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domingo, 28 de fevereiro de 2010

2º Domingo da Quaresma

“Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz!”

Nesta nossa preparação rumo à celebração da Páscoa de Jesus estamos hoje vivendo o 2º Domingo da Quaresma e meditamos a Transfiguração de Jesus, contemplamos seu rosto luminoso. A Páscoa de Jesus se manifesta naqueles que procuram transformar para melhor a realidade do povo sofrido.

Enquanto os discípulos dormem pesado, Jesus reza e se mostra transfigurado. Mas eles acordam a tempo de vê-lo com outro rosto e com roupas que reluziam de tão brancas. Era uma antecipação do que seria o Senhor Jesus Ressuscitado, depois que Ele fizesse sua passagem pela morte e pela cruz.

Jesus conversa com Moisés e Elias sobre a sua passagem, sua Páscoa, da morte para vida, da dor para a alegria, do sofrimento para a ressurreição. Sua oração traz o céu a Ele. Pedro quer ficar, quer mostrar três tendas, e contemplar a glória de Jesus. O testemunho do Pai é a confirmação de que Jesus é o Redentor da humanidade: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz!” (Lc 9, 35).

A Liturgia deste Domingo nos apresenta as seguintes Leituras:

1ª Leitura Gênesis 15, 5-12.17-18: o Senhor firmou uma aliança com Abrão e ele tornou pai de todas as nações;

Salmo Responsorial 26 (27): “O Senhor é minha luz e salvação”

2ª Leitura Filipenses 3, 17-41: São Paulo convoca os irmãos da comunidade a serem seus imitadores e a se comportarem como discípulos de Cristo;

Evangelho Lucas 9, 28b-36: “Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E, com o testemunho da lei e dos profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela paixão e cruz, chegará à glória da ressurreição.” (Prefácio da Missa do 2º Domingo da Quaresma)

Parabéns Salesópolis


Parabéns Salesópolis pelo seu 172º Aniversário!

Foi no dia 28 de Fevereiro de 1838 que foi reconhecida a Vila de São José do Paraitinga perante o Governo de São Paulo, na época dependente de Mogi das Cruzes. Hoje Salesópolis, cidade Nascente do Rio Tietê, celebra sua fundação.

Erguida “Sub Cruce Domine”, sob a Cruz do Senhor, como diz o Brasão de Armas de Salesópolis, e sob a proteção de São José, Pai da Sagrada Família, a cidade Salesópolis é uma terra abençoada pelo Senhor.

Rezemos pelo povo salesopolense, seus governantes e por todos aqueles que fazem desta cidade uma cidade melhor! Parabéns!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aniversário de Salesópolis

No próximo Domingo, 28 de Fevereiro de 2010, serão comemorados os 172 anos de Fundação da Vila de São José do Paraitinga, hoje Salesópolis, e os 153 anos de sua Emancipação Político-Administrativa. A programação do dia será:

08h - Sessão Solene da Câmara Municipal
10h - Santa Missa de Ação de Graças na Igreja Matriz São José, celebrada pelo Exmo. Sr. Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes e concelebrada pelo Revmo. Sr. Pe. Rosalvo Cordeiro de Lima, Pároco da Paróquia São José.

Neste dia serão celebrados os 60 anos da Pintura Interna da Igreja Matriz de São José, inauguradas no dia 28/02/1950 por Dom Francisco Borja do Amaral, então Bispo de Taubaté.

Esta mesma Missa contará com a presença dos casais participantes das Equipes de Nossa Senhora do Setor Mogi das Cruzes.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CNBB lança Blog


Entra no ar, a partir desta terça-feira, 23/02, o Blog da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Atendendo ao pedido do Papa Bento XVI, que na sua mensagem para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais escreveu que a Igreja deve usar dos “novos meios de comunicação a serviço da Palavra”, a página tem por objetivo complementar o site da Conferência, por meio de notícias, vídeos, áudios, fotos e pequenos posts (comentários). Assim como as outras mídias sociais já existentes: Twitter, youtube, Flickr e Facebook, a intenção, por meio dessa nova presença da CNBB na internet, é dar mais dinamicidade e agilidade à comunicação.

Acesse e conheça: Blog da CNBB

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

22 de Fevereiro - Festa da Cátedra de São Pedro

Hoje a Igreja celebra a Festa da Cátedra de São Pedro, para entendermos melhor vejamos a catequese do próprio Papa Bento XVI por ocasião desta comemoração em 2006:


A Cátedra de Pedro, dom de Cristo à sua Igreja

Queridos irmãos e irmãs

A Liturgia latina celebra hoje a festa da Cátedra de São Pedro. Trata-se de uma tradição muito antiga, testemunhada em Roma desde o século IV, com a qual se dá graças a Deus pela missão confiada ao Apóstolo Pedro e aos seus sucessores. Literalmente, a "cátedra" é a sede fixa do Bispo, posto na igreja matriz de uma Diocese, que por isso é chamada "catedral", e constitui o símbolo da autoridade do Bispo e, em particular, do seu "magistério", ou seja, do ensinamento evangélico que ele, enquanto sucessor dos Apóstolos, é chamado a conservar e a transmitir à Comunidade cristã. Quando o Bispo toma posse da Igreja particular que lhe foi confiada, ele, com a mitra e o báculo, senta-se na cátedra. Como mestre e pastor, daquela sede ele orientará o caminho dos fiéis, na fé, na esperança e na caridade.

Portanto, qual foi a "cátedra" de São Pedro? Escolhido por Cristo como "rocha" sobre a qual edificar a Igreja (cf. Mt 16, 18), ele começou o seu ministério em Jerusalém, depois da Ascensão do Senhor e do Pentecostes. A primeira "sede" da Igreja foi o Cenáculo, e provavelmente naquela sala onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou juntamente com os discípulos para que fosse reservado um lugar especial a Simão Pedro. Em seguida, a sé de Pedro tornou-se Antioquia, cidade situada à margem do rio Oronte, na Síria, hoje na Turquia, naquela época terceira metrópole do império romano, depois de Roma e de Alexandria do Egito. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde "os discípulos receberam, pela primeira vez, o nome de "cristãos"" (Act 11, 26), onde, portanto, nasceu para nós o nome de cristãos, Pedro foi o primeiro Bispo, a tal ponto que o Martirológio Romano, antes da reforma do calendário, previa também uma celebração específica da Cátedra de Pedro em Antioquia. Dali, a Providência conduziu Pedro até Roma. Portanto, temos o caminho de Jerusalém, Igreja nascente, em Antioquia, primeiro centro da Igreja acolhida pelos pagãos e ainda unida com a Igreja proveniente dos Judeus. Depois Pedro dirigiu-se para Roma, centro do Império, símbolo do "Orbis" a "Urbs" que expressa o "Orbis" a terra onde ele terminou com o martírio a sua corrida ao serviço do Evangelho. Por isso a sede de Roma, que tinha recebido a maior honra, acolheu também o ónus confiado por Cristo a Pedro, de se colocar ao serviço de todas as Igrejas particulares, para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus.

A sede de Roma, depois destas migrações de São Pedro, torna-se assim reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a "cátedra" do seu Bispo representou a do Apóstolo encarregado por Cristo, de apascentar todo o seu rebanho. Testemunham-no os mais antigos Padres da Igreja, como por exemplo Santo Ireneu, Bispo de Lião, proveniente porém da Ásia Menor, que no seu tratado Contra as heresias descreve a Igreja de Roma como "a maior e a mais antiga, conhecida por todos; ...fundada e constituída em Roma pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo"; e acrescenta: "Com esta Igreja, pela sua exímia superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte (III, 3, 2-3). Tertuliano, um pouco mais tarde, por sua vez, afirma: "Como é feliz esta Igreja de Roma! Foram os próprios Apóstolos que derramaram nela, com o próprio sangue, toda a doutrina" (A prescrição dos hereges, 36). Portanto, a cátedra do Bispo de Roma representa não apenas o seu serviço à comunidade romana, mas a sua missão de guia de todo o Povo de Deus.

Celebrar a "Cátedra" de Pedro, como fazemos hoje, significa, portanto, atribuir-lhe um forte significado espiritual e recolhecer-lhe um sinal privilegiado do amor de Deus, Pastor bom e eterno, que quer reunir toda a sua Igreja e orientá-la no caminho da salvação. Entre os numerosos testemunhos dos Padres, apraz-me evocar o de São Jerônimo, tirado de uma das suas epístolas escritas ao Bispo de Roma, particularmente interessante porque faz referência explícita precisamente à "cátedra" de Pedro, apresentando-a como segura meta de verdade e de paz. Assim escreve Jerônimo: "Decidi consultar a cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma ali, onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado, a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bem-aventurança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja" (Cartas I, 15, 1-2).

Amados irmãos e irmãs, na abside da Basílica de São Pedro, como sabeis, encontra-se o monumento à Cátedra do Apóstolo, obra adulta de Bernini, realizada em forma de um grande trono de bronze, sustentado pelas imagens de quatro Doutores da Igreja, dois do Ocidente, Santo Agostinho e Santo Ambrósio, e dois do Oriente, São João Crisóstomo e Santo Atanásio. Convido-vos a deter-vos diante desta obra sugestiva, que hoje é possível admirar decorada com numerosas velas, e rezar de maneira particular pelo ministério que Deus me confiou. Elevando o olhar ao vitral de alabastro que se abre precisamente acima da Cátedra, invocai o Espírito Santo a fim de que sustente sempre com a sua luz e a sua força o meu serviço quotidiano a toda a Igreja. Por isto, bem como pela vossa atenção devota, agradeço-vos de coração.

Discurso do Santo Padre o Papa Bento XVI, Audiência Geral, 22.02.2006

Fonte Santa Sé

domingo, 21 de fevereiro de 2010

1º Domingo da Quaresma

Jesus venceu as tentações

Estamos no início de nossa caminhada para a Páscoa. Celebramos o 1º Domingo da Quaresma, fazemos nossa preparação a maior festa da cristandade, a Ressurreição de Cristo, com a Palavra, a Eucaristia e a constância na oração vencemos as tentações de cada dia para melhor celebrar a vitória sobre a mal e a morte.

Quem nunca foi tentado ao longo da vida? Até Jesus foi tentado; quem somos nós para não sê-lo? Entre nós e Jesus, porém , há grande diferença: Ele soube vencer as tentações e não se deixou levar pelo diabo, ao passo que nós com dificuldade conseguimos vitórias sobre as provações e, com frequência, a elas sucumbimos.

Fortalecidos pela Palavra de Deus, a exemplo de Jesus, temos condições de vencer as falsas seduções que nos põe à prova diariamente. Vencer as tentações de ser, ter e poder para nos fortalecermos no caminho de Cristo e da Igreja, sempre nós rezamos no Pai-Nosso: "E não nos deixeis cair em tentação", peçamos cada dia ao Senhor que nos ajude a nos mantermos firmes.

A Campanha da Fraternidade Ecumência que celebramos nesta Quaresma nos propõe a reflexão sobre a Economia e Vida, "as tentações do consumo irresponsável, da acumulação exagerada, da exploração dos mais desamparados nos cercam o tempo todo. Para não cair em tentação precisamos estar atentos às consequências do que fazemos e do que deixamos de fazer" (Texto Base CFE 2010, p. 81).

A Liturgia deste Domingo nos apresenta as seguintes Leituras:

1ª Leitura Deuteronômio 26, 4-10: na celebração da vida Moisés instrui para a recordação das maravilhas realizadas por Deus;

Salmo Responsorial 90 (91): "Em minhas dores, ó Senhor, permanecei junto de mim!"

2ª Leitura Romanos 10, 8-13: São Paulo orienta a comunidade a sempre professar a fé com a boca e com a vida;

Evangelho Lucas 4, 1-13: as tentaçõs apresentadas no evangelho englobam as seduções que Jesus enfrentou, mas Ele venceu a todas as tentações.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Campanha da Fraternidade Ecumênica

Pela terceira vez temos uma Campanha da Fraternidade Ecumênica

A Campanha da Fraternidade deste ano de 2010 é promovida por um conjunto de Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC, como aconteceu em 2000 e 2005.

O que move as Igrejas a agir é a graça, o amor de Deus e o testemunho de sua fé em Jesus. As palavras de Jesus Cristo - "Nisto todos reconhecerão que vocês são meus discípulos: no amor que tiverdes uns para com os outros" (Jo 13, 35) - ecoam hoje no coração dos seus seguidores, que agem em resposta à missão que lhes vem de Deus em Cristo: a de serem testemunhas da fraternidade, justiça e paz sobre a terra.

Mas o que é CONIC?

O CONIC foi fundado em 1982. Define-se como uma associação fraterna de Igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador. Sua missão é servir às Igrejas cristãs no Brasil, na vivência da comunhão em Cristo, na defesa da integridade da criação, promovendo a justiça e a paz para a glória de Deus.

Atualmente fazem parte do CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.

Desafios da Campanha da Fraternidade 2010

- Como a fé cristã pode inspirar uma economia que seja dirigida para a satisfação das necessidades humanas e para a construção do Bem Comum?

- Em que medida existe responsabilidade das pessoas em relação à economia e como isso afeta a vida das pessoas e do meio ambiente?

- Que aspectos de conversão pessoal e de mudança estrutural poderiam ser considerados para que, de fato, a economia esteja a serviço da vida, promovendo o Bem Comum?

- Como fazer para que estas preocupações não sejam transitórias, mas se tornem, de afto, balizamento moral permanente?

Fonte Texto-Base CFE 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mensagem do Papa Bento XVI para a Campanha da Fraternidade 2010 no Brasil

Ao Venerado Irmão D. Geraldo Lyrio Rocha
 
Presidente da CNBB e Arcebispo de Mariana (MG)
Com a quarta-feira de cinzas, volta aquele tempo favorável de salvação, que é a Quaresma, com seu apelo insistente: "Reconciliai-vos com Deus" (2Cor 6,2); brado este, que deve ressoar nos lábios daqueles que anunciam a Palavra de Deus: "Encarregarei os meus ministros de anunciar aos pecadores que estou sempre pronto a recebê-los, que a minha misericórdia é infinita" (Carta para a proclamação de um Ano Sacerdotal, 16/VI/2009). Estes sentimentos divinos foram confiados ao Santo Cura d'Ars, que, no seu tempo, soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor.

Eu desejo o mesmo sucesso às Igrejas e Comunidades Eclesiais no Brasil que, este ano, decidiram unir seus esforços para reconciliar as pessoas com Deus, ajudando-lhes a libertarem-se da escravidão do dinheiro. É que, como lembra a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010 – citando palavras de Jesus -, "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro". Alegrando-me com tal propósito de conversão, recordo que a escravidão ao dinheiro e a injustiça "tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa convivência com o mal" (Mensagem para a Quaresma 2010, 30/X/2009). Por isso, encorajo-vos a perseverar no testemunho do amor de Deus, do Filho de Deus que se fez homem, do amor agraciado com a vida de Deus, do único bem que pode saciar o coração da gente, pois, "mais do que de pão, [o homem] de fato precisa de Deus" (Ibid). Conseguireis assim, fazer frente ao "deserto interior" de que falei no início do meu ministério petrino, convidando a Igreja, no seu conjunto, a "pôr-se a caminho, para conduzir as pessoas fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude. (...) Nós existimos para mostrar Deus aos homens. E só onde se vê Deus, começa verdadeiramente a vida" (Homilia, 24/IV/2005). Se "a boca fala daquilo que o coração está cheio" (Mt 12, 34), podeis conhecer vosso coração a partir das vossas palavras. "Reconciliai-vos com Deus", de modo que as vossas palavras sirvam sobretudo para falar de Deus e a Deus.

Implorando as maiores bênçãos de Deus sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, aproveito a ocasião para enviar aos meus irmãos e amigos do Brasil cordiais saudações com votos de todo bem em Jesus Cristo, único Salvador de todos!

Vaticano, 8 de fevereiro de 2010

Benedictus XVI

Fonte Rádio Vaticano/Canção Nova

Vídeo Missa das Cinzas em Roma presidida pelo Papa Bento XVI

Fonte H2O News

Festa de São José 2010

Programação Religiosa da Festa de São José 2010
13 a 21 de Março de 2010

13/03 – Sábado – 18h30 – Procissão de Abertura


13/03 – Sábado – 19h00 – Santa Missa – Dom Paulo Mascarenhas Roxo, OPraem


14/03 – Domingo – 10h00 –Santa Missa – Pe Edinei Maia dos Santos


14/03 – Domingo – 19h00 – Santa Missa – Pe Cláudio Antonio Delfino


15/03 – Segunda-feira – 19h00 – Santa Missa – Pe Danielle Pacini de Faria


16/03 – Terça-feira – 19h00 – Santa Missa – Pe Sidnei Kenji Ito


17/03 – Quarta-feira – 19h00 – Santa Missa – Pe Romolo Avagliano Rodrigues


18/03 – Quinta-feira – 19h00 – Santa Missa – Pe Claudionir Braga do Carmo


19/03 – Sexta-feira – Solenidade de São José – Feriado Municipal em Salesópolis


17h00 – Procissão pelas ruas da cidade


18h00 – Santa Missa – Pe Leandro Machado Silvestre


20/03 – Sábado – 19h00 – Santa Missa – Pe Juviminiano Frade da Silva


21/03 – Domingo – 10h00 – Santa Missa – Pe Adalberto Soares da Silva


21/03 – Domingo – 19h00 – Santa Missa – Pe Rosalvo Cordeiro de Lima

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Papa Bento XVI celebrou a Missa com rito de bênção e imposição das cinzas


Nesta quarta-feira o Papa Bento XVI deixou o Vaticano para se deslocar á colina do Aventino onde presidiu a celebração da Missa com o rito da bênção e imposição das Cinzas. A cerimônia teve inicio na Basílica de Santo Anselmo com um momento de oração e a sucessiva procissão até à Basílica de Santa Sabina onde o Santo Padre presidiu a Celebração Eucarística Ponto de partida para a homilia do Papa foram as palavras da antífona de entrada, do Livro da Sabedoria: “Vós amais, Senhor, todas as criaturas e nada desprezais de quanto criastes; esqueceis os pecados de quantos se convertem e perdoais, porque sois o Senhor nosso Deus”.

Trechos da homilia do Santo Padre:

“São palavras que, de algum modo, abrem todo o itinerário quaresmal, colocando como base a onipotência do amor de Deus, o seu absoluto domínio sobre todas as criaturas, que se traduz em indulgência infinita, animada por uma constante e universal vontade de vida. De fato, perdoar alguém equivale a dizer-lhe: não quero que morras, mas que vivas; quero sempre e apenas o teu bem”.

“O primeiro ato de justiça é portanto reconhecer a própria iniquidade, e reconhecer que esta se radica no coração, mesmo mesmo no centro da pessoa humana. Jejuns, lágrimas, lamentos e qualquer expressão penitencial só têm valor aos olhos de Deus se forem sinal de corações verdadeiramente arrependidos”.

Referindo-se especialmente, sobre a imposição das cinzas, disse:

“É essencialmente um gesto de humildade, que significa: reconheço-me tal como sou, criatura frágil, feita de terra e destinada à terra, mas também feita à imagem de Deus e a Ele destinada. Pó, sim, mas amado, plasmado pelo seu amor, animado pelo seu sopro vital, capaz de reconhecer a sua voz e de lhe responder; livre, e por isso capaz de lhe desobedecer, cedendo à tentação do orgulho e da auto-suficiência”.

Iniciamos hoje o Tempo da Quaresma


Iniciamos o tempo sacramental da Quaresma, que nos conduz à Páscoa do Senhor. Como o povo do Antigo Testamento que caminhou durante 40 anos para entrar na Terra Prometida, como Jesus que se retirou 40 dias no deserto vencendo as tentações, nós hoje, como novo Povo de Deus unimo-nos aos mistérios de Cristo e caminhamos para a Páscoa.

É tempo de conversão, de volta ao Senhor, tempo de nos despojarmos do velho homem e abrir-nos para a santidade de vida, buscando o Cristo e com Ele irmos até o Calvário para com Ele morrermos e com Ele ressuscitarmos.

A cor litúrgica deste tempo é o Roxo, que simboliza a austeridade, o recolhimento e a pentência, a Igreja silencia, não se entoa o Glória nem o Aleluia, somente na noite santa da Ressurreição do Senhor voltaremos as festividades.

A celebração da Quarta-feira de Cinzas nos remete a pequenez humana, o apelo deste início da Quaresma é: "Convertei-vos e crede no Evangelho". As cinzas que são impostas em nossas cabeças lembram-nos que somos pó e ao pó voltaremos.

Durante a Quaresma vivemos a Campanha da Fraternidade, que neste ano é Ecumênica, e tem como tema "Economia e Vida", sob o lema "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro".

20 mil acessos!!!

Ultrapassamos a marca dos 20.000 acessos! Obrigado a todos que nos acompanham, pedindo que sempre ajudem a divulgar este canal de comunicação de notícias, formação e informação da Igreja!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Papa Bento XVI celebra Missa de Nossa Senhora de Lourdes no Vaticano


“Quem permanece por muito tempo próximo às pessoas que sofrem, conhece a angústia e as lágrimas, mas também o milagre da alegria, fruto do amor”. Foi o que recordou hoje Bento XVI, celebrando na Basílica Vaticana a Santa Missa para os enfermos, na memória litúrgica da Beata Virgem de Lourdes, XVIII Dia Mundial do Enfermo.

Durante a homilia, o Papa recordou a particular solicitude que Cristo tinha pelos sofredores, reafirmando as obras essenciais que a Igreja não pode deixar de realizar: “a evangelização e o cuidado dos enfermos no corpo e no espírito”. “A Igreja, como Maria – insistiu – conserva dentro de si os dramas do homem e a consolação de Deus, os mantém juntos, ao longo da peregrinação da história”.

Recordando os 25 anos de fundação do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes da Saúde, o Pontífice expressou a sua proximidade a todos que sofrem e gratidão àqueles que promovem “um mundo capaz de acolher e cuidar dos doentes como pessoas”.

Em uma Basílica repleta de fiéis, em oração diante das relíquias da mística Santa Bernadete Soubirous, Bento XVI recordou, enfim, que os enfermos e sofredores são “protagonistas da fé e da esperança, testemunhas dos prodígios do amor, da alegria pascal que floresce da Cruz e da Ressurreição de Cristo”.

Fonte H2O News

Nossa Senhora de Lourdes


Hoje, 11 de fevereiro, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial do Enfermo. Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que entrou para o ofício das leituras do dia de hoje.

“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição”.

Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado. Mas em virtude dos méritos de Cristo Jesus, Nossa Senhora, nessa aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores. Ela pediu que rezássemos pela conversão deles com oração, conversão, penitência.

Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Deus quis e sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a infalibilidade da Igreja. Que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em Lourdes! E os sinais, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local.

Lá, onde as multidões afluem, o clero e vários papas lá estiveram. Agora, temos a graça de ter o Papa Bento XVI para nos alertar sobre este chamado.

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Lançado Site da visita do Papa Bento XVI a Portugal

Papa Bento XVI em Portugal
11 a 14 de Maio de 2010

Lançado o Site Papa Bento XVI em Portugal, acesse e conheça mais sobre esta Viagem Apostólica do Santo Padre

Programação

11 de Maio de 2010
Lisboa

11h00 – Chegada ao aeroporto da Portela
12h45 – Cerimônia de boas vindas, no Mosteiro dos Jerónimos
13h30 – Visita de cortesia ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém
18h15 – Celebração da Missa, Terreiro do Paço

12 de Maio de 2010
Lisboa

10h00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
12h00 – Encontro com o Primeiro-Ministro, na Nunciatura Apostólica
16h40 – Partida de helicóptero para Fátima

Fátima

17h30 – Chegada à Capelinha das Aparições
18h00 – Vésperas com padres, religiosos, seminaristas e diáconos na igreja da Santíssima Trindade
21h30 – Recitação do Rosário e a Procissão das Velas. Eucaristia presidida pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano

13 de Maio de 2010
Fátima

10h00 – Missa da Peregrinação Internacional Aniversária
13h00 – Almoço com os Bispos de Portugal
17h00 – Encontro com os membros de organizações da Pastoral Social, na igreja da Santíssima Trindade
18h45 – Encontro com os Bispos de Portugal, na Casa de Nossa Senhora do Carmo

14 de Maio de 2010
Fátima

08h00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo

Porto

09h30 – Chegada ao heliporto da Serra do Pilar, em Gaia
10h15 – Missa na Avenida dos Aliados
13h30 – Cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional do Porto
14h00 – Partida para Roma

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Oração da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010

Economia e Vida
"Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Mt 6, 24)

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem,
nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo
que existe como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica,
acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna,
aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.
Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que
a boa nova que vem de ti é amor, compromisso
e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados de omissão
diante das injustiças que causam exclusão social e miséria.
Pedimos por todas as pessoas que trabalham
na promoção do bem comum e na condução
de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço
e a comunhão, promovendo uma economia
fraterna e solidária, para que a nossa sociedade
acolha a vinda do teu Reino.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

5º Domingo do Tempo Comum


Celebramos o 5º Domingo do Tempo Comum, somos desafiados por Jesus a lançar as redes em águas mais profundas.

O encontro do pescador Simão com o Senhor nos ajuda a perguntar como se dá o nosso encontro com Jesus e como isso modifica a nossa vida. Pode acontecer que escutemos a palavra do Mestre, como a multidão. Mas não basta ouvir a pregação de longe, como se tratasse de coisa alheia, distante.

Precisamos entender, cada vez mais, que não basta declarar seguidores de Jesus apenas, é preciso ir ao encontro d'Ele, conviver com Ele, sermos discípulos e missionários seus.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes Leituras:

1ª Leitura Isaías 6, 1-2a.3-8: a exemplo do profeta, devemos estar dispostos a responder ao Senhor: "aqui estou, envia-me";

Salmo Responsorial 137 (138): "Vo cantar-vos ante os anjos, ó Senhor, e ante o vosso templo vou prostar-me";

2ª Leitura 1Coríntios 15, 1-11: São Paulo diz a comunidade que transmite o que ele mesmo recebeu, não são palavras suas, mas, Palavra do Senhor;

Evangelho Lucas 5, 1-11: Simão Pedro estranha a ordem do Senhor, mas "em atenção a sua Palavra", lançou as redes ao mar e o Senhor o fez "pescador de homens".

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Romaria dos Presbíteros ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida


Mais de 700 padres participaram da Romaria dos Presbíteros, realizada hoje no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP). A missa foi presidida pelo arcebispo de Mariana (MG) e presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha. Outros 22 bispos também participaram da celebração, entre eles, o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
Em sua homilia, Dom Geraldo retomou a Carta aos Presbíteros, escrita pelos bispos brasileiros durante a 42ª Assembleia da CNBB. O arcebispo destacou a “caridade pastoral” como “eixo integrador” da vida dos padres e o testemunho de pobreza dos padres “incansáveis e sobrecarregados no exercício do ministério”.
Dom Geraldo lembrou, ainda, o espírito missionário que marca a vida dos padres do Brasil e confirmou a importância de suas organizações. “Suas organizações próprias, tais como a Pastoral Presbiteral, os Encontros Nacionais, as fraternidades presbiterais, as associações e comissões demonstram o desejo de uma vida profundamente marcada pela solidariedade entre vocês, que são mais autênticas quanto mais abertas e sensíveis à realidade de todos os irmãos presbíteros”, disse o presidente, citando o documento da CNBB.

Fonte Texto e Imagens: CNBB

Registramos ainda as presenças de Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes e Pe Rosalvo Cordeiro de Lima, Pároco da Paróquia São José, em Salesópolis.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Vídeo da Celebração das Vésperas na Basílica de São Pedro no dia 02/02/2010

Fonte H2O News

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2010

“A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (Rom 3, 21–22)

Queridos irmãos e irmãs, todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos. Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21 – 22 ).

Justiça: “dare cuique suum”
Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos á morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos - , mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Como e mais do que o pão ele de fato precisa de Deus. Nora Santo Agostinho: se “ a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu…não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).


De onde vem a injustiça?

O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reações dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua atuação: Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingênua e míope. A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista: ”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, pegando no fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição; á lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza.
Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?


Justiça e Sedaqah

No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl. 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem. De fato sedaqah significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva (cfr Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei , pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egito (cfr Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre (cfr.Ecli 4,4-5.8-9), o estrangeiro (cfr Ex 22,20), o escravo (cfr Dt 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto – suficiência , daquele estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efetuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?

Cristo, justiça de Deus
O anuncio cristão responde positivamente á sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De fato não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25). Qual é, portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O fato de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objeção:

Que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidencia que o homem não é um ser autárquico , mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.

Compreende-se então como a fé não é um fato natural, cômodo, obvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á ação de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor ( cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.

Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Triduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica”.

Vaticano, 30 de Outubro de 2009

BENEDICTUS, P.P. XVI

Fonte CNBB

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

São Brás, Bispo e Mártir

Neste dia 03 de fevereiro a Igreja celebra a memória de São Brás, Bispo e Mártir. Nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava retirar-se. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.

Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois ele cuidava da pessoa na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.

São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar o imperador, sabia da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que São Brás fez de sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.

Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.

Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus que é amor.

São Brás, rogai por nós!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Papa Bento XVI preside Vésperas na Festa da Apresentação Senhor


HOMILIA DO PAPA NA FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR

Sua Santidade o Papa Bento XVI presidiu, na tarde desta terça-feira, a celebração das Vésperas na Festa da Apresentação do Senhor e Dia da Vida Consagrada. Segue abaixo a homilia do Santo Padre:

Queridos irmãos e irmãs

Na Festa da Apresentação de Jesus no Templo celebramos um mistério da vida de Cristo, ligado ao preceito da lei mosaica que prescrevia aos pais, quarenta dias depois do nascimento do primogênito, de subir ao Templo de Jerusalém para oferecer seu filho ao Senhor e para a purificação ritual da mãe (cfr. Ex 13, 1-2.2.11-16; Lv 12, 1-8). Também Maria e José cumpriram um rito, oferecendo segundo a lei – um casal de rolinhas ou de pombos. Lendo os fatos mais em profundidade compreendemos que naquele momento é Deus que apresenta seu Filho Unigênito aos homens, mediante as palavras do velho Simeão e da profetiza Ana.

Simeão de fato, proclama Jesus como "salvação" da humanidade, como "luz" de todos os povos e "sinal de contradição", porque revelará o pensamento dos corações (cfr. Lc 2, 29-35). No Oriente esta festa era chamada Hypapante, festa do encontro: de fato, Simeão e Ana, que encontram Jesus no Templo e reconhecem Nele o Messias tão esperado, representam a humanidade que encontra o seu Senhor na Igreja. Sucessivamente esta festa estende também no Ocidente, desenvolvendo, sobretudo, o símbolo da luz, e a procissão com velas, que deu origem ao termo "Candelária". Este sinal visível significa que a Igreja encontra na fé Aquele que é a "luz dos homens" e o acolhe com toda a sua fé para levar esta luz ao mundo.

Em concomitância com esta festa litúrgica, o Venerável João Paulo II, a partir de 1997, quis que fosse celebrada em toda a Igreja um dia especial da Vida Consagrada. De fato, a oblação do Filho de Deus – simbolizada pela sua apresentação no Templo – é modelo para todo homem e mulher que consagra toda a sua vida ao Senhor. Tríplice é o objetivo deste dia: sobretudo louvar e agradecer ao Senhor pelo dom da vida consagrada; em segundo lugar, promover o conhecimento e a estima pela Vida Consagrada por parte de todo o Povo de Deus; enfim, convidar os que dedicaram plenamente a própria vida à causa do Evangelho a celebra as maravilhas que o Senhor realizou neles. Ao agradecer a vocês por terem vindo aqui hoje em grande número, neste dia a vocês particularmente dedicado, desejo saudar com grande afeto cada um de vocês: religiosos, religiosas e pessoas consagradas, expressando a minha cordial proximidade e apreço pelo bem que vocês realizam a serviço do Povo de Deus.

A breve leitura extraída da Carta aos Hebreus, há pouco proclamada, une bem os motivos que estão na origem desta significativa e bonita celebração e nos oferece alguns tópicos para a nossa reflexão. Este texto – trata-se de dois versículos, mas muito densos – abre a segunda parte da Carta aos Hebreus, introduzindo o tema central de Cristo Sumo Sacerdote. Realmente seria necessário considerar também o versículo imediatamente precedente, que diz: "Nós temos um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Por isso, mantenhamos firme a fé que professamos" (Hb 4,14). Este versículo mostra Jesus que vai em direção ao Pai; o sucessivo o apresenta enquanto vem até os homens. Cristo é apresentado como Mediador: é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, por isso pertence realmente ao mundo divino e ao mundo humano.

Na realidade, é próprio e somente a partir desta fé, desta profissão de fé em Jesus Cristo, o único e definitivo Mediador que na Igreja tem sentido uma vida consagrada, uma vida consagrada a Deus mediante Cristo. Tem sentido somente se Ele é realmente mediador entre Deus e nós, caso contrário se trataria somente de uma forma de sublimação ou de evasão. Se Cristo não fosse verdadeiramente Deus, e não fosse, ao mesmo tempo, plenamente homem, não respeitaria o fundamento da vida cristã enquanto tal, mas, de forma particular, não respeitaria o fundamento de toda consagração cristã do homem e da mulher. A vida consagrada, de fato, testemunha e expressa de maneira forte o buscar-se recíproco entre Deus e homem, o amor que os atrai; a pessoa consagrada, pelo fato de existir é como uma ponte rumo a Deus para todos aqueles que a encontram, um chamado, um recomeço. E tudo isto em força da mediação de Jesus Cristo, o Consagrado do Pai. O fundamento é Ele! Ele, que partilhou a nossa fragilidade, para que nós pudéssemos participar de sua natureza divina.

O nosso texto insiste, mais sobre a fé, sobre a confiança com qual a qual podemos nos aproximar do trono da graça, do momento que o nosso Sumo Sacerdote foi ele mesmo "colocado à prova em tudo como nós". Podemos nos aproximar para "receber misericórdia", encontrar graça e para ser ajudados no momento oportuno. Parece-me que estas palavras contêm uma grande verdade e dá um grande conforto para nós que recebemos o dom e o compromisso de uma especial consagração na Igreja. Penso em particular em vocês, queridos irmãos e irmãs. Vocês se aproximaram com plena confiança do trono da graça que é Cristo, de sua Cruz, de seu Coração, de sua divina presença na Eucaristia. Cada um de vocês se aproximou Dele como uma fonte do Amor puro e fiel, um Amor tão grande e bonito que merece tudo, além de nosso tudo, porque não basta uma vida inteira a partilhar o que Cristo é e o que fez por nós. Mas vocês se aproximaram, e a cada dia vocês se aproximam Dele, também para serem ajudados no momento oportuno e na hora das provações.

As pessoas consagradas são chamadas de maneira particular a serem testemunhas desta misericórdia do Senhor, na qual o homem encontra a sua salvação. Eles mantêm vivo a experiência do perdão de Deus, porque têm a consciência de serem pessoas salvas, de serem grandes quando se consideram pequenos, de se sentirem renovadas e envolvidas pela santidade de Deus quando reconhecem o próprio pecado. Por isto, também para o homem de hoje, a vida consagrada permanece uma escola privilegiada da "compunção do coração", do reconhecimento humilde da própria miséria, mas permanece uma escola de confiança na misericórdia de Deus, em seu amor que nunca abandona. Na realidade, quanto mais nos aproximamos de Deus, ficamos mais perto Dele e nos tornamos mais úteis aos outros. As pessoas consagradas experimentam a graça, a misericórdia e o perdão de Deus não somente para si, mas também pelos irmãos, sendo chamados a levar no coração e na oração as angústias e as expectativas dos homens, sobretudo daqueles que estão longe de Deus. Em particular, as comunidades que vivem na clausura, com o seu específico compromisso de fidelidade no "estar com o Senhor", no "estar sob a cruz", realizando freqüentemente esta função vicária, unida a Cristo pela Paixão, tomando sobre si os sofrimentos e as provas dos outros e oferecendo tudo com alegria para a salvação do mundo.

Enfim, queridos amigos, queremos elevar ao Senhor um hino de ação de graças e louvor pela vida consagrada. Se ela não existisse, o mundo seria mais pobre! Além das superficiais avaliações de funcionalidade, a vida consagrada é importante por causa de seu ser sinal de gratuidade e de amor, e isso tanto mais numa sociedade que corre o risco de ser sufocada pela espiral do efêmero e pelo útil (cfr. Exort. ap. post-sinod. Vita consecrata, 105). A vida consagrada testemunha a superabundância do amor que impulsiona a perder a própria vida, como resposta a superabundância de amor do Senhor, que por primeiro perdeu a sua vida por nós. Neste momento penso nas pessoas consagradas que sentem o peso do cansaço cotidiano escasso de gratificações humanas, penso nos religiosos e nas religiosas doentes, naqueles que se sentem em dificuldades em seu apostolado... Nenhum deles é inútil, porque o Senhor os associa ao trono da graça. São um dom precioso para a Igreja e para o mundo, que tem sede de Deus e de sua Palavra.

Cheios de confiança e de reconhecimento, renovemos também nós o gesto de oferta total de nós mesmos apresentando-nos ao Templo. O Ano Sacerdotal seja uma ocasião a mais para os religiosos presbíteros, para intensificar o caminho de santificação e, para todos os consagrados e as consagradas, um estímulo para acompanhar e apoiar o seu ministério com fervorosa oração. Este ano de graça terá um momento culminante em Roma, no mês de junho próximo, no encontro internacional dos sacerdotes, ao qual convido todos os que exercem o Sagrado Ministério. Aproximemo-nos de Deus três vezes Santo, para oferecer a nossa vida e a nossa missão, pessoal e comunitária, de homens e mulheres consagrados ao Reino de Deus. Façamos este gesto interior em íntima comunhão espiritual com a Virgem Maria: enquanto a contemplamos na ação de apresentar Jesus Menino no Templo, a veneramos como primeira e perfeita consagrada, carregada por aquele Deus que ela leva nos braços; Virgem, pobre e obediente, toda dedicada a nós, porque é toda de Deus. Em sua escola, e com a sua materna ajuda, renovamos o nosso "eis me aqui" e o nosso "sim". Amém.

Apresentação do Senhor


Neste dia 02 de fevereiro a Igreja celebra a Festa da Apresentação do Senhor. Embora esta festa de 02 de fevereiro caia fora do Tempo de Natal, é parte integrante do relato de Natal. É um eco do Natal, é uma epifania do quadragésimo dia. Natal, Epifania, Apresentação do Senhor são três painéis de um tríptico litúrgico.

É uma festa antiqüíssima de origem oriental. A Igreja de Jerusalém já a celebrava no século IV. Era celebrada aos quarenta dias da festa da epifania, em 14 de fevereiro. A peregrina Eteria, que conta isto em seu famoso diário, acrescenta o interessante comentário de que se "celebrava com a maior alegria, como se fosse páscoa"'. De Jerusalém, a festa se propagou para outas igrejas do Oriente e do Ocidente. No século VII, se não antes, havia sido introduzida em Roma. A procissão com velas se associou a esta festa. A Igreja romana celebrava a festa quarenta dias depois do Natal.

São Lucas narra o fato no capítulo 2 de seu evangelho. Obedecendo à lei mosaica, os pais de Jesus o levaram ao templo quarenta dias depois de seu nascimento para apresentá-lo ao Senhor e fazer uma oferenda por ele 1.

Esta festa começou a ser conhecida no Ocidente, a partir do século X, com o nome de Purificação da bem-aventurada virgem Maria. Foi incluída entre as festas de Nossa Senhora. Mas isto não totalmente correto, já que a Igreja celebra neste dia, essencialmente, um mistério de nosso Senhor. No calendário romano, revisado em 1969, o nome foi mudado para "A Apresentação do Senhor". Entretanto, isso não quer dizer que subestimemos o papel importantíssimo de Maria nos acontecimentos que celebramos. Os mistérios de Cristo e de sua mãe estão estreitamente ligados, de maneira que nos encontramos aqui com uma espécie de celebração dupla, uma festa de Cristo e de Maria.

A bênção das velas antes da missa e a procissão com as velas acesas são características chocantes da celebração atual. O missal romano manteve estes costumes, oferecendo duas formas alternativas de procissão. é adequado que, neste dia, ao escutar o cântico de Simeão no evangelho (Lc 2,22-40), aclamemos a Cristo como "luz para iluminar às nações e para dar glória a teu povo, Israel".

A festa da Apresentação celebra uma chegada e um encontro; a chegada do Salvador esperado, núcleo da vida religiosa do povo, e as boas-vindas concedida a ele por dois representantes dignos da raça eleita, Simeão e Ana. Por sua proveta idade, estes dois personagens simbolizam os séculos de espera e de fervoroso anseio dos homens e mulheres devotos da antiga aliança. Na realidade, representam a esperança e o anseio da raça humana.

Ao reviver este mistério na fé, a Igreja dá novamente as boas-vindas a Cristo. Esse é o verdadeiro sentido da festa. É a "Festa do Encontro", o encontro de Cristo e sua Igreja. Isto vale para qualquer celebração litúrgica, mas especialmente para esta festa. A liturgia nos convida a dar as boas-vindas a Cristo e a sua mãe, como o fez seu próprio povo de então: "Ó Sião, enfeita teu quarto nupcial e dá boas-vindas a Cristo Rei; abraça a Maria, porque ela é a verdadeira porta do céu e traz o glorioso Rei da luz nova"2.

Ao dramatizar desta maneira a lembrança deste encontro de Cristo com Simeão, a Igreja nos pede que professemos publicamente nossa fé na Luz do mundo, luz de revelação para todo povo e pessoa.

Na belíssima introdução à benção das velas e a procissão, o celebrante lembra como Simeão e Ana, guiados pelo Espírito, vieram ao templo e reconheceram a Cristo como seu Senhor. E conclui com o seguinte convite: "Unidos pelo Espírito, vamos agora à casa de Deus dar as boas-vindas a Cristo, o Senhor. O reconheceremos na fração do pão até que venha novamente em sua glória".

Refere-se claramente ao encontro sacramental, ao que a procissão serve de prelúdio. Respondemos ao convite: "Vamos em paz ao encontro do Senhor"; e sabemos que este encontro será na eucaristia, na palavra e no sacramento Entramos em contato com Cristo através da liturgia; por ela temos também acesso a sua graça. Santo Ambrósio escreve deste encontro sacramental em uma página insuperável: "Te revelaste face a face, ó Cristo. Em teus sacramentos te encontro".

Função de Maria. A festa da apresentação é, como dissemos, uma festa de Cristo antes do que qualquer outra coisa. É um mistério de salvação. O nome "apresentação" tem um conteúdo muito rico. Fala de oferecimento, sacrifício. Recorda a auto-oblação inicial de Cristo, palavra encarnada, quando entrou no mundo: “Eis-me aqui para fazer tua vontade". Aponta à vida de sacrifício e à perfeição final dessa auto-oblação na colina do Calvário.

Dito isto; temos que passar a considerar o papel de Maria neste acontecimentos salvíficos. Depois de tudo, ela é a que apresenta a Jesus no templo; ou, mais corretamente, ela e seu esposo José, pois ambos pais são mencionados. E perguntamos: Tratava-se exclusivamente de cumprir o ritual prescrito, uma formalidade praticada por muitos outros pais? Ou guardava uma significação muito mais profunda que tudo isto? Os padres da Igreja e a tradição cristã respondem que sim.

Para Maria, a apresentação e oferenda de seu filho no templo não era um simples gesto ritual. Indubitavelmente, ela não era consciente de todas as implicações nem da significação profética deste ato. Ela não contemplar todas as conseqüências de seu fiat na anunciação. Mas foi um ato de oferecimento verdadeiro e consciente. Significava que ela oferecia seu filho para a obra da redenção com a que ele estava comprometido desde o princípio. Ela renunciava a seus direitos maternais e a toda pretensão sobre ele; e o oferecia à vontade do Pai. São Bernardo expressou muito bem isto: "Oferece teu filho, santa Virgem, e apresenta ao Senhor o fruto bendito de teu ventre. Oferece, para reconciliação de todos nós, a santa Vítima que é agradável a Deus'3.

Há um novo simbolismo no fato de que Maria coloca a seu filho nos braços de Simeão. Ao agir desta maneira, ela não o oferece exclusivamente ao Pai, mas também ao mundo, representado por aquele ancião. Dessa maneira, ela representa seu papel de mãe da humanidade, e nos lembra que o dom da vida em através de Maria.

Existe uma conexão entre este oferecimento e o que acontecerá no Gólgota quando serão executadas todas as implicações do ato inicial de obediência de Maria: "Faça-se em mim segundo tua palavra". Por essa ração, o evangelho desta festa carregada de alegria não nos exime da nota profética: "Eis que este menino está destinado para a queda e ressurgimento de muitos em Israel; será sinal de contradição, e uma espada atravessará tua alma, para que sejam descobertos os pensamentos de muitos corações" (Lc 2,34-35).

O encontro futuro. A festa de hoje não se limita a nos permitir reviver um acontecimento passado, mas nos projeta para o futuro. Prefigura nosso encontro final com Cristo em sua segunda vinda. São Sofrônio, patriarca de Jerusalém desde o ano de 634 até sua morte, em 638, expressou isto com eloqüência: "Por isso vamos em procissão com velas em nossas mãos e nos apressamos carregando luzes; queremos demonstrar que a luz brilhou para nós e significar a glória que deve chegar através dele. Por isso vamos juntos ao encontro com Deus".

A procissão representa a peregrinação da própria vida. O povo peregrino de Deus caminha penosamente através deste mundo do tempo, guiado pela luz de Cristo e sustentado pela esperanças de encontrar finalmente ao Senhor da glória em seu reino eterno. O sacerdote diz na benção das velas: "Que quem as levas para enaltecer tua glória caminhemos no caminho de bondade e vamos à luz que brilha para sempre".

A vela que levamos em nossas mão lembra a vela de nosso batismo. E o sacerdote diz: " guardem a chama da fé viva em seus corações. Que quando o Senhor vier saiam a seu encontro com todos os santos no reino celestial". Este será o encontro final, a apresentação , quando a luz da fé se converter na luz da glória. Então será a consumação de nosso mais profundo desejo, a graça que pedimos na pós-comunh4ao da missa:

Por estes sacramentos que recebemos, enche-nos com tua graça, Senhor, tu que encheste plenamente a esperança de Simeão; e assim como não o deixaste morrer sem ter segurando Cristo nos braços, concede a nós, que caminhamos ao encontro do Senhor, merecer o prêmio da vida eterna.

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