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sábado, 25 de dezembro de 2010

Mensagem Urbi et Orbi de Sua Santidade Bento XVI

«Verbum caro factum est – o Verbo fez-Se carne» (Jo 1, 14).

Queridos irmãos e irmãs, que me ouvis em Roma e no mundo inteiro, é com alegria que vos anuncio a mensagem do Natal: Deus fez-Se homem, veio habitar no meio de nós. Deus não está longe: está perto, mais ainda, é o «Emanuel», Deus-connosco. Não é um desconhecido: tem um rosto, o rosto de Jesus.

Trata-se de uma mensagem sempre nova, que não cessa de surpreender, porque ultrapassa a nossa esperança mais ousada. Sobretudo porque não se trata apenas de um anúncio: é um acontecimento, um facto sucedido, que testemunhas credíveis viram, ouviram, tocaram na Pessoa de Jesus de Nazaré! Permanecendo com Ele, observando os seus atos e escutando as suas palavras, reconheceram em Jesus o Messias; e, ao vê-Lo ressuscitado, depois que fora crucificado, tiveram a certeza de que Ele, verdadeiro homem, era simultaneamente verdadeiro Deus, o Filho unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (cf. Jo 1, 14).

«O Verbo fez-Se carne». Fitando esta revelação, ressurge uma vez mais em nós a pergunta: Como é possível? O Verbo e a carne são realidades opostas entre si; como pode a Palavra eterna e onipotente tornar-se um homem frágil e mortal? Só há uma resposta possível: o Amor. Quem ama quer partilhar com o amado, quer estar-lhe unido, e a Sagrada Escritura apresenta-nos precisamente a grande história do amor de Deus pelo seu povo, com o ponto culminante em Jesus Cristo.

Na realidade, Deus não muda: mantém-se fiel a Si mesmo. Aquele que criou o mundo é o mesmo que chamou Abraão e revelou o seu próprio Nome a Moisés: Eu sou Aquele que sou… o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob… Deus misericordioso e compassivo, cheio de amor e fidelidade (cf. Ex 3, 14-15; 34, 6). Deus não muda: Ele é Amor, desde sempre e para sempre. Em Si mesmo, é Comunhão, Unidade na Trindade, e cada obra e palavra sua tem em vista a comunhão. A encarnação é o ápice da criação. Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a ação do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.

«O Verbo fez-Se carne». A luz desta verdade manifesta-se a quem a acolhe com fé, porque é um mistério de amor. Somente aqueles que se abrem ao amor, são envolvidos pela luz do Natal. Assim sucedeu na noite de Belém, e assim é hoje também. A encarnação do Filho de Deus é um acontecimento que se deu na história, mas ao mesmo tempo ultrapassa-a. Na noite do mundo, acende-se uma luz nova, que se deixa ver pelos olhos simples da fé, pelo coração manso e humilde de quem espera o Salvador. Se a verdade fosse apenas uma fórmula matemática, em certo sentido impor-se-ia por si mesma. Mas, se a Verdade é Amor, requer a fé, o «sim» do nosso coração.

E que procura, efetivamente, o nosso coração, senão uma Verdade que seja Amor? Procura-a a criança, com as suas perguntas tão desarmantes e estimuladoras; procura-a o jovem, necessitado de encontrar o sentido profundo da sua própria vida; procuram-na o homem e a mulher na sua maturidade, para orientar e sustentar os compromissos na família e no trabalho; procura-a a pessoa idosa, para levar a cumprimento a existência terrena.

«O Verbo fez-Se carne». O anúncio do Natal é luz também para os povos, para o caminho colectivo da humanidade. O «Emanuel», Deus-connosco, veio como Rei de justiça e de paz. O seu Reino – bem o sabemos – não é deste mundo, e todavia é mais importante do que todos os reinos deste mundo. É como o fermento da humanidade: se faltasse, definhava a força que faz avançar o verdadeiro progresso, o impulso para colaborar no bem comum, para o serviço desinteressado do próximo, para a luta pacífica pela justiça. Acreditar em Deus que quis compartilhar a nossa história, é um constante encorajamento a comprometer-se com ela, inclusive no meio das suas contradições; é motivo de esperança para todos aqueles cuja dignidade é ofendida e violada, porque Aquele que nasceu em Belém veio para libertar o homem da raiz de toda a escravidão.

A luz do Natal resplandeça novamente naquela Terra onde Jesus nasceu, e inspire Israelitas e Palestinianos na busca duma convivência justa e pacífica. O anúncio consolador da vinda do Emanuel mitigue o sofrimento e console nas suas provas as queridas comunidades cristãs do Iraque e de todo o Médio Oriente, dando-lhes conforto e esperança no futuro e animando os Responsáveis das nações a uma efectiva solidariedade para com elas. O mesmo suceda também em favor daqueles que, no Haiti, ainda sofrem com as consequências do terramoto devastador e com a recente epidemia de cólera. Igualmente não sejam esquecidos aqueles que, na Colômbia e na Venezuela mas também na Guatemala e na Costa Rica, sofreram recentemente calamidades naturais.

O nascimento do Salvador abra perspectivas de paz duradoura e de progresso autêntico para as populações da Somália, do Darfour e da Costa do Marfim; promova a estabilidade política e social em Madagáscar; leve segurança e respeito dos direitos humanos ao Afeganistão e Paquistão; encoraje o diálogo entre a Nicarágua e a Costa Rica; favoreça a reconciliação na Península Coreana.

A celebração do nascimento do Redentor reforce o espírito de fé, de paciência e de coragem nos fiéis da Igreja na China continental, para que não desanimem com as limitações à sua liberdade de religião e de consciência e, perseverando na fidelidade a Cristo e à sua Igreja, mantenham viva a chama da esperança. O amor do «Deus-connosco» dê perseverança a todas as comunidades cristãs que sofrem discriminação e perseguição, e inspire os líderes políticos e religiosos a empenharem-se pelo respeito pleno da liberdade religiosa de todos.

Queridos irmãos e irmãs, «o Verbo fez-Se carne», veio habitar no meio de nós, é o Emanuel, o Deus que Se aproximou de nós. Contemplemos, juntos, este grande mistério de amor; deixemos o coração iluminar-se com a luz que brilha na gruta de Belém! Boas-festas de Natal para todos!

BENEDICTUS PP. XVI

Homilia do Papa Bento XVI na Missa da Noite de Natal no Vaticano


SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR

HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO XVI
Basílica Vaticana
24 de Dezembro de 2010


Amados irmãos e irmãs!

"Tu és meu filho, Eu hoje te gerei" – com estas palavras do Salmo segundo, a Igreja dá início à liturgia da Noite Santa. Ela sabe que esta frase pertencia, originariamente, ao rito da coroação do rei de Israel. O rei, que por si só é um ser humano como os outros homens, torna-se "filho de Deus" por meio do chamamento e entronização na sua função: trata-se de uma espécie de adoção por parte de Deus, uma ata da decisão, pela qual Ele concede a este homem uma nova existência, atraindo-o para o seu próprio ser. De modo ainda mais claro, a leitura tirada do profeta Isaías, que acabamos de ouvir, apresenta o mesmo processo numa situação de tribulação e ameaça para Israel: "Um menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros" (9, 5). A entronização na função régia é como um novo nascimento. E, precisamente como recém-nascido por decisão pessoal de Deus, como menino proveniente de Deus, o rei constitui uma esperança. O futuro assenta sobre os seus ombros. É o detentor da promessa de paz. Na noite de Belém, esta palavra profética realizou-se de um modo que, no tempo de Isaías, teria ainda sido inimaginável. Sim, agora Aquele sobre cujos ombros está o poder é verdadeiramente um menino. N’Ele aparece a nova realeza que Deus institui no mundo. Este menino nasceu verdadeiramente de Deus. É a Palavra eterna de Deus, que une mutuamente humanidade e divindade. Para este menino, são válidos os títulos de dignidade que lhe atribui o cântico de coroação de Isaías: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da paz (9, 5). Sim, este rei não precisa de conselheiros pertencentes aos sábios do mundo. Em Si mesmo traz a sapiência e o conselho de Deus. Precisamente na fragilidade de menino que é, Ele é o Deus forte e assim nos mostra, face aos pretensiosos poderes do mundo, a fortaleza própria de Deus.

Na verdade, as palavras do rito da coroação em Israel não passavam de palavras rituais de esperança, que de longe previam um futuro que haveria de ser dado por Deus. Nenhum dos reis, assim homenageados, correspondia à sublimidade de tais palavras. Neles, todas as expressões sobre a filiação de Deus, sobre a entronização na herança dos povos, sobre o domínio das terras distantes (Sal 2, 8) permaneciam apenas presságio de um futuro – como se fossem painéis sinalizadores da esperança, indicações apontando para um futuro que então era ainda inconcebível. Assim o cumprimento da palavra, que tem início na noite de Belém, é ao mesmo tempo imensamente maior e – do ponto de vista do mundo – mais humilde do que a palavra profética deixava intuir. É maior, porque este menino é verdadeiramente Filho de Deus, é verdadeiramente "Deus de Deus, Luz da Luz, gerado, não criado, consubstancial ao Pai". Fica superada a distância infinita entre Deus e o homem. Deus não Se limitou a inclinar o olhar para baixo, como dizem os Salmos; Ele "desceu" verdadeiramente, entrou no mundo, tornou-Se um de nós para nos atrair a todos para Si. Este menino é verdadeiramente o Emanuel, o Deus conosco. O seu reino estende-se verdadeiramente até aos confins da terra. Na imensidão universal da Sagrada Eucaristia, Ele verdadeiramente instituiu ilhas de paz. Em todo o lado onde ela é celebrada, temos uma ilha de paz, daquela paz que é própria de Deus. Este menino acendeu, nos homens, a luz da bondade e deu-lhes a força para resistir à tirania do poder. Em cada geração, Ele constrói o seu reino a partir de dentro, a partir do coração. Mas é verdade também que "o bastão do opressor" não foi quebrado. Também hoje marcha o calçado ruidoso dos soldados e temos ainda incessantemente a "veste manchada de sangue" (Is 9, 3-4). Assim faz parte desta noite o júbilo pela proximidade de Deus. Damos graças porque Deus, como menino, Se confia às nossas mãos, por assim dizer mendiga o nosso amor, infunde a sua paz no nosso coração. Mas este júbilo é também uma prece: Senhor, realizai totalmente a vossa promessa. Quebrai o bastão dos opressores. Queimai o calçado ruidoso. Fazei com que o tempo das vestes manchadas de sangue acabe. Realizai a promessa de "uma paz sem fim" (Is 9, 6). Nós Vos agradecemos pela vossa bondade, mas pedimos-Vos também: mostrai a vossa força. Instituí no mundo o domínio da vossa verdade, do vosso amor – o "reino da justiça, do amor e da paz".

"Maria deu à luz o seu filho primogênito" (Lc 2, 7). Com esta frase, São Lucas narra, de modo absolutamente sóbrio, o grande acontecimento que as palavras proféticas, na história de Israel, tinham com antecedência vislumbrado. Lucas designa o menino como "primogênito". Na linguagem que se foi formando na Sagrada Escritura da Antiga Aliança, "primogênito" não significa o primeiro de uma série de outros filhos. A palavra "primogênito" é um título de honra, independentemente do fato se depois se seguem outros irmãs e irmãs ou não. Assim, no Livro do Êxodo, Israel é chamado por Deus "o meu filho primogênito" (Ex 4, 22), exprimindo-se deste modo a sua eleição, a sua dignidade única, o particular amor de Deus Pai. A Igreja nascente sabia que esta palavra ganhara uma nova profundidade em Jesus; que n’Ele estão compendiadas as promessas feitas a Israel. Assim a Carta aos Hebreus chama Jesus "o primogênito" simplesmente para O qualificar, depois das preparações no Antigo Testamento, como o Filho que Deus manda ao mundo (cf. Heb 1, 5-7). O primogênito pertence de maneira especial a Deus, e por isso – como sucede em muitas religiões – devia ser entregue de modo particular a Deus e resgatado com um sacrifício de substituição, como São Lucas narra no episódio da apresentação de Jesus no templo. O primogênito pertence a Deus de modo particular, é por assim dizer destinado ao sacrifício. No sacrifício de Jesus na cruz, realiza-se de uma forma única o destino do primogênito. Em Si mesmo, Jesus oferece a humanidade a Deus, unindo o homem e Deus de uma maneira tal que Deus seja tudo em todos. Paulo, nas Cartas aos Colossenses e aos Efésios, ampliou e aprofundou a ideia de Jesus como primogênito: Jesus – dizem-nos as referidas Cartas – é o primogênito da criação, o verdadeiro arquétipo segundo o qual Deus formou a criatura-homem. O homem pode ser imagem de Deus, porque Jesus é Deus e Homem, a verdadeira imagem de Deus e do homem. Ele é o primogênito dos mortos: dizem-nos ainda aquelas Cartas. Na Ressurreição, atravessou o muro da morte por todos nós. Abriu ao homem a dimensão da vida eterna na comunhão com Deus. Por fim, é-nos dito: Ele é o primogênito de muitos irmãos. Sim, agora Ele também é o primeiro de uma série de irmãos, isto é, o primeiro que inaugura para nós a vida em comunhão com Deus. Cria a verdadeira fraternidade: não a fraternidade, deturpada pelo pecado, de Caim e Abel, de Rômulo e Remo, mas a fraternidade nova na qual somos a própria família de Deus. Esta nova família de Deus começa no momento em que Maria envolve o "primogênito" em faixas e O reclina na manjedoura. Supliquemos-Lhe: Senhor Jesus, Vós que quisestes nascer como o primeiro de muitos irmãos, dai-nos a verdadeira fraternidade. Ajudai-nos a tornarmo-nos semelhantes a Vós. Ajudai-nos a reconhecer no outro que tem necessidade de mim, naqueles que sofrem ou estão abandonados, em todos os homens, o vosso rosto, e a viver, juntamente convosco, como irmãos e irmãs para nos tornarmos uma família, a vossa família.

No fim, o Evangelho de Natal narra-nos que uma multidão de anjos do exército celeste louvava a Deus e dizia: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama" (Lc 2, 14). A Igreja ampliou este louvor que os anjos entoaram à vista do acontecimento da Noite Santa, fazendo dele um hino de júbilo sobre a glória de Deus. "Nós Vos damos graças por vossa imensa glória". Nós Vos damos graças pela beleza, pela grandeza, pela bondade de Deus, que, nesta noite, se tornam visíveis para nós. A manifestação da beleza, do belo, torna-nos felizes sem que devamos interrogar-nos sobre a sua utilidade. A glória de Deus, da qual provém toda a beleza, faz explodir em nós o deslumbramento e a alegria. Quem vislumbra Deus, sente alegria; e, nesta noite, vemos algo da sua luz. Mas a mensagem dos anjos na Noite Santa também fala dos homens: "Paz aos homens que Ele ama". A tradução latina desta frase, que usamos na Liturgia e remonta a São Jerônimo, interpreta diversamente: "Paz aos homens de boa vontade". Precisamente nos últimos decênios, esta expressão "os homens de boa vontade" entrou de modo particular no vocabulário da Igreja. Mas qual é a tradução justa? Devemos ler, juntas, as duas versões; só assim compreendemos retamente a frase dos anjos. Seria errada uma interpretação que reconhecesse apenas o agir exclusivo de Deus, como se Ele não tivesse chamado o homem a uma resposta livre e amorosa. Mas seria errada também uma resposta moralizante, segundo a qual o homem com a sua boa vontade poder-se-ia, por assim dizer, redimir a si próprio. As duas coisas andam juntas: graça e liberdade; o amor de Deus, que nos precede e sem o qual não O poderemos amar, e a nossa resposta, que Ele espera e até no-la suplica no nascimento do seu Filho. O entrelaçamento de graça e liberdade, o entrelaçamento de apelo e resposta não podemos dividi-lo em partes separadas uma da outra. Ambas estão indivisivelmente entrançadas entre si. Assim esta frase é simultaneamente promessa e apelo. Deus precedeu-nos com o dom do seu Filho. E, sempre de novo e de forma inesperada, Deus nos precede. Não cessa de nos procurar, de nos levantar todas as vezes que o necessitamos. Não abandona a ovelha extraviada no deserto, onde se perdeu. Deus não se deixa confundir pelo nosso pecado. Sempre de novo recomeça conosco. Todavia espera que amemos juntamente com Ele. Ama-nos para que nos seja possível tornarmo-nos pessoas que amam juntamente com Ele e, assim, possa haver paz na terra.

Lucas não disse que os anjos cantaram. Muito sobriamente, escreve que o exército celeste louvava a Deus e dizia: "Glória a Deus nas alturas…" (Lc 2, 13-14). Mas desde sempre os homens souberam que o falar dos anjos é diverso do dos homens; e que, precisamente nesta noite da jubilosa mensagem, tal falar foi um canto no qual brilhou a glória sublime de Deus. Assim, desde o início, este canto dos anjos foi entendido como música vinda de Deus, mais ainda, como convite a unirmo-nos ao canto com o coração em júbilo pelo fato de sermos amados por Deus. Diz Santo Agostinho: Cantare amantis est – cantar é próprio de quem ama. Assim ao longo dos séculos, o canto dos anjos tornou-se sempre de novo um canto de amor e de júbilo, um canto daqueles que amam. Nesta hora, associemo-nos, cheios de gratidão, a este cantar de todos os séculos, que une céu e terra, anjos e homens. Sim, Senhor, nós Vos damos graças por vossa imensa glória. Nós Vos damos graças pelo vosso amor. Fazei que nos tornemos cada vez mais pessoas que amam juntamente convosco e, consequentemente, pessoas de paz. Amém.


BENEDICTUS PP. XVI











sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

Desejamos um Feliz e Santo Natal a todos nossos paroquianos, aos que seguem nosso blog, aos internautas e a todos os amados irmãos em Cristo.

Que Jesus, Nosso Senhor, que veio ao mundo pelo seio virginal de Maria abençoe a todos e seus familiares!

FELIZ NATAL!!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Celebrações Litúrgicas do Tempo de Natal 2010-2011 presididas pelo Santo Padre Bento XVI

"Verbum caro factum est"

Sexta-feira – 24 de dezembro de 2010
Missa da Noite - Solenidade do Natal do Senhor
Capela Papal - Basílica Vaticana

Sábado – 25 de dezembro de 2010
Bênção Urbi et Orbi - Solenidade do Natal do Senhor
Balcão Central – Basílica Vaticana

Sexta-feira – 31 de dezembro de 2010
Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus
Basílica Vaticana
O Santo Padre presidirá as Primeiras Vésperas da Solenidade e, a seguir, acontecerá a exposição do Santíssimo Sacramento, haverá o canto do tradicional hino Te Deum, na conclusão do ano civil, e a bênção eucarística.

Sábado – 1º de janeiro de 2011
Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus
Dia Mundial da Paz
Capela Papal - Basílica Vaticana
O Santo Padre presidirá a Celebração da Solenidade na Oitava do Natal, por ocasião do XLIV Dia Mundial da Paz, com o tema Liberdade religiosa, caminho para a paz, e do XXXVI Congresso Internacionale dos Pueri Cantores.
Concelebrarão com o Papa o secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone; o presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson; o substituto da Secretaria de Estado, Arcebispo Fernando Filoni; o secretário para as Relações com os Estados, Arcebispo Dominique Mamberti; e o secretário do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Dom Mario Toso, S.D.B.

Quinta-feira – 6 de janeiro de 2011
Missa – Solenidade da Epifania do Senhor
Capela Papal - Basílica Vaticana

Domingo – 9 de janeiro de 2011
Festa do Batismo do Senhor
Capela Papal - Basílica Vaticana
Bento XVI presidirá à Celebração Eucarística, no curso da qual administrará o Sacramento do Batismo a algumas crianças.

domingo, 19 de dezembro de 2010

IV Domingo do Advento


As promessas do Senhor reveladas por meio dos profetas se cumprem pela ação do Espírito Santo. Deus garante a continuidade da dinastia de Davi com o envio do Emanuel: Deus-conosco.

José, o noivo de Maria, descobriu que ela estava grávida. Antes que tomasse qualquer decisão, o anjo o tranquiliza, dizendo que o que está acontecendo nela é ação do Espírito de Deus.

São José “confia-se totalmente à infinita misericórdia d’Aquele que realiza as profecias”. “Realizando uma antiga profecia, o Filho de Deus torna-se homem no seio de uma virgem; este mistério manifesta ao mesmo tempo o amor, a sabedoria e a potência de Deus a favor da humanidade”. “São José anuncia os prodígios do Senhor, testemunhando a virgindade de Maria, a ação gratuita de Deus, e protegendo a vida terrena do Messias. Veneremos, portanto, o pai legal de Jesus, porque nele se perfila o homem novo, que encara o futuro com confiança e coragem, não seguindo o seu próprio projecto, mas confiando-se totalmente à infinita misericórdia d’Aquele que cumpre as profecias e abre o tempo da salvação”. (Papa Bento XVI, Angelus, 19/12/2010)

A Liturgia da Missa nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura Isaías 7, 10-14: precisamos descobrir os sinais da presença e da atuação de Deus;

Salmo Responsorial 23 (24): "O rei da glória é o Senhor onipotente; abri as portas para que ele possa entrar!"

II Leitura Romanos 1, 1-7: somos servos de Deus e servidores do evangelho;

Evangelho Mateus 1, 18-24: Deus se serve da colaboração humana para realizar seus planos, São José é escolhido por Deus para cuidar de seu Filho Unigênito.

Evangelho

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós!
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo.
20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo de seus pecados”.
22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.
24Quando acordou, José fez como o anjo do Senhor havia mandado e aceitou sua esposa.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Programação de Natal e Ano Novo na Igreja Matriz São José em Salesópolis

Dia 24 de Dezembro - Sexta-feira - Vigília de Natal
19h30 - Santa Missa
22h30 - Santa Missa

Dia 25 de Dezembro - Sábado - Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo
19h30 - Santa Missa

Dia 30 de Dezembro - Quinta-feira - Abertura do Ano Jubilar Paroquial
19h30 - Santa Missa

Dia 31 de Dezembro - Sexta-feira - Véspera de Ano Novo
19h30 - Santa Missa
22h30 - Santa Missa - Passagem de Ano

Dia 01 de Janeiro de 2011 - Sábado - Ano Novo - Solenidade da Santa Mãe de Deus
19h30 - Santa Missa

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Logotipo do Centenário da Igreja Matriz São José


Apresentamos aqui o logotipo comemorativo ao Primeiro Centenário da Igreja Matriz São José, em Salesópolis, a ser celebrado no dia 30 de Dezembro de 2011.

De autoria do paroquiano Pedro Luis de Siqueira Faria, em formato de hóstia retrata alguns aspectos que sintetizam a caminhada paroquial:

1-) Trigo: a Eucaristia, fazendo menção às celebrações mensais do Santíssimo Sacramento nas 1as. Quintas-feiras;

2-) Bíblia: toda a vida paroquial deve ser guiada pela escuta e leitura da Palavra de Deus;

3-) Céu Azul: relembra primeiramente que caminhamos para a pátria celestial, a Jerusalém do céu, a cidade do alto e a cor azul nos remete ao manto da Virgem Maria, mãe de Deus, mãe da Igreja e nossa mãe;

4-) A Igreja Matriz São José: é maior obra do homem na cidade de Salesópolis, tendo sua construção iniciada no dia 01/07/1911 foi inaugurada pelo saudoso Pe João Menendes no dia 30/12/1911, tem sobre a sua entrada a imagem de São José, padroeiro paroquial e municipal, que segura com seus braços o Menino Jesus e apresenta, lá no alto da colina, o Salvador da humanidade;

5-) A hora no relógio da Igreja Matriz: marca exatamente 19h30, o horário costumeiro da Santa Missa, será o horário da celebração solene do Ano Jubilar no dia 30/12/2011.

domingo, 12 de dezembro de 2010

III Domingo do Advento - Domingo da Alegria

"Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto. (Fl 4,4ss)
Se aproximam as festas do Natal do Senhor, Ele está próximo, alegremo-nos no Senhor!

O III Domingo do Advento é conhecido como Domingo Gaudete ou Domingo da Alegria, Este domingo tem esse nome porque a Antífona de Entrada da Missa começa com as palavras de São Paulo aos Filipenses: “Gaudete in Domino Semper...”, em português, “Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos!”(Fl 4, 4-5). A cor litúrgica para este domingo é o roxo ou o rosa.

O Senhor está próximo! Esta certeza deve fortalecer nosso coração, a espera do Messias alegra os corações e comunidades que acolhem sua mensagem de salvação, a esperança nos leva a vislumbrar novos tempos se nos deixamos iluminar por Jesus, que já veio e virá novamente. Ele é o Messias, o libertador da humanidade.

A Liturgia da Missa nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura Isaías 35, 1-6.10: o otimismo e a alegria nos levam a vislumbrar novos horizontes;

Salmo Responsorial 145 (146): "Vinde, Senhor, para salvar o vosso povo!"

II Leitura Tiago 5, 7-10: na paciência e na perseverança construiremos o reino que Jesus nos confiou;

Evangelho Mateus 11, 2-11: Deus Pai se revelou enviando seu Filho como prova de seu amor pela humanidade, com Jesus se completa a plenitude da vinda de Deus entre os seres humanos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Celebração do Jubileu de Prata Sacerdotal de Dom Airton José dos Santos

Publicamos algumas imagens da Solene Celebração da Santa Missa no dia 08 de Dezembro de 2010, Solenidade da Imaculada Conceição, por ocasião do Jubileu de Prata Sacerdotal de Sua Excia. Revma. Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes, na Catedral de Sant'anna.

Estiveram presentes vários Bispos de Dioceses vizinhas de Mogi das Cruzes, entre eles Sua Emma. Revma. Dom Odilo Cardeal Scherer, Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Mascarenhas Roxo,Opraem, Bispo Emérito de Mogi das Cruzes (1989 a 2004), Dom Emílio Pignoli, Bispo Emérito de Campo Limpo e 2o. Bispo de Mogi das Cruzes (1976 a 1989), Dom Manuel Parrado Carral, Bispo de São Miguel Paulista, Dom Fernando Legal, Bispo Emérito de São Miguel Paulista, Dom Antonio Carlos Altieri, Bispo de Caraguatatuba, Dom Nelson Westrupp, Bispo de Santo André e Dom Luiz Antonio Guedes, Bispo de Campo Limpo, além do Clero Diocesano de Mogi das Cruzes, padres e religiosos de outras dioceses, autoridades da região do Alto Tietê, familiares de Dom Airton e numerosos diocesanos que estiveram presentes na celebração.

Acesse a Biografia de Dom Airton José dos Santos. Clique  aqui.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Solenidade da Imaculada Conceição


Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, hoje, 08 de Dezembro, estamos celebrando a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

 
Esta verdade reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos Padres e Doutores da Igreja oriental ao exaltar a grandeza de Maria, Mãe de Deus, tinham usado de expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental que sempre muito amou a Santíssima Virgem tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois era Maria destinada a ser mãe do seu Filho. Isso era possível para a Onipotência de Deus, portanto, Deus, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio de sua mãe Sant'Ana foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original". A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura Gênesis 3, 9-15.20: no início da criação o homem e a mulher desobedeceram a Deus e entraram na corrupção do pecado;

Salmo Responsorial 97 (98): "Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios!"

II Leitura Efésios 1, 3-6.11-12: por Cristo recebemos a graça da filiação divina e a remissão dos pecados;

Evangelho Lucas 1, 26-38: Maria soube entregar-se nas mãos de Deus e ser sua serva.

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Diocese de Mogi das Cruzes se une a movimento diocesano por lei anti-aborto no Estado de São Paulo

Mogi das Cruzes (Sexta-feira, 03-12-2010, Gaudium Press)

A diocese de Mogi das Cruzes, em São Paulo, aderiu a um movimento de dioceses pela anti-legalização da prática abortiva. A iniciativa, liderada por outras quatro dioceses do estado - Taubaté, Lorena, Caraguatatuba e Guarulhos - tem como intuito elaborar e apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição do Estado de São Paulo garantindo a vida humana desde a concepção até a morte natural.

Conforme o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Airton José dos Santos, o projeto trata de uma regulamentação. O prelado explica que já existe na Constituição brasileira uma lei que protege o feto humano. O movimento quer reforçar essa determinação sugerindo uma lei que regulamente essa proteção no estado de São Paulo também. O estado "é um centro muito efervescente e com todas as possibilidades de tecnologia e ciência e medicina, portanto um local importante para garantir o respeito à vida humana", diz.

Dom Airton afirma que as 41 dioceses que compõe a Igreja no Estado de São Paulo apoiam o movimento que visa a essa regulamentação. No entanto, segundo ele, tradicionalmente e historicamente, as atividades nesse sentido são mais fortes nas quatro dioceses que encabeçam o projeto. "Taubaté, por exemplo, realiza todo ano a Pastoral Familiar. Então talvez exista um conhecimento sobre o assunto que as outras dioceses não tenham".

Contudo, o bispo de Mogi das Cruzes explica que se o projeto caminhar como se espera a participação efetiva das demais dioceses será fundamental. "Serão necessárias 300 mil assinaturas para que se possa apresentar como projeto de lei de iniciativa popular", declara.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

II Domingo do Advento


"Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas! Toda carne há de ver a salvação do nosso Deus. (Lucas 3, 4.6)

Em nossa caminhada para o Natal, somos convidados à conversão, à mudança de vida. João Batista nos convida a preparar os caminhos do Senhor, sua vinda transforma os corações daqueles que se abrem para acolhê-lo. O profeta anuncia a chegada de um rei que vai restabelecer a paz e a harmonia. É Jesus que vem trazer a salvação para seu povo e mostrar o verdadeiro caminho que conduz ao reino.

A Liturgia da Missa nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura Isaías 11, 1-10: é necessário converter-se à prática da justiça para reconquistar a harmonia;

Salmo Responsorial 71 (72): "Nos seus dias, a justiça florirá."

II Leitura Romanos 15, 4-9: é preciso sabermos acolhermo-nos mutuamente como Cristo acolhe a cada um;

Evangelho Mateus 3, 1-12: a convesão é condição indispensável para acolher o Reino de Deus.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Programação para o mês de Dezembro 2010


03 – São Francisco Xavier

05 – II Domingo do Advento

08 – Solenidade da Imaculada Conceição

08 – 25º Aniversário Sacerdotal de Dom Airton José dos Santos (08/12/1985)

08 – 25º Aniversário Sacerdotal do Pe Romolo Avagliano Rodrigues (08/12/1985)

12 – III Domingo do Advento

12 – Nossa Senhora de Guadalupe

13 – Santa Luzia

19 – IV Domingo do Advento

25 – Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

26 – Festa da Sagrada Família

27 – São João Evangelista

28 – Santos Inocentes

30 – 99º Aniversário da Igreja Matriz São José

30 – Abertura do Ano Jubilar Paroquial do 1º Centenário da Igreja Matriz São José (30/12/2011)

30 – 48º Aniversário de Instalação da Diocese de Mogi das Cruzes e posse do 1º Bispo Diocesano Dom Paulo Rolim Loureiro (30/12/1962)

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