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domingo, 28 de novembro de 2010

Homilia do Papa Bento XVI durante vigília pela vida nascente celebrada na Basílica de São Pedro em Roma

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)

Queridos irmãos e irmãs,

com esta celebração vespertina, o Senhor nos dá a graça e a alegria de abrir o novo Ano Litúrgico, iniciando pela sua primeira etapa: o Advento, o período que faz memória da vinda de Deus entre nós. Todo o início traz em si uma graça particular, porque é abençoado pelo Senhor. Neste Advento nos será dada, mais uma vez, a oportunidade de fazer a experiência da proximidade d'Aquele que criou o mundo, que orienta a história e que tomou conta de nós, alcançando o cume de sua condescendência ao fazer-se homem. Exatamente o mistério grande e fascinante de Deus conosco, mais ainda, de Deus que se fez um de nós, é que celebraremos nas próximas semanas, caminhando em direção ao Santo Natal. Durante o tempo do Advento, sentiremos a Igreja que nos toma pela mão e, à semelhança de Maria Santíssima, expressa a sua maternidade fazendo-nos experimentar a alegre expectativa da vinda do Senhor, que abraça a todos no seu amor que salva e consola.

Enquanto os nossos corações abrem-se rumo à celebração anual do nascimento de Cristo, a liturgia da Igreja orienta o nosso olhar à meta definitiva: o encontro com o Senhor que virá no esplendor da sua glória. Por isso nós que, em toda a Eucaristia, "anunciamos a sua morte, proclamamos a sua ressurreição, na expectativa da sua vinda", vigiamos em oração. A liturgia não cessa de encorajar-nos e sustentar-nos, colocando em nossos lábios, nos dias do Advento, o grito com o qual se encerra toda a Sagrada Escritura, na última página do Apocalipse de São João: "Vem, Senhor Jesus!" (22, 20).

Queridos irmãos e irmãs, o nosso reunir-se nesta noite para iniciar o caminho do Advento enriquece-se por um outro importante motivo: com toda a Igreja, desejamos celebrar solenemente uma vigília de oração pela vida nascente. Desejo expressar o meu agradecimento a todos aqueles que aderiram a esse convite e a quantos se dedicam de modo específico a acolher e proteger a vida humana nas diversas situações de fragilidade, em particular nos seus inícios e nos seus primeiros passos. Propriamente o início do Ano Litúrgico faz-nos viver novamente a expectativa de Deus que se faz carne no seio da Virgem Maria, de Deus que se faz pequeno, torna-se criança; fala-nos da vinda de um Deus próximo, que desejou percorrer a vida do homem, desde os inícios, e isso para salvá-la totalmente, em plenitude. E, assim, o mistério da Encarnação do Senhor e o início da vida humana estão intimamente e harmonicamente conectados entre si dentro do único projeto salvífico de Deus, Senhor da vida de todos e de cada um. A Encarnação revela-nos com intensa luz e de modo surpreendente que toda a vida humana tem uma dignidade altíssima, incomparável.

O homem apresenta uma originalidade inconfundível com relação a todos os outros seres vivos que povoam a terra. Apresenta-se como sujeito único e singular, dotado de inteligência e vontade livre, ainda que composto de realidades materiais. Vive simultaneamente e indivisivelmente na dimensão espiritual e na dimensão corpórea. Sugere isso também o texto da Primeira Carta aos Tessalonicenses que foi proclamado: "O Deus da paz –escreve São Paulo – vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!" (5, 23). Somos, portanto, espírito, alma e corpo. Somos parte deste mundo, ligados às possibilidades e aos limites da condição material; ao mesmo tempo, somos abertos a um horizonte infinito, capaz de dialogar com Deus e de acolhê-lo em nós. Operamos nas realidades terrenas e, através dessas, podemos perceber a presença de Deus e tender a Ele, verdade, bondade e beleza absoluta. Saboreamos fragmentos de vida e felicidade e anelamos à plenitude total.

Deus ama-nos de modo profundo, total, sem distinções; chama-nos à amizade com Ele; torna-nos participantes de uma realidade que ultrapassa toda a imaginação e todo o pensamento e palavra: a sua própria vida divina. Com comoção e gratidão tomemos consciência do valor, da dignidade incomparável de toda a pessoa humana e da grande responsabilidade que temos com relação a todos. "Cristo, novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime. [...] Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem" (Constituição Gaudium et Spes, 22).

Crer em Jesus Cristo comporta também ter um olhar novo sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança. De resto, a própria experiência e a reta razão atestam que o ser humano é um sujeito capaz de entender e desejar, autoconsciente e livre, irrepetível e insubstituível, vértice de todas as realidades terrenas, que exige ser reconhecido como valor em si mesmo e merece ser acolhido sempre com respeito e amor. Ele tem o direito de não ser tratado como um objeto a se possuir, ou como uma coisa que se pode manipular a bel prazer, de não ser tornado um puro instrumento em vantagem de outros e seus interesses. A pessoa é um bem em si mesma e é preciso buscar sempre o seu desenvolvimento integral. O amor por todos, portanto, se é sincero, tende espontaneamente a dar atenção preferencial aos mais débeis e pobres. Sobre essa linha, coloca-se a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e do obscurecimento de consciência. A Igreja continuamente reafirma aquilo que declarou o Concílio Vaticano II contra o aborto e toda a violação da vida nascente: "A vida, uma vez concebida, deve ser protegida com o máximo cuidado" (Ibid., n. 51).

Há tendências culturais que buscam anestesiar as consciências com motivações espúrias. Com relação ao embrião no ventre materno, a própria ciência coloca em evidência a autonomia capaz de interação com a mãe, a coordenação dos processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a crescente complexidade do organismo. Não se trata de um acúmulo de material biológico, mas de um novo ser vivente, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. Assim aconteceu com Jesus no seio de Maria; assim foi com cada um de nós, no ventre de nossa mãe. Com o antigo autor cristão Tertuliano, podemos afirmar: "É já um homem aquele que o será" (Apologetico, IX, 8); não há nenhuma razão para não considerá-lo pessoa desde a sua concepção.

Infelizmente, também após o nascimento, a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, à fome, à miséria, à doença, aos abusos, à violência, à exploração. As múltiplas violações de seus direitos que se cometem no mundo ferem dolorosamente a consciência de todo o homem de boa vontade. Diante do triste panorama das injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e depois do nascimento, faço meu o apaixonado apelo do Papa João Paulo II à responsabilidade de todos e de cada um: "Respeita, defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por esta estrada, encontrarás justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade" (Encíclica Evangelium vitae, 5). Exorto os protagonistas da política, da economia e da comunicação social a fazer o que esteja ao seu alcance para promover uma cultura sempre respeitosa pela vida humana, para procurar condições favoráveis e retas de apoio ao acolhimento e desenvolvimento dessa vida.

À Virgem Maria, que acolheu o Filho de Deus feito homem com a sua fé, com o seu ventre materno, com carinho, com acompanhamento solidário e vibrante de amor, confiamos a oração e o empenho a favor da vida nascente. Fazemo-lo na liturgia – que é o lugar onde vivemos a verdade e onde a verdade vive conosco – adorando a divina Eucaristia, em que contemplamos o Corpo de Cristo, aquele Corpo que encarnou em Maria por obra do Espírito Santo, e d'Ela nasce em Belém, para a nossa salvação. Ave, verum Corpus, natum de Maria Virgine! Amém.

BENEDICTUS, P.P. XVI

I Domingo do Advento

Advento é a preparação para o Natal, quando comemoramos o nascimento de Jesus. Ele já veio "e de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim" (Símbolo Niceno-Constantinopolitano). É preciso estar atentos à sua nova vinda que se anuncia neste tempo especial de vivência da fé.

Iniciando hoje o novo Ano Litúrgico a Igreja nos apresenta as seguintes leituras:

I Leitura Isaías 2, 1-5: as comunidades cristãs devem ser exemplo para o mundo na busca da paz e da justiça;

Salmo Responsorial 121 (122): "Que alegria quando me disseram: Vamos à casa do Senhor!"

II Leitura Romanos 13, 11-14: é hora de conversão pois a salvação está próxima;

Evangelho 24, 37-44: a vigilância nos leva ao serviço e ao amor fraterno.

sábado, 27 de novembro de 2010

Tempo do Advento: a espera do Senhor que vem


Neste Domingo inicia-se o Tempo do Advento e assim inicia-se também novo Ano Litúgico na Igreja. O Tempo do Advento é tempo de jubilosa espera do Senhor que virá.


"O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa." (NALC, 39)

Nesse sentido, o roxo é a cor ditada pelas rubricas, como de espera penitencial, ainda que não tão rigorosa quanto a da Quaresma. De fato, o Advento é uma "pequena Quaresma" em preparação ao Natal. Preparando-nos para celebrar a primeira vinda de Cristo no Natal, aguardamos, neste exílio, pela segunda, em que Ele deve nos achar livres do pecado. O chamado à santidade é também a tônica, pois, do Advento.

OS DOMINGOS DO ADVENTO

A tonalidade de fundo que percorre o 1º domingo é a da espera vigilante do Senhor. Ele anuncia o seu retorno. Devemos estar alertas. As nações se reunirão. O dia está próximo.

Se o reino dos céus está próximo, é tempo de preparar os caminhos. É o tema específico do 2º domingo do Advento. O Espírito está sobre o Senhor e nele as promessas são confirmadas.

O 3º domingo apresenta os tempos messiânicos. Deus vem salvar-nos, a sua vinda está próxima, as curas são o sinal da sua presença.

O 4º domingo do Advento anuncia a vinda iminente do Messias. José foi pré-advertido. Uma Virgem conceberá o Filho de Deus, Jesus Cristo, da estirpe de Davi.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Primeira Eucaristia das crianças na Igreja Matriz São José

Veja abaixo algumas imagens da Santa Missa na Igreja Matriz São José, em Salesópolis-SP, no último dia 21 de Novembro de 2010, Solenidade de Cristo Rei do Universo, ocasião pela qual 110 crianças receberam, pela primeira vez, a Santa Comunhão, o Corpo e Sangue de Cristo. A Santa Missa foi celebrada pelo Pároco Revmo. Sr. Pe. Rosalvo Cordeiro de Lima e contou com a participação numerosa de paroquianos, pais e familiares das crianças que após 2 anos de preparação participaram do Sacramento do Altar.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Saudação do Papa Bento XVI aos novos cardeais e seus familiares




Tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias
Boletim da Santa Sé

Senhores Cardeais,
Queridos Irmãos no Episcopado e no presbiterato,
Queridos amigos!

Estão ainda vivos na mente e no coração de todos nós os sentimentos e as emoções, que vivemos ontem e anteontem, por ocasião da criação de 24 novos Cardeais. Foram momentos de fervorosa oração e de profunda comunhão, que hoje desejamos prolongar com a alma cheia de gratidão ao Senhor, o qual nos deu a alegria de viver uma nova página da história da Igreja. Estou, portanto, alegre por acolher-vos também hoje, neste encontro simples e familiar, e por destinar minha cordial saudação aos neo-Purpurados, bem como aos seus parentes, amigos e quantos os acompanham nesta circunstância tão solene e importante.

Saúdo, em primeiro lugar, a vós, Cardeais italianos! Saúdo a Vós, Senhor Cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Francesco Monterisi, Arcipreste da Basílica papal de São Paulo fora dos muros; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Fortunato Baldelli, Penitenciário Maior; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Paolo Sardi, vice-Camerlengo da Santa Igreja Romana; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Velasio De Paolis, presidente da Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Paolo Romeo, Arcebispo de Palermo; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Elio Sgreccia, ex-presidente da Pontifícia Academia para a Vida; saúdo a Vós, Senhor Cardeal Domenico Bartolucci, ex-Maestro Diretor da Capela Musical Pontifícia. Queridos e Venerados Irmãos, através de vós, a Igreja que está na Itália vem a enriquecer o Colégio Cardinalício com ulterior sabedoria pastoral e entusiasmo apostólico. Estendo de bom grado a minha cordial saudação a quantos convosco compartilham a alegria deste momento e exorto a assegurar o apoio através da sua oração, para que possam perseverar fielmente nas respectivas missões para o crescimento do Evangelho e de todo o povo cristão.

J’adresse mon cordial salut aux nouveaux Cardinaux francophones : le Patriarche d’Alexandrie des Coptes, Cardinal Antonios Naguib ; le Président du Conseil pontifical « Cor Unum », Cardinal Robert Sarah ; l’Archevêque de Kinshasa, Cardinal Laurent Monsengwo Pasinya. Je salue aussi avec joie leurs proches et toutes les personnes qui les accompagnent en ces jours de fête que nous venons de vivre. Chers amis, ces célébrations nous appellent à élargir notre regard aux dimensions de l’Église universelle. Je vous invite à prier pour les nouveaux Cardinaux afin qu’en communion avec le Successeur de Pierre ils travaillent efficacement à l’unité et à la sainteté du Peuple de Dieu tout entier. Et vous-mêmes, soyez des témoins ardents de l’Évangile pour redonner au monde l’espérance dont il a besoin et pour contribuer partout à l’établissement de la paix et de la fraternité.

[Dirijo a minha cordial saudação aos novos cardeais francófonos: o Patriarca de Alexandria dos Coptas, Cardeal Antonios Naguib; o presidente do Pontifício Conselho "Cor Unum", Cardeal Robert Sarah; o Arcebispo de Kinshasa, cardeal Laurent Monsengwo Pasinya. Saúdo com alegria a seus parentes e a todos aqueles que estão com eles nestes dias de festa que acabamos de viver. Queridos amigos, estas celebrações convidam-nos a ampliar nossa visão para as dimensões da Igreja universal. Convido-vos a rezar pelos novos Cardeais, a fim de que, em comunhão com o Sucessor de Pedro, trabalhem eficazmente para a unidade e a santidade do povo de Deus como um todo. E vós, sejais testemunhas ardentes do Evangelho no mundo para restaurar a esperança de que ele e ajudeis no estabelecimento da paz e da fraternidade.]

Eu estendo uma cordial saudação aos Prelados de língua inglesa, os quais eu tive a alegria de elevar à dignidade de Cardeal no Consistório do último sábado. Cardeal Raymond Leo Burke, prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica Signatura; cardeal Medardo Joseph Mazombwe, Arcebispo emérito de Lusaka (Zâmbia); Cardeal Donald William Wuerl, Arcebispo de Washington (USA) e Cardeal Albert Malcolm Ranjith Patabendige Don, Arcebispo de Colombo (Sri Lanka).

Também cumprimento vossos parentes e amigos, e todos os fiéis que vos tendes acompanhado a Roma.

O Colégio dos Cardeais, cujas origens encontram-se no antigo clero da Igreja Romana, é responsável pela eleição do Sucessor de Pedro e ajuda-o em problemas de grande importância. Tanto nos escritórios da Cúria Romana quanto em seu ministério nas Igrejas locais ao redor do mundo, os Cardeais são chamados a compartilhar de modo especial a solicitude do Papa pela Igreja universal. A vívida cor das suas vestes tem sido tradicionalmente vista como um sinal de seu compromisso em defender o rebanho de Cristo até o derramamento do próprio sangue. Como os novos Cardeais aceitam o fardo deste ofício, estou confiante de que serão apoiados por vossas orações e cooperação constante em seus esforços para edificar o Corpo de Cristo na santidade, unidade e paz.

Einen besonderen Gruß richte ich an die neuernannten Kardinäle deutscher Sprache. Ich darf mit Kardinal Kurt Koch beginnen, den ich herzlich grüße, ebenso seine Angehörigen, seine Freunde und Gäste aus der Schweiz, vor allem die Vertreter des Bistums Basel, in dem er viele Jahre als Bischof gewirkt hat, sowie die Repräsentanten des Bundesrats und der Kantone. Verbindet euch mit ihm im Gebet und unterstützt ihn so bei seiner wichtigen Aufgabe für die Universalkirche und als Mitarbeiter des Papstes im Dienst an der Einheit der Christen. Mit Freude heiße ich dann Kardinal Reinhard Marx willkommen und mit ihm seine Familie, die Gäste und Pilger aus der Erzdiözese München und Freising, die Herren Weihbischöfe, die Mitarbeiter in den verschiedenen diözesanen Einrichtungen, die Vertreter der Politik und des öffentlichen Lebens wie auch die Gläubigen aus dem Bistum Trier und aus seinem Heimaterzbistum Paderborn. Schließlich grüße ich von Herzen Kardinal Walter Brandmüller mit seinen Angehörigen und Freunden aus Rom, Augsburg und Bamberg. Liebe Freunde, die Kardinäle nehmen in besonderer Weise an der Sorge des Nachfolgers Petri für die weltweite Kirche teil. Zeichen dafür ist das leuchtende Rot des Purpurs, das dahingehend gedeutet wird, daß sie bereit sein sollen, die Herde Christi bis zum Äußersten, bis zur Hingabe ihres Blutes zu schützen und zu verteidigen. Begleitet sie in ihrer Aufgabe mit eurem Gebet und eurem Einsatz für die Kirche.

[Uma saudação especial aos recém-nomeados cardeais de língua alemã. Começo pelo Cardeal Kurt Koch, a quem saúdo com afeto, bem como a sua família, seus amigos e convidados da Suíça, especialmente os representantes da Diocese de Basiléia, onde serviu por muitos anos como bispo, e aos representantes do Conselho Federal e dos cantões. Aproximai-vos dele em oração e auxiliai-o em sua em sua tarefa importante para a Igreja Universal e do Papa como servidor a serviço da unidade dos cristãos. Tenho também o prazer de cumprimentar o então Cardeal Reinhard Marx, e com ele a sua família, convidados e peregrinos da Arquidiocese de Munique e Freising, os bispos auxiliares, funcionários dos órgãos diocesanos, representantes da vida política e pública, bem como os fiéis da Diocese de Trier e do seu Heimaterzbistum Paderborn. Finalmente, saúdo cordialmente o Cardeal Walter Müller, juntamente com sua família e amigos de Roma, Augsburg e Bamberg. Queridos amigos, os cardeais tomam de maneira especial o cuidado com o Sucessor de Pedro para auxiliar a igreja global. Sua característica é o vermelho púrpura, interpretado como símbolo de que deveriam estar preparados para proteger o rebanho de Cristo ao máximo, até o sacrifício de seu sangue. Acompanhai-os com orações em suas tarefas e compromisso com a Igreja.]

Saúdo com afeto os novos Cardeais de língua espanhola, acompanhados de seus familiares e de tantos Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos vindos especialmente do Equador e da Espanha. A Igreja no Equador alegra-se pelo Cardeal Raúl Eduardo Vela Chiriboga, Arcebispo Emérito de Quito, que com zelo e dedicação exemplar desempenhou também seu ministério episcopal em Guayaquil, Azogues, bem como Bispo Ordinário Militar. Também a Igreja que peregrina na Espanha congratula-se pelo Cardeal José Manuel Estepa Llaurens, Arcebispo Emérito Castrense, que prestou um serviço precioso participando na redação do Catescismo da Igreja Católica. Convido todos a acompanhar com vossa oração e proximidade espiritual os novos membros do Colégio dos cardeais para que, movidos por um amor intenso a Cristo e unidos em estreita comunhão com o Sucessor de Pedro, continuem servindo com fidelidade à Igreja.

Saúdo o Senhor Cardeal Raymundo Damasceno Assis, aqui circundado de pessoas amigas, congratulando-se por verem sua pessoa mais intimamente associada ao ministério do Papa. A vossa presença me recorda as horas de íntima alegria e grande esperança eclesial vividas em Aparecida, durante a minha inesquecível visita ao Brasil que, sobretudo naquele dia, se alargava a todo o Continente Latino-Americano e Caribenho, com o seu episcopado lá reunido em comunhão de fé, esperança e amor, sob o olhar maternal de Maria, em torno do Sucessor de Pedro. Hoje, convosco, reitero a minha confiança afetuosa ao Senhor Cardeal Arcebispo de Aparecida e peço a Nossa Senhora que a todos vos proteja e assista, iluminando de esperança a vossa caminhada, em união com o Pastor e amigo, para instaurar todas as coisas em Cristo.

Słowa pozdrowienia kieruję do Kardynała Kazimierza Nycza i jego gości. Nominacja kardynalska zobowiązuje do troski już nie tylko o Kościół lokalny, ale o losy Kościoła powszechnego, a także do ścisłej współpracy z Papieżem w pełnieniu posługi Piotrowej. Dlatego wypraszam dla niego wszelkie potrzebne łaski, i Was wszystkich proszę o nieustanną modlitwę o światło i moc Ducha Świętego – Ducha mądrości i rady. Niech Bóg wam błogosławi!

[Expressões de saudação ao Cardeal Kazimierz Nycz e a seus acompanhantes. A nomeação cardinalícia obriga à preocupação não só com a Igreja local, mas com o destino da Igreja universal, bem como a trabalhar em estreita colaboração com o Papa na realização do ministério petrino. Por isso, imploro todas as graças necessárias para ele, e peço a todos vós a constante oração para a luz e a força do Espírito Santo - o Espírito de sabedoria e conselho. Deus vos abençoe! ]

Queridos e venerados Irmãos que passastes a fazer parte do Colégio Cardinalício! Renovo a cada um de vós as minhas felicitações mais cordiais. O vosso ministério se enriquece por um ulterior compromisso em apoiar o Sucessor de Pedro no seu universal serviço à Igreja. Confio muito em vós, na vossa oração e no vosso precioso auxílio. Com fraterna estima, encorajo-vos a prosseguir na vossa missão espiritual e apostólica, que passa por uma etapa muito importante. Mantenhais fixo o vosso olhar em Cristo, buscando d'Ele toda a graça e espiritual conforto, a partir do exemplo luminoso dos Santos Cardeais, intrépidos servidores da Igreja que, ao longo dos séculos, glorificaram a Deus com o exercício heroico das virtudes e tenaz fidelidade ao Evangelho. Invoco sobre vós e sobre os presentes a materna proteção da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e da mártir Santa Cecília, cuja memória celebramos hoje. A padroeira da música e do belo canto acompanhe e apoie vosso compromisso de serem, na Igreja, ouvintes atentos de diferentes vozes, para tornar mais profunda a unidade dos corações. Com tais sentimentos, concedo com afeto a vós e a todos os presentes uma especial Bênção Apostólica.


BENEDICTUS, P.P. XVI

Fonte Canção Nova

Homilia do Papa Bento XVI na Missa de Cristo Rei e entrega do anel cardinalício




Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)


Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!

Na Solenidade de Cristo Rei do Universo, temos a alegria de reunir-nos em torno do Altar do Senhor juntamente com os 24 novos cardeais que, ontem, eu agreguei ao Colégio Cardinalício. A esses, antes de tudo, destino a minha cordial saudação, que estendo aos outros Purpurados e a todos os Prelados presentes; da mesma forma às distintas Autoridades, aos Senhores Embaixadores, aos sacerdotes, aos religiosos e a todos os fiéis, vindos de várias partes do mundo para essa feliz circunstância, que se reveste de um forte caráter de universalidade.

Muitos de vós deveis ter notado que também o precedente Consistório Público para a criação dos Cardeais, ocorrido em novembro de 2007, foi celebrado na vigília da solenidade de Cristo Rei. Passaram-se três anos e, então, segundo o ciclo litúrgico dominical, a Palavra de Deus vem-nos ao encontro através das mesmas Leituras bíblicas, próprias desta importante festividade. Essa se coloca no último domingo do ano litúrgico e apresenta-nos, ao final do itinerário da fé, o rosto real de Cristo, como o Pantocrator na abside de uma antiga basílica. Essa coincidência convida-nos a meditar profundamente sobre o mistério do Bispo de Roma e sobre aquele, a esse ligado, dos Cardeais, à luz da singular Realeza de Jesus, nosso Senhor.

O primeiro serviço do Sucessor de Pedro é aquele da fé. No Novo testamento, Pedro torna-se "pedra" da Igreja enquanto portador do Credo: o "nós" da Igreja Inicia com o nome daquele que professou por primeiro a fé em Cristo, inicia com a sua fé; uma fé inicialmente amarga e ainda "demasiado humana", mas então, depois da Páscoa, madura e capaz de seguir a Cristo até o dom de si; madura no crer que Jesus é verdadeiramente o Rei; que o é exatamente porque permaneceu sobre a Cruz e, daquele modo, deu vida para os pecadores. No Evangelho, vê-se que todos pedem que Jesus desça da cruz. Zombavam dele, mas também é um modo de se desculpar, como quem diz: não é culpa nossa se tu estás aí sobre a cruz; é somente culpa tua, porque, se tu fosses verdadeiramente Filho de Deus, o Rei dos Judeus, tu não estarias aí, mas te salvarias descendo daquele patíbulo infame. Portanto, se permaneces ali, isso significa que tu estás errado e nós temos razão.

O drama que se desenrola sob a cruz de Jesus é um drama universal; diz respeito a todos os homens frente a Deus, que se revela por aquilo que é, isto é, Amor. Em Jesus Crucificado, a divindade é desfigurada, despojada de toda a glória visível, mas está presente e real. Somente a fé sabe reconhecê-la: a fé de Maria, que une no seu coração também essa última peça do mosaico da vida de seu Filho; Ela não vê ainda tudo, mas continua a confiar em Deus, repetindo mais uma vez com o próprio abandono "Eis a serva do Senhor" (Lc 1,38). E aí está a fé do bom ladrão: uma fé muito rudimentar, mas suficiente para assegurar-lhe a salvação: "Hoje estarás comigo no paraíso". Decisivo é aquele "comigo". Sim, é isso que o salva. Certo, o bom ladrão está sobre a cruz como Jesus, mas, sobretudo, está sobre a cruz com Jesus. E, ao contrário do outro malfeitor, e de todos os outros que o escarnecem, não pede a Jesus que desça da cruz, nem que o faça descer. Diz, ao contrário: "Lembra-te de mim quando entrares no teu reino". Vê-o na cruz, desfigurado, irreconhecível, mas, no entanto, confia-se a Ele como a um rei, antes, como ao Rei. O bom ladrão crê naquilo que está escrito na tábua sobre a testa de Jesus: "O rei dos Judeus": crê, e se entrega. Por isto está já, subitamente, no "hoje" de Deus, no paraíso, porque paraíso é isto: estar com Jesus, estar com Deus.

Aqui então, queridos Irmãos, emerge claramente a primeira e fundamental mensagem que a Palavra de Deus hoje diz a nós: a mim, Sucessor de Pedro, e a vós, Cardeais. Chama-nos a estar com Jesus, como Maria, e a não lhe pedir que desça da cruz, mas estar ali com Ele. E isso, por ocasião do nosso ministério, devemos fazê-lo não somente por nós mesmos, mas por toda a Igreja, por todo o povo de Deus. Sabemos dos Evangelhos que a cruz foi um ponto crítico da fé de Simão Pedro e dos outros Apóstolos. É claro e não podia ser diferente: eram homens e pensavam "segundo os homens"; não podiam tolerar a ideia de um Messias Crucificado. A "conversão" de Pedro realiza-se plenamente quando renuncia ao desejar "salvar" Jesus e aceita ser salvo por Ele. Renuncia ao desejar salvar Jesus da cruz e aceita ser salvo pela sua cruz. "Eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos" (Lc 22,32), diz o Senhor. O ministério de Pedro consiste todo na sua fé, uma fé que Jesus reconhece prontamente, desde o início, como genuína, como dom do Pai celeste; mas uma fé que deve passar através do escândalo da cruz, para tornar-se autêntica, verdadeiramente "cristã", para tornar-se "pedra" sobre a qual Jesus possa constituir a sua Igreja. A participação no Senhorio de Cristo verifica-se concretamente somente na partilha com a sua base, com a Cruz. Também o meu ministério, queridos irmãos, e por consequência também o vosso, consiste todo na fé. Jesus pode construir sobre nós a sua Igreja tanto quanto encontra em nós aquela fé verdadeira, pascal, aquela fé que não deseja fazer Jesus descer da Cruz, mas confia-se a Ele sobre a Cruz. Nesse sentido, o lugar autêntico do Vigário de Cristo é a Cruz, persistir na obediência da Cruz.

É difícil esse ministério, porque não se alinha com o modo de pensar dos homens – àquela lógica natural que permanece sempre ativa também em nós mesmos. Mas isso é e permanece sempre o nosso primeiro serviço, o serviço da fé, que transforma toda a vida: crer que Jesus é Deus, que é Rei exatamente porque chegou até aquele ponto, porque amou-nos até o extremo. E essa realeza paradoxal, devemos testemunhá-la e anunciá-la como fez Ele, o Rei, isto é, seguindo a sua mesma estrada e esforçando-nos por adotar a sua mesma lógica, a lógica da humildade e do serviço, do grão de trigo que morrer para produzir fruto. O Papa e os Cardeais são chamados a serem profundamente unidos antes de tudo nisso: todos juntos, sob a guia do Sucessor de Pedro, devem permanecer no senhorio de Cristo, pensando e operando segundo a lógica da Cruz – e isso não é nunca fácil nem óbvio. Nisso devemos ser compactos, e isso porque o que nos une não é uma ideia, uma estratégia, mas nos une o amor de Cristo e o seu Santo Espírito. A eficácia do nosso serviço à Igreja, a Esposa de Cristo, depende essencialmente disso, da nossa fidelidade à realeza divina do Amor crucificado. Por isso, sobre o anel que vos entreguei, selo do vosso pacto nupcial com a Igreja, está representada a imagem da Crucificação. E, pelo mesmo motivo, a cor do vosso hábito alude ao sangue, símbolo da vida e do amor. O Sangue de Cristo que, segundo uma antiga iconografia, Maria recolhe do lado transpassado do Filho morto sobre a cruz; e que o apóstolo João contempla enquanto flui junto com a água, segundo as Escrituras proféticas.

Queridos Irmãos, daqui deriva a nossa sabedoria: sapientia Crucis. Sobre isso refletiu a fundo São Paulo, o primeiro a traçar um orgânico pensamento cristão, centrado exatamente sobre o paradoxo da Cruz (cf. 1Cor 1,18-25; 2,1-8). Na Carta aos Colossenses – da qual a Liturgia hodierna propõe o hino cristológico – a reflexão paulina, fecundada pela graça do Espírito, chega a um nível impressionante de síntese ao expressar uma autêntica concepção cristã de Deus e do mundo, da salvação pessoal e universal; e tudo está centrado em Cristo, Senhor dos corações, da história e do cosmo. "Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus" (Col 1,19-20). Isso, queridos Irmãos, somos sempre chamados a anunciar ao mundo: Cristo "imagem do Deus invisível", Cristo "primogênito de toda a criação" e "daqueles que ressurgiram dos mortos", porque – como escreve o Apóstolo – "ele tem o primeiro lugar em todas as coisas" (Col 1,15.18). O primado de Pedro e dos seus Sucessores está totalmente ao serviço desse primado de Jesus Cristo, único Senhor; ao serviço do seu Reino, isto é, do seu Senhorio de amor, a fim de que venha e se difunda, renove os homens e as coisas, transforma a terra e faça germinar nessa a paz e a justiça.

No interior desse projeto, que transcende a história e, ao mesmo tempo, revela-se e realiza-se nessa, encontra lugar a Igreja, "corpo" do qual Cristo é a "cabeça" (cf. Col 1,18). Na Carta aos Efésios, São Paulo fala explicitamente do senhorio de Cristo e o coloca em relação com a Igreja. Ele formula uma oração de louvor à "grandiosidade do poder de Deus", que ressuscitou Cristo e constituiu-o Senhor universal, e conclui: "E sujeitou a seus pés todas as coisas, e o constituiu chefe supremo da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas sob todos os aspectos" (Ef 1,22-23). A mesma palavra "plenitude", que diz respeito a Cristo, Paulo atribuiu aqui à Igreja, por participação: o corpo, de fato, participa da plenitude da Cabeça. Eis, venerados Irmãos Cardeais – e me dirijo também a todos vós, que com nós compartilhais a graça de sermos cristãos –, eis qual é a nossa alegria: aquela de participar, na Igreja, na plenitude de Cristo através da obediência da Cruz, de "participar da herança dos santos na luz", de sermos "introduzidos" no reino do Filho de Deus (cf. Col 1,12-13). Por isso nós vivemos em perene ação de graças, e também em meio às provações não diminui a alegria e a paz que Deus nos deixou, como garantia de seu Reino, que está já em meio a nós, que esperamos com fé e esperança, e antecipamos na caridade. Amém.

Benedictus, P.P. XVI

domingo, 21 de novembro de 2010

Solenidade de Cristo Rei do Universo


Neste último Domingo do Tempo Comum, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo Rei do Universo. A Jesus foi dado todo o poder, a honra e a glória, mas n'Ele, a realeza é sinônimo de serviço e doação. O Filho de Deus é rei do mundo do amor, da justiça e da paz. Façamos de Jesus o rei de nossas vidas, de nossas famílias, de nossa sociedade, de nossa Igreja, em fim, o Rei que governa e guia os nossos passos e nosso dia-a-dia.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura 2Samuel 5, 1-3: Davi é ungido rei e reconhecido por todas as tribos de Israel;

Salmo Responsorial 121(122): "Quanta alegria e felicidade: vamos a casa do Senhor!"

2ª Leitura Colossenses 1, 12-20: a humanidade de Jesus tornou visível o rosto do Deus invisível;

Evangelho Lucas 23, 35-43:
Naquele tempo, 35os chefes zombavam de Jesus dizendo: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!”

36Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37e diziam: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”

38Acima dele havia um letreiro: “Este é o Rei dos Judeus”.

39Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!”

40Mas o outro o repreendeu, dizendo: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. 42E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.

43Jesus lhe respondeu: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.
Palavra da salvação.

sábado, 20 de novembro de 2010

Homilia do Santo Padre Bento XVI no Consistório para criação de novos cardeais










Nesta última foto vemos o Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis com seus colegas cardeais


Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé

(Tradução de Nicole Melhado - equipe CN Notícias)

Veja a homilia do Santo Padre Bento XVI no Consistório Público Ordinário para a criação de novos Cardeais, pronunciado, na Basílica Vaticana, neste sábado, 20.

Senhores Cardeais,
veneráveis Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
caros irmãos e irmãs!

O senhor me doa a alegria de cumprir, agora mais uma vez, este solene ato, mediante o qual o Colégio Cardinalício se enriquece de novos Membros, escolhidos das diversas partes do mundo: tratam-se de Pastores que governam com zelo importantes comunidades diocesanas, dos departamentos da Cúria Romana, ou que serviram com exemplar fidelidade à Igreja e à Santa Sé.

De agora em diante, eles se tornam parte do coetus peculiaris, que presta ao Sucessor de Pedro uma colaboração mais imediata e assídua, sustentando-o no serviço de seu ministério universal.

Para eles, em primeiro lugar, dirijo a minha afetuosa saudação, renovando a expressão da minha estima e do minha viva apreciação pelo testeminho que rendem à Igreja e ao mundo. Em particular, saudo o Arcebispo Angelo Amato e o agradeço pelas gentis expressões que me direcionou.

Ofereço, então, as minhas calorosas boas-vindas para as delegações oficiais de vários países, e a todos que estão aqui reunidos para participar neste evento, no qual esses veneráveis e caros Irmãos recebem o sinal da dignidade cardinalícia, com a imposição do barrete e atribuição do título de uma igreja em Roma.

O vínculo de especial comunhão e afeto, que liga esses novos Cardeais ao Papa, os tornam únicos e preciosos colaboradores do alto mandato confiada por Cristo a Pedro, de pastorar o seu rebanho (Cf. Jo 21,15-17), para reunir os povos com a solecitude da caridade de Cristo. É próprio deste amor que nasceu a Igreja, chamada a viver e caminhar segundo o mandamento do Senhor, no qual se reassume toda a Lei e as professias. Estar unidos a Cristo na fé e em comunhão com Ele, significa estar “arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3:17), o tecido que une todos os membros do Corpo de Cristo.

A palavra de Deus há pouco proclamada ajuda-nos a meditar sobre este aspecto tão crucial. No Evangelho (Mc 10,32-45) coloca diante de nossos olhos o ícone de Jesus como o Messias, profetizado por Isaías (cf. Isaías 53), que não veio para ser servido, mas para servir: o seu estilo de vida se torna a base dos novos relacionamentos ao interno da comunidade cristã e de um modo de exercer a autoridade.

Jesus está no caminho para Jerusalém e anuncia pelo terceita vez, indicando aos discípulos a rota pela qual se pretende implementar o trabalho dado pelo Pai: é o caminho da humildade, dom de si para o sacrifício da vida, caminho da Paixão, caminho da Cruz.

No entanto, mesmo após este anúncio, assim como foi anunciado por seus antecessores, os discípulos revelam toda a sua fadiga em compreender, em operar o necessário “exôdo” de uma mentalidade humana à uma mentalidade de Deus.

Neste caso estão os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, que pedem a Jesus de sentar nos primeiros lugares ao lado dele em sua “glória”, manifestando expectativas e projetos de grandeza, de autoridade, de honras segundo o mundo. Jesus, que conhece o coração do homem, não fica pertubado com esse pedido, mas logo coloca em luz o fluxo de profundidade: “vocês não sabem o que pedem”; depois guia os dois irmãos a compreender o que comporta segui-lo.

Qual é então o caminho que deve percorrer quem quer ser discípulo? É o caminho do Mestre, é o caminho da total obediência a Deus. Por isso, Jesus pede a Tiago e João: estão dispostos a partilhar a minha escolha para fazer a vontade plena do Pai? Estão dispostos a percorrer esta estrada que passa pelo humilhação, sofrimento e morte por amor? Os dois discípulos, com suas respostas seguras, “podemos”, mostrando, mais uma vez, não terem entendido o sentido real daquilo que promete seu Mestre.

E de novo, Jesus, com paciência, os faz dar um passo além: nem mesmo podem tomar do cálice do sofrimento e do batismo da morte dá o direito aos primeiros lugares, porque este é “para aquele que está preparado”, está nas mãos do Pai Celeste; o homeme não deve calcular, deve simplesmente abandonar-se em Deus, sem pretender, conformar-se a sua vontade.

A indignação dos outros discípulos se torna ocasião para estender o ensinamento a toda comunidade. Antes de tudo, Jesus “chamou a si mesmo”: é o gesto da vocação original, no qual se convida a voltar. É muito significativo este referir-se ao momento constitutivo da vocação dos Dez em “estar com Jesus", para serem enviados, porque recorda com clareza que cada ministério eclesial é sempre resposta a um chamado de Deu. Não é jamais fruto de um projeto próprio ou de uma ambição própria, mas é conformar a própria vontade àquela do Pai que está no Céu, como Cristo em Getsêmani (Cfr Lc 22,42).

Na Igreja nenhum é patrão, mas todos são chamados, todos são convidados, todos são alcançados e guiados pela graça divina. E esta é também a nossa segurança! Basta ouvir novamente a palavra de Jesus que pede “vem e segue-me”, somente recordando a vocação original é possível entender a própria presença e a prórpia missão na Igreja, como autênticos discípulos.

O pedido de Tiago e João e a indicação dos outros dez Apóstolos levantam uma questão central na qual querem que Jesus responda: quem é grande, quem é o primeiro para Deus?

Primeiro, olhe para o comportamento que pode ser tomado por "aqueles que são considerados os líderes das nações": "dominar e oprimir". Jesus indica aos discípulos um modo completamente diferente: “Entre vós, não é asssim”. A sua comunidade segue uma outra regra, uma outra lógica, um outro modelo: “Quem quiser ser grande entre vós será o vosso servo, e quem quiser ser o primeiro entre vós será escravo de todos”.

O critério da grandeza e primazia, segundo Deus, não é o domínio, mas o serviço. O diaconato é a lei fundamental do discípulo e da comunidade cristã, e permite-nos intuir algo da “soberania de Deus”. E Jesus indica também o ponto de referência: O Filho do homem, que veio para servir, sintetizando assim a sua missão sobre a categoria do serviço, compreendida não no sentido genérico, mas naquele concreto da Cruz, na doação total da vida como “resgaste”, como redenção para muitos, e o indica como condição para o seguir.

É a mensageum que vale aos Apóstolos, vale para toda a Igreja, vale, sobretudo, para aqueles que têm a tarefa de guiar o povo de Deus. Não é a lógica do domínio, di poder segundo os critérios humanos, mas a lógica de inclinar-se para lavar os pés, a lógica do serviço, a lógica da Cruz que é a base de cada serviço de autoridade. Em cada tempo, a Igreja se compromete a cumprir esta lógica e testemunhá-la a fim de refletir a “verdadeira soberania de Deus”, aquela do amor.

Venerados Irmãos eleitos à dignidade cardinalícia, a missão, a qual Deus vos chama hoje e que vos permite um serviço eclesial agora mais carregado de responsabilidade, requer uma vontade sempre maior de assumir o modelo do Filho de Deus, que veio em meio a nós como aquele que server (C0fr Lc 22:25-27).

Se trata de segui-lo na sua doação de amor humilde e total à Igreja, sua esposa, sua Cruz: é sobre essa madeira que o grão de trigo, deixado cair do Pai sob o campo do mundo, morre para se tornar fruto maduro.

Por isso, requer um enraizamento ainda mais profundo e firme em Cristo. O relaciomanento íntimo com Ele, que transforma sempre mais a vida de modo a poder dizer como São Paulo “não sou eu quem vive, mas Cristo em mim” (Gl 2,20); constitui a exigência primária para que o nosso serviço seja sereno e feliz e possa dar o fruto que espera Deus de nós.

Queridos irmãos e irmãs, rezem pelos novos Cardeais! Amanhã, nesta Basílica, durante a concelebração na solenidade de Cristo Rei do Universo, lhes consentirei seus anéis. Será uma nova ocasião para “louvar o Senhor , que permanece fiel para sempre” (Sl 145), como respondemos no Salmo Responsorial.

O seu Espírito sustenta os novos portadores no empenho do serviço à Igreja, segundo o Cristo da Cruz também, se necessário usque ad effusionem sanguinis, prontos sempre – como nos dizia São Pedro na leitura proclamada – a responder a qualquer um que nos pergunte a razão da esperança que está em nós (cf 1 Pd 3:15). À Maria, Mãe da Igreja, confio os novos Cardeais e seus serviços eclesiais, afim que, com ardor apostólico, possam proclamar a todos os povos o amor misericordioso de Deus. Amém.

Benedictus, P.P. XVI
 
Fonte Canção Nova

Campanha para Evangelização começa neste Domingo

(Do Site da CNBB)

“Em Cristo somos novas criaturas”. Este é o lema da Campanha para a Evangelização (CE) que começa no próximo domingo, 21, em todas as dioceses do Brasil. Aprovada pela 35ª Assembleia Geral da CNBB em 1997, a Campanha tem como objetivo arrecadar fundos para a sustentação do trabalho de evangelização da Igreja no Brasil.

A CE é realizada durante o advento e termina no dia 12 de dezembro. Nas celebrações deste dia é feita uma coleta em todas as paróquias e comunidades eclesiais

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Consistório Ordinário Público para a criação de novos cardeais


No próximo sábado, 20 de novembro de 2010, no Vaticano, em Roma, Sua Santidade o Papa Bento XVI presidirá o Consistório Ordinário Público para a criação de 24 novos cardeais, entre eles o brasileiro Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida.

No domindo, 21 de novembro de 2010, Solenidade de Cristo Rei do Universo, durante a Santa Missa, o Santo Padre fará a entrega do anel cardinalício aos novos purpurados.

sábado, 13 de novembro de 2010

Dom Airton José dos Santos celebrou a Santa Missa na Igreja Matriz São José com a administração do Sacramento da Crisma a 160 jovens

No Domingo, dia 07 de Novembro de 2010, Solenidade de Todos os Santos, às 19h30, o Exmo. Sr. Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes, celebrou a Santa Missa na Igreja Matriz São José, ocasião pela qual conferiu o Sacramento da Crisma a 140 jovens da Paróquia São José e 20 jovens da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, ambas do município de Salesópolis.
 
A Igreja Matriz estava lotada de pais, padrinhos, familiares e fiéis que estiveram prestigiado e celebrando com os jovens. A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco Revmo. Sr. Pe. Rosalvo Cordeiro de Lima e a participação do Revmo. Sr. Diácono Antonio Paulino de Miranda Melo.


Veja algumas imagens da celebração da Santa Missa:






Fotos gentileza
Foto Faria
Fotógrafo Márcio José Faria

Publicado no Blog do Seminário Diocesano da Imaculada Conceição: Papa Bento XVI abençoa o Seminário de Nova Friburgo

Seminário Diocesano da Imaculada Conceição: Papa Bento XVI abençoa o Seminário de Nova Friburg...: "Na visita Ad Limina, Pe. Jorge Eduardo Coimbra do Almo (Reitor do Seminário) foi recebido por Sua Santidade, o Papa Bento XVI junto com os ..."

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Missa em ação de graças ao 18º Aniversário de Ordenação Sacerdotal do Pe Rosalvo

No dia 01º de Novembro de 2010, Segunda-feira, os paroquianos de Salesópolis reuniram-se na Igreja Matriz São José para a Santa Missa em ação de graças ao 18º Aniversário de Ordenação Sacerdotal do Revmo. Pároco Pe Rosalvo Cordeiro de Lima.

A Liturgia Solene, celebrada com muita sacralidade, teve início às 19h30 e contou com a participação de muitos fiéis que juntos renderam graças a Deus pelo Sacerdócio do nosso Pároco, também esteve presente o Revmo. Diácono Antonio Paulino de Miranda Melo que proclamou o Evangelho. Em sua homilia Pe Rosalvo agradeceu a presença de todos, fez um balanço de seu ministério sacerdotal nestes 18 anos, sendo 13 anos em Salesópolis, disse que no período da manhã esteve no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida para agradecer sua intercessão.

Pe Rosalvo pediu ainda para que todos rezássemos pelas vocações sacerdotais e pela santificação do clero, ressaltando que a Igreja precisa muito da santidade dos padres. Ao final da Santa Missa Pe Rosalvo recebeu presentes de seus paroquianos e participou de uma confraternização no Centro de Pastoral São José, onde recebeu os cumprimentos de todos.

Veja algumas imagens da Santa Missa:





Fotos gentileza
Foto Faria
Fotógrafo Benedito de Melo Faria

domingo, 7 de novembro de 2010

Em Barcelona, Papa Bento XVI celebra a Santa Missa de Dedicação da Igreja da Sagrada Família e concede o título de Basílica Menor ao templo








(Barcelona, 07/11/1020) - Do Site da Rádio Vaticano

Bento XVI presidiu neste momento à Missa em que vai dedicar a Basilica da Sagrada Família, o templo que consagrou o génio do catalão Antoni Gaudí, em Barcelona.

O rito da dedicação começou com a entrada na igreja, em procissão, depois de o Papa ter pedido que a porta fosse aberta.

Habitualmente reservado ao bispo da diocese, o rito é presidido por Bento XVI, em Barcelona, tendo em conta o significado universal do edifício.

As boas-vindas foram oferecidas pelo arcebispo de Barcelona, cardeal Lluís Martínez Sistach, que falou em catalão e espanhol, assegurando que a visita papal era esperada "com júbilo".

O atual arquiteto principal, Jordi Bonet Armengol, ofereceu uma breve explicação sobre a construção da igreja e o Papa entrega a chave da porta principal do templo ao sacerdote responsável pela mesma, padre Lluis Bonet.

Seguiu-se a aspersão, com água benta: o presidente da celebração benzeu a água e com ela aspergiu os participantes na celebração e o ambão. Dez bispos espanhois aspergiram as paredes da igreja.

Na homilia da Missa Bento XVI recordou que a Igreja se opõe a “todas as formas de negação da vida humana” e defende a “ordem natural no âmbito da instituição natural”.

O Papa deixou assim uma crítica indireta às políticas do governo espanhol em matérias como o aborto ou a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Bento XVI pediu que se “defenda a vida dos filhos como sagrada e inviolável desde o momento da concepção” e que a natalidade seja “valorizada e apoiada jurídica, social e legislativamente”.

“A Igreja advoga medidas sociais e econômicas adequadas para que a mulher encontre no lar e no trabalho a sua plena realização; para que o homem e a mulher que contraem matrimônio sejam apoiados decididamente pelo Estado”, acrescentou.

Como fizera em Compostela, o Papa alertou para a necessidade de acompanhar os progressos “técnicos, sociais e culturais” com outras dimensões.

“Juntamente com eles, devem estar sempre os progressos morais, como a atenção, proteção e ajuda à família, já que o amor generoso e indissolúvel entre um homem e uma mulher é o marco eficaz e fundamento da vida humana”, desde a gestação até ao seu “fim natural”.

O Papa que falava na igreja-símbolo de Barcelona como uma “síntese admirável entre técnica, arte e fé”,agradeceu a todos os que trabalharam neste templo expiatório – assim denominado por ser construído apenas com donativos privados -, lembrando uma “longa história de sonhos, trabalho e generosidade”.

Bento XVI elogiou em particular o «pai» deste projecto, Antoni Gaudí, “arquiteto genial e cristão consequente, com a chama da sua fé ardendo até ao final da sua vida, vivida em dignidade e austeridade absoluta”.

Obras como esta – salientou - ajudam a “mostrar ao mundo o rosto de Deus, que é amor e o único que pode responder ao desejo de plenitude do homem”.

“Essa é a grande tarefa, mostrar a todos que Deus é o Deus da paz e não da violência, da liberdade e não da coacção, da concórdia e não da discórdia”, disse na homilia da Missa de consagração do templo, em construção há mais de 125 anos.

Para Bento XVI, esta celebração é de “grande significado” numa época em que “o homem pretende edificar a sua vida de costas para Deus, como se já não tivesse nada a dizer-lhe”.

“Gaudí, com a sua obra, mostra-nos que Deus é a verdadeira medida do homem”, apontou.

-Depois da homilia e das ladainhas, teve lugar propriamente o rito da dedicação, que simboliza a intenção de consagrar a igreja a Deus.
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