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domingo, 31 de janeiro de 2010

Carta sobre o Dia de Concentração dos Presbíteros em Aparecida

Publicamos a carta do padre Francisco dos Santos, presidente da Comissão Nacional de Presbíteros, em que convida todos os sacerdotes do Brasil para o Dia de Concentração dos Presbíteros, a ser realizado no Santuário Nacional, no próximo dia 6 de fevereiro (sábado) em Aparecida, (SP).


Brasília, 11 de janeiro de 2010.

Irmão Presbítero,

Estamos nos preparando para a realização do 13º ENP, nos dias 03 a 09 de fevereiro de 2010, em Itaici, Idaiatuba/SP.

O tema: “ENPs: 25 anos celebrando e fortalecendo a comunhão presbiteral”. Lema: “Eu me consagro por eles” (Jo 17,19a).

Nossa CNP optou por celebrar a Eucaristia no Santuário de Aparecida, no dia 06 de fevereiro, sábado, às 08h30m, saindo os delegados do 13º ENP de Itaici, numa grande peregrinação à Aparecida. Será o momento forte, celebrativo, de visibilidade dos 25 anos de ENPs e de Ação de Graças pelo Ano Sacerdotal.

O Presidente da Celebração Eucarística será o Exmo. Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana/MG e Presidente da CNBB.

Convidamos, portanto, todos os Presbíteros do Brasil para este grande momento de Ação de Graças e de modo especial vocês que estão mais próximos de Aparecida. Convido-o para que façamos juntos neste dia 06.02.10, o Dia de Concentração dos Presbíteros, na Casa da Mãe dos Sacerdotes, Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.

Será o momento propício de expressão do desejo de unidade, sinal do corpo presbiteral do Brasil, no louvor e ação de graças pelo Ano Sacerdotal e os 25 anos de Encontros Nacionais de Presbíteros.

Contamos com o apoio e incentivo dos Representantes dos Presbíteros das Dioceses, nos CRPs e CNP. Vamos juntos nesta grande peregrinação à Mãe Aparecida.

Rogamos a intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, junto a seu Filho Jesus, para que o Ano Sacerdotal produza abundantes frutos de amor e misericórdia sobre nossos Presbíteros e que os ENPs continuem no esforço e no exercício de sempre criar espaços para partilha e vivência fraterna dos Presbíteros do Brasil.

Na Esperança do Senhor,


Pe. Francisco dos Santos
Presidente da Comissão Nacional de Presbíteros


Pe. Reginaldo de Lima
Assessor da Comissão Episcopal Pastoral
para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

4º Domingo do Tempo Comum

Celebramos o 4º Domingo do Tempo Comum, para o profeta, com certeza, há momentos prazerosos, mas também sofre conflitos e rejeições. Enquanto Jesus fazia milagres, era sempre bem-vindo, mas, quando questionava a presença da injustiça provocadora da miséria, era 'expulso da cidade'.

Poderíamos apresentar uma lista enorme de profetas - de ontem e de hoje - que, assim como Jesus, foram rejeitados, perseguidos e mortos pela sociedade. O profeta é chamado para anunciar a salvação e denunciar as injustiças, escolhido por Deus, guia a comunidade no caminho da paz e da justiça.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Jeremias 1, 4-5.17-19: desde o ventre materno o profeta é escolhido por Deus;

Salmo Responsorial 70 (71): "Minha boca anunciará, todos os dias, vossas graças incontáveis, ó Senhor!"

2ª Leitura 1 Coríntios 12, 31-13,13: A caridade é dom de Deus e jamais passará;

Evangelho Lucas 4, 21-30: continuando o Evangelho de domingo passado, Jesus afirma que n'Ele se cumpre a Escritura, e seus conterrâneos o rejeitam.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Festa da Conversão de São Paulo em Roma



Na Basílica de São Paulo fora dos Muros, Bento XVI presidiu a celebração das Segundas Vésperas da Solenidade da Conversão de São Paulo Apóstolo, na conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Recordando o tema de reflexão deste ano, “Disso vós sois testemunhas”, o Santo Padre na sua homilia reafirmou que a comunhão e a unidade dos discípulos de Cristo são condições de particular importância para a credibilidade e a eficácia do testemunho. E acrescentou:


“Em um mundo marcado pela indiferença religiosa, e até mesmo por uma crescente aversão em relação à fé cristã, é preciso uma nova e intensa atividade de evangelização, não somente entre os povos que ainda não conheceram o Evangelho, mas também naqueles onde o Cristianismo se difundiu e faz parte da sua história. Não faltam, infelizmente, questões que nos separam uns dos outros e que esperamos possam ser superadas através da oração e do diálogo, mas existe um conteúdo central da mensagem de Cristo que podemos anunciar juntos: a paternidade de Deus, a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte com a sua cruz e ressurreição, a confiança na ação transformadora do Espírito.”


Fonte H2O News

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ordenação Diaconato Permanente





No último sábado, dia 23 de janeiro de 2010, na Catedral de Santana, em Mogi das Cruzes, o  Exmo. Sr. Bispo Diocesano Dom Airton José dos Santos presidiu a solene Santa Missa na qual o Sr Antonio Paulino de Miranda Melo foi ordenado Diácono Permanente, também outros cinco irmãos nossos foram instituídos no Ministério do Acolitato.

A Santa Missa contou com a presença do Exmo. Sr. Dom Paulo Mascarenhas Roxo,Opraem, Bispo Emérito de Mogi das Cruzes, Pe João Batista Ramos Motta, Vigário Geral Diocesano, Pe Claudionir Braga do Carmo, Pároco da Catedral, Pe Rosalvo Cordeiro de Lima, Pároco da Paróquia São José em Salesópolis, Pe Leandro Machado Silvestre, Reitor do Seminário Diocesano, e outros padres diocesanos, religiosos e diáconos.

O Diácono Antonio Paulino nasceu em Salesópolis, foi batizado na Igreja Matriz São José, onde recebeu a Crisma, realizou sua 1ª Eucaristia e atuou como coroinha, na mesma igreja casou-se com a Sra. Natália Prado Melo com quem teve seis filhos. Atuou na Paróquia São José, em Salesópolis, como catequista, ministro extraordinário da sagrada comunhão, organista do Coro Paroquial, agente das pastorais do Batismo e da Família. Recebeu os ministérios de Leitor e Acólito do Bispo Dom Paulo Mascarenhas Roxo,Opraem, também na Igreja Matriz de São José.

Dom Airton, em sua homilia, ressaltou a importância do Diácono para a Igreja, bem como suas funções na comunidade eclesial na administração de alguns sacramentos, o serviço da caridade e da proclamação solene da Palavra de Deus, disse ainda que o Diácono é ordenado a serviço da Igreja em suas necessidades. Ao final da Santa Missa Dom Airton fez memória a pessoa do Diácono Carlos Magno Conatti, falecido recentemente.

"O diaconato tem suas raízes na organização eclesial da caridade, na Igreja primitiva. Em Roma, no séc. III, período de grandes perseguições aos cristãos, aparece a figura extraordinária de são Lourenço, arquidiácono do Papa são Sixto II, que lhe confiou a administração dos bens da comunidade. Os Diáconos, com efeito, identificam-se especialmente com a caridade. Os pobres constituem um de seus ambientes cotidianos e objeto de sua incansável solicitude. Não se comprenderia um Diácono que não se envolvesse pessoalmente na caridade e na solidariedade para com os pobres, que hoje de novo se multiplicam." (Cardeal Dom Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero, Carta aos Diáconos permanentes, 10/08/2009).

Parabenizamos o Diácono Antonio Paulino, sua esposa, filhos, netos e bisnetos, por ocasião de sua Ordenação, desejando-lhe um frutuoso ministério diaconal.

Fotos gentileza Foto Faria
Fotógrafo Benedito de Melo Faria

Sofrimento no Haiti



Após o terremoto que sacudiu o Haiti, Bento XVI pediu para rezar pelos milhares de pessoas que morreram, pelos feridos e dispersos e assegurou também que a Igreja está enviando sua ajuda através das Instituições de caridade. Concretamente Ajuda à Igreja que Sofre colocou-se em marcha com seu plano de emergência para dar a melhor ajuda possível às pessoas atingidas.


Segundo explica Xavier Legorreta, responsável pelas ajudas para a América Latina desta organização “a ajuda humanitária chegará está chegando. Serão salvas vidas, serão curados enfermos, serão sepultados os mortos. Porém não devemos esquecer que o Haiti é considerado 99% católico. Estes fiéis necessitarão de seu Arcebispo como pastor, assim como de seus pastores que acompanhem as comunidades. Lamentavelmente há muitos sacerdotes e religiosas que perderam a vida, por tanto, a Igreja tem que estar presente nesta catástrofe”.

A Igreja, explica a Forum Libertas, sofreu grandes perdas “a Arquidiocese de Porto Príncipe tem 80 paróquias com um aproximado número de 4 capelas cada uma. Estamos falando de 320 capelas! Se este terremoto destruiu tudo, deve-se levam em contas que também se destruiu a maior parte delas”. “Noss Obra - conclui - deverá afrontar a ajuda aos sacerdotes que acompanham e consolam esses fiéis que perderam seus familiares. Isso poderá ser feito nas capelas.

Falamos da reconstrução de cerca 150 templos para a qual solicitaremos a ajuda de benfeitores de Ajuda Igreja que Sofre e a atenção das necessidades de centenas de sacerdotes e religiosas”. No terremoto ficaram destruídas Rádio Soleil e Tele Soleil, cujas imagens estamos vendo. Esses meios católicos tinham completado 32 anos e tinham sido reestruturados em 2009. Todos seus colaboradores morreram. Somente se solvou um leigo peruano, Joseph Luis Carazas Neyra , que passo 15 horas debaixo dos escombros.

O arcebispo de Porto Príncipe também esta entre os mortos, Serge Miot.

Fonte H2O News

Conversão de São Paulo



Neste dia 25 de janeiro a Igreja celebra a Festa da Conversão de São Paulo. O apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos, que ele foi crescendo e buscando a palavra de Deus.


Combatente dos vícios, foi um homem fiel a Deus. Paulo de Tarso foi estudar na escola de Gamaliel, em Jerusalém, para aprofundar-se no conhecimento da lei e buscava colocá-la em prática. Nessa época, conheceu o Cristianismo, que era tido como um seita. Tornou-se, então, um grande inimigo dele; tanto que a Palavra de Deus testemunha que, na morte de Santo Estevão, primeiro mártir da Igreja, ele fez questão de segurar as capas daqueles que apedrejam Estevão, como uma atitude de aprovação. Autorizado, buscava identificar cristãos, prendê-los, enfim, acabar com o Cristianismo. O interessante é que ele pensava estar agradando Deus. Ele fazia seu trabalho por zelo, mas de maneira violenta, sem discernimento. Era um fariseu que buscava a verdade, mas fechado à Verdade Encarnada. Mas Nosso Senhor veio para salvar todos.

Encontramos, no capítulo 9 dos Atos dos Apóstolos, o testemunho: “Enquanto isso, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Apresentou-se ao príncipe dos sacerdotes e pediu-lhes cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos, a Jerusalém, todos os homens e mulheres que seguissem essa doutrina. Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?'. Saulo então diz: 'Quem és, Senhor?'. Respondeu Ele: 'Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro te é recalcitrar contra o aguilhão'. Trêmulo e atônito, disse Saulo: 'Senhor, que queres que eu faça?' respondeu-lhe o Senhor: 'Levanta-te, entra na cidade, aí te será dito o que deves fazer'. O interessante é que o batismo de Saulo é apresentado por Ananias, um cristão comum, mas dócil ao Espírito Santo.

Hoje estamos comemorando o testemunho de conversão de São Paulo. Sua primeira pregação foi feita em Damasco. Muitos não acreditaram, mas ele perseverou.

São Paulo, rogai por nós!

domingo, 24 de janeiro de 2010

3º Domingo do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra o 3º Domingo do Tempo Comum. A Palavra de Deus é viva e eficaz, em Jesus se cumpre toda a Escritura.

No culto da sinagoga de Cafarnaum, Jesus apresenta o programa de sua missão. Depois de proclamar o texto do profeta Isaías faz um comentário breve e decisivo: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que vocês  acabaram de ouvir." (Lc 4, 21)

O programa de ação de Jesus consiste em anunciar a boa notícia aos pobres, proclamando a libertação aos que estão presos, visão aos que estão cegos, liberdade aos que estão oprimidos. Ao assumir essa missão profética, Jesus declara o ano jubilar da graça de Deus, um ano para que as dívidas e pecados sejam perdoados e as injustiças reparadas.

A Liturgia da Missa nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Neemias 8, 2-4a.5-6.8-10: O sacerdote Esdras proclama a Palavra de Deus e o povo aompanha com devoção e emoção;

Salmo Responsorial 18B (19): "Vossas palavras, Senhor, são espírito e vida!"

2ª Leitura 1Cor 12, 12-30: São Paulo exorta a comunidade sobre a unidade do corpo místico de Cristo, que é a Igreja, e a variedade de dons e ministérios em seu meio;

Evangelho Lucas 1, 1-4;4, 14-21: Jesus é o enviado do Pai e n'Ele se cumpre toda a Escritura.

sábado, 23 de janeiro de 2010

"O sacerdote e a pastoral no mundo digital"

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 44º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS



«O sacerdote e a pastoral no mundo digital:
os novos meios a serviço da Palavra»

[Domingo,16 de Maio de 2010]

Queridos irmãos e irmãs!

O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais – «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» – insere-se perfeitamente no trajeto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contato com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.

A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).

Hoje, para dar respostas adequadas a estas questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil, tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas. De fato, pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9,16). Por conseguinte, com a sua difusão, não só aumenta a responsabilidade do anúncio, mas esta torna-se também mais premente reclamando um compromisso mais motivado e eficaz. A este respeito, o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma «história nova», porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra.

Contudo, a divulgação dos «multimédia» e o diversificado «espectro de funções» da própria comunicação podem comportar o risco de uma utilização determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado. Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.

Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede».

Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e atual. De fato, a pastoral no mundo digital há-de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que «Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros» [Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].

Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e actual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro? A tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contato humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral. A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).

Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma «diaconia da cultura» no atual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efetivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?

O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo. Mas aquelas apresentam-se igualmente como uma grande oportunidade para os crentes. De fato nenhum caminho pode, nem deve, ser vedado a quem, em nome de Cristo ressuscitado, se empenha em tornar-se cada vez mais solidário com o homem. Por conseguinte e antes de mais nada, os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta; a ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar. Mas, é preciso não esquecer que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos sobretudo da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.

A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios atuais de comunicação.

Com estes votos, invoco sobre vós a proteção da Mãe de Deus e do Santo Cura d’Ars e, com afeto, concedo a cada um a Bênção Apostólica.


Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – de 2010.

BENEDICTUS PP. XVI

Fonte: Site Santa Sé

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Papa Bento XVI cumpre tradição no dia de Santa Inês

Ordenação Diaconal

Santa Inês


Neste dia 21 de janeiro a Igreja celebra a memória de Santa Inês, Virgem e mártir. Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é santo. Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.

Santa Inês tiva cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia 'não'. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.

Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.

Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.

Santa Inês , rogai por nós!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

São Sebastião


Neste dia 20 de janeiro a Igreja celebra a memória de São Sebastião, Mártir. Nasceu em Narbonne; os pais oriundos de Milão, na Itália, no século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à de seus irmãos!

Ao entrar para o serviço no império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do império. Sebastião ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas do mistério da Trindade.

Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. Mas um apóstata denunciou-o para o império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição ao império. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o império era este serviço. Denunciou o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem. Evangelizou, testemunhou, mas, desta vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

São Sebastião, rogai por nós!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Papa Bento XVI na Sinagoga de Roma


No domingo 17 de janeiro pela tarde o Papa Bento XVI visitou a comunidade judaica de Roma na sinagoga da cidade e no discurso ressaltou a importância de que ambas comunidades trabalhem unidas para testemunhar a centralidade de Deus na vida do homem, a sacralidade da vida humana e a importância da família.


O Santo Padre foi recebido por Riccardo Pacifici, Presidente da comunidade Judaica de Roma e por Renzo Gattegna, Presidente das comunidades judaicas italianas. Na porta da sinagoga, foi recebido por Riccardo Di Segni, Rabino de Roma, com quem ingressou no templo. Ao iniciar o discurso, o Papa recordou a primeira visita do Venerável João Paulo II e afirmou que a visita atual se “inseria no caminho traçado para confirmar-lo e reforçar-lo. Com sentimentos de viva cordialidade me encontro no meio de vós para manifestar a estima e o afeto que o Bispo e a Igreja de Roma, como a totalidade da Igreja Católica, nutren por esta comunidade e as comunidades judaicas em todo o mundo”.


Logo, o Santo Padre fez um recorrido histórico da relação entre católicos e judeus, partindo do Concilio Vaticano II até suas recentes viagens à Terra Santa e os muitos encontros que realizou com comunidades e organizações judaicas. Especialmente enfatizou a oração diante do Muro do Templo de Jerusalém de João Paulo II em março de 2000.

Fonte ACI Digital

Mensagem da Congregação para o Clero no Ano Sacerotal

“Deus Pai Todo-Poderoso, concede a estes vossos filhos a dignidade do presbiterato. Renova a efusão do vosso Espírito de santidade. Cumpram fielmente, ó Senhor, o ministério no segundo grau sacerdotal que de vós receberam e com o seu exemplo conduzam todos à íntegra conduta de vida”
Pontificale Romanum. De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum, editio typica altera , Typis Polyglottis Vaticanis 1990



Cidade do Vaticano, 15 de janeiro de 2010.

Caríssimos irmãos no Sacerdócio


A parte essencial da prece consecratória recorda-nos que o Sacerdócio é essencialmente um dom e, a partir da ótica do “dom sobrenatural”, contém uma dignidade que todos, fiéis leigos e clérigos, são sempre chamados a reconhecer. Trata-se de uma dignidade que não provém dos homens, mas que é puro dom da graça à qual foram chamados e que ninguém pode reivindicar como direito.


A dignidade do presbiterato concedida pelo “Deus Pai Todo-Poderoso” deve transparecer na vida dos sacerdotes: na sua santidade, na humanidade acolhedora e cheia de humildade e caridade pastoral, na luminosidade da fidelidade ao Evangelho e à doutrina da Igreja, na sobriedade e solenidade da celebração dos Divinos Mistérios, no uso da veste eclesiástica! Tudo no sacerdote deve recordar a ele mesmo e ao mundo, que é destinatário de um dom não merecido e que, por sua vez, o faz ser presença eficaz do Absoluto no mundo, para a salvação dos homens.


O Espírito de santidade, implorado para que se renove a sua efusão, é garantia para poder viver “em santidade” a vocação recebida e, contemporaneamente, condição da possibilidade de “cumprir fielmente o ministério”. A fidelidade é o encontro esplêndido entre a liberdade fiel de Deus e a liberdade criada e ferida do homem que, com a força do Espírito, torna-se sacramentalmente capaz de “conduzir todos à íntegra conduta de vida”: uma vida que seja realmente íntegra e que seja integralmente cristã.


O Sacerdote, revestido pelo Espírito do Pai Onipotente, é chamado a “orientar” – com o ensinamento e a celebração dos sacramentos e, sobretudo, com a própria vida – o caminho de santificação do povo a ele confiado, na certeza que este é o único fim para o qual o próprio presbiterato existe: o Paraíso!


O dom do Pai faz dos “filhos-Sacerdotes” homens prediletos; uma portio electa populi Dei, que é chamada a “ser eleita” e a resplandecer também pela santidade de vida e pelo testemunho de fé.


A memória do dom recebido e sempre renovado pelo Espírito e a proteção da Beata Virgem Maria, Serva do Senhor e Tabernáculo do Espírito Santo, ajudem a cada um dos sacerdotes a “cumprir fielmente” a própria missão no mundo, na espera do prêmio eterno reservado aos filhos eleitos, do qual são também herdeiros!


+ Mauro Piacenza
Arcebispo tit. de Victoriana
Secretário

domingo, 17 de janeiro de 2010

Crônica Vaticana

Vídeo Crônica Vaticana, da Rede H2O News, do Vaticano, sobre a segurança do Papa, com imagens do Centro Televisivo Vaticano.

2º Domingo do Tempo Comum


A Igreja celebra o 2º Domingo do Tempo Comum. Foi nas Bodas de Caná que Jesus realizou seu primeiro milagre. Logo após o Batismo no rio Jordão Jesus inicia su vida pública, numa festa de casamento, com a intercessão de Maria, Ele trnasforma a água em vinho.

Com esse sinal, Jesus inaugura a nova aliança de Deus com a humanidade, necessitada do bom vinho, simbolo de alegria e de festa. Com Jesus chega o Reino de Deus regado a bom vinho, tempo novo na vida do povo.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Isaías 62, 1-5: a comunidade cristã, noiva de Jesus, nunca ficará abandonada nem ficará deserta;

Salmo Responsorial: "Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos"

2ª Leitura 1Coríntios 12, 4-11: na Igreja existe uma diversidade de dons e carismas, todos guiados pelo único Espírito Santo;

Evangelho João 2, 1-11: "Fazei tudo o que Ele vos disser", eis o mandamento de Maria que intercede por nós e por toda a Igreja para que não falte o vinho da alegria.

Festa de São Sebastião

A comunidade de São Sebastião, no Bairro do Fartura celebra a festa de seu padroeiro, veja a programação:

Dia 15 de Janeiro - Sexta-feira - 19h: Santa Missa - Pe Rosalvo

Dia 16 de Janeiro - Sábado - 19h: Celebração da Palavra

Dia 17 de Janeiro - Domingo - 11h30: Santa Missa - Pe Edinei

Dia 18 de Janeiro - Segunda-feira - 19h: Santa Missa - Pe Romolo

Dia 19 de Janeiro - Terça-feira - 19h: Celebração da Palavra

Dia 20 de Janeiro - Quarta-feira - 18h30: Procissão e Santa Missa - Pe Rosalvo

A Capela de São Sebastião está localizada na Rua São Sebastião, 788, no Bairro do Fartura, em Salesópolis. Participe, traga sua família.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Missa na intenção da Dra Zilda Arns e das vítimas do terremoto

Do site da Diocese de Mogi das Cruzes

Dom Airton convida todas as pessoas que atuam na Pastoral da Criança em nossa Diocese, para a Missa na intenção da Dra. Zilda Arns Neumann e das vitimas do terremoto, que acontecerá dia 16 de janeiro, sábado próximo, na Catedral Diocesana, às 19 horas e 30 minutos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Descoberta a rede clandestina de ajuda aos judeus de Pio XII


Vídeo da Rede H2O News, do Vaticano, sobre ajuda do Papa Pio XII aos judeus durante a II Guerra Mundial

Pio XII criou uma rede clandestina para salvar a vida dos judeus perseguidos pelos nazistas. Um dos membros desta rede ainda é vivo: trata-se do sacerdote italiano Giancarlo Centioni, que nasceu em 1912. De 1940 a 1945 foi Capelão militar em Roma da Milícia Voluntária para a Segurança Nacional e viveu em uma casa de sacerdotes alemães que o envolveram na rede de salvação.

Na Alemanha, recorda o sacerdote Centioni, a sociedade era guiada pelo padre Josef Kentenich, conhecido em todo o mundo como o fundador do Movimento apostólico de Schönstatt. Este sacerdote Palotino sucessivamente foi feito prisioneiro e fechado no campo de concentração de Dachau, até o fim da guerra.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Publicação da Entrevista Coletiva de Dom Airton José dos Santos no Jornal Mogi News



Jornal Mogi News - Edição 4969 publicada em 14/01/2010


Projetos da Pastoral terão continuidade


Dedicação: Dom Airton lembrou de toda a decicação da médica


Bras Santos
Da reportagem local


O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Airton José dos Santos, destacou ontem a importância da médica e fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa, Zilda Arns, na promoção da dignidade humana por meio dos trabalhos em favor da saúde e educação das crianças e cuidados com as pessoas da terceira idade. A brasileira de 75 anos, que visitou Mogi pela última vez em 2007, morreu vítima do terremoto que devastou na tarde de terça-feira a cidade de Porto Príncipe, capital do Haiti.


Pelo menos mais 11 brasileiros morreram em consequên-cia do tremor de terra que atingiu 7 gruas na escala Richter. No início da noite de ontem, o bispo, que representa a igreja católica em todas as cidades do Alto Tietê, reverenciou os esforços de Zilda no comando da pastoral, um órgão de Ação Social da ligada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


Dom Airton ressaltou que, na área de abrangência da Diocese de Mogi, entre 300 e 400 pessoas integram a Pastoral da Criança: "Cada uma dessas pessoas colabora com 20 ou 30 famílias num processo continuo de acompanhamento da saúde das crianças pequenas e de pessoas carentes. Ela desenvolveu um trabalho fundamental que precisa e será continuado por outras lideranças", argumentou o bispo que, no primeiro semestre de 2009, teve o seu último contato pessoal com a brasileira que, por três vezes, foi indicada a o Prêmio Nobel da Paz.


Na avaliação do religioso, Zilda Arns mereceu todo o reconhecimento que teve no Brasil e no exterior: "As ações propostas e desenvolvidas por ela foram eficazes. Ela estava no Haiti exatamente para falar desse trabalho."


Herança

O representante católico na região disse, ainda, que a vítima brasileira do terremoto deixou plantada em Mogi e em todo Brasil a semente da Pastoral da Pessoa Idosa: "Um dos méritos desse projeto voltado para as pessoas da terceira idade é a possibilidade da sua aplicação sem a necessidade de uma grande estrutura. Acredito que no decorrer de 2010, nas cidades do Alto Tietê, teremos núcleos atuantes da pastoral do idoso que começou a ser desenvolvida a partir de um diagnóstico dos problemas enfrentados pelas pessoas com mais de 60 anos", completou o bispo.


Dom Airton lembrou outra qualidade de Zilda: "Ela conseguiu treinar lideranças para trabalhar com jovens e idosos carentes. Lidar com pessoas pobres, ao contrário do que muita gente pensa, exige muito preparo e disciplina." O corpo de Zilda Arns está em uma unidade do Exército brasileiro e deve ser transportado para o Brasil hoje. Ela morreu soterrada entre escombros de uma igreja no terremoto em Porto Príncipe. O corpo será enterrado no Paraná


Papa Bento XVI encontra-se com jovem que o agrediu na Missa de Natal

Após a audiência geral desta quarta-feira, o Papa Bento XVI teve um breve encontro com Susanna Maiolo, a jovem que o agrediu no início da Missa de Natal no Vaticano.

Durante o encontro, numa sala do auditório Paulo VI, o Papa manifestou seu perdão e seu interesse pela saúde de Maiolo.

A jovem que estava acompanhada de dois familiares, expressou ao Santo Padre seu constrangimento pelo acontecido no início da celebração na noite de Natal.

O porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, informou que as medidas do Poder Judiciário do Estado da Cidade do Vaticano, quanto ao caso, seguirão normalmente até o final.

Fonte Canção Nova

Arcebispo de Porto Príncipe é uma das vítimas do terremoto

CNBB

Entre as vítimas do terremoto que abalou o Haiti, a agência de notícias MISNA informa que foi encontrado sob os escombros e sem vida o corpo do arcebispo de Porto Príncipe, Dom Serge Miot.

No momento, não há ainda notícias sobre o vigário geral da capital haitiana, monsenhor Benoît Seguiranno, desaparecido após os abalos sísmicos.

“Porto Príncipe está completamente devastada. A catedral, o arcebispado, todas as grandes igrejas e todos os seminários se reduziram a um acúmulo de escombros”, informou o núncio apostólico para o Haiti, Dom Bernadito Auza.

A Cáritas internacional está mobilizando um apelo mundial em favor do grande terremoto que atingiu ontem o Haiti nas proximidades da capital Porto Príncipe. Os tremores atingiram milhões de pessoas no país mais pobre da América Latina e já vítima de outros recentes desastres naturais, como os dois furacões em setembro de 2008.

A Cáritas e seus membros estão se preparando para responder as emergências no Haiti através das diversas organizações eclesiais e comunidades parceiras na localidade. A organização já tem ampla experiência na provisão de água potável, abrigo, comida e assistência sanitária através de suas 200 clínicas na região.

O apelo da agência internacional caritativa inclui um pedido de oração por seus colaboradores e a população no Haiti. Está sendo organizado um vôo que deve levar ao país o Diretor de Ajuda humanitária da organização, Alistair Dutton, e a Chefe de Comunicações, Michele Hough, além de especialistas em logística, água, serviços sanitários e abrigo.

Outras agências internacionais da Igreja, como Ajuda à Igreja que Sofre, Secours Catholique, Catholic Relief Services também estão mobilizando seu pessoal além de destinar fundos emergenciais para auxiliar a população local.

Fonte Canção Nova

Nota da Diocese de Mogi das Cruzes pelo falecimento da Dra. Zilda Arns



Dom Airton José dos Santos
Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes

Nota da Diocese de Mogi das Cruzes pelo falecimento da Dra. Zilda Arns Neumann


Através desta nota, queremos manifestar nossos sentimentos de pesar pelas consequências do terremoto que atingiu o povo do Haiti que, com coragem, dia a dia, busca sua reconstrução.

Nossos sentimentos de consternação se ampliaram ao saber que também brasileiros acabaram sendo vitimas do terremoto e entre eles, a nossa estimada Dra. Zilda Arns Neumann. Mulher que sempre honrou seu País e sua fé com seu trabalho em prol dos mais carentes, das crianças pobres e suas famílias; mulher que soube colocar-se incondicionalmente a serviço da vida em todas as suas circunstâncias e não mediu esforços para buscar e encontrar meios eficazes para viver o amor a Deus e aos irmãos.

Hoje, 13 de janeiro, em nossa Catedral Diocesana, às 19 horas e 30 minutos, presidirei a santa Missa na intenção da Dra. Zilda e de todas as vitimas do terremoto.

Quero convidar todas as pessoas que atuam na Pastoral da Criança em nossa Diocese, para a Missa na intenção da Dra. Zilda Arns Neumann e das vitimas do terremoto, que acontecerá dia 16 de janeiro, sábado próximo, também na Catedral Diocesana, às 19 horas e 30 minutos.

Agradeçamos a Deus pela vida da Dra. Zilda! Que o seu testemunho nos inspire e não nos deixe esmorecidos. Que todos saibamos dar continuidade ao seu legado, nos vários grupos da Pastoral da Criança espalhados em toda nossa Diocese.


Mogi das Cruzes, 13 de janeiro de 2010

Dom Airton José dos Santos
Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes

Zilda 'está no coração de Deus', diz Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns


Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira.

Irmã de Dom Paulo Evaristo Cardeal Arns, foi também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Faleceu vítima de um terremoto no Haiti.



NOTA DO CARDEAL DOM PAULO EVARISTO ARNS

O Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo, envia a Imprensa nota de pesar pela morte de sua irmã, Dra. Zilda Arns Neumann:

ACABO DE OUVIR EMOCIONADO A NOTÍCIA DE QUE MINHA CARÍSSIMA IRMÃ ZILDA ARNS NEUMANN SOFREU COM O BOM POVO DO HAITI O EFEITO TRÁGICO DO TERREMOTO.

QUE NOSSO DEUS, EM SUA MISERICÓRDIA, ACOLHA NO CÉU AQUELES QUE NA TERRA LUTARAM PELAS CRIANÇAS E OS DESAMPARADOS.

NÃO É HORA DE PERDER A ESPERANÇA

PAULO EVARISTO CARDEAL ARNS

13.01.2010


São Paulo, 13 de janeiro de 2010

Vicariato da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Trecho do discurso do Papa Bento XVI ao Corpo Diplomático junto a Santa Sé



“Laicidade não é rejeição do papel social da religião”

Contudo as raízes da situação, que está à vista de todos, são de ordem moral e a questão deve ser enfrentada no quadro de um grande esforço de educação, para promover uma real mudança das mentalidades e estabelecer novos modos de vida. A comunidade dos crentes pode e quer participar nisso, mas, para o fazer, precisa que o seu papel público seja reconhecido. Infelizmente em certos países, sobretudo ocidentais, difundiu-se nos meios políticos e culturais, bem como nos mass media, um sentimento de pouca consideração e por vezes de hostilidade, para não dizer menosprezo, para com a religião, particularmente a religião cristã. É claro que, se se considera o relativismo como um elemento constitutivo essencial da democracia, corre-se o risco de conceber a laicidade apenas em termos de exclusão ou, mais exactamente, de recusa da importância social do facto religioso. Mas uma tal perspectiva gera confronto e divisão, prejudica a paz, perturba a ecologia humana e, rejeitando por princípio atitudes diversas da sua, torna-se uma estrada sem saída. Por isso, é urgente definir uma laicidade positiva, aberta, que, fundada sobre uma justa autonomia da ordem temporal e da ordem espiritual, favoreça uma sã cooperação e um espírito de responsabilidade compartilhada.

Fonte H2ONews

Papa Bento XVI celebrou a Festa do Batismo Senhor no Vaticano


(Vaticano, 10/01/2010). No domingo no qual a Igreja recorda o Batismo de Jesus no rio Jordão, o Santo Padre celebrou a Santa Missa na Capela Sistina e administrou o Batismo a 14 crianças. Aos seus pais, padrinhos e madrinhas o Papa recordou o seu compromisso de serem para as crianças as primeiras testemunhas da fé e a sua tarefa de educadores. Com o Batismo, disse o Papa, essas crianças iniciam a aventura alegre e exultante do discípulo, que a liturgia apresenta como uma experiência de luz, simbolizada com a vela acesa no círio pascal. E acrescentou:


“Nesta luz as crianças que estão para ser batizadas deverão caminhar por toda a vida, ajudadas pelas palavras e pelo exemplo dos pais, dos padrinhos e das madrinhas. Eles deverão se comprometer a alimentar com as palavras e o testemunho de suas vidas as chamas da fé das crianças, para que possa resplandecer neste mundo, que caminha muitas vezes nas trevas da dúvida, e levar a luz do Evangelho que é vida e esperança. Somente assim, como adultos poderão pronunciar com plena consciência a fórmula colocada na conclusão da profissão de fé presente no rito: “Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja. E nós nos gloriamos de professá-la em Cristo Jesus nosso Senhor”.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Iniciando o Tempo Comum

Encerradas as celebrações do Tempo do Natal, logo após a Festa do Batismo do Senhor, a Igreja inicia o Tempo Comum que se estende até a terça-feira antes da Quaresma, inclusive. Recomeça na segunda-feira depois do Domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1o. Domingo do Advento. A cor lítúrgica é a verde.

O Tempo Comum - o maior do Ano Litúrgico - nos possibilita desfrutar de outros aspectos da vida e da missão de Jesus e seus discípulos que não são comtemplados nos ciclos do Natal e da Páscoa. Cada domingo do Tempo Comum tem o sabor de "Páscoa Semanal".

Fonte: Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil

domingo, 10 de janeiro de 2010

Festa do Batismo do Senhor


Hoje, 10 de Janeiro de 2010, encerrando o Tempo do Natal, a Igreja celebra a Festa do Batismo do Senhor. Apesar de não ter pecados, por isso não precisasse ser batizado, Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, quis se solidarizar com o povo que buscava o batismo de João.

A vida pública de Jesus tem início com seu batismo por João, no rio Jordão. João Batista proclamava “um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados” (Lc 3,3). Uma multidão de pecadores, de publicanos e soldados, fariseus e saduceus e prostitutas vem fazer-se batizar por ele. Jesus aparece, o Batista hesita, mas Jesus insiste. E Ele recebe o Batismo, então o Espírito Santo, sob forma de pomba, vem sobre Jesus, e a voz do céu proclama: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu benquerer” (Lc 3, 22b).

A Festa do Batismo de Jesus abre novamente as portas do Tempo Comum, tempo para recordarmos a missão de Jesus e a nossa missão de batizados. Toda missão de Jesus é fruto de sua união com o Pai, mostrada por Lucas com vários momentos de oração. O Espírito Santo, que desceu sobre Ele como pomba, acompanhará a missão terrena de Jesus e será enviado como dom para sua Igreja em Pentecostes e continuará acompanhando os seguidores de seu Mestre e Senhor.

A Festa do Batismo de Jesus nos convida a rever e reviver nossa missão de batizados. Pertencemos a Igreja de Cristo! Reavivemos em nós a presença do Espírito Santo, dom de Deus que nos impele como fogo transformador do mundo. A nós, batizados, Jesus deixa a grande tarefa de crescer na caminhada da fé e ajudar os irmãos a unirem-se na mesma missão.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Isaías 42, 1-4.6-7: Jesus é o escolhido do Pai, é o servo do Senhor, que trará a salvação a este mundo;

Salmo Responsorial: “Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!”

2ª Leitura Atos dos Apóstolos 10, 34-38: o Batismo no Rio Jordão iniciou a vida pública de Jesus, a Igreja nascente recorda a vida de Cristo para também iniciar sua missão de evangelização;

Evangelho Lucas 3, 15-16.21-22: com a presença do Espírito Santo o Pai apresenta o Filho, “Tu és o meu Filho amado!” Jesus é o enviado do Pai para salvar a humanidade. João batizava com água, mas Jesus nos batiza com o Espírito Santo e com fogo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Solenidade da Epifania do Senhor no Vaticano

Imagens da Solenidade da Epifania do Senhor celebrada por Sua Santidade o Papa Bento XVI na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 06/01/2010.





quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Homilia do Papa Bento XVI na Solenidade da Epifania do Senhor na Basílica de São Pedro, 06/01/2010


Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, Solenidade da Epifania, a grande luz que irradia da Gruta de Belém ultrapassa os Magos provenientes do Oriente e inunda toda a humanidade. A primeira leitura trata do Livro do profeta Isaías, e a passagem do Evangelho de Mateus, que acabamos de ouvir, põe a promessa e seu cumprimento uma ao lado da outra, naquela particular tensão que existe quando se lê as passagens do Antigo e do Novo Testamento em sequência.

Aqui, aparece diante de nós a esplêndida visão do profeta Isaías, o qual, após as humilhações sofridas pelo povo de Israel pelas potências deste mundo, vê o momento em que a grande luz de Deus, aparentemente impotente e incapaz de proteger seu povo, cobrirá toda a terra, de modo que os reis das nações se curvarão diante dele, virão de todos os cantos da terra e colocarão aos seus pés os mais valiosos tesouros. E o coração do povo tremerá de alegria.

A respeito dessa visão, o quadro que apresenta o evangelista Mateus é de pobreza e humildade: parece impossível reconhecer o cumprimento das palavras do profeta Isaías. De fato, foram a Belém não os poderosos e os reis da terra, mas os Magos, personagens desconhecidos, talvez vistos com desconfiança; de qualquer modo, não dignos de atenção especial. Os habitantes de Jerusalém são informados do acontecido, mas não consideram necessário se incomodar, e nem mesmo em Belém parece que haja alguém que cuide do nascimento do Menino, chamado de Rei dos Judeus pelos Magos, ou destes homens vindos do Oriente para visitá-lo.

Logo depois, quando o rei Herodes dirá que efetivamente detém o poder, forçando a Sagrada Família a fugir para o Egito e oferecendo uma prova de sua crueldade com o massacre dos inocentes (cf. Mt 2,13-18), o episódio dos Magos parece ser cancelado e esquecido. É, então, compreensível que a alma e o coração dos crentes de todas as épocas sejam atraídos mais pela visão do profeta que pelo sóbrio conto do evangelista, como atestam também as representações desta visita em nossos presépios, onde aparecem camelos, dromedários, reis poderosos deste mundo, que se ajoelham diante do Menino e colocam aos seus pés os dons mais preciosos.

Mas devemos prestar mais atenção ao que os dois textos nos comunicam. Na realidade, o que Isaías viu com seu olhar profético? Em um só momento, ele vê uma realidade destinada a marcar toda a história. Mas também o evento que Mateus nos narra não é um breve episódio insignificante, que se encerra com o retorno precipitado dos Magos para suas terras. Ao contrário, é um começo. Esses personagens do Oriente não são os últimos, mas os primeiros da grande procissão daqueles que, através de todos os períodos da história, reconhecem a mensagem da estrela, sabem caminhar na estrada indicada pela Sagrada Escritura e sabem encontrar, por isso, Aquele que é aparentemente fraco e frágil, mas que, ao contrário, tem o poder de dar a maior e mais profunda alegria ao coração humano. Nele, de fato, se manifesta a realidade estupenda do Deus que nos conhece e está perto de nós, que sua grandeza e poder não se expressam na lógica do mundo, mas na lógica de um menino indefeso, cuja força é apenas aquela do amor que confia em nós.

No decorrer da história, sempre há pessoas que são iluminadas pela luz da estrela, que encontram a estrada e vão a Ele. Todos vivem, cada um à sua maneira, a própria experiência dos Magos.

Eles levaram ouro, incenso e mirra. Certamente não são os presentes que satisfazem as necessidades básicas ou diárias. Naquele momento, a Sagrada Família precisaria certamente de qualquer coisa diferente de incenso e mirra, e nem o ouro podia ser útil imediatamente. Mas estes dons têm um profundo significado: eles são um ato de justiça. De fato, segundo a mentalidade vigente à época no Oriente, representam o reconhecimento de uma pessoa como Deus e Rei: são um ato de submissão. Eles querem expressar que, a partir daquele momento, as doações pertencem ao soberano e reconhecem sua autoridade. A conseqüência que disso deriva é imediata. Os Magos não podem mais continuar pela sua estrada, não podem mais retornar a Herodes, não podem mais ser aliados com aquele soberano poderoso e cruel. São agora conduzidos sempre pela estrada do Menino, aquela que os levará a negligenciar os grandes e poderosos deste mundo e os portará Àquele que espera entre os pobres, a estrada do amor que é a única que pode transformar o mundo.

Não apenas, portanto, os Reis Magos se colocam a caminho, mas daquele seu ato foi iniciado algo novo, é traçada uma nova estrada, é acesa sobre o mundo uma nova luz que não morre. A visão do profeta se realiza: aquela luz não pode mais ser ignorada no mundo: os homens se moverão em direção àquele Menino e serão iluminados pela alegria que somente Ele pode dar. A luz de Belém continua a resplandecer em todo o mundo. Para todos os que o receberam, Santo Agostinho recorda: "Também nós, reconhecendo Cristo como nosso rei e sacerdote que morreu por nós, o devemos honrar como se tivéssemos ofertado ouro, incenso e mirra; falta-nos apenas testemunhá-Lo para tomar uma rota diferente daquela pela qual temos andado"(Sermão 202. In Epiphania Domini, 3,4).

Portanto, se lemos a promessa do profeta Isaías e seu cumprimento no Evangelho de Mateus no contexto mais amplo de toda a história, aparece evidente o que é dito, e que aquilo que tentamos reproduzir no presépio não é um sonho e nem um vão jogo de sentimentos e emoções, privado de vigor e realidade, mas é a verdade que brilha no mundo, também quando Herodes parece sempre ser mais forte e que o Menino pareça ser conduzido entre aqueles que não tem importância, ou mesmo pisoteado. É somente naquele Menino que se manifesta o poder de Deus, que reúne os homens de todos os séculos, para que sob o seu senhorio percorram o caminho do amor, que transfigura o mundo. Entretanto, mesmo que os poucos de Belém tenham se tornado muitos, os crentes em Jesus Cristo parecem ser sempre poucos. Muitos viram a estrela, mas poucos têm entendido a mensagem. Os estudiosos das escrituras do tempo de Jesus conheciam perfeitamente a palavra de Deus. Eram perfeitamente capazes de dizer, sem qualquer dificuldade, o que se poderia encontrar no lugar em que o Messias nasceria, mas, como diz Santo Agostinho: "lhes aconteceu como as pietre miliari [antigas indicações utilizadas nas vias romanas]: ainda que tenham dado indicações aos viajantes em seu caminho, permaneceram inertes e imóveis" (Sermão 199. In Epiphania Domini, 1,2).

Podemos agora nos perguntar: qual é a razão pela qual alguns vem e o encontram e outros não? O que abre os olhos e o coração? O que acontece a quem fica indiferente, àqueles que indicam o caminho, mas não se movem? Podemos responder: uma demasiada confiança em si mesmo, a pretensão de conhecer perfeitamente a realidade, a presunção de já ter formulado um juízo definitivo sobre o que torna fechado e insensível o coração à novidade de Deus. São seguros da ideia que fazem do mundo e não se deixam mais questionar pela aventura íntima de um Deus que deseja conhecê-los. Colocam a sua confiança mais em si mesmo que n'Ele e não acreditam que seja possível que Deus seja tão grande a ponto de se fazer pequeno, de se fazer próximo a nós.

Finalmente, o que falta é a humildade genuína, que sabe se submeter àquilo que é maior, mas também a coragem autêntica, que leva a crer n'Aquele que é verdadeiramente grande, embora ele se manifeste em um Menino indefeso. Carece da capacidade evangélica de ser crianças no coração, de se admirar, de sair de si para iniciar o caminho que indica a estrela, o caminho de Deus. Mas o senhor tem o poder de nos capacitar para ver e para nos salvar. Queremos, agora, pedir-Lhe que nos dê um coração sábio e inocente, que nos permita ver a estrela da sua misericórdia, de caminharmos pela sua estrada, para encontrá-lo e sermos inundado pela grande luz e pela verdadeira alegria que ele trouxe para este mundo. Amém!

Benedictus, P.P. XVI

Fonte Vatican Information Service

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

SOS São Luiz do Paraitinga



Diocese de Taubaté lança Hotsite SOS São Luiz do Paraitinga

O Departamento Diocesano de Comunicação da Diocese de Taubaté lançou hoje um Hotsite com o tema "A sua ajuda pode trazer uma esperança a essa cidade", com a finalidade de divulgar e fomentar a ajuda a cidade de São Luiz do Paraitinga atingida pelas chuvas no início deste ano.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Chuvas em São Luiz do Paraitinga

Igreja Católica se mobiliza em solidariedade para ajudar a cidade de São Luiz do Paraitinga

A Diocese de Taubaté, através de seu Bispo Diocesano Dom Carmo João Rhoden, SJC, publicou carta indicando suas paróquias a serem locais de arrecadação de doações às vítimas dos estragos causado pelas chuvas em São Luiz do Paraitinga, bem como, indicando que as coletas nas Missas na Diocese nos dias 09 e 10 de janeiro, fim de semana próximo, serão enviadas para ajudar nas necessidades daquela cidade, ainda para que se organizem momentos de oração em intenção dos sofrimentos daquele povo.

Do mesmo modo o Santuário Nacional de Aparecida também inicia hoje uma campanha de solidariedade às vítimas, o Reitor Pe Darci Nicioli ressaltou “Habitualmente recebemos no Santuário Nacional, doações de devotos da Mãe Aparecida, fruto de promessas e agradecimentos pela intercessão de Maria Santíssima. Esse material, que durante todo o ano repassamos às entidades assistenciais do município, será, nas próximas duas semanas, somado àquele que também doado pelas pessoas da cidade”.

Fonte Site Canção Nova, Diocese de Taubaté e Santuário Nacional de Aparecida

domingo, 3 de janeiro de 2010

Epifania do Senhor


A Igreja no Brasil celebra hoje a Solenidade da Epifania do Senhor, antecipada do dia 06 de Janeiro, também conhecida como Festa de Santos Reis. Pela Epifania, Deus se revela à humanidade e faz uma convocação a todos os povos para que olhem para a estrela que aponta para o lugar onde se encontra seu Filho. Muitos se deixam fascinar por essa estrela e vão na sua direção. Querem buscar algo que dê sentido à própria existência.

Os magos estão em busca de um Menino, Rei dos Judeus. Querem encontrar um rei diferente de tantos outros opressores, entre os quais Herodes. Este já não serve como modelo de rei. Buscam alguém que aponte o caminho da felicidade e da realização humana sem oprimir ou escravizar.

O encontro com o Menino mudou o rumo dos magos - eles voltam por outro caminho. Mudar de direção é sinal de conversão. Quem faz a opção por Jesus não fica parado, mas traz a Boa-Nova anunciada por Ele e a iradia a todos os outros.

O Menino recebe presentes: Ouro, significando que ele é rei, Insenso, o Menino que encontram é Deus verdadeiramente, e Mirra, aquele que encontraram com sua mãe é homem e vai sofrer, vai morrer e ser sepultado, aguardando a Ressurreição.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Isaías 60, 1-6: Os povos todos encontram a salvação;

Salmo Responsorial 71 (72): "As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor"

2ª Leitura Efésios 3, 2-3a.5-6: Não somente os judeus, mas também os gentios são admitidos a graça de Deus;

Evangelho Mateus 2, 1-12: Os Reis Magos, guiados pela estrela, encontram Maria e o Menino recém-nascido, o adoram e lhe dão presentes. O Filho de Deus é revelado como luz para iluminar os povos no caminho da salvação.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Homilia do Papa Bento XVI no primeiro dia de 2010 na Basílica de São Pedro



CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou durante a Missa da solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, celebrada na Basílica de São Pedro, na manhã desta sexta-feira, 43º Dia Mundial da Paz.

Venerados Irmãos,
ilustres Senhores e Senhoras,
queridos irmãos e irmãs!

No primeiro dia do novo ano, temos a alegria e a graça de celebrar a Santíssima Mãe de Deus e, ao mesmo tempo, o Dia Mundial da Paz. Em ambos aniversários celebramos Cristo, Filho de Deus, nascido da Virgem Maria e nossa verdadeira paz! A todos vós, que estais aqui reunidos: representantes dos povos do mundo, da Igreja romana e universal e a televisão, repito as palavras da antiga bênção: que o Senhor te descubra o rosto e te conceda a paz (cf. Nm. 6, 26). Precisamente o tema do Rosto e dos rostos gostaria de desenvolver hoje, à luz da Palavra de Deus –Rosto de Deus e rostos dos homens– um tema que nos oferece também uma chave de leitura do problema da paz no mundo.

Escutamos, seja na primeira leitura –extraída do Livro dos Números– seja no Salmo responsorial, algumas expressões que contêm a metáfora do rosto referida a Deus: “O Senhor faça resplandecer sua face sobre ti e te outorgue sua graça” (Nm 6, 25); “Apiede-se Deus de nós e nos abençoe, faça resplandecer sua face sobre nós” (Sal 66/67, 2-3). O rosto é a expressão por excelência da pessoa, é o que faz a reconhecível e pelo qual se demonstram sentimentos, pensamentos, intenções do coração. Deus, por sua natureza, é invisível, no entanto, a Bíblia aplica também a Ele esta imagem. Mostrar o rosto é expressão de sua benevolência, enquanto que escondê-lo indica ira e indignação. O Livro do Êxodo diz que “O Senhor falava a Moisés face a face, como fala um homem a seu amigo” (Ex 33, 11), e sempre a Moisés o Senhor promete sua proximidade com uma forma muito singular: “Meu rosto caminhará contigo e te darei descanso” (Ex 33, 14). Os Salmos nos mostram os crentes como aqueles que buscam o rosto de Deus (cf. Sal 26/27, 8; 104/105, 4) e os que no culto aspiram a vê-lo (cf. Sal 42, 3), e nos dizem que “os homens retos” o “contemplarão” (Sal 10/11, 7).

Toda a história bíblica pode-se ler como progressivo desvelar do rosto de Deus, até chegar a sua plena manifestação em Jesus Cristo. “Ao chegar a plenitude dos tempos –nos recorda também hoje o apóstolo Paulo– Deus enviou seu Filho” (Gal 4, 4). E rapidamente acrescenta: “nascido de mulher, nascido sob a lei”. O rosto de Deus tomou um rosto humano, deixando-se ver e reconhecer no filho da Virgem Maria, que por isso veneramos com o título altíssimo de “Mãe de Deus”. Ela, que guardou em seu coração o segredo da divina maternidade, foi a primeira a ver o rosto de Deus feito homem, no pequeno fruto de seu ventre. A mãe tem uma relação muito especial, única e ainda exclusiva com o filho recém-nascido. O primeiro rosto que a criança vê é o da mãe, e este olhar é decisivo para sua relação com a vida, com si mesmo, com os demais, com Deus; é decisivo também para que ele possa converter-se em um “filho da paz” (Lc 10,6). Entre as muitas tipologias de ícones da Virgem Maria na tradição bizantina, encontra-se a chamada “da ternura”, que representa o menino Jesus com o rosto apoiado no da Mãe. O menino olha a mãe, e esta vela por nós, quase como refletindo aquele que a observa, e prega a ternura de Deus, descida n’Ela do Céu e encarnada naquele Filho de homem que leva nos braços. Neste ícone mariano podemos contemplar algo do próprio Deus: um sinal do amor inefável que o levou a “dar seu filho unigênito” (Jo 3, 16). Mas esse mesmo ícone nos mostra também, em Maria, o rosto da Igreja, que reflete sobre nós e sobre o mundo inteiro a luz de Cristo, a Igreja mediante a qual chega a toda pessoa a boa notícia: “Já não é servo, mas filho” (Gal 4, 7) – como lemos ainda em São Paulo.

Irmãos no Episcopado, no Sacerdócio, Senhores Embaixadores, queridos amigos! Meditar sobre o mistério do rosto de Deus e do homem é uma via privilegiada que conduz à paz. Esta, de fato, começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião. Mas quem, a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a “profundidade” do rosto do homem? Na realidade, só se temos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou um inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano. Nossa percepção do mundo e, em particular, de nossos similares, depende essencialmente da presença em nós do Espírito de Deus. É uma espécie de “ressonância”: quem tem o coração vazio, não percebe mais que imagens planas, privadas de esplendor. Em contrapartida, quanto mais estivermos habitados por Deus, seremos também mais sensíveis a sua presença no que nos cerca: em todas as criaturas, e especialmente nas outras pessoas, ainda que às vezes o rosto humano, marcado pela dureza da vida e do mal, possa resultar difícil de apreciar e de acolher como epifania de Deus. Com maior razão, portanto, para nos reconhecermos e respeitarmos como realmente somos, quer dizer, irmãos, precisamos nos referir a um Pai comum, que nos ama a todos, apesar de nossos limites e nossos erros.
Desde pequenos, é importante ser educados no respeito ao outro, também quando é diferente de nós. Hoje é cada vez mais comum a experiência de classes escolares compostas por crianças de várias nacionalidades, ainda que também quando isso não ocorre, seus rostos são uma profecia da humanidade que estamos chamados a formar: uma família de famílias e de povos. Quanto menores estas crianças, mais suscitam em nós a ternura e a alegria por uma inocência e uma irmandade que nos parecem evidentes: apesar de suas diferenças, choram e riem da mesma maneira, têm as mesmas necessidades, comunicam-se de maneira espontânea, brincam juntas... Os rostos das crianças são como um reflexo da visão de Deus sobre o mundo. Por que então apagar seu sorriso? Por que envenenar seus corações? Infelizmente, o ícone da Mãe de Deus da ternura encontra seu trágico oposto nas dolorosas imagens de tantas crianças e de suas mães nas garras da guerra e da violência: prófugos, refugiados, emigrantes forçados. Rostos minados pela fome e a enfermidade, rostos desfigurados pela dor e pelo desespero. Os rostos dos pequenos inocentes são um apelo silencioso a nossa responsabilidade: frente a sua condição de impotência, destroem todas as falsas justificações da guerra e da violência. Devemos simplesmente nos converter em desenhadores da paz, depôr as armas de todo tipo e nos comprometer juntos a construir um mundo mais digno da pessoa.

Minha mensagem para o XLIII Dia Mundial da Paz de hoje: “Se queres cultivar a paz, guarda o criado”, inscreve-se na perspectiva do rosto de Deus e dos rostos humanos. Podemos, de fato, afirmar que a pessoa é capaz de respeitar as criaturas na medida em que leva em seu próprio espírito um sentido pleno da vida, de outro modo será levada a depreciar a si mesmo e ao que a cerca, a não ter respeito pelo entorno em que vive, pelo criado. Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas, maior sensibilidade por seu valor simbólico. Especialmente o Livro dos Salmos é rico em exemplos deste modo propriamente humano de se relacionar com a natureza: com o céu, o mar, as montanhas, as colinas, os rios, os animais... “Quantas são tuas obras, Senhor! – exclama o Salmista –. Todas as fizeste com sabedoria! Está cheia a terra de tuas criaturas” (Sal 104/103,24).

Em particular, a perspectiva do “rosto” convida a reafirmar-se no que, também nesta Mensagem, chamei de “ecologia humana”. Existe de fato um nexo muito estreito entre o respeito à pessoa e a salvaguarda do criado. “Os deveres com o meio ambiente derivam daqueles com a pessoa considerada em si mesma e em relação com os demais (ibid., 12). Se a pessoa se degrada, degrada-se o entorno em que vive; se a cultura tende a um niilismo, se não teórico, prático, a natureza não poderá não pagar as consequências disso. Pode-se, com efeito, constatar um recíproco influxo entre o rosto da pessoa e o “rosto” do meio ambiente: “quando a ecologia humana é respeitada na sociedade, também a ecologia ambiental tira benefício” (ibid.; cf Enc. Caritas in veritate, 51). Renovo, portanto, meu apelo a investir em educação, pondo-se como objetivo, além da necessária transmissão de noções técnico-científicas, uma mais ampla e profunda “responsabilidade ecológica”, baseada no respeito à pessoa e a seus direitos e deveres fundamentais. Só assim o compromisso pelo meio ambiente pode-se converter verdadeiramente em educação para a paz e construção da paz.

Queridos irmãos e irmãs, no Tempo de Natal repete-se um Salmo que contém, entre outras coisas, também um exemplo estupendo de como a vinda de Deus transfigura o criado e provoca uma espécie de festa cósmica. Este hino começa com um convite universal ao louvor: “Cantai ao Senhor um cântico novo, / cantai ao Senhor, a terra inteira. / Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome (Sal 95/96, 1). Mas em um certo ponto, este chamado à exultação estende-se a todo o criado: “Alegrem-se os céus, regozije-se a terra, / alegre-se o mar e o quanto nele se contém. / Salte de júbilo o campo e quanto há nele, / e exultem todas as árvores da selva” (ibidem 11-12). A festa da fé converte-se em festa da pessoa e do criado: essa festa que no Natal expressa-se também mediante a decoração nas árvores, nas ruas, nas casas. Tudo refloresce porque Deus apareceu no meio de nós. A Virgem Mãe mostra o Menino Jesus aos pastores de Belém, que se alegram e louvam ao Senhor (cf Lc 2,20); a Igreja renova o mistério para as pessoas de todas as gerações, mostra-lhes o rosto de Deus, para que, com sua bênção, possam caminhar pela senda da paz.

(Traduzido por ZENIT)
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