Paróquia São José - Salesópolis-SP Erigida em 25-X-1831 - Outrora São José do Paraitinga
domingo, 31 de janeiro de 2010
Carta sobre o Dia de Concentração dos Presbíteros em Aparecida
4º Domingo do Tempo Comum
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Festa da Conversão de São Paulo em Roma
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Ordenação Diaconato Permanente
Dom Airton, em sua homilia, ressaltou a importância do Diácono para a Igreja, bem como suas funções na comunidade eclesial na administração de alguns sacramentos, o serviço da caridade e da proclamação solene da Palavra de Deus, disse ainda que o Diácono é ordenado a serviço da Igreja em suas necessidades. Ao final da Santa Missa Dom Airton fez memória a pessoa do Diácono Carlos Magno Conatti, falecido recentemente.
"O diaconato tem suas raízes na organização eclesial da caridade, na Igreja primitiva. Em Roma, no séc. III, período de grandes perseguições aos cristãos, aparece a figura extraordinária de são Lourenço, arquidiácono do Papa são Sixto II, que lhe confiou a administração dos bens da comunidade. Os Diáconos, com efeito, identificam-se especialmente com a caridade. Os pobres constituem um de seus ambientes cotidianos e objeto de sua incansável solicitude. Não se comprenderia um Diácono que não se envolvesse pessoalmente na caridade e na solidariedade para com os pobres, que hoje de novo se multiplicam." (Cardeal Dom Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero, Carta aos Diáconos permanentes, 10/08/2009).
Parabenizamos o Diácono Antonio Paulino, sua esposa, filhos, netos e bisnetos, por ocasião de sua Ordenação, desejando-lhe um frutuoso ministério diaconal.
Fotos gentileza Foto Faria
Fotógrafo Benedito de Melo Faria
Sofrimento no Haiti
Conversão de São Paulo
domingo, 24 de janeiro de 2010
3º Domingo do Tempo Comum
sábado, 23 de janeiro de 2010
"O sacerdote e a pastoral no mundo digital"
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Santa Inês

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
São Sebastião

Ao entrar para o serviço no império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do império. Sebastião ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas do mistério da Trindade.
Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.
São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. Mas um apóstata denunciou-o para o império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição ao império. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era este serviço. Denunciou o paganismo e a injustiça.
São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem. Evangelizou, testemunhou, mas, desta vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.
São Sebastião, rogai por nós!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Papa Bento XVI na Sinagoga de Roma
Fonte ACI Digital
Mensagem da Congregação para o Clero no Ano Sacerotal
Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum, editio typica altera , Typis Polyglottis Vaticanis 1990
Cidade do Vaticano, 15 de janeiro de 2010.
Caríssimos irmãos no Sacerdócio
A parte essencial da prece consecratória recorda-nos que o Sacerdócio é essencialmente um dom e, a partir da ótica do “dom sobrenatural”, contém uma dignidade que todos, fiéis leigos e clérigos, são sempre chamados a reconhecer. Trata-se de uma dignidade que não provém dos homens, mas que é puro dom da graça à qual foram chamados e que ninguém pode reivindicar como direito.
A dignidade do presbiterato concedida pelo “Deus Pai Todo-Poderoso” deve transparecer na vida dos sacerdotes: na sua santidade, na humanidade acolhedora e cheia de humildade e caridade pastoral, na luminosidade da fidelidade ao Evangelho e à doutrina da Igreja, na sobriedade e solenidade da celebração dos Divinos Mistérios, no uso da veste eclesiástica! Tudo no sacerdote deve recordar a ele mesmo e ao mundo, que é destinatário de um dom não merecido e que, por sua vez, o faz ser presença eficaz do Absoluto no mundo, para a salvação dos homens.
O Espírito de santidade, implorado para que se renove a sua efusão, é garantia para poder viver “em santidade” a vocação recebida e, contemporaneamente, condição da possibilidade de “cumprir fielmente o ministério”. A fidelidade é o encontro esplêndido entre a liberdade fiel de Deus e a liberdade criada e ferida do homem que, com a força do Espírito, torna-se sacramentalmente capaz de “conduzir todos à íntegra conduta de vida”: uma vida que seja realmente íntegra e que seja integralmente cristã.
O Sacerdote, revestido pelo Espírito do Pai Onipotente, é chamado a “orientar” – com o ensinamento e a celebração dos sacramentos e, sobretudo, com a própria vida – o caminho de santificação do povo a ele confiado, na certeza que este é o único fim para o qual o próprio presbiterato existe: o Paraíso!
O dom do Pai faz dos “filhos-Sacerdotes” homens prediletos; uma portio electa populi Dei, que é chamada a “ser eleita” e a resplandecer também pela santidade de vida e pelo testemunho de fé.
A memória do dom recebido e sempre renovado pelo Espírito e a proteção da Beata Virgem Maria, Serva do Senhor e Tabernáculo do Espírito Santo, ajudem a cada um dos sacerdotes a “cumprir fielmente” a própria missão no mundo, na espera do prêmio eterno reservado aos filhos eleitos, do qual são também herdeiros!
+ Mauro Piacenza
Arcebispo tit. de Victoriana
Secretário
domingo, 17 de janeiro de 2010
Crônica Vaticana
2º Domingo do Tempo Comum

Festa de São Sebastião
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Missa na intenção da Dra Zilda Arns e das vítimas do terremoto
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Descoberta a rede clandestina de ajuda aos judeus de Pio XII
Na Alemanha, recorda o sacerdote Centioni, a sociedade era guiada pelo padre Josef Kentenich, conhecido em todo o mundo como o fundador do Movimento apostólico de Schönstatt. Este sacerdote Palotino sucessivamente foi feito prisioneiro e fechado no campo de concentração de Dachau, até o fim da guerra.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Publicação da Entrevista Coletiva de Dom Airton José dos Santos no Jornal Mogi News

Bras Santos
Da reportagem local
Papa Bento XVI encontra-se com jovem que o agrediu na Missa de Natal
A jovem que estava acompanhada de dois familiares, expressou ao Santo Padre seu constrangimento pelo acontecido no início da celebração na noite de Natal.
Arcebispo de Porto Príncipe é uma das vítimas do terremoto
Entre as vítimas do terremoto que abalou o Haiti, a agência de notícias MISNA informa que foi encontrado sob os escombros e sem vida o corpo do arcebispo de Porto Príncipe, Dom Serge Miot.
Nota da Diocese de Mogi das Cruzes pelo falecimento da Dra. Zilda Arns

Nota da Diocese de Mogi das Cruzes pelo falecimento da Dra. Zilda Arns Neumann
Através desta nota, queremos manifestar nossos sentimentos de pesar pelas consequências do terremoto que atingiu o povo do Haiti que, com coragem, dia a dia, busca sua reconstrução.
Mogi das Cruzes, 13 de janeiro de 2010
Zilda 'está no coração de Deus', diz Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns

O Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo, envia a Imprensa nota de pesar pela morte de sua irmã, Dra. Zilda Arns Neumann:
ACABO DE OUVIR EMOCIONADO A NOTÍCIA DE QUE MINHA CARÍSSIMA IRMÃ ZILDA ARNS NEUMANN SOFREU COM O BOM POVO DO HAITI O EFEITO TRÁGICO DO TERREMOTO.
QUE NOSSO DEUS, EM SUA MISERICÓRDIA, ACOLHA NO CÉU AQUELES QUE NA TERRA LUTARAM PELAS CRIANÇAS E OS DESAMPARADOS.
NÃO É HORA DE PERDER A ESPERANÇA
PAULO EVARISTO CARDEAL ARNS
13.01.2010
São Paulo, 13 de janeiro de 2010
Vicariato da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Trecho do discurso do Papa Bento XVI ao Corpo Diplomático junto a Santa Sé
Papa Bento XVI celebrou a Festa do Batismo Senhor no Vaticano
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Iniciando o Tempo Comum
domingo, 10 de janeiro de 2010
Festa do Batismo do Senhor

A Festa do Batismo de Jesus nos convida a rever e reviver nossa missão de batizados. Pertencemos a Igreja de Cristo! Reavivemos em nós a presença do Espírito Santo, dom de Deus que nos impele como fogo transformador do mundo. A nós, batizados, Jesus deixa a grande tarefa de crescer na caminhada da fé e ajudar os irmãos a unirem-se na mesma missão.
A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:
1ª Leitura Isaías 42, 1-4.6-7: Jesus é o escolhido do Pai, é o servo do Senhor, que trará a salvação a este mundo;
Salmo Responsorial: “Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!”
2ª Leitura Atos dos Apóstolos 10, 34-38: o Batismo no Rio Jordão iniciou a vida pública de Jesus, a Igreja nascente recorda a vida de Cristo para também iniciar sua missão de evangelização;
Evangelho Lucas 3, 15-16.21-22: com a presença do Espírito Santo o Pai apresenta o Filho, “Tu és o meu Filho amado!” Jesus é o enviado do Pai para salvar a humanidade. João batizava com água, mas Jesus nos batiza com o Espírito Santo e com fogo.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Solenidade da Epifania do Senhor no Vaticano


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade da Epifania do Senhor na Basílica de São Pedro, 06/01/2010

Hoje, Solenidade da Epifania, a grande luz que irradia da Gruta de Belém ultrapassa os Magos provenientes do Oriente e inunda toda a humanidade. A primeira leitura trata do Livro do profeta Isaías, e a passagem do Evangelho de Mateus, que acabamos de ouvir, põe a promessa e seu cumprimento uma ao lado da outra, naquela particular tensão que existe quando se lê as passagens do Antigo e do Novo Testamento em sequência.
Aqui, aparece diante de nós a esplêndida visão do profeta Isaías, o qual, após as humilhações sofridas pelo povo de Israel pelas potências deste mundo, vê o momento em que a grande luz de Deus, aparentemente impotente e incapaz de proteger seu povo, cobrirá toda a terra, de modo que os reis das nações se curvarão diante dele, virão de todos os cantos da terra e colocarão aos seus pés os mais valiosos tesouros. E o coração do povo tremerá de alegria.
A respeito dessa visão, o quadro que apresenta o evangelista Mateus é de pobreza e humildade: parece impossível reconhecer o cumprimento das palavras do profeta Isaías. De fato, foram a Belém não os poderosos e os reis da terra, mas os Magos, personagens desconhecidos, talvez vistos com desconfiança; de qualquer modo, não dignos de atenção especial. Os habitantes de Jerusalém são informados do acontecido, mas não consideram necessário se incomodar, e nem mesmo em Belém parece que haja alguém que cuide do nascimento do Menino, chamado de Rei dos Judeus pelos Magos, ou destes homens vindos do Oriente para visitá-lo.
Logo depois, quando o rei Herodes dirá que efetivamente detém o poder, forçando a Sagrada Família a fugir para o Egito e oferecendo uma prova de sua crueldade com o massacre dos inocentes (cf. Mt 2,13-18), o episódio dos Magos parece ser cancelado e esquecido. É, então, compreensível que a alma e o coração dos crentes de todas as épocas sejam atraídos mais pela visão do profeta que pelo sóbrio conto do evangelista, como atestam também as representações desta visita em nossos presépios, onde aparecem camelos, dromedários, reis poderosos deste mundo, que se ajoelham diante do Menino e colocam aos seus pés os dons mais preciosos.
Mas devemos prestar mais atenção ao que os dois textos nos comunicam. Na realidade, o que Isaías viu com seu olhar profético? Em um só momento, ele vê uma realidade destinada a marcar toda a história. Mas também o evento que Mateus nos narra não é um breve episódio insignificante, que se encerra com o retorno precipitado dos Magos para suas terras. Ao contrário, é um começo. Esses personagens do Oriente não são os últimos, mas os primeiros da grande procissão daqueles que, através de todos os períodos da história, reconhecem a mensagem da estrela, sabem caminhar na estrada indicada pela Sagrada Escritura e sabem encontrar, por isso, Aquele que é aparentemente fraco e frágil, mas que, ao contrário, tem o poder de dar a maior e mais profunda alegria ao coração humano. Nele, de fato, se manifesta a realidade estupenda do Deus que nos conhece e está perto de nós, que sua grandeza e poder não se expressam na lógica do mundo, mas na lógica de um menino indefeso, cuja força é apenas aquela do amor que confia em nós.
No decorrer da história, sempre há pessoas que são iluminadas pela luz da estrela, que encontram a estrada e vão a Ele. Todos vivem, cada um à sua maneira, a própria experiência dos Magos.
Eles levaram ouro, incenso e mirra. Certamente não são os presentes que satisfazem as necessidades básicas ou diárias. Naquele momento, a Sagrada Família precisaria certamente de qualquer coisa diferente de incenso e mirra, e nem o ouro podia ser útil imediatamente. Mas estes dons têm um profundo significado: eles são um ato de justiça. De fato, segundo a mentalidade vigente à época no Oriente, representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei: são um ato de submissão. Eles querem expressar que, a partir daquele momento, as doações pertencem ao soberano e reconhecem sua autoridade. A conseqüência que disso deriva é imediata. Os Magos não podem mais continuar pela sua estrada, não podem mais retornar a Herodes, não podem mais ser aliados com aquele soberano poderoso e cruel. São agora conduzidos sempre pela estrada do Menino, aquela que os levará a negligenciar os grandes e poderosos deste mundo e os portará Àquele que espera entre os pobres, a estrada do amor que é a única que pode transformar o mundo.
Não apenas, portanto, os Reis Magos se colocam a caminho, mas daquele seu ato foi iniciado algo novo, é traçada uma nova estrada, é acesa sobre o mundo uma nova luz que não morre. A visão do profeta se realiza: aquela luz não pode mais ser ignorada no mundo: os homens se moverão em direção àquele Menino e serão iluminados pela alegria que somente Ele pode dar. A luz de Belém continua a resplandecer em todo o mundo. Para todos os que o receberam, Santo Agostinho recorda: "Também nós, reconhecendo Cristo como nosso rei e sacerdote que morreu por nós, o devemos honrar como se tivéssemos ofertado ouro, incenso e mirra; falta-nos apenas testemunhá-Lo para tomar uma rota diferente daquela pela qual temos andado"(Sermão 202. In Epiphania Domini, 3,4).
Portanto, se lemos a promessa do profeta Isaías e seu cumprimento no Evangelho de Mateus no contexto mais amplo de toda a história, aparece evidente o que é dito, e que aquilo que tentamos reproduzir no presépio não é um sonho e nem um vão jogo de sentimentos e emoções, privado de vigor e realidade, mas é a verdade que brilha no mundo, também quando Herodes parece sempre ser mais forte e que o Menino pareça ser conduzido entre aqueles que não tem importância, ou mesmo pisoteado. É somente naquele Menino que se manifesta o poder de Deus, que reúne os homens de todos os séculos, para que sob o seu senhorio percorram o caminho do amor, que transfigura o mundo. Entretanto, mesmo que os poucos de Belém tenham se tornado muitos, os crentes em Jesus Cristo parecem ser sempre poucos. Muitos viram a estrela, mas poucos têm entendido a mensagem. Os estudiosos das escrituras do tempo de Jesus conheciam perfeitamente a palavra de Deus. Eram perfeitamente capazes de dizer, sem qualquer dificuldade, o que se poderia encontrar no lugar em que o Messias nasceria, mas, como diz Santo Agostinho: "lhes aconteceu como as pietre miliari [antigas indicações utilizadas nas vias romanas]: ainda que tenham dado indicações aos viajantes em seu caminho, permaneceram inertes e imóveis" (Sermão 199. In Epiphania Domini, 1,2).
Podemos agora nos perguntar: qual é a razão pela qual alguns vem e o encontram e outros não? O que abre os olhos e o coração? O que acontece a quem fica indiferente, àqueles que indicam o caminho, mas não se movem? Podemos responder: uma demasiada confiança em si mesmo, a pretensão de conhecer perfeitamente a realidade, a presunção de já ter formulado um juízo definitivo sobre o que torna fechado e insensível o coração à novidade de Deus. São seguros da ideia que fazem do mundo e não se deixam mais questionar pela aventura íntima de um Deus que deseja conhecê-los. Colocam a sua confiança mais em si mesmo que n'Ele e não acreditam que seja possível que Deus seja tão grande a ponto de se fazer pequeno, de se fazer próximo a nós.
Finalmente, o que falta é a humildade genuína, que sabe se submeter àquilo que é maior, mas também a coragem autêntica, que leva a crer n'Aquele que é verdadeiramente grande, embora ele se manifeste em um Menino indefeso. Carece da capacidade evangélica de ser crianças no coração, de se admirar, de sair de si para iniciar o caminho que indica a estrela, o caminho de Deus. Mas o senhor tem o poder de nos capacitar para ver e para nos salvar. Queremos, agora, pedir-Lhe que nos dê um coração sábio e inocente, que nos permita ver a estrela da sua misericórdia, de caminharmos pela sua estrada, para encontrá-lo e sermos inundado pela grande luz e pela verdadeira alegria que ele trouxe para este mundo. Amém!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
SOS São Luiz do Paraitinga

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Chuvas em São Luiz do Paraitinga
A Diocese de Taubaté, através de seu Bispo Diocesano Dom Carmo João Rhoden, SJC, publicou carta indicando suas paróquias a serem locais de arrecadação de doações às vítimas dos estragos causado pelas chuvas em São Luiz do Paraitinga, bem como, indicando que as coletas nas Missas na Diocese nos dias 09 e 10 de janeiro, fim de semana próximo, serão enviadas para ajudar nas necessidades daquela cidade, ainda para que se organizem momentos de oração em intenção dos sofrimentos daquele povo.
Do mesmo modo o Santuário Nacional de Aparecida também inicia hoje uma campanha de solidariedade às vítimas, o Reitor Pe Darci Nicioli ressaltou “Habitualmente recebemos no Santuário Nacional, doações de devotos da Mãe Aparecida, fruto de promessas e agradecimentos pela intercessão de Maria Santíssima. Esse material, que durante todo o ano repassamos às entidades assistenciais do município, será, nas próximas duas semanas, somado àquele que também doado pelas pessoas da cidade”.
Fonte Site Canção Nova, Diocese de Taubaté e Santuário Nacional de Aparecida
domingo, 3 de janeiro de 2010
Epifania do Senhor

sábado, 2 de janeiro de 2010
Homilia do Papa Bento XVI no primeiro dia de 2010 na Basílica de São Pedro


Venerados Irmãos,
ilustres Senhores e Senhoras,
queridos irmãos e irmãs!
No primeiro dia do novo ano, temos a alegria e a graça de celebrar a Santíssima Mãe de Deus e, ao mesmo tempo, o Dia Mundial da Paz. Em ambos aniversários celebramos Cristo, Filho de Deus, nascido da Virgem Maria e nossa verdadeira paz! A todos vós, que estais aqui reunidos: representantes dos povos do mundo, da Igreja romana e universal e a televisão, repito as palavras da antiga bênção: que o Senhor te descubra o rosto e te conceda a paz (cf. Nm. 6, 26). Precisamente o tema do Rosto e dos rostos gostaria de desenvolver hoje, à luz da Palavra de Deus –Rosto de Deus e rostos dos homens– um tema que nos oferece também uma chave de leitura do problema da paz no mundo.
Escutamos, seja na primeira leitura –extraída do Livro dos Números– seja no Salmo responsorial, algumas expressões que contêm a metáfora do rosto referida a Deus: “O Senhor faça resplandecer sua face sobre ti e te outorgue sua graça” (Nm 6, 25); “Apiede-se Deus de nós e nos abençoe, faça resplandecer sua face sobre nós” (Sal 66/67, 2-3). O rosto é a expressão por excelência da pessoa, é o que faz a reconhecível e pelo qual se demonstram sentimentos, pensamentos, intenções do coração. Deus, por sua natureza, é invisível, no entanto, a Bíblia aplica também a Ele esta imagem. Mostrar o rosto é expressão de sua benevolência, enquanto que escondê-lo indica ira e indignação. O Livro do Êxodo diz que “O Senhor falava a Moisés face a face, como fala um homem a seu amigo” (Ex 33, 11), e sempre a Moisés o Senhor promete sua proximidade com uma forma muito singular: “Meu rosto caminhará contigo e te darei descanso” (Ex 33, 14). Os Salmos nos mostram os crentes como aqueles que buscam o rosto de Deus (cf. Sal 26/27, 8; 104/105, 4) e os que no culto aspiram a vê-lo (cf. Sal 42, 3), e nos dizem que “os homens retos” o “contemplarão” (Sal 10/11, 7).
Toda a história bíblica pode-se ler como progressivo desvelar do rosto de Deus, até chegar a sua plena manifestação em Jesus Cristo. “Ao chegar a plenitude dos tempos –nos recorda também hoje o apóstolo Paulo– Deus enviou seu Filho” (Gal 4, 4). E rapidamente acrescenta: “nascido de mulher, nascido sob a lei”. O rosto de Deus tomou um rosto humano, deixando-se ver e reconhecer no filho da Virgem Maria, que por isso veneramos com o título altíssimo de “Mãe de Deus”. Ela, que guardou em seu coração o segredo da divina maternidade, foi a primeira a ver o rosto de Deus feito homem, no pequeno fruto de seu ventre. A mãe tem uma relação muito especial, única e ainda exclusiva com o filho recém-nascido. O primeiro rosto que a criança vê é o da mãe, e este olhar é decisivo para sua relação com a vida, com si mesmo, com os demais, com Deus; é decisivo também para que ele possa converter-se em um “filho da paz” (Lc 10,6). Entre as muitas tipologias de ícones da Virgem Maria na tradição bizantina, encontra-se a chamada “da ternura”, que representa o menino Jesus com o rosto apoiado no da Mãe. O menino olha a mãe, e esta vela por nós, quase como refletindo aquele que a observa, e prega a ternura de Deus, descida n’Ela do Céu e encarnada naquele Filho de homem que leva nos braços. Neste ícone mariano podemos contemplar algo do próprio Deus: um sinal do amor inefável que o levou a “dar seu filho unigênito” (Jo 3, 16). Mas esse mesmo ícone nos mostra também, em Maria, o rosto da Igreja, que reflete sobre nós e sobre o mundo inteiro a luz de Cristo, a Igreja mediante a qual chega a toda pessoa a boa notícia: “Já não é servo, mas filho” (Gal 4, 7) – como lemos ainda em São Paulo.
Irmãos no Episcopado, no Sacerdócio, Senhores Embaixadores, queridos amigos! Meditar sobre o mistério do rosto de Deus e do homem é uma via privilegiada que conduz à paz. Esta, de fato, começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião. Mas quem, a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a “profundidade” do rosto do homem? Na realidade, só se temos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou um inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano. Nossa percepção do mundo e, em particular, de nossos similares, depende essencialmente da presença em nós do Espírito de Deus. É uma espécie de “ressonância”: quem tem o coração vazio, não percebe mais que imagens planas, privadas de esplendor. Em contrapartida, quanto mais estivermos habitados por Deus, seremos também mais sensíveis a sua presença no que nos cerca: em todas as criaturas, e especialmente nas outras pessoas, ainda que às vezes o rosto humano, marcado pela dureza da vida e do mal, possa resultar difícil de apreciar e de acolher como epifania de Deus. Com maior razão, portanto, para nos reconhecermos e respeitarmos como realmente somos, quer dizer, irmãos, precisamos nos referir a um Pai comum, que nos ama a todos, apesar de nossos limites e nossos erros.
Minha mensagem para o XLIII Dia Mundial da Paz de hoje: “Se queres cultivar a paz, guarda o criado”, inscreve-se na perspectiva do rosto de Deus e dos rostos humanos. Podemos, de fato, afirmar que a pessoa é capaz de respeitar as criaturas na medida em que leva em seu próprio espírito um sentido pleno da vida, de outro modo será levada a depreciar a si mesmo e ao que a cerca, a não ter respeito pelo entorno em que vive, pelo criado. Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas, maior sensibilidade por seu valor simbólico. Especialmente o Livro dos Salmos é rico em exemplos deste modo propriamente humano de se relacionar com a natureza: com o céu, o mar, as montanhas, as colinas, os rios, os animais... “Quantas são tuas obras, Senhor! – exclama o Salmista –. Todas as fizeste com sabedoria! Está cheia a terra de tuas criaturas” (Sal 104/103,24).
Em particular, a perspectiva do “rosto” convida a reafirmar-se no que, também nesta Mensagem, chamei de “ecologia humana”. Existe de fato um nexo muito estreito entre o respeito à pessoa e a salvaguarda do criado. “Os deveres com o meio ambiente derivam daqueles com a pessoa considerada em si mesma e em relação com os demais (ibid., 12). Se a pessoa se degrada, degrada-se o entorno em que vive; se a cultura tende a um niilismo, se não teórico, prático, a natureza não poderá não pagar as consequências disso. Pode-se, com efeito, constatar um recíproco influxo entre o rosto da pessoa e o “rosto” do meio ambiente: “quando a ecologia humana é respeitada na sociedade, também a ecologia ambiental tira benefício” (ibid.; cf Enc. Caritas in veritate, 51). Renovo, portanto, meu apelo a investir em educação, pondo-se como objetivo, além da necessária transmissão de noções técnico-científicas, uma mais ampla e profunda “responsabilidade ecológica”, baseada no respeito à pessoa e a seus direitos e deveres fundamentais. Só assim o compromisso pelo meio ambiente pode-se converter verdadeiramente em educação para a paz e construção da paz.
Queridos irmãos e irmãs, no Tempo de Natal repete-se um Salmo que contém, entre outras coisas, também um exemplo estupendo de como a vinda de Deus transfigura o criado e provoca uma espécie de festa cósmica. Este hino começa com um convite universal ao louvor: “Cantai ao Senhor um cântico novo, / cantai ao Senhor, a terra inteira. / Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome (Sal 95/96, 1). Mas em um certo ponto, este chamado à exultação estende-se a todo o criado: “Alegrem-se os céus, regozije-se a terra, / alegre-se o mar e o quanto nele se contém. / Salte de júbilo o campo e quanto há nele, / e exultem todas as árvores da selva” (ibidem 11-12). A festa da fé converte-se em festa da pessoa e do criado: essa festa que no Natal expressa-se também mediante a decoração nas árvores, nas ruas, nas casas. Tudo refloresce porque Deus apareceu no meio de nós. A Virgem Mãe mostra o Menino Jesus aos pastores de Belém, que se alegram e louvam ao Senhor (cf Lc 2,20); a Igreja renova o mistério para as pessoas de todas as gerações, mostra-lhes o rosto de Deus, para que, com sua bênção, possam caminhar pela senda da paz.







