Faça aqui suas buscas neste Blog

Carregando...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Chegamos ao final de mais um ano

Chegamos ao final do ano de 2009


A todos que nos acompanharam desejamos muita paz, saúde e felicidade com as bençãos de Deus Nosso Pai. Que o ano vindouro seja repleto de muitas realizações!




Feliz 2010




Cristo ontem, hoje e sempre!


A.D. 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Aniversário da Igreja Matriz


Hoje, 30 de Dezembro de 2009, a Igreja Matriz de São José, em Salesópolis, completa 98 anos. Foi no dia 30 de Dezembro de 1911 que o então Pároco Pe João Menendes, em nome do então Bispo de Taubaté Dom Epaminondas Nunes de Ávila e Silva, celebrou a Santa Missa e inaugurou nossa Igreja Matriz. Parabéns a toda a Comunidade Católica em Salesópolis.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ordenações Diaconais na Catedral de Santana

(Mogi das Cruzes 27/12/2009). Na Festa da Sagrada Família, na Catedral de Santana, o Bispo Diocesano Dom Airton José dos Santos ordenou três novos Diáconos para a Diocese de Mogi das Cruzes. A Catedral estava repleta de fiéis vindos das mais diversas paróquias para participar desta importante celebração para a Igreja no Alto Tietê. A celebração contou com a presença de Dom Paulo Mascarenhas Roxo,OPraem, Bispo Emérito e muitos padres da Diocese de Mogi das Cruzes, de Dioceses vizinhas e religiosos, dentre os quais podemos citar Pe Leandro Machado Silvestre, Reitor do Seminário Diocesano, Pe João Batista Ramos Motta, Vigário Geral da Diocese, Pe Sidney Kenji Ito, Reitor da Casa Propedêutica, Pe Claudionir Braga do Carmo, Pároco da Catedral, Pe Rosalvo Cordeiro de Lima, Diretor Espiritual do Seminário Diocesano e Pároco da Paróquia São José em Salesópolis.


Veja algumas belas imagens da solene celebração, com excelente preparo litúrgico, que nos fez meditar sobre o "ser Igreja" e nos aproximou ainda mais de Deus. Parabéns aos novos Diáconos, podendo sempre contar com nossas orações para que tão logo cheguem ao Sacerdócio.







Diácono Nivaldo proclamou o Evangelho







Durante a Ladainha de Todos os Santos a prostração dos Ordinandos


Luiz Renato de Paula"Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gálatas 2,20)


Rui Gaudino de Souza"Ficai conosco Senhor" (Lucas 24,29)


Wanderlei Malachias
"Fazei tudo o ele voz disser" (João 2,5)








Os novos Diáconos Luiz Renato, Rui e Wanderlei com Dom Airton


Pe Rosalvo, Dom Airton e Pe Zayas




Fotos gentileza
Foto Faria
Fotógrafo Benedito de Melo Faria
Salesópolis-SP

Papa Bento XVI almoça com os pobres


(Roma 27/12/2009) Neste domingo, depois da recitação do Angelus, Bento XVI deixou a Cidade do Vaticano para se deslocar ao bairro de Trastevere, onde almoçou com os pobres na sede da Comunidade de Santo Egídio.

Com medidas de segurança reforçadas, milhares de pessoas aguardavam a chegada do Papa. O pontífice foi acolhido pelo fundador da comunidade, Andrea Riccardi e por dois hóspedes da cantina, Yelena Hailovic, de etnia cigana, e o senegalês Laye Sissoko, e autoridades eclesiásticas.

Participaram no almoço 200 pessoas. À mesa com o Papa, sentaram –se 12 hóspedes, entre os quais uma família cigana de quatro pessoas, um afegão de 34 anos, refugiado político, uma idosa italiana de 82 anos, um jovem italiano de 25 anos, em cadeira de rodas, abandonado pela família e um nigeriano que atravessou o deserto da Líbia para conseguir entrar na Itália.

Após ter escutado um hino de Natal entoado por trinta jovens coristas, o Papa ofereceu às crianças um presente "personalizado". As crianças na sede da Comunidade de Santo Egídio provêm da África (Nigéria, Senegal e Marrocos), da América Latina (Peru e Haiti), da Ásia (Bangladesh) e de outros países da Europa, em especial da Roménia , Bósnia e Sérvia.

Depois de completar a distribuição dos presentes, Bento XVI pronunciou a oração para a conclusão do encontro e foi até ao primeiro andar do edifício, onde se reuniu com trinta estrangeiros que participam no curso de italiano organizado pela Comunidade. "Muitas pessoas, provenientes de vários países, se encontram aqui em busca de uma palavra, uma ajuda, uma luz para um futuro melhor. Empenhem-se para que ninguém esteja sozinho, ninguém seja marginalizado, ninguém seja abandonado. Há uma língua, para alem das diferentes línguas, que une tudo, a língua do amor. É o que nos ensina o Menino Jesus, Deus que por amor se fez um de nós. Ela tornará melhor a nossa cidade e o mundo ".

Fonte: Rádio Vaticano

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sagrada Família


Dentro das celebrações da Oitava de Natal, celebramos neste Domingo, a Festa da Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José. Deus quis precisar e participar da família humana, lugar especial de educação de seus membros, ela é o lugar natural e o espaço vital onde a criança recebe os primeiros e fundamentais valores humanos e cristãos.

A Palavra de Deus nos mostra o projeto do Pai para as nossas famílias. O exemplo da Família de Nazaré deve ser inspirador para as famílias de hoje, vivendo os valores de da sinceridade e do diálogo.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Eclesiástico 3, 3-7.14-17a: a Sagrada Escritura nos alerta sobre a vida em família, o respeito mútuo e a dedicação recíproca, os filhos devem sempre obedecer e honrar os seus pais;

Salmo Responsorial 127 (128): "Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos"

2ª Leitura Colossenses 3, 12-21: o Apóstolo São Paulo orienta a comunidade sobre a graça da família cristã, todos os seus membros são convidados a santificar-se;

Evangelho Lucas 2, 41-52: este evangelho revela tanto a preocupação de Maria e José com Jesus quanto a preocupação de Jesus com as coisas do Pai. A sabedoria de Jesus encantava os mestres da Lei mas com a educação de Maria e José, Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Vídeo Benção Urbi et Orbi - 25/12/2009

Mensagem Urbi et Orbi do Santo Padre o Papa Bento XVI no Natal 2009


Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro,
e vós todos, homens e mulheres amados pelo Senhor!

Lux fulgebit hodie super nos,
quia natus est nobis Dominus.
- Hoje sobre nós resplandecerá uma luz
porque nasceu para nós o Senhor
(Missal Romano: Antífona de Entrada, da Missa da Aurora no Natal do Senhor).

A liturgia da Missa da Aurora lembrou-nos que a noite já passou, o dia vai alto; a luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós.

Todavia a Bíblia e a Liturgia não nos falam da luz natural, mas de uma luz diversa, especial, de algum modo apontada e orientada para um nós, o mesmo nós para quem o Menino de Belém nasceu. Este nós é a Igreja, a grande família universal dos que acreditam em Cristo, que aguardaram com esperança o novo nascimento do Salvador e hoje celebram no mistério a perene atualidade deste acontecimento.

Ao princípio, ao redor da manjedoura de Belém, aquele nós era quase invisível aos olhos dos homens. Como nos diz o Evangelho de São Lucas, englobava, para além de Maria e José, poucos e humildes pastores que acorreram à gruta avisados pelos Anjos. A luz do primeiro Natal foi como um fogo aceso na noite. À volta tudo estava escuro, enquanto na gruta resplandecia a luz verdadeira que ilumina todo o homem (Jo 1, 9). E no entanto tudo acontece na simplicidade e ocultamente, segundo o estilo com que Deus atua em toda a história da salvação. Deus gosta de acender luzes circunscritas, para iluminarem depois ao longe e ao largo. A Verdade e também o Amor, que são o seu conteúdo, acendem-se onde a luz é acolhida, difundindo-se depois em círculos concêntricos, quase por contato, nos corações e mentes de quantos, abrindo-se livremente ao seu esplendor, se tornam por sua vez fontes de luz. É a história da Igreja que inicia o seu caminho na pobre gruta de Belém e, através dos séculos, se torna Povo e fonte de luz para a humanidade. Também hoje, por meio daqueles que vão ao encontro do Menino, Deus ainda acende fogueiras na noite do mundo para convidar os homens a reconhecerem em Jesus o sinal da sua presença salvífica e libertadora e estender o nós dos crentes em Cristo à humanidade inteira.

Onde quer que haja um nós que acolhe o amor de Deus, aí resplandece a luz de Cristo, mesmo nas situações mais difíceis. A Igreja, como a Virgem Maria, oferece ao mundo Jesus, o Filho, que Ela própria recebeu em dom e que veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Como Maria, a Igreja não tem medo, porque aquele Menino é a sua força. Mas, não O guarda para si: oferece-O a quantos O procuram de coração sincero, aos humildes da terra e aos aflitos, às vítimas da violência, a quantos suspiram pelo bem da paz. Também hoje, à família humana profundamente marcada por uma grave crise, certamente económica mas antes ainda moral, e por dolorosas feridas de guerras e conflitos, a Igreja, com o estilo da partilha e da fidelidade ao homem, repete com os pastores: Vamos até Belém (Lc 2, 15), lá encontraremos a nossa esperança.

O nós da Igreja vive no território onde Jesus nasceu, na Terra Santa, para convidar os seus habitantes a abandonarem toda a lógica de violência e represália e a comprometerem-se com renovado vigor e generosidade no caminho para uma convivência pacífica. O nós da Igreja está presente nos outros países do Médio Oriente. Como não pensar na atribulada situação do Iraque e no pequenino rebanho de cristãos que vive na região? Às vezes sofre violências e injustiças, mas está sempre disposto a oferecer a sua própria contribuição para a edificação da convivência civil contrária à lógica do conflito e rejeição do vizinho. O nós da Igreja actua no Sri Lanka, na Península Coreana e nas Filipinas, e ainda noutras terras asiáticas, como fermento de reconciliação e de paz. No continente africano, não cessa de erguer a voz até Deus para implorar o fim de toda a prepotência na República Democrática do Congo; convida os cidadãos da Guiné e do Níger ao respeito dos direitos de cada pessoa e ao diálogo; aos de Madagáscar pede para superarem as divisões internas e acolherem-se reciprocamente; a todos lembra que são chamados à esperança, não obstante os dramas, provações e dificuldades que continuam a afligi-los. Na Europa e na América do Norte, o nós da Igreja incita a superar a mentalidade egoísta e tecnicista, a promover o bem comum e a respeitar as pessoas mais débeis, a começar daquelas ainda por nascer. Nas Honduras, ajuda a retomar o caminho institucional; em toda a América Latina, o nós da Igreja é factor de identidade, plenitude de verdade e caridade que nenhuma ideologia pode substituir, apelo ao respeito dos direitos inalienáveis de cada pessoa e ao seu desenvolvimento integral, anúncio de justiça e fraternidade, fonte de unidade.

Fiel ao mandato do seu Fundador, a Igreja é solidária com aqueles que são atingidos pelas calamidades naturais e pela pobreza, mesmo nas sociedades opulentas. Frente ao êxodo de quantos emigram da sua terra e são arremessados para longe pela fome, a intolerância ou a degradação ambiental, a Igreja é uma presença que chama ao acolhimento. Numa palavra, a Igreja anuncia por toda a parte o Evangelho de Cristo, apesar das perseguições, as discriminações, os ataques e a indiferença, por vezes hostil, mas que lhe consentem de partilhar a sorte do seu Mestre e Senhor.

Queridos irmãos e irmãs, que grande dom é fazer parte de uma comunhão que é para todos! É a comunhão da Santíssima Trindade, de cujo seio desceu ao mundo o Emanuel, Jesus, Deus-connosco. Como os pastores de Belém, contemplamos cheios de maravilha e gratidão este mistério de amor e de luz! Boas-festas de Natal para todos!

Fonte: Radio Vaticano

Homilia do Santo Padre o Papa Bento XVI na Missa da Noite de Natal


Amados irmãos e irmãs,

«Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi dado» (Is 9, 5). Aquilo que Isaías, olhando ao longe para o futuro, diz a Israel como consolação nas suas angústias e obscuridade, o Anjo, de quem emana uma nuvem de luz, anuncia-o aos pastores como presente: «Nasceu-vos hoje, um Salvador, que é o Messias Senhor, na cidade de David,» (Lc 2, 11). O Senhor está presente. Desde então, Deus é verdadeiramente um «Deus conosco». Já não é o Deus distante, que, através da criação e por meio da consciência, se pode de algum modo intuir de longe. Ele entrou no mundo. É o Vizinho. Disse-o Cristo ressuscitado aos seus, a nós: «Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos tempos» (Mt 28, 20). Nasceu para vós o Salvador: aquilo que o Anjo anunciou aos pastores, Deus no-lo recorda agora por meio do Evangelho e dos seus mensageiros. Trata-se de uma notícia que não pode deixar-nos indiferentes. Se é verdadeira, mudou tudo. Se é verdadeira, diz respeito a mim também. Então, como os pastores, devo dizer também eu: Levantemo-nos, quero ir a Belém e ver a Palavra que aconteceu lá. Não é sem intuito que o Evangelho nos narra a história dos pastores. Estes mostram-nos o modo justo como responder àquela mensagem que nos é dirigida também a nós. Que nos dizem então estas primeiras testemunhas da encarnação de Deus?

A respeito dos pastores, diz-se em primeiro lugar que eram pessoas vigilantes e que a mensagem pôde chegar até eles precisamente porque estavam acordados. Nós temos de despertar, para que a mensagem chegue até nós. Devemos tornar-nos pessoas verdadeiramente vigilantes. Que significa isto? A diferença entre um que sonha e outro que está acordado consiste, antes de mais nada, no fato de aquele que sonha se encontrar num mundo particular. Ele está, com o seu eu, fechado neste mundo do sonho que é apenas dele e não o relaciona com os outros. Acordar significa sair desse mundo particular do eu e entrar na realidade comum, na única verdade que a todos une.

O conflito no mundo, a recíproca inconciliabilidade derivam do fato de estarmos fechados em nossos próprios interesses e opiniões pessoais, em nosso próprio e minúsculo mundo privado. O egoísmo, tanto do grupo como do indivíduo, mantém-nos prisioneiros em nossos interesses e desejos, que contrastam com a verdade e dividem-nos uns dos outros. Acordai: diz-nos o Evangelho. Vinde para fora, a fim de entrar na grande verdade comum, na comunhão do único Deus. Acordar significa, portanto, desenvolver a sensibilidade para com Deus, para com os sinais silenciosos pelos quais Ele quer nos guiar, para os múltiplos indícios da sua presença. Há pessoas que se dizem «religiosamente desprovidas de ouvido musical». A capacidade de perceber Deus parece quase uma qualidade que é recusada por alguns.

E, realmente, a nossa maneira de pensar e agir, a mentalidade do mundo actual, a gama das nossas diversas experiências parecem talhadas para reduzir a nossa sensibilidade a Deus, para nos tornar «desprovidos de ouvido musical» a respeito d’Ele. E todavia em cada alma está presente de maneira velada ou patente a expectativa de Deus, a capacidade de encontrá-Lo. A fim de obter esta vigilância, este despertar para o essencial, queremos rezar, por nós mesmos e pelos outros, por quantos parecem ser «desprovidos deste ouvido musical» e contudo neles está vivo o desejo de que Deus Se manifeste. O grande teólogo Orígenes disse: Se eu tivesse a graça de ver como viu Paulo, poderia agora (durante a Liturgia) contemplar um falange imensa de Anjos (cf. In Lc 23, 9). De facto, na Liturgia sagrada, rodeiam-nos os Anjos de Deus e os Santos.

O próprio Senhor está presente no meio de nós. Senhor, abri os olhos dos nossos corações, para nos tornarmos vigilantes e videntes e assim podermos estender a vossa proximidade também aos outros!Voltemos ao Evangelho de Natal. Aí se narra que os pastores, depois de ter ouvido a mensagem do Anjo, disseram uns para os outros: «“Vamos até Belém” (…). Partiram então a toda a pressa» (Lc 2, 15s). «Apressaram-se»: diz, literalmente, o texto grego. O que lhes fora anunciado era tão importante que deviam ir imediatamente. Com efeito, o que lhes fora dito ultrapassava totalmente aquilo a que estavam habituados. Mudava o mundo. Nasceu o Salvador. O esperado Filho de David veio ao mundo na sua cidade. Que podia haver de mais importante? Impelia-os certamente a curiosidade, mas sobretudo o alvoroço pela realidade imensa que fora comunicada precisamente a eles, os pequenos e homens aparentemente irrelevantes. Apressaram-se… sem demora. Na nossa vida ordinária, as coisas não acontecem assim. A maioria dos homens não considera prioritárias as coisas de Deus. Estas não nos premem de forma imediata. E assim nós, na grande maioria, estamos prontos a adiá-las. Antes de tudo faz-se aquilo que se apresenta como urgente aqui e agora. No elenco das prioridades, Deus Se encontra frequentemente quase no último lugar. Isto – pensa-se – poder-se-á realizar sempre. O Evangelho diz-nos: Deus tem a máxima prioridade. Se alguma coisa na nossa vida merece a nossa pressa sem demora, isso só pode ser a causa de Deus. Diz uma máxima da Regra de São Bento: «Nada antepor à obra de Deus (isto é, ao ofício divino)». Para os monges, a Liturgia é a primeira prioridade; tudo o mais vem depois. Mas, no seu núcleo, esta frase vale para todo o homem. Deus é importante, a realidade absolutamente mais importante da nossa vida. É precisamente esta prioridade que nos ensinam os pastores. Deles queremos aprender a não deixar-nos esmagar por todas as coisas urgentes da vida de cada dia. Deles queremos aprender a liberdade interior de colocar em segundo plano outras ocupações – por mais importantes que sejam – a fim de nos encaminharmos para Deus, a fim de O deixarmos entrar na nossa vida e no nosso tempo. O tempo empregue para Deus e, a partir d’Ele, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser próprio de pessoas humanas.

Alguns comentadores observam que foram os pastores, as almas simples, os primeiros que buscaram a Jesus na manjedoura e puderam encontrar o Redentor do mundo. Os sábios vindos do Oriente, os representantes daqueles que possuem classe e nome chegaram muito mais tarde. E os comentadores acrescentam: O motivo é totalmente óbvio. De fato, os pastores habitavam perto. Não tinham de fazer mais nada senão «atravessar» (cf. Lc 2, 15), como se atravessa um breve espaço para ir ter com os vizinhos. Ao contrário, os sábios habitavam longe. Tinham de percorrer um caminho longo e difícil para chegar a Belém. E precisavam de guia e de orientação. Pois bem, hoje também existem almas simples e humildes que habitam muito perto do Senhor. São, por assim dizer, os seus vizinhos e podem facilmente ir ter com Ele. Mas a maior parte de nós, homens modernos, vive longe de Jesus Cristo, d’Aquele que Se fez homem, de Deus que veio para o nosso meio. Vivemos em filosofias, em negócios e ocupações que nos enchem totalmente e a partir dos quais o caminho para a manjedoura é muito longo. De variados modos e repetidamente, Deus tem de nos impelir e dar u'a mão para podermos sair do emaranhado dos nossos pensamentos e ocupações e encontrar o caminho para Ele. Mas há um caminho para todos. Para todos, o Senhor estabelece sinais pessoalmente adequados. Chama-nos a todos, para que nos seja possível também dizer: Levantemo-nos, «atravessemos», vamos a Belém, até junto d’Aquele Deus que veio ao nosso encontro. Sim, Deus Se dirigiu para nós. Sozinhos, não poderíamos chegar até Ele. O caminho supera as nossas forças. Mas Deus desceu. Vem ao nosso encontro. Percorreu a parte mais longa do caminho. Agora pede-nos: Vinde e vede quanto vos amo. Vinde e vede que Eu estou aqui. Transeamus usque Bethleem: diz a Bíblia latina. Atravessemos para o outro lado! Ultrapassemo-nos a nós mesmos! Façamo-nos viandantes rumo a Deus dos mais variados modos: sentindo-nos interiormente a caminho para Ele; mas também em caminhos muito concretos, como na Liturgia da Igreja, no serviço do próximo onde Cristo me espera.

Ouçamos uma vez mais diretamente o Evangelho. Os pastores dizem uns aos outros o motivo por que se põem a caminho: «Vamos ver o que aconteceu». Literalmente o texto grego diz: «Vejamos esta Palavra, que lá aconteceu». Sim, aqui está a novidade desta noite: a Palavra pode ser vista, porque Se fez carne. Aquele Deus de quem não se deve fazer qualquer imagem, porque toda a imagem poderia apenas reduzi-Lo, antes desvirtuá-Lo, aquele Deus tornou-Se, Ele mesmo, visível n’Aquele que é a sua verdadeira imagem, como diz Paulo (cf. 2 Cor 4, 4; Col 1, 15). Na figura de Jesus Cristo, em todo o seu viver e operar, no seu morrer e ressuscitar, podemos ver a Palavra de Deus e, consequentemente, o próprio mistério do Deus vivo. Deus é assim. O Anjo dissera aos pastores: «Isto vos servirá de sinal: achareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12; cf. 16). O sinal de Deus, o sinal que é dado aos pastores e a nós não é um milagre impressionante. O sinal de Deus é a sua humildade. O sinal de Deus é que Ele Se faz pequeno; torna-Se menino; deixa-Se tocar e pede o nosso amor. Quanto desejaríamos nós, homens, um sinal diverso, imponente, irrefutável do poder de Deus e da sua grandeza! Mas o seu sinal convida-nos à fé e ao amor e assim nos dá esperança: assim é Deus. Ele possui o poder e é a Bondade. Convida a tornarmo-nos semelhantes a Ele. Sim, tornamo-nos semelhantes a Deus, se nos deixarmos plasmar por este sinal; se aprendermos, nós mesmos, a humildade e deste modo a verdadeira grandeza; se renunciarmos à violência e usarmos apenas as armas da verdade e do amor. Orígenes, na linha de uma palavra de João Batista, viu expressa a essência do paganismo no símbolo das pedras: paganismo é falta de sensibilidade, significa um coração de pedra, que é incapaz de amar e de perceber o amor de Deus. Orígenes diz a respeito dos pagãos: «Desprovidos de sentimento e de razão, transformam-se em pedras e madeira» (In Lc 22, 9). Mas Cristo quer nos dar um coração de carne. Quando O vemos, ao Deus que Se tornou um menino, abre-se-nos o coração. Na Liturgia da Noite Santa, Deus vem até nós como homem, para nos tornarmos verdadeiramente humanos. Escutemos uma vez mais Orígenes: «Com efeito, de que te aproveitaria Cristo ter vindo uma vez na carne, se Ele não chegasse até à tua alma? Oremos para que venha diariamente a nós e possamos dizer: vivo, contudo já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim (Gal 2, 20)» (In Lc 22, 3).

Sim, por isto queremos rezar nesta Noite Santa. Senhor Jesus Cristo, Vós que nascestes em Belém, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo é transformado.

Benedictus, P.P. XVI

Fonte: Rádio Vaticano

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Programação de Fim de Ano

PARÓQUIA SÃO JOSÉ
Igreja Matriz de São José
Salesópolis-SP

PROGRAMAÇÃO DE NATAL E FIM DE ANO

24 de Dezembro - Vigília de Natal
19h30 – Santa Missa
22h30 – Santa Missa

25 de Dezembro - Natal
19h30 – Santa Missa

27 de Dezembro - Domingo
15h – Ordenações Diaconais na Catedral de Santana – Mogi das Cruzes

31 de Dezembro - Véspera de 2010
19h30 – Santa Missa
22h30 – Santa Missa – passagem de Ano

01 de Janeiro de 2010 - Ano Novo
19h30 – Santa Missa

FELIZ NATAL!
FELIZ 2010!

domingo, 20 de dezembro de 2009

4º Domingo do Advento

O Tempo se completou, celebramos o 4º Domingo do Advento, graças ao sim de Maria a salvação chegou a este mundo, Deus se encarnou e habitou entre nós. Aquele que esperamos e nos santifica vem até nós, e ele mesmo será a paz.

Pelo sim de Maria a humanidade pode se alegrar, porque ela carrega em seu seio o Filho de Deus. O exemplo de Maria mostra que somente a fé torna possível a vinda de Jesus ao mundo. Pela fé continuamos gerando Jesus ao mundo e permitimos que Deus entre em nossas vidas.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:



1ª Leitura Miquéias 5, 1-4a: o profeta anuncia que de Belém, a pequenina cidade, virá a salvação para a humanidade;

Salmo Responsorial 79 (80): “Iluminai a nossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!”

2ª Leitura Hebreus 10, 5-10: Cristo veio ao mundo para fazer a vontade o Pai, pelo seu sacrifício da cruz Ele nos redimiu de todos os pecados e instaurou a Nova e Eterna Aliança;

Evangelho Lucas 1,39-45: o encontro de Isabel e Maria é repleto de alegria. Encontram-se duas futuras mães, encontram-se também Jesus e João Batista, a alegria das mães e tal, que o Precursor estremece, ainda no ventre materno, apontando Jesus ao mundo e provocando as palavras proféticas de Isabel.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Papa Bento XVI abre caminho para beatificação de João Paulo II e Pio XII




Vaticano 19/12/2009. Sua Santidade o Papa Bento XVI assinou e autorizou a promulgação dos decretos que reconhecem as virtudes heróicas dos Servos de Deus João Paulo II e Pio XII, abrindo seu caminho para a beatificação. Para que sejam beatos, só falta o reconhecimento oficial de um milagre obtido pela intercessão de cada um deles.

Na extensa relação de novos beatos e veneráveis publicada esta manhã pelo Escritório de Imprensa da Santa Sé, se especifica que o Santo Padre autorizou a Congregação para as Causas dos Santos, a promulgar, entre outros, os decretos referentes: "Às virtudes heróicas do Servo de Deus Pio XII (Eugenio Pacelli) Sumo Pontífice, nascido em Roma em 2 de março de 1876 e morto em Castelgandolfo em 9 de outubro de 1958".

Do mesmo modo, "às virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II (Karol Wojtyla) nascido em 18 de maio de 1920 em Wadowice (Polônia) e morto em Roma em abril de 2005". Com a assinatura destes decretos, o que faz falta para a beatificação de ambos os pontífices é o reconhecimento oficial por parte da Congregação para as Causas dos Santos de um milagre obrado por sua intercessão.

domingo, 13 de dezembro de 2009

3º Domingo do Advento

Nos aproximando do Natal de Jesus, celebramos hoje o 3º Domingo do Advento, também conhecido como Domingo da Alegria. A alegria invade nosso coração pois a chegada do Senhor está cada vez mais perto, o Senhor vem salvar seu povo. A alegria cristã não pode ser ofuscada pelas coisas deste mundo, nem pelo egoísmo ou pela ganância, a alegria verdadeira só tem sentido n'Aquele que tudo fez.

Como comunidade alegre e orante nos aproximamos d'Aquele que nos criou, o divino se aproxima do humano, Deus vem habitar no meio da humanidade, "Revestido de nossa fragilidade, Ele veio a primeira vez para para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação" (Prefácio do Advento I).

A liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Sofonias 3, 14-18a: o profeta convida a todos a cantar de alegria no Senhor;

Salmo Responsorial: "Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!"

2ª Leitura Filipenses 4, 4-7: São Paulo convida a comunidade a alegrar-se sempre no Senhor;

Evangelho Lucas 3, 10-18: "O que devemos fazer?" Esta é a pergunta do evangelho deste domingo. João Batista aparece e responde as interrogações que lhe são dirigidas. A comunidade deve ser solidária com aqueles que nada tem ou pouco tem. A conversão é um processo constante e exige de nós desapego, bondade e solidariedade.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ratificação do Acordo entre Brasil e Santa Sé

Do Site da Rádio Vaticano


Cidade do Vaticano, 10/12/2009. Realizou-se esta manhã, no Vaticano, a troca de instrumentos de ratificação do Acordo entre Brasil e Santa Sé, assinado em 13 de novembro de 2008 pelo Papa Bento XVI e pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Representando a Santa Sé, participou o Secretário das Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, e o Brasil, o Embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa.

"O Acordo, que consolida ulteriormente os tradicionais vínculos de amizade e de colaboração existentes entre as duas partes, se compõe de um Preâmbulo e de vinte artigos que disciplinam vários âmbitos, entre os quais: o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensinamento religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico e o sistema fiscal" – lê-se num comunicado emitido pela secretaria de Estado.

Também presenciou o ato o Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, e os Conselheiros da Embaixada Brasileira junto à Santa Sé, Silvana Polich, Orlando Timponi, Alexandre Campello de Siqueira.Por parte da Santa Sé também estavam presentes o chefe do Protocolo, Fortunatus Nwachukwu, e os Monsenhores Antoine Camilleri e Angelo Accattino.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Imaculada Conceição


Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, hoje, 08 de Dezembro, estamos celebrando a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos Padres e Doutores da Igreja oriental ao exaltar a grandeza de Maria, Mãe de Deus, tinham usado de expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental que sempre muito amou a Santíssima Virgem tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois era Maria destinada a ser mãe do seu Filho. Isso era possível para a Onipotência de Deus, portanto, Deus, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio de sua mãe Sant'Ana foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original". A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

domingo, 6 de dezembro de 2009

2º Domingo do Advento

Celebramos o 2º Domingo do Advento, nos preparamos para a vinda do Salvador. Por meio do testemunho de João Batista, Deus nos convida a endireitar seus caminhos pela penitência e pela conversão. O Senhor virá e nos trará a paz e a justiça!


A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1ª Leitura Baruc 5, 1-9: O Filho de Deus, quando vier a este mundo, nos guiará com alegria, à luz de sua glória;

Salmo Responsorial 125 (126): "Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!"

2ª Leitura Filipenses 1, 4-6.8-11: São Paulo exorta a comunidade a crescer no amor de Deus a fim de ficarmos puros e sem defeito para o dia da vinda de Cristo;

Evangelho Lucas 3, 1-6: João Batista disse "preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas", pregava a conversão para a chegada do Filho de Deus. João não era a luz mas apontava para a verdadeira Luz, Jesus Cristo, o Salvador da humanidade.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

1a. Quinta-feira do mês

Hoje, 03 de Dezembro, é a 1a. Quinta-feira do mês, a última de 2009, aqui em Salesópolis dia de especial devoção ao Santíssimo Sacramento e por ocasião do Ano Sacerdotal é dia de Santas Idulgências!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Programação para o Mês de Dezembro

08 – Imaculada Conceição
08 – 24º Aniversário Sacerdotal de Dom Airton
12 – Nossa Senhora de Guadalupe
25 – Natal do Senhor
26 – Santo Estevão
27 – Sagrada Família
27 – Ordenações Diaconais na Catedral de Sant’ana – Mogi das Cruzes
28 – Santos Inocentes
30 – 98º Aniversário da Igreja Matriz São José
30 – 47º Aniversário da Diocese de Mogi das Cruzes
31 – Último dia do Ano
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...