Paróquia São José - Salesópolis-SP Erigida em 25-X-1831 - Outrora São José do Paraitinga
domingo, 26 de setembro de 2010
Imagens da Santa Missa na despedida da imagem de Nossa Senhora Aparecida que visitou Salesópolis por ocasião do Projeto "Tietê-Esperança Aparecida 2010"
Divulgamos algumas imagens da Santa Missa celebrada pelo Revmo Sr Pe Palmiro Carlos Paes, Paróquia São Luiz Gonzaga, Pirituba, São Paulo-SP, e concelebrada pelo Revmo Sr Pe Rosalvo Cordeiro de Lima, Paróquia São José, Salesópolis-SP, na despedida da imagem de Nossa Senhora Aparecida que visitou a cidade de Salesópolis por ocasião do Projeto "Tietê-Esperança Aparecida 2010".
O projeto “Tietê, Esperança Aparecida", que alia fé e ecologia, foi criado em 2004 por iniciativa do Pe Palmiro Carlos Paes, da Paróquia São Luís Gonzaga, em Pirituba.
O início foi tímido, mas a cada ano o projeto – que tem o objetivo de conscientizar a sociedade para o grave problema da poluição do Rio Tietê, foi ganhando repercussão e importância. De lá para cá, foram incorporados novos parceiros, como comunidades cristãs, representações da sociedade civil, entidades ligadas ao meio ambiente e órgãos públicos municipais e estadual.
Todos os anos, no dia 22 de setembro – quando é comemorado o aniversário do Rio Tietê, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida é levada da Paróquia São Luís Gonzaga até o município de Salesópolis, na nascente do rio.
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Comunidade de Nossa Senhora d'Ajuda ganhou nova imagem de sua padroeira
No dia 08 de setembro de 2010 a Igreja Matriz São José recebeu a imagem de Nossa Senhora d'Ajuda doada pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida para a capela da comunidade de Nossa Senhora d'Ajuda, no Bairro do Capela Nova, em Salesópolis. A imagem permaneceu exposta para veneração pública na Igreja Matriz São José até o Domingo dia 12.
No Domingo, dia 12 de setembro de 2010, recebemos na Igreja Matriz São José a visita do Revmo Sr Pe Darci José Nicioli,CSsR, Reitor do Santuário Nacional que às 10h celebrou a Santa Missa concelebrada pelo Pároco Revmo Sr Pe Rosalvo Cordeiro de Lima e a presença do Revmo Sr Diácono Antonio Paulino de Miranda Melo e logo após ditigiu-se a capela da comunidade de Nossa Senhora d'Ajuda aguardando a carreata que trazia a imagem de sua padroeira.
Por volta das 12h a imagem foi solenemente entronizada no altar principal da capela pelo Pe Darci que às 16h celebrou a Santa Missa de encerramento da festa em louvor a Nossa Senhora d'Ajuda com a presença de numerosas pessoas da comunidade e de outras comunidades de nossa Paróquia São José. Agradecemos ao Pe Darci pela consideração para com nossa cidade doando uma réplica perfeita da imagem original da capela de Nossa Senhora d'Ajuda que foi doada ao museu do Santuário Nacional por volta do ano de 1950.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Pojeto Tietê: Esperança Aparecida 2010
22 de Setembro - Dia do Rio Tietê
Tem início hoje o Projeto Tietê: Esperança Aparecida, edição 2010, veja a programação inicial:
22 de Setembro de 2.010 - Quarta-feira
09:00 h - Santa Missa de envio no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida - transmissão ao vivo pela TV Aprecida e Rede Vida
11:30 h - Chegada em Salesópolis
12:00 h - Benção da Nascente do Rio Tietê com a imersão da imagem de Nossa Senhora Aparecida
12:30 h - Entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida na Igreja Matriz São José
18:00 h - Carreata até a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Remédio
19:30 h - Santa Missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Remédio, celebrante Pe Edinei Maia dos Santos
23 de Setembro de 2.010 - Quinta-feira
09:00 h - Retorno da imagem de Nossa Senhora Aparecida para a Igreja Matriz São José
19:30 h - Santa Missa na Igreja Matriz São José, celebrante Pe Rosalvo Cordeiro de Lima
24 de Setembro de 2.010 - Sexta-feira
15:00 h - Santa Missa pelos enfermos na Igreja Matriz São José, celebrante Pe Rosalvo Cordeiro de Lima
25 de Setembro de 2.010 - Sábado
08:00 h - Santa Missa de despedida da imagem de Nossa Senhora Aparecida na Igreja Matriz São José, celebrante Pe Palmiro Carlos Paes, Paróquia São Luiz Gonzaga, Pirituba, São Paulo-SP
09:30 h - Procissão fluvial pela Represa da Barragem de Ponte Nova, Rio Tietê, até a cidade de Biritiba Mirim
"Salesópolis, Nascente do Rio Tietê"
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Homilia do Papa Bento XVI na Santa Missa de Beatificação do Cardeal Newman
Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
o dia que nos reuniu aqui em Birmingham é muito auspicioso. Em primeiro lugar, é o dia do Senhor, domingo, o dia em que nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e mudou para sempre o curso da história humana, dando vida e esperança novas para aqueles que viviam nas trevas e na sombra da morte. É por isso que os cristãos ao redor do mundo reúnem-se neste dia para louvar e agradecer a Deus pelas grandes maravilhas que Ele realizou por nós. Este domingo em particular, além disso, marca um momento significativo na vida da nação britânica, pois é o dia escolhido para comemorar os 70 anos da Battle of Britain (Batalha da Grã-Bretanha). Para mim, que vivi e sofri durante os tenebrosos dias do regime nazista na Alemanha, é profundamente comovente estar aqui convosco em tal ocasião, e recordar todos dos vossos compatriotas que sacrificaram a própria vida, resistindo corajosamente às forças daquela ideologia maligna. Meu pensamento dirige-se particularmente à vizinha Coventry, que sofreu tão pesado bombardeio e uma grande perda de vidas humanas em novembro de 1940. Setenta anos depois, recordamos com vergonha e horror a espantosa quantidade de morte e destruição que a guerra traz consigo quando inicia, e renovamos nosso propósito de agir pela paz e reconciliação em qualquer lugar em que surja a ameaça dos conflitos. Mas há outra e mais alegre razão pela qual este é um dia de alegria para a Grã-Bretanha, Midlands e Birmingham. É o dia que vê o Cardeal John Henry Newman formalmente elevado aos altares e declarado Beato.
Agradeço ao Arcebispo Bernard Longley pelas amáveis boas-vindas que me dirigiu, no início da Santa Missa. Agradeço a todos aqueles que trabalharam intensamente por muitos anos para promover a causa do Cardeal Newman, incluindo os Padres do Oratório de Birmingham e os membros da família espiritual Das Werk. E saúdo todos os presentes que vieram de toda a Grã-Bretanha, Irlanda e outros países; agradeço-vos pela vossa presença nesta celebração, durante a qual glorificamos e louvamos a Deus pelas virtudes heróicas deste homem santo inglês.
A Inglaterra tem uma grande tradição de Santos Mártires, cujo corajoso testemunho sustentou e inspirou a comunidade católica local por séculos. E, no entanto, é justo e conveniente que reconheçamos hoje a santidade de um confessor, um filho desta nação que, embora não sendo chamado a derramar o próprio sangue pelo Senhor, deu-lhe testemunho eloquente no curso de uma vida longa dedicada ao ministério sacerdotal, especialmente na pregação, ensino e escritos. É digno de ocupar o seu lugar em meio a uma longa lista de santos e mestres destas ilhas, São Beda, Santa Hilda, São Aelredo, o beato Duns Scotus, somente para citar alguns. No beato John Henry a gentil tradição de ensino, de profunda sabedoria humana e intenso amor pelo Senhor produziu ricos frutos como um sinal da presença contínua do Espírito Santo no profundo do coração do Povo de Deus, trazendo abundantes dons de santidade.
O lema do Cardeal Newman, Cor ad cor loquitur, "o coração fala ao coração", permite-nos penetrar na sua compreensão da vida cristã como chamado à santidade, experimentada como intenso desejo do coração humano de entrar em íntima comunhão com o Coração de Deus. Ele nos recorda que a fidelidade à oração nos transforma gradualmente na imagem de Deus. Como escreveu em um de seus bem acabados sermões: "o hábito da oração, que é a prática de voltar-se para Deus e ao mundo invisível em qualquer época, em qualquer lugar, em qualquer emergência, a oração, digo, tem o que se pode chamar de um efeito natural no espiritualizar e elevar a alma. Um homem não é mais o que era antes; gradualmente [...] interiorizou um novo sistema de ideia e tornou-se imbuído de novos princípios "(Parochial and plain sermons, IV, 230-231). O Evangelho de hoje nos diz que ninguém pode servir a dois senhores (cf. Lc 16, 13), e o ensino do Beato John Henry sobre a oração explica como o fiel cristão está colocado de maneira permanentemente a serviço do único verdadeiro Mestre, o único que tem o direito de receber nossa devoção incondicional (cf. Mt 23, 10). Newman ajuda-nos a entender o que isso significa em nossa vida diária: diz-nos que o nosso Mestre divino reservou uma missão específica para cada um de nós, um 'serviço bem definido', confiado unicamente a cada um em particular: "Eu tenho a minha missão - escreveu – sou o elo de uma cadeia, uma ligação entre as pessoas. Ele não me criou para nada. Farei o bem, farei o seu trabalho; serei um anjo da paz, um pregador da verdade no meu papel [...] se obedecer aos seus mandamentos e o servir na minha vocação" (Meditations and devotions, 301-2).
O serviço específico para o qual o Beato John Henry Newman foi chamado comportou a aplicação de seu sutil intelecto e prolífica pena a muitos dos mais urgentes "problemas atuais". As suas intuições sobre a relação entre fé e razão, sobre o espaço vital da religião na sociedade civilizada, e sobre a necessidade de uma abordagem da educação com amplas bases e longo alcance não foram somente de profunda importância para a Inglaterra vitoriana, mas continuam ainda hoje a inspirar e iluminar a muitos ao redor do mundo. Quero prestar homenagem à sua visão da educação, que tanto fez para moldar o "ethos" que é a força subjacente às escolas e universidades católicas de hoje. Firmemente contrário a toda a abordagem reducionista ou utilitarista, buscou chegar a um ambiente educativo em que a formação intelectual, a disciplina moral e o compromisso religioso agissem em conjunto. O projeto de fundar uma universidade católica na Irlanda deu-lhe a oportunidade de desenvolver suas idéias sobre o assunto e recolher discursos por ele publicados como The Idea of a University, que contém um ideal acerca do qual podem aprender todos os envolvidos na formação acadêmica. E, de fato, qual outra meta melhor poderia se propor aos professores de religião se não aquele famoso apelo do Beato John Henry por um laicato inteligente e bem instruído: "Desejo um laicato não arrogante, não precipitado nos discurso, nem polêmico, mas homens que conheçam a própria religião, que entrem em seu interior, que saibam bem em que estão sustentados, que saibam no que creem e não creem, que conheçam o próprio credo tão bem a ponto de poder explicá-lo, que conheçam tão bem a história para poder defendê-la" (The Present Position of Catholics in England, IX, 390). Hoje, quando o autor dessas palavras é elevado aos altares, rezo para que, através de sua intercessão e exemplo, aqueles que se dedicam à tarefa de ensino e catequese sejam inspirados a um maior esforço maior pela sua visão, que tão claramente coloca diante de nós.
Enquanto o testamento intelectual de John Henry Newman foi aquele que, compreensivelmente, recebeu a maior em meio às vastas publicações sobre sua vida e trabalho, prefiro, nesta ocasião, concluir com uma breve reflexão sobre sua vida como sacerdote e pastor de almas. O calor e humanidade que estão subjacentes à sua apreciação do ministério pastoral são belamente expressas por outro de seus famosos discursos: "Se os anjos fossem vossos sacerdotes, queridos irmãos, não poderiam participar dos vossos sofrimentos, nem perdoar-vos, nem ter compaixão por vós, nem mostrar ternura em meio a vossos confrontos ou encontrar motivos para justificar-vos, como podemos nós; não poderiam ser modelos e guias para vós, e tampouco conduzir-vos do homem velho a uma vida nova, como podemos todos que viemos da vossa própria realidade" (“Men, not Angels: the Priests of the Gospel”, Discourses to mixed congregations, 3). Ele viveu a visão profundamente humana do ministério sacerdotal na atenção dedicada ao povo de Birmingham durante os anos em que passou no Oratório por ele fundado, visitando os doentes e os pobres, confortando os necessitados, cuidando daqueles que estavam na prisão. Não é de se admirar que, depois de sua morte, milhares de pessoas colocaram-se em fila pelas ruas do lugar, enquanto seu corpo era levado à sepultura a meia milha daqui. Cento e vinte anos depois, uma multidão está novamente aqui reunida para alegrar-se no reconhecimento solene da Igreja da excepcional santidade desse amadíssimo pai das almas. Que melhor maneira de expressar a alegria por este momento se não voltar-se ao nosso Pai celeste agradecimentos sinceros, rezando com as palavras colocadas pelo Beato John Henry Newman na boca do coro dos anjos no céu:
Louvai Aquele que é Santíssimo no alto dos céus
E louvai também na profundidade;
Belíssimo em todas as suas palavras,
mas bem mais em todos os seus caminhos!
(The dream of Gerontius).
Fonte Canção Nova
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sábado, 18 de setembro de 2010
Papa Bento XVI celebra a Santa Missa na Catedral de Westminster: “O sacrifício Eucarístico do Corpo e Sangue de Cristo compreende por sua vez o mistério da Paixão de Nosso Senhor que continua em cada época nos membros do seu Corpo místico, a Igreja."
Na manhã deste sábado, 18 de Setembro de 2.010, no terceiro dia da Visita Apóstolica ao Reino Unido, Sua Santidade o Papa Bento XVI celebrou a Santa Missa Votiva do Preciosíssimo Sangue de Cristo na Catedral de Westminster, em Londres.
Em sua homilia o Pontífice ressaltou que o Sangue de Cristo é “sinal da misericórdia redentora de Deus derramada no mundo mediante a Paixão, Morte e Ressurreição do seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Saiba mais no site da Rádio Vaticano
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11° Festa do Seminário Diocesano "Sagrado Coração de Jesus"
11° FESTA DO SEMINÁRIO DIOCESANO "SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS"
Dia: 19 de setembro de 2010
Horário: das 8h às 20h
Local: Fazenda TABOR
Rodovia Pedro Eroles (antiga Mogi-Dutra), Km 42 – Itapeti – Mogi das Cruzes – SP
Telefone: (11) 4790-7466/ 4790-7037 (Padre Leandro – Reitor do Seminário)
PROGRAMAÇÃO
08h – Celebração Eucarística presidida pelo Bispo Diocesano Dom Airton José dos Santos
10h – Festival de Música – ALEGRA-TE
→ Campeonato de Futebol– (Quadra)
10h20 – Música "Noites Escuras" – Banda The Cross
10h40 – Música "Fica comigo Senhor" – Banda Trajeto
11h – Música "Só você" – Banda Stigmas
11h20 – Música "Encontrar" – Banda Stigmas
→ Sorteio do 5º Prêmio
11h40 – Música "Oferta de Amor" – Banda Sopro Divino
12h00 – Oração Vocacional com a participação dos seminaristas
→ Sorteio do 4º Prêmio
12h20 – Apresentação musical "Orquestra de Violerios"
13h30 – Música "Fica conosco Senhor" – Banda Sacred Face
13h50 – Música "Sabedoria do mundo..." – Banda Ágape 7.7
14h10 – Música "Adoremos" – Banda Nação Cristã
→ Sorteio do 3º Prêmio
→ Jogo de Futebol dos padres com seminaristas – (Quadra)
14h30 – Apresentação Musical "Coral"
15h – Passagem do Som (Ministério Adoração e Vida)
→ Sorteio do 2º Prêmio
15h 30 – Apresentação Musical "Ministério Adoração e Vida"
18h – Oração Vocacional com a participação dos seminaristas
18h15 - Premiação do campeonato de Futebol
18h30 – Premiação do Festival de Música - ALEGRA-TE
18h45 – Premiação das Barracas
19h – Sorteio do 1º Prêmio
20h – Encerramento da Festa
Saiba mais acessando do site da Diocese de Mogi das Cruzes
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Discurso do Papa Bento XVI ao Arcebispo Anglicano de Canterbury
Sua Graça,
é uma satisfação retornar a cortesia das visitas que tendes feito a mim em Roma através da visita fraterna à vossa residência oficial. Sou grato pelo vosso convite e pela hospitalidade que vós generosamente providenciastes. Meus cumprimentos também aos arcebispos anglicanos aqui presentes de todas as partes do Reino Unido, meus irmãos Bispos das dioceses católicas da Inglaterra, Gales e Escócia e todos conselheiros ecumênicos aqui presentes.
Vós tendes falado, Sua Graça, do encontro histórico realizado, há trinta anos atrás, entre nossos predecessores – Papa João Paulo II e o Arcebispo Robert Runcie – na Catedral de Canterbury. Lá, no mesmo lugar onde São Tomás de Canterbury testemunhou a Cristo derramando seu sangue, eles oraram juntos pelo dom da unidade entre os seguidores de Cristo. Nós continuamos hoje a rezar por este dom, sabendo que a unidade que Cristo desejou aos seus discipulos só virá em resposta à oração, através do Espírito Santo, que incessantemente renova a Igreja e a guia rumo à plenitude da verdade.
Não é a minha intenção hoje falar das dificuldades que o caminho ecumênico encontrou e continua a encontrar. Essas dificuldades são bem conhecidas de todos aqui. Antes, desejo unir-me em agradecimento pela profunda amizade que tem crescido entre nós e pelo excepcional progresso que tem sido feito em muitas areas de diálogo durante os quarenta anos que se passaram desde que a Comissão Anglicano-Católica iniciou seu trabalho. Confiemos o fruto deste trabalho ao Senhor da colheita, confiantes de que vai abençoar nossa amizade com um crescimento ainda mais significativo.
O contexto no qual acontece o diálogo entre a Comunidade Anglicana e a Igreja Católica evoluiu de maneira considerável desde o encontro privado entre o Papa João Paulo II e o Arcebispo Geoffrey Fisher em 1960. Por um lado, a cultura à nossa volta cresce distante de suas raízes cristãs, apesar de uma fome profunda e generalizada pelo alimento espiritual. Por outro lado, a dimensão cada vez mais multicultural da sociedade, particularmente marcada neste país, traz consigo a oportunidade de encontrar outras religiões. Para nós, cristãos, abre-se a possibilidade de explorar, juntamente com membros de outras tradições religiosas, meios de testemunhar a dimensão transcendente da pessoa humana e o chamado universal à santidade, levando à prática da virtude em nossas vidas pessoais e sociais. A cooperação ecumênica nessa tarefa continua sendo essencial, e vai certamente dar frutos na promoção da paz e da harmonia num mundo que tantas vezes parece em risco de fragmentação.
Ao mesmo tempo, nós cristãos nunca devemos hesitar em proclamar nossa fé na singularidade da salvação dada a nós por Cristo, e de explorar em conjunto uma compreensão mais profunda dos meios que ele colocou à nossa disposição para alcançar a salvação. Deus "quer que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade" (1 Tm 2, 4), e a verdade não é outra a não ser Jesus, Filho Eterno do Pai, que reconciliou todas as coisas em si pela força da Cruz. Na fidelidade à vontade do Senhor, conforme expressado naquela passagem da primeira Carta de São Paulo a Timóteo, reconhecemos que a Igreja é chamada a ser inclusiva, mas nunca em detrimento da verdade cristã. Aqui reside o dilema que envolve todos os que estão genuinamente comprometidos com o caminho ecumênico.
Na figura de John Henry Newman, que será beatificado no domingo, celebramos um eclesiástico cuja visão eclesial foi nutrida pela experiência Anglicana e amadurecida durante seus muitos anos de ministro ordenado na Igreja da Inglaterra. Ele pode nos ensinar as virtudes que o ecumenismo demanda: por um lado, foi movido a seguir sua consciência, apesar de um grande custo pessoal; por outro lado, a intensidade de sua amizade continuou com seus antigos colegas, levou a explorar com eles, em um verdadeiro espírito conciliador, as questões em que divergiam, direcinoados por um profundo anseio pela unidade da fé.
Sua Graça, neste mesmo espírito de amizade, renovemos a nossa determinação em buscar a unidade na fé, esperança e amor, de acordo com a vontade de Jesus Cristo, nosso único Senhor e Salvador.
Com esses sentimentos, despeço-me de vós. Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós (cf. 2 Cor 13, 13).
Fonte Canção Nova
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Discurso do Arcebispo Anglicano de Canterbury ao Papa Bento XVI
Sua Santidade, irmãos bispos, irmãos e irmãs em Cristo.
É um prazer especial que nesta ocasião histórica sejamos capazes de unir bispos das igrejas Católica Romana e Anglicana neste país para cumprimentá-lo, Sua Santidade, durante uma visita que todos esperamos que seja significativa tanto para a Igreja de Cristo quanto para a Sociedade Britânica. Sua consistente e penetrante análise do estado da sociedade europeia em geral tem sido uma importante contribuição para o debate público entre Igreja e cultura, e nós agradecidamente reconhecemos nosso débito a esse respeito.
A nossa missão como bispos é pregar o Evangelho e pastorear o rebanho de Cristo; e isso inclui a responsabilidade não somente de alimentar, mas também de protegê-lo do perigo. Hoje, isso envolve a prontidão para responder às várias tendências em nosso cenário cultural que apresentam a fé cristã tanto como um obstáculo à liberdade humana quanto um escândalo para o intelecto. Precisamos ter clareza de que o Evangelho da nova criação em Jesus Cristo é a porta pela qual entramos na verdadeira liberdade e no verdadeiro entendimento: tornamo-nos livres para sermos humano como Deus quer que sejamos humanos; é-nos dada a iluminação que nos ajuda a vermos uns aos outros e a todas as coisas criadas à luz do divino amor e inteligência. Como vós dissestes em vossa Missa Inaugural em 2005, recordando as primeiras palavras de vosso predecessor como Papa, Cristo não tira nada "que pertence à liberdade ou dignidade humana para a construção de uma sociedade justa [...] Se deixarmos que Cristo entre em nossas vidas, não perdemos absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Somente na amizade com Ele está revelado o grande potencial da existência humana" (Homilia Inaugural, Roma, 24 Abril 2005).
A nossa presença juntos como bispos ingleses aqui, hoje, é uma mostra do caminho que buscamos percorrer, neste país, nossa missão enquanto una e indivisível. A Comissão Internacional Anglicano-Católica sobre Unidade e Missão apresentou-nos a importância vital de nosso comum chamado enquanto bispos a sermos agentes de missão. Nosso oração fervorosa é para que essa visita nos dê uma renovada energia e visão para trabalharmos juntos neste contexto, em nome do que um grande pensador Romano Católico chamou no século passado de 'verdadeiro humanismo' - um compromisso apaixonado pela dignidade de todos os seres humanos, do início ao fim da vida, e uma resistência a toda a tirania que ameaça abafar ou negar o lugar do transcendente nos assuntos humanos.
Nós, enquanto igrejas, não buscamos o poder ou controle político, ou o domínio da fé cristã na esfera pública, mas a oportunidade de testemunhar, argumentar, algumas vezes para protestar, outras para afirmar - para desempenhar o nosso papel nos debates públicos das nossas sociedades. E devemos, claro, ser eficazes não quando tivermos reunido bastante influência política para atingir os nossos objetivo, mas quando tenhamos convencido nossos contemporâneos que a vida de fé é uma vida bem vivida e vivida com alegria.
Em outras palavras, devemos ser eficazes defensores ou arautos da nossa fé quando podemos mostrar o que é uma vida santa, uma vida em que a alegria de Deus está presente de forma transparente. E isso significa que o nosso ministério em conjunto, como bispos, apesar das fronteiras que ainda sobrevivem entre nossas confissões não é apenas uma busca sobre como melhor agir em conjunto na arena pública; antes, é uma busca conjunta pela santidade e transparência de Deus, busca das formas pelas quais podemos ajudar uns aos outros a crescer na vida no Espírito Santo. Como vós dissestes, Sua Santidade, "um fundamental testemunho comum de fé deve ser dado diante de um mundo dilacerado por dúvidas e abalado por temores" ("Lutero e a unidade das igrejas", 1983].
Em 1845, quando John Henry Newman finalmente decidiu que deveria seguir sua consciência e buscar seu futuro servindo a Deus em comunhão com a Sé de Roma, um de seus mais íntimos amigos e aliados anglicanos, o presbítero Edward Bouverie Pusey, cuja memória a Igreja da Inglaterra marcou em seu calendário litúrgico ontem, escreveu uma meditação no sentido desta "despedida de amigos", em que ele disse sobre a separação entre anglicanos e católicos romanos: "é o que existe de profano em ambos os lados que nos separa".
Isso não deveria nos surpreender: santidade é a mais simples comunhão com Cristo, e quando essa comunhão com Cristo é trazida à maturidade, assim é a nossa comunhão com o outro. Enquanto bispos, somos servos da unidade do povo de Cristo, do único Corpo de Cristo. E, como somos bispos integrantes de comunidades eclesiais separadas, devemos todos sentir que cada um de nossos próprios ministérios é menos fecundo pelo fato de nossa divisão, nessa real mas imperfeita comunhão. Talvez não será rápido ultrapassarmos os obstáculos para a plena e restabelecida comunhão; mas sem obstáculos no caminho da nossa procura, como uma questão de alegre obediência ao Senhor, há mais maneiras para construirmo-nos uns aos outros em santidade pela oração e celebração pública em conjunto, mais amizade, através do crescimento juntos no desafiador trabalho de serviço para todos aqueles a quem Cristo ama, e a missão de tudo o que Deus fez.
Que esta visita histórica seja para todos nós um tempo especial de graça e crescimento em nossa vocação comum, enquanto vós, Sua Santidade, traz-nos a renovada palavra do Evangelho.
Fonte Canção Nova
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Homilia do Papa Bento XVI na Santa Missa em Glasgow
Queridos irmãos e irmãs em Cristo.
"O Reino de Deus está próximo" (Lc 10, 9). Com essas palavras do Evangelho que acabamos de ouvir, saúdo a todos com grande afeto no Senhor. De fato, o Reino de Deus já está entre nós. Nesta celebração da Eucaristia, na qual a Igreja na Escócia congrega-se em torno do altar em união com o Sucessor de Pedro, reafirmemos nossa fé na Palavra de Cristo e nossa esperança em suas promessas, uma esperança que nunca engana. Saúdo cordialmente o Cardeal O'Brien e os Bispos da Escócia. Agradeço particularmente ao Arcebispo Conti suas amáveis palavras de boas-vindas de vossa parte e expresso minha profunda gratidão pelo trabalho que o Governo britânico e escocês e as autoridades de Glasgow desempenharam para que fosse possível este encontro.
O Evangelho de hoje recorda-nos que Cristo continua enviando seus discípulos a todo o mundo para anunciar a vinda de Seu Reino e levar a Sua paz ao mundo, a partir de casa em casa, família por família, cidade em cidade. Venho a vós, filhos espirituais de Santo André, como arauto da paz e para confirmar-vos na fé de Pedro (cf. Lc 22, 32). Dirijo-me a vós com emoção, não muito distantes do lugar onde meu amado predecessor o Papa João Paulo II celebrou a Missa convosco, faz quase trinta anos, recebido pela multidão mais numerosa já vista na história da Escócia.
Muitas coisas aconteceram na Escócia e na Igreja neste país desde aquela histórica visita. Comprovo com grande satisfação que o convite que o Papa João Paulo II vos fez para caminhar juntos com vossos irmãos cristãos produziu maior confiança e amizade com os membros da Igreja da Escócia, a Igreja Episcopal Escocesa e outros. Encorajo-vos a continuar rezando e trabalhando com eles na construção de um futuro mais luminoso para a Escócia, com base em nossa comum herança cristã. Na primeira leitura de hoje, ouvimos o chamamento de São Paulo aos Romanos a reconhecer que, como membros do Corpo de Cristo, nós pertencemos uns aos outros (cf. Rm 12, 5) e devemos conviver respeitando-nos e amando-nos mutuamente. Neste espírito, saúdo os representantes ecumênicos que nos honram com sua presença. Este ano, comemora-se o 450º aniversário da Assembleia da Reforma, e também o centenário da Conferência Missionária Mundial em Edimburgo, que é considerada por muitos como a origem do movimento ecumênico moderno. Demos graças a Deus pela promessa que representa o entendimento e a cooperação ecumênica para um testemunho comum da verdade salvífica da Palavra de Deus, em meio às rápidas mudanças da sociedade atual.
Entre os diferentes dons que São Paulo enumera para a edificação da Igreja está o de ensinar (cf. Rm 12, 7). A pregação do Evangelho sempre esteve acompanhada do interesse pela palavra: a palavra inspirada por Deus e a cultura em que essa palavra lança raízes e floresce. Aqui, na Escócia, penso por exemplo nas três universidades fundadas pelos Papas durante a Idade Média, incluindo a de Santo André, prestes a celebrar o sexto aniversário de sua fundação. Nos últimos 30 anos, com a ajuda das autoridades civis, as escolas católicas na Escócia assumiram o desafio de oferecer educação integral a um número maior de estudantes, e isso tem ajudado os jovens não somente em seu caminho de crescimento espiritual e humano, mas também em sua incorporação à vida profissional e pública. Trata-se de um sinal de grande esperança para a Igreja, e encorajo os profissionais católicos, políticos e professores da Escócia a nunca perder de vista que estão chamados a colocar seus talentos e experiência ao serviço da fé, trabalhando pela cultura escocesa atual em todos seus âmbitos.
A evangelização da cultura é de particular importância em nosso tempo, quando a "ditadura do relativismo" ameaça obscurecer a verdade imutável sobre a natureza do homem, sobre seu destino e seu fim último. Hoje em dia, alguns buscam excluir da esfera pública as crenças religiosas, relegá-las ao privado, objetando que são uma ameaça para a igualdade e a liberdade. No entanto, a religião é, na realidade, garantia de autêntica liberdade e respeito, que nos leva a ver cada pessoa como um irmão ou irmã. Por esse motivo, convido em particular a vós, fiéis leigos, em virtude de vossa vocação e missão batismal, a serem não somente exemplos de fé em público, mas também a lançar as bases no âmbito público dos argumentos promovidos pela sabedoria e a visão da fé. A sociedade atual necessita de vozes claras que proponham nosso direito de viver, não em uma selva de liberdades autodestrutivas e arbitrárias, mas em uma sociedade que trabalhe pelo verdadeiro bem-estar de seus cidadãos e ofereça-lhes orientação e proteção em sua fraqueza e fragilidade. Não tenhais medo de oferecer esse serviço a vossos irmãos e irmãs, e ao futuro de vossa amada nação.
São Ninian, cuja festa celebramos hoje, não teve medo de levantar sua voz sozinho. Seguindo os passos dos discípulos que nosso Senhor enviou antes dele, Ninian foi um dos primeiros missionários católicos a trazer a boa notícia de Jesus Cristo a seus irmãos britânicos. A Igreja de sua missão em Galloway converteu-se no centro da primeira evangelização deste país. Esse trabalho foi retomado posteriormente por São Mungo, padroeiro de Glasgow, e por outros santos, entre os que devemos destacar São Columba e Santa Margarida. Inspirados neles, muitos homens e mulheres têm trabalhado ao longo dos séculos para transmitir-vos a fé. Esforçai-vos em ser dignos dessa grande tradição! Que a exortação de São Paulo, na primeira leitura, seja para vós uma constante inspiração: "Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração" (Rm 12, 11-12).
Gostaria agora de dirigir-me especialmente aos Bispos da Escócia. Queridos irmãos, quero encorajar-vos na vossa dedicação pastoral aos católicos escoceses. Como sabeis, um de vossos primeiros deveres pastorais está relacionado a vossos sacerdotes (cf. Presbyterorum ordinis, 7) e sua santificação. Assim como eles são um alter Christus para a comunidade católica, vós o sois para eles. Em vosso ministério fraterno com vossos sacerdotes, vivei em plenitude a caridade que brota de Cristo, colaborando com todos eles, particularmente aqueles que têm pouco contato com seus irmãos no sacerdócio. Orai com eles pelas vocações, para que o Senhor da messe envie operários para sua messe (cf. Lc 10, 2). Já que a Eucaristia faz a Igreja, o sacerdócio é algo central para a vida da Igreja. Ocupai-vos pessoalmente para formar a vossos sacerdotes como um corpo de homens que incentivem outros a se dedicarem totalmente ao serviço do Deus Todo-Poderoso. Cuidai também de vossos diáconos, cujo ministério de serviço está associado de maneira especial com a ordem dos bispos. Sede pais e exemplo de santidade para eles, incentivando-os a crescer em conhecimento e sabedoria no exercício da missão de pregar à qual foram chamados.
Queridos sacerdotes da Escócia, estais chamados à santidade e ao serviço do povo de Deus conformando vossas vidas com o mistério da cruz do Senhor. Pregai o evangelho com um coração puro e boa consciência. Dedicai-vos somente a Deus e sereis exemplo luminoso de santidade, de vida simples e alegre para os jovens: eles, por sua vez, desejarão seguramente unir-se a vós em vosso solícito serviço ao povo de Deus. Que o exemplo de São João Ogilvie, homem dedicado, desinteressado e corajoso, inspire a todos. Igualmente, encorajo a vós, monges, freiras e religiosos da Escócia, a serem uma luz colocada no alto de uma colina, levando uma autêntica vida cristã de oração e ação que seja testemunho luminoso do poder do Evangelho.
Finalmente, desejo dirigir-me a vós, meus queridos jovens católicos da Escócia. Exorto-vos a levar uma vida digna de nosso Senhor (cf. Ef 4.1) e de vós mesmos. Há muitas tentações que deveis enfrentar todos os dias – drogas, dinheiro, sexo, pornografia, álcool – e que o mundo vos diz que darão felicidade, quando, na verdade, essas coisas são destrutivas e criam divisão. Somente uma coisa permanece: o amor pessoal de Jesus por cada um de vós. Procurai-o, conhecei-o e amai-o, e ele vos libertará da escravidão da existência deslumbrante, mas superficial, que propõe frequentemente a sociedade atual. Deixai de lado tudo o que é indigno e descobri vossa própria dignidade como filhos de Deus. No Evangelho de hoje, Jesus nos pede que rezemos pelas vocações: elevo minha súplica para que muitos de vós conheçais e ameis a Jesus e, através deste encontro, dediquei-vos totalmente a Deus, especialmente aqueles de vós que haveis sido chamados ao sacerdócio ou à vida religiosa. Esse é o desafio que o Senhor vos dirige hoje: a Igreja agora pertence a vós.
Queridos amigos, uma vez mais expresso minha alegria de poder celebrar a Missa convosco. Sinto-me feliz de poder assegurar-vos minhas orações na antiga língua de vosso país: Sìth agus beannachd Dhe dhuib uile; Dia bhi timcheall oirbh; agus gum beannaicheadh Dia Alba. A paz e a bênção de Deus esteja convosco; que Deus vos proteja; e que Deus abençoe o povo da Escócia.
Fonte Canção Nova
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Discurso da Rainha Elisabeth II ao Papa Bento XVI
Sua Santidade,
Tenho o prazer de dar-Lhe as boas vindas ao Reino Unido, e particularmente à Escócia, em sua primeira visita como Papa. Recordo-me com grande prazer da memorável visita pastoral do Papa João Paulo II a este país em 1982. Eu também tenho memórias vívidas de minhas quatro visitas ao Vaticano, e de encontrar alguns de vossos predecessores em outras ocasiões. Sou muito grata a eles por receberem, ao longo dos anos, muitos de membros de minha família com a habitual hospitalidade.
Muita coisa mudou no mundo durante os quase 30 anos desde a visita do Papa João Paulo II. Neste país, nós agradecemos profundamente o envolvimento da Santa Sé na considerável melhoria na situação na Irlanda do Norte. Em outros lugares, a queda dos regimes totalitários ao longo da Europa Central e Oriental tem permitido uma maior liberdade para centenas de milhões de pessoas. A Santa Sé continua a ter um papel importante nas questões internacionais, em defesa da paz e desenvolvimento e na resolução de problemas comuns, como a pobreza e a mudança climática.
Sua Santidade, sua presença aqui hoje lembra-nos de nossa herança cristã comum, e da contribuição dos cristãos para a promoção da paz mundial e o desenvolvimento econômico e social dos países menos prósperos do mundo. Estamos todos cientes da contribuição especial da Igreja Católica Romana, particularmente de seu ministério para os mais pobres e mais necessitados da sociedade, seus cuidados com os desabrigados e no ensino ministrado por sua extensa rede de escolas.
Religião sempre foi um elemento crucial para a identidade nacional e a autoconsciência histórica. Isso tem feito da relação entre os diferentes credos um fator fundamental para a necessária cooperação dentro e entre Estados-nação. É, portanto, vital incentivar uma maior e respeitosa compreensão mútua. Sabemos por experiência que, através do diálogo comprometido, antigas suspeitas podem ser transcendidas e uma maior confiança mútua estabelecida.
Sei que a reconciliação foi um tema central na vida do Cardeal John Henry Newman, de quem irás realizar uma Missa de Beatificação no domingo. Um homem que lutou com a dúvida e a incerteza, sua contribuição para a compreensão do Cristianismo continua a influenciar muitos. Apraz-me que sua visita será também oportunidade para aprofundar o relacionamento entre a Igreja Católica Romana e as estabelecidas Igreja da Inglaterra e Igreja da Escócia.
Sua Santidade, nos últimos tempos, o senhor disse que "as religiões jamais podem se tornar veículos de ódio, que jamais, invocando o nome de Deus, o mal e a violência podem ser justificados". Hoje, neste país, estamos unidos nessa convicção. Afirmamos que a liberdade de culto está no centro de nossa sociedade tolerante e democrática.
Em nome do povo do Reino Unido, desejo-Lhe a mais proveitosa e memorável visita.
Fonte Canção Nova
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Novo visual do site da Diocese de Mogi das Cruzes
O site da Diocese de Mogi das Cruzes está com novo visual, nossos parabéns para a equipe diocesana de comunicação pelo belíssimo trabalho.
Acesse o site da Diocese de Mogi das Cruzes.
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Papa Bento XVI visitará o Reino Unido de 16 a 19 de Setembro, sua viagem terá o lema: "O coração fala ao coração"
Acesse o programa oficial da Viagem Apostólica de Sua Santidade Bento XVI ao Reino Unido (Inglaterra e Escócia) nos próximos dias 16 a 19 de Setembro:
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Natividade de Nossa Senhora
Hoje, 08 de Setembto, a Igreja celebra a Festa da Natividade de Nossa Senhora, ou seja, o dia do seu nascimento. Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.
Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.
De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.
Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.
A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:
1ª Leitura Miquéias 5, 1-4: de Maria, a mulher cheia de graça, nascerá o Salvador da humanidade, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus;
Salmo Responsorial 70 (71): "Exulto de alegria no Senhor"
Evangelho Mateus 1, 1-16.18-23: Jesus Cristo, Deus feito homem, foi concebido pelo Espírito Santo e. veio ao mundo pelo seio virginal e imaculado de Maria Santíssima
Nossa Senhora, rogai por nós!
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Papa Bento XVI em Carpineto Romano, terra natal do Papa Leão XIII
(5/9/2010) Por ocasião do bicentenário do nascimento do Papa Leão XIII, Bento XVI deslocou-se neste Domingo a Carpineto Romano, que se encontra a 80 quilómetros de Roma.
Gioacchino Pecci, que viria a ser o Papa Leão XIII, nasceu em Carpineto a 2 de Março de 1810, Destacou-se pela sua encíclica “Rerum Novarum”, de 15 de Maio de 1891, sobre os direitos e deveres do capital e do trabalho, em que introduziu a ideia da subsidiariedade no pensamento social católico.
Esta encíclica marcou o início da sistematização do pensamento social católico, chamado vulgarmente de Doutrina social da Igreja Católica.
Em Carpineto, Bento XVI presidiu a uma Missa na Praça Monti Lepini, na presença de cerca de 5 mil fiéis.
"O seu testemunho seja sempre corajoso e o seu serviço profético, possa em cada momento manifestar aquilo que é chamado a dizer no nome de Jesus. Foi com estas palavras que o bispo de Anagni-Alatri D. Lourenço Loppa se dirigiu ao Papa acolhendo-o na Praça central da terra natal de Leão XIII. D. Loppa recordou que esta visita do Papa representa o ponto culminante do ano de celebrações para o segundo centenário do nascimento do Papa da Rerum Novarum e que nos fala do amor de Deus, vasto e interminável, fiel a si mesmo que, como em todas as estações da historia, sobretudo naquelas atormentadas e difíceis, sabe garantir á sua Igreja o guia seguro e iluminado de Pedro.
Na homilia da Missa Bento XVI exortou os católicos a uma ampla reflexão sobre o impulso de promoção humana trazido pelo Cristianismo no caminho da civilização e também sobre o método e o estilo de tal contributo, conformes ás imagens evangélicas da semente e do fermento: “no interior da realidade histórica os cristãos, agindo como simples cidadãos ou de uma forma associada, constituem uma força pacifica de mudança profunda, favorecendo o desenvolvimento das potencialidades internas á própria realidade.”
“É esta a forma de presença e de acção no mundo proposta pela doutrina social da Igreja, que tem como objectivo o amadurecimento das consciências como condição de válidas e duradoiras transformações”.
Numa época de áspero anticlericalismo e de manifestações acesas contra o Papa, Leão XIII soube guiar e sustentar os católicos no caminho de uma participação construtiva, rica de conteúdos, firme nos princípios e capaz de abertura.
Imediatamente depois da sua encíclica Rerum Novarum, de fato, verificou-se na Itália e noutros Países uma autentica explosão de iniciativas: associações caixas rurais e artesanais, jornais, um vasto movimento que teve no servo de Deus José Toniolo o animador iluminado.
Leão XIII - sublinhou Bento XVI - era um Papa muito idoso, mas sábio e clarividente, e pode assim introduzir no século XX uma Igreja rejuvenescida , com uma atitude justa para enfrentar os novos desafios. Era um Papa ainda politica e fisicamente prisioneiro no Vaticano, mas na realidade, com o seu Magistério, representava uma Igreja capaz de enfrentar sem complexos as grandes questões do mundo contemporâneo”.
Após a celebração, Bento XVI regressou de helicóptero a Castel Gandolfo, residência pontifícia de Verão para presidir a oração mariana do Angelus do meio dia .
Fonte Rádio Vaticano
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Programação para o mês de Setembro de 2010
Setembro - Mês da Bíblia
Programação para o mês de Setembro de 2010
01 – 450º aniversário da cidade de Mogi das Cruzes-SP
07 – Independência do Brasil
08 – Natividade de Nossa Senhora
08 – Chegada da imagem de Nossa Senhora d’ Ajuda doada pelo Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida para a cidade de Salesópolis
12 – Entronização da imagem de Nossa Senhora d’ Ajuda em sua capela no Bairro da Capela Nova em Salesópolis
14 – Exaltação da Santa Cruz
15 – Memória de Nossa Senhora das Dores
16 a 19 – Viagem Apostólica do Santo Padre Bento XVI ao Reino Unido (Inglaterra, Gales e Escócia)
19 – Festa do Seminário Diocesano Sagrado Coração de Jesus, em Mogi das Cruzes
21 – São Mateus, apóstolo
22 – Dia do Rio Tietê
22 a 24 – Visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, “Projeto Tietê, Esperança Aparecida”
23 – São Pio de Pietrelcina
27 – São Vicente de Paulo
29 – Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael
30 – São Jerônimo
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