por atitudes, gestos, compromissos de pai e de esposo” (Ibid. p. 172). Seu testemunho de pai zeloso e esposo fiel é seu discurso. Enquanto Maria deu a vida a Jesus, José, com sua paternidade, o inseriu na história judaica, educou, introduziu nas tradições do seu povo.

O Evangelho de Mateus (1,19) elogia José chamando-o JUSTO, conceito que na cultura judaica se aplica “à pessoa que dá o valor exato às pessoas e às coisas; que age com retidão; que ama o direito e observa as leis” (Ibid. p. 59). Justo é aquele cujo testemunho de integridade irradia na comunidade e se torna referência para os outros.

João XXIII invocou a proteção de São José para o Concilio e bem sabemos da riqueza de seus frutos para a Igreja e o mundo. Por isso, na festa litúrgica de São José, esposo da Virgem Maria, invocamos confiantes sua proteção para o Brasil, para as famílias, crianças, jovens, professores, estudantes, trabalhadores, autoridades. Que aprendamos com São José a virtude da justiça, tão necessária aos nossos dias!

Texto "José, o Justo" do Padre João Batista Cesário, coordenador da Pastoral Universitária PUC-Campinas - fonte: Salvem a Liturgia


segunda-feira, 14 de março de 2011

Vaticano lança páginas sobre João Paulo II no Facebook e Youtube

Se aproximando a beatificação do Papa João Paulo II, no próximo dia 01 de Maio de 2011, Domingo da Divina Misericórdia,as expectativas são, cada vez mais, crescentes. Com o objetivo de disseminar toda a vida e testemunho de santidade de Karol Wojtyla, o Vaticano criou páginas especiais no Facebook e Youtube.

Nos dois canais, os internautas podem acessar uma série especial de conteúdo multimídia que conta a história do futuro beato e uma seleção, sempre atualizada, dos principais eventos e temas do seu pontificado, que durou de 1978 até 2005.

Todo material foi disponibilizado pelo Centro Televisivo do Vaticano e os vídeos, áudios e textos são exibidos em diversos idiomas.

domingo, 13 de março de 2011

I Domingo da Quaresma


Conduzidos pelo Espírito de Deus, celebramos em louvor daquele que venceu as tentações. Jesus venceu as tentações. A história humana se move entre o projeto de Deus e o poder do mal, fortalecidos pela Palavra de Deus podemos vencer, a exemplo de Jesus, as forças que geram opressão e morte no mundo.

Na Quaresma o povo de Deus empreende um esforço exigente, porém libertador, que deve fazê-lo abrir-se ao chamado do Senhor e da Comunidade Cristã, e isso como fruto da busca do conhecimento da pessoa de Jesus Cristo, caminho de vida que nos conduz à obediência filial à vontade do Pai, e nos tranforma em dom para os irmãos e irmãs.

Não fomos criados para o pecado, e sim para participarmos da graça de Deus; em Cristo somos chamados a viver o amor, justificados pela fé, e resistir às tentações, transformando as estruturas segundo a vontade de Deus.

A Liturgia da Missa do I Domingo da Quaresma nos apresenta as seguintes Leituras:

I Leitura Gênesis 2,7-9; 3, 1-7: A humanidade, seduzida pelo inimigo de Deus, entra no pecado pela desobediência ao seu Criador;

Salmo Responsorial 50 (51): Piedade, ó Senhor, tende piedade, pois pecamos contra vós.

II Leitura Romanos 5,12-19: Há um contraste entre Adão, desobediente a Deus e responsável pelo pecado, e Cristo, obediente a Deus e responsável pela graça e salvação da humanidade;

Evangelho Mateus 4, 1-11: Jesus venceu as tentações e nos ensina a vencê-las a cada dia.

Evangelho (Mateus 4,1-11)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome. 3Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” 4Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”.

5Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, 6e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. 7Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!’”

8Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, 9e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. 10Jesus lhe disse: “Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto’”. 11Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus.
 
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 12 de março de 2011

Festa de São José 2011

Festa de São José
12 à 20 de Março de 2011
Centenário da Igreja Matriz São José

Campanha da Fraternidade 2011
Fraternidade e a Vida no Planeta
“A criação geme em dores de Parto (Rm 8,22)”

Programação Religiosa

Dia 12 de Março – Sábado – Abertura da Festa
18:30h – Procissão de abertura saindo da casa dos capitães do Mastro Edison e Rita de Cássia, Rua São José, 318 – Centro, até a Igreja Matriz para o hasteamento da Bandeira de São José, são convidados todos os ex-festeiros e os devotos de São José. Participação especial Corporação Musical São José.
19:00h – Santa Missa presidida pelo Monsenhor Rosalvo Cordeiro de Lima.

Dia 13 de Março – Domingo
10:00h – Santa Missa presidida pelo Pe. Edinei Maia dos Santos.
19:00h – Santa Missa presidida pelo Pe. Claudionir Braga do Carmo.

Dia 14 de Março – Segunda-feira
19:00h – Santa Missa presidida pelo Pe. Alberto Gomes da Silva.

Dia 15 de Março – Terça-feira
19:00h – Santa Missa presidida pelo Pe. Sidnei Quenji Ito, participação dos Seminaristas do Propedêutico.

Dia 16 de Março – Quarta-feira
19:00h – Santa Missa presidida pelo Pe. Wanderlei Malachias.

Dia 17 de Março – Quinta-feira
19:00h – Santa Missa presidida pelo Pe. Odair Donizete Bueno.

Dia 18 de Março – Sexta-feira
19:00h – Santa Missa presidida pelo Pe. Luiz Renato de Paula.

Dia 19 de Março – Sábado – Solenidade de São José - Padroeiro de Salesópolis
17:00h – Procissão pelas ruas da cidade, participação da Corporação Musical São José, em seguida Santa Missa presidida pelo Pe. Leandro Machado Silvestre, participação do Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus, com a participação de todas as comunidades e dos devotos de São José.

Dia 20 de Março – Domingo – Encerramento da Festa
10:00h – Santa Missa presidida pelo Bispo Dom Paulo Mascarenhas Roxo,OPraem, participação especial da Irmandade do Santíssimo Sacramento, Apostolado da Oração, Associação de São José, Irmandade São Benedito e Irmandade do Imaculado Coração de Maria.
19:00h – Santa Missa presidida pelo Monsenhor Rosalvo Cordeiro de Lima, com a participação dos devotos de São José, nomeação dos Festeiros para 2012.

Realização
Paróquia São José - Salesópolis-SP

Monsenhor Rosalvo Cordeiro de Lima

Festeiros:
João Vianei Gonçalves e Ana Maria Gonçalves Cursino Santos
João Paulo Pereira e Lubia Dayana de Siqueira Pereira

Capitães do Mastro:
Edison dos Santos Bruno e Rita de Cássia de Campos Camargo Bruno

“VISITE AS RELÍQUIAS DE SANTA PAULINA NO ALTAR-MÓR DA IGREJA MATRIZ SÃO JOSÉ”

quinta-feira, 10 de março de 2011

Homilia do Papa Bento XVI na Quarta-feira de Cinzas

Homilia do Papa Bento XVI na Quarta-feira de Cinzas
Basílica de Santa Sabina
Roma, 09/III/2011

Caros irmãos e irmãs,

Iniciamos, hoje, o tempo litúrgico da Quaresma com o sugestivo rito da imposição das cinzas, através do qual queremos assumir o empenho e converter o nosso coração em direção aos horizontes da graça. Em geral, na opinião comum, este tempo pode receber a conotação de tristeza. Ao invés disso, é um dom precioso de Deus, é tempo forte e denso de signifcados no caminho da Igreja, é o itinerário em direção à Páscoa do Senhor. As leituras bíblicas da celebração de hoje nos oferecem indicações para viver em plenitude esta experiência espiritual.

"Retorneis a mim com todo o coração" (Gl 2,12). Na primeira leitura, tirada do livro do profeta Joel, escutamos estas palavras com as quais Deus convida o povo hebraico a um arrependimento sincero e não supercial. Não se trata de uma conversão superficial e transitória, mas de um itinerário espiritual relacionado em profundidade às atitudes da consciência e supõe o sincero propósito de rever-se. O profeta toma como ponto de partida a chaga da invasão das tropas que se lançaram contra o povo destruindo as colheitas, para convidar a uma penitência interior, a lacerar o coração e não as vestes (cf. 2,13). Se trata, isto é, de colocar em ato uma atitude de conversão autentica a Deus, retornar a Ele, reconhecendo a sua santidade, a sua potência, a sua majestade. E esta conversão é possível porque Deus é rico em misericórdia e grande no amor.

A sua misericórdia regeneradora, que cria em nós um coração puro, renova no íntimo um espírito perseverante, restituindo-nos a alegria da salvação (cf. Sl 50,14). Deus, de fato, não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva (cf. Ez 33,11). Assim, o profeta Joel ordena, em nome do Senhor, que se crie um ambiente propício penitencial: necessita tocar a trombeta, convocar a assembleia e despertar as consciências.

O período quaresmal nos propõe este âmbito litúrgico e penitencial: um caminho de 40 dias, onde experimentamos, de modo eficaz, o amor misericordioso de Deus. Hoje ressoa para nós o apelo: “Retornem a mim com todo o coração”. Hoje somos nós os chamados a converter o nosso coração a Deus, conscientes sempre de não poder realizar a nossa conversão sozinhos, com as nossas próprias forças porque é Deus que nos converte. Ele nos oferece ainda o seu perdão, convidando-nos a voltar a Ele a fim que nos dê um coração novo, purificado do mal que o oprime, de modo que possamos participar da sua alegria. O nosso mundo tem necessidade de ser convertido por Deus, tem necessidade do seu perdão, do seu perdão, do seu amor, tem necessidade de um coração novo.

"Deixai-vos reconciliar com Deus" (2Cor 5,20). Na segunda leitura, São Paulo nos oferece um outro elemento no caminho da conversão. O apóstolo convida a retirar o olhar dele para voltar a atenção sobre aquele que o enviou e sobre o conteúdo da mensagem que leva: "Em nome de Cristo, portanto, somos embaixadores: por meio de nós é o próprio Deus que exorta. Vos suplicamos em nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus". Um embaixador repete aquilo que ouviu pronunciar do seu Senhor e fala com a autoridade dentro dos limites que recebeu. Quem desenvolve a tarefa de embaixador não deve lançar o interesse sobre si mesmo, mas deve colocar-se a serviço da mensagem que deve ser transmitida e de quem o mandou.

Assim, age São Paulo ao absorver o seu ministério de pregador da Palavra de Deus e de apóstolo de Jesus Cristo. Ele não se esquiva diante da missão recebida, mas a absorve com total dedicação, convidando a abrir-se a graça, a deixar que Deus nos converta: “Porque somos seus colaboradores, - escreve - vos exortamos a não acolher em vão a graça de Deus" (2 Cor 6,1). O apelo de Cristo à conversão, nos diz o Catecismo da Igreja Católica, continua a ressoar na vida dos cristãos (...); é um compromisso contínuo para toda a Igreja que compreende no seu seio os pecadores e que, santa junto e sempre necessitada de purificação, incessantemente se aplica à penitência e a sua renovação. Este esforço de conversão não é somente uma obra humana. É o dinamismo do coração contrito (Sl 51,19), atraído e movido pela graça a responder ao amor misericordioso de Deus que nos amou primeiro (CIC 1428).

São Paulo fala aos cristão de Corinto, mas através deles espera voltar-se a todos os homens. Todos de fato, tem necessidade da graça de Deus, que ilumine a mente e o coração. O apóstolo reforça: "Eis agora o momento favorável, eis o dia da salvação!" (2 Cor 6,2). Todos podem abrir-se a ação de Deus, ao seu amor. Com o nosso testemunho evangélico, nós cristãos devemos ser uma mensagem viva, mais ainda, em muitos casos somos o único evangelho que os homens de hoje ainda leem . Eis a nossa responsabilidade diante do exemplo de São Paulo, eis um motivo a mais para viver bem a quaresma: oferecer o testemunho da fé vivida em um mundo em dificuldade que tem necessidade de retornar a Deus, que tem necessidade de conversão. “Procurem pelo praticar da vossa justiça diante dos homens para serem admirados por eles" (Mt 6,1).

Jesus, no Evangelho de hoje, relê as três obras fundamentais de piedade previstas na lei mosaica. A esmola, a oração e o jejum caracterizam o hebreu observador da lei. No decorrer do tempo, estas prescrições foram ligadas ao formalismo exterior ou, por assim dizer, se transformaram em sinal de superioridade. Jesus coloca em evidência, nestas três obras de piedade, uma tentação comum. Quando se cumpre qualquer coisa boa, quase instintivamente nasce o desejo de ser estimados e admirados pela boa ação, de ter uma satisfação. E isto, de uma parte nos fecha em nós mesmos, de outra parte, nos leva fora de nós mesmos porque desta forma viveremos projetados em direção aquilo que os outros pensam de nós e admiram em nós. Ao repropor estas precrições, o Senhor Jesus não nos pede um respeito formal a uma lei exterior ao homem, imposta por um legislador severo com um fardo pesado, mas convida a redescobrir estas três obras de piedade, vivendo-as de modo mais profundo, não por amor próprio, mas por amor de Deus, como meios no caminho de conversão a Ele. Esmola, oração e jejum: é o tratado da pedagogia divina que nos acompanha, não somente na Quaresma, mas em direção ao encontro com o Senhor ressucitado. Um tratado a percorrer sem ostentação, na certeza que o Pai celeste sabe ler e ver também no segredo do nosso coração.

Caros irmãos e irmãs, iniciamos confiantes e alegres o itinerário quaresmal. Quarenta dias nos separam da Páscoa. Este tempo forte do ano litúrgico é um temp propício que nos é doado para esperar, com maior empenho, a nossa conversão, para intensificar a escuta da Palavra de Deus, a oração e a penitência, abrindo o coração a dócil acolhida da vontade divina para uma prática mais generosa da mortificação, graças a qual andaremos mais largamente em direção ao próximo necessitado: um itinerário espiritual que nos prepara a reviver o Mistério Pascal.

Maria, nossa guia no caminho quaresmal, nos conduza a um conhecimento sempre mais profundo de Cristo morto e ressuscitado, nos ajude na batalha espiritual contra o pecado e nos apóie para clamarmos em alta voz: "Converte-nos, ó Deus, nossa salvação".

BENEDICTUS, PP XVI

Mensagem do Papa Bento XVI para a CF 2011

Ao venerado irmão,
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB

É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: “Fraternidade e vida no Planeta”, pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.

Pensando no lema da referida Campanha, “a criação geme em dores de parto”, que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a “criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes “os filhos de Deus”, cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1Co 15,28).

O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. “Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1/1/2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e aquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a “ecologia humana” (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perdem tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.

Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora bênção apostólica.

Vaticano, 16 de fevereiro de 2011

Bento XVI

fonte: CNBB

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tempo da Quaresma


Hoje, Quarta-feira de cinzas, a Igreja inicia sua caminhada em preparação à Páscoa com o tempo da Quaresma. Quarenta dias nos separam da maior festa da cristandade, a festa da Páscoa, em que celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Neste tempo da Quaresma procuremos trilhar o caminho da conversão proposto pelo Evangelho, pelo forte apelo à conversão, à mudança de vida, pela prática da caridade, da oração, do jejum e da esmola. Na Quaresma o cristão tem a oportunidade especial para renovar sua opção por Cristo, a meditação da Palavra de Deus nos fortifica em nossa decisão.

A Liturgia da Missa da Quarta-feira de cinzas nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura Joel 2, 12-18: hoje é tempo de voltar para o Senhor, Ele é benigno e compassivo;

Salmo Responsorial 50 (51): "Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos."

II Leitura 2Coríntios 5, 20-6, 2: Neste tempo favorável, reconciliemo-nos com Deus e com os irmãos;

Evangelho Mateus 6, 1-6.16-18: Há três grandes práticas quaresmais: o jejum, a esmola e a oração, coloquemos em prática nas nossas vidas.

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