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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Papa Bento XVI abriu o Tempo do Advento no Vaticano


No sábado, dia 28 de novembro de 2009, Sua Santidade o Papa Bento XVI abriu o Tempo do Advento na Basílica de São Pedro presidindo as Solenes Vésperas do Domingo. Acompanhe a conclusão da homilia do Santo Padre:

"Caros amigos, o Advento é o tempo da presença e da espera do eterno. Exatamente por este motivo, em particular, é um tempo de alegria, de alegria interiorizada, que nenhum sofrimento pode cancelar. A alegria pelo fato de que Deus se fez criança. Esta alegria, em modo invisível presente entre nós, nos encoraja a caminhar confiantes. Modelo e apoio deste íntimo gáudio é a Virgem Maria, através da qual nos foi dado o Menino Jesus. Que Ela obtenha para nós, como fiel discípula de seu Filho, a graça de viver este tempo litúrgico vigilantes e laboriosos na espera. Amém!"

Fonte Rádio Vaticano.

Santo André Apóstolo


Santo André, o primeiro a ser chamado

Hoje, 30 de Novembro, a Igreja celebra a festa de Santo André Apóstolo. Santo André nasceu em Betsaida, no tempo de Jesus, e de início foi discípulo de João Batista até que aproximou-se do Cordeiro de Deus e com São João, começou a segui-lo, por isso André é reconhecido pela Liturgia como o "protocleto", ou seja, o primeiro chamado: "Primeiro a escutar o apelo, ao Mestre, Pedro conduzes; possamos ao céu chegar, guiados por tuas luzes!"

Santo André se expressa no Evangelho como "ponte do Salvador", porque é ele que se colocou entre seu irmão Simão Pedro e Jesus; entre o menino do milagre da multiplicação dos pães e Cristo; e, por fim, entre os gentios (gregos) e Jesus Cristo. Conta-nos a Tradição que depois do Batismo no Espírito Santo em Pentecostes, Santo André teria ido pregar o Evangelho na região dos mares Cáspio e Negro.

Apóstolo da coragem e alegria, Santo André foi fundador das igrejas na Acaia, onde testemunhou Jesus com o seu próprio sangue, já que foi martirizado numa cruz em forma de X, a qual recebeu do santo este elogio: "Salve Santa Cruz, tão desejada, tão amada. Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou!"

Santo André , rogai por nós!

domingo, 29 de novembro de 2009

Dom Airton é recebido pelo Papa Bento XVI




Dom Airton José dos Santos, Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes foi recebido pelo Santo Padre o Papa Bento XVI na audiência geral dos bispos do estado de São Paulo, Dom Airton está em Roma desde o dia 29/10 na visita "Ad Limina" que ocorre a cada 5 anos. Nesse encontro os Bispos devem reportar sobre o estado pastoral das suas dioceses e ouvirem a apreciação e os conselhos do Santo Padre. Dom Airton estará de volta ao Brasil na próxima semana.

1º Domingo do Advento

Com a celebração do 1º Domingo do Advento a Igreja inicia um novo Ano Litúrgico. O Tempo do Advento possui dupla característica, primeiramente visa preparar para a 2ª vinda de Cristo, quando "de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos", em segundo lugar preparar nossos corações para as solenes celebrações em que comemoramos o Natal do Senhor, a Encarnação do Verbo Divino entre nós. O apelo forte do Tempo do Advento é a vigilância. Com a chegada do Filho de Deus entre nós foi plantada a semente da justiça e do amor no coração da humanidade. Cada pessoa deve acolhê-la e dedicar-lhe a devida atenção, pois Deus se fez um de nós e veio nos trazer a salvação.


A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:


1ª Leitura Jeremias 33, 14-16: Na plenitude dos tempos, nos dias em que o Senhor cumprir suas promessas, brotará a justiça no povo que Ele escolheu;

Salmo Responsorial 24 (25): "Senhor, meu Deus, a vós elevo a minha alma!"

2ª Leitura 1Tessalonicenses 3, 12-4, 2: São Paulo nos exorta que o Senhor nos convida a viver o amor para com todos os nossos irmãos;

Evangelho Lucas 21, 25-28.34-36: Jesus há de voltar uma segunda vez e o seu reino não terá fim. O cristão deve ficar vigilante e preparar-se bem para aquele glorioso dia.

sábado, 28 de novembro de 2009

Advento: A espera do nosso Salvador


Como fez para outros tempos do ano litúrgico, o Vaticano II enriqueceu notavelmente de leituras bíblicas o período do Advento. Os três ciclos para os quatro domingos, as leituras cotidianas da missa durante essas quatro semanas, apresentam um tesouro considerável, digno de uma atenta catequese. O novo calendário romano, no n. 39, cuidou de exprimir o significado do Advento: “O tempo do Advento tem uma dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se recorda a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens e simultaneamente é o tempo no qual, através desta recordação, o espírito é conduzido à espera da segunda vinda de Cristo no final dos tempos”. Esse significado envolve o lecionário inteiro: a escolha de cada perícope evangélica não só confere a cada celebração seu colorido litúrgico particular, mas determina, pelo menos para os grandes tempos do ano, a escolha das outras leituras ductilmente harmonizadas com ela.


DOMINGOS DO ADVENTO

Os domingos exprimem uma continua progressão partindo do segundo advento, ligado ao último domingo do ano, embora sempre sublinhem o nascimento de Jesus, para chegar à encarnação do Verbo. O número das perícopes escriturísticas é impressionante e confere à celebração do Advento uma riqueza teológica incomparável. Observe-se a discreta harmonização entre as três leituras do mesmo domingo. Somos pois convidados a ler e a estudar os textos na sua recíproca ligação no âmbito da celebração de um mesmo domingo, mas também na sua ligação com os textos dos domingos seguintes. Basta olhar simplesmente a tabela das leituras na tradição romana, para o leitor tomar consciência de que as leituras do Lecionário do Vaticano II se inspiraram amplamente na escolha dos lecionários precedentes. Mas o lecionário atual propõe também duas leituras próprias para cada dia das quatro semanas do Advento: é mais uma riqueza, que infelizmente nos é impossível comentar aqui. Vamos limitar-nos a oferecer uma brevíssima síntese apenas das leituras dominicais.

A tonalidade de fundo que percorre o 1º domingo é a da espera vigilante do Senhor. Ele anuncia o seu retorno. Devemos estar alertas. As nações se reunirão. O dia está próximo (ciclo A). De fato, esperamos que o Senhor Jesus se revele. Quando vier, tudo será restaurado, o universo e cada um de nós (ciclo B). E preciso vigiar e estar pronto para comparecer de pé diante do Filho do homem. Um germe de justiça se instaurará no fim dos tempos, pelo que devemos estar firmes e irrepreensíveis (ciclo C)

Se o reino dos céus está próximo, é mister preparar os caminhos. É o tema específico do 2º domingo do Advento. O Espírito está sobre o Senhor e nele as promessas são confirmadas (ciclo A). Preparar os caminhos significa preparar um mundo novo, uma terra nova (ciclo B). Devemos saber ver a salvação de Deus, cobrir-nos como manto da justiça e revestir-nos do esplendor da glória do Senhor (ciclo C).
O 3º domingo apresenta os tempos messiânicos. Deus vem salvar-nos, a sua vinda está próxima, as curas são o sinal da sua presença (ciclo A). No meio de nós está alguém que não conhecemos. Exultamos pela presença de quem está marcado pelo Espírito (ciclo B). Um mais poderoso que João Batista deve chegar. Já está aqui. E esse o tempo da fraternidade e da justiça (ciclo C).

O 4º domingo do Advento anuncia a vinda iminente do Messias. José foi pré-advertido. Uma Virgem conceberá o Filho de Deus, Jesus Cristo, da estirpe de Davi (ciclo A). A noticia é comunicada a Maria. O trono de Davi será firme para sempre. O mistério calado por Deus durante séculos é agora revelado (ciclo B). Também Isabel agora sabe. De Judá sairá aquele que vai reger Israel. Ele vem para cumprir a vontade de Deus (ciclo C).


SÍMBOLOS DO ADVENTO

Denominamos de Advento o tempo correspondente aos 4 domingos, às 4 semanas antes do Natal. Este tempo pode ser de 22 a 28 dias, dependendo do ano e, conseqüentemente do dia da semana em que caem o 25 de dezembro. Muitas tradições e conteúdos estão relacionados com esse tempo.
Início do Ano Litúrgico: para a Igreja Cristã no Advento inicia-se o novo ano. O primeiro Domingo de Advento é o início do calendário litúrgico da Igreja que organiza e determina as comemorações, as celebrações e os principais conteúdos da vida comunitária dos cristãos; por exemplo: Advento, Natal, Epifânia, Paixão, Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Trindade, Ação de Graças, Reforma, Eternidade.
Espera e Vigília: Advento significa “vinda”, “chegada”. Está relacionado à chegada de Deus ao mundo. Tempo determinado para a preparação da festa do nascimento de Jesus. Ao mesmo tempo, esta “espera” recebe os traços litúrgicos e de comportamento próprios de uma “vigília”, a partir do impacto da expectativa das comunidades cristãs (venha o teu reino) relacionada à nova vinda de Cristo, à chegada do “novo Céu e a nova terra”. Temos nesta época conteúdos de fé e tradições cristãs que promovem a alegria, causada pelas dádivas de Deus relacionadas ao nascimento de Jesus e pela expectativa de uma ação salvadora plena que ainda vai chegar, neste caso uma antecipação da grande alegria vindoura.
Esperança: advento é um tempo apropriado para fomentar a construção da esperança, uma esperança que transcende os limites das necessidades materiais e imediatas, uma esperança que inclui uma visão de mundo, de tempo e espaço onde é possível a dignidade, a justiça, a paz e o amor, o equilíbrio da vida e da Criação de Deus. Para a construção desta esperança necessário se faz re-elaborar e resistir aos apelos do consumo, próprios desta época em que o comercio e outras ações típicas da sociedade de consumo propõe, subvertendo os conteúdos e as tradições criadas em torno do Natal de Deus no mundo.


COROA DO ADVENTO

A coroa de advento é feita com ramos verdes, geralmente envolvida por uma fita vermelha e nela 4 velas são afixadas. Ela simboliza e comunica que naquela Igreja, casa, escritório ou qualquer espaço em que ela esteja vivem pessoas que se preparam com alegria para celebrar a vinda de Deus ao mundo, o Natal.
O círculo da coroa: simboliza a nova aliança de Deus com a humanidade. Esta nova aliança é celebrada no sacramento da Santa Ceia. Ao círculo da coroa pode ser relacionado também a coroa de espinhos colocada na cabeça de Jesus naquela semana em que foi crucificado - a nova aliança foi feita pelo Jesus negado e rejeitado, com humildade e doação. Os ramos verdes, os ramos mesmo cortados permanecem verdes por semanas: comunicam a esperança, uma esperança que leva a perseverança, uma entrega total da vida a Deus.
A fita vermelha: a cor vermelha na tradição litúrgica está ligada à cor do fogo e do sangue. Simboliza a cor da vida, do amor e ao mesmo tempo do derramamento do sangue, sacrifício. A nova aliança de Deus com a humanidade foi feita com amor, doação, sacrifício e trouxe a vida plena e eterna.
As 4 velas: uma vela para cada domingo que antecede ao dia 25 de dezembro. Alguns registros históricos contam que a coroa de advento surgiu em uma instituição que abrigava crianças pobres. Inicialmente ela continha entre 22 a 28 velas, uma para cada dia do tempo de advento. Devido aos custos diminuiu-se o número de velas. As velas da coroa são acesas (a cada domingo mais uma), para iluminar a Vigília do Advento, a preparação para vinda da luz ao mundo. Simboliza que Jesus Cristo é a luz do mundo. Comunica a alegria da vida que procede de Deus, aquela que vai além dos limites que a vida no mundo impõe.

Advento é tempo de voltar-nos para o Deus que nos ama e que está bem perto de nós. É tempo da fé nas coisas novas, no novo céu e nova terra onde habita a justiça e a paz. É tempo de limpeza e arrependimento, de opção por uma vida saudável em que sobra espaço para a solidariedade, a verdade, a paz e a comunhão. É tempo da construção da esperança e da vida comunitária que rompem os nossos limites e entendimento. É tempo de alegria, de festejar o amor de Deus por nós.


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Em Roma Dom Airton saúda Diocese de Mogi das Cruzes

Encerrada a Visita Ad Limina dos Bispos de São Paulo

Encerrada ontem, 26 de novembro, a Visita Ad Limina Apostolorum dos Bispos de São Paulo. Os Bispos do Regional Sul 4 da CNBB (estado de Santa Catarina) iniciaram sua Peregrinação ao túmulo de São Pedro, em Roma. Segundo a assessoria de comunicação do Regional, dez bispos participam da visita que terá a duração de 12 dias.
Fonte CNBB

Nossa Senhora das Graças


Celebramos hoje, 27 de novembro, a memória de Nossa Senhora das Graças. Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.

Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: "A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: 'Este globo que vês representa o mundo inteiro (...) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.' Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: 'Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.' "

Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas.

A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la.

O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do Bispo foi a seguinte: "A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha".

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: "Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens."

Santa Catarina Labouré entrou no Céu a 31 de dezembro de 1876, com 70 anos de idade. Foi beatificada em 1933 e canonizada em 1947 pelo Papa Pio XII.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Santo André Dung-Lac e companheiros mártires

Neste dia 24 de novembro celebramos os 117 mártires vietnamitas que testemunharam seu amor a Cristo, tanto na vida como na morte. O Papa João Paulo II, em 1988, canonizou na verdade alguns, dos muitos ousados na fé, que se encontram entre o período de 1830 até 1870.

O Vietnã conheceu a Boa-nova de Jesus Cristo no século XVI, e o acolheu em sua integridade: "Então, entregar-vos-ão à aflição, matar-vos-ão, sereis odiados por todos os pagãos por causa do meu nome...mas quem perseverar até o fim, este será salvo". (Mt 24,9-13) Santo André Dung-Lac, era de família pobre, reconheceu a riqueza do Dom Sacerdotal e foi ordenado Padre em 1823; em meio às perseguições desejava ardentemente testemunhar Jesus Cristo com o martírio, pois dizia que "aqueles que morrem pela fé sobem ao céu".

Na Ásia, iniciou-se grande perseguição aos cristãos. De 1625 a 1886, os governantes tudo fizeram para despertar o ódio e a vingança contra a religião cristã e àqueles que anunciavam o Evangelho ou tornavam-se cristãos. Mas, quanto mais os perseguiam, mais aumentava o fervor dos cristãos. Esse período culminou com a morte de 117 santos: Sacerdotes, Bispos, pais de famílias, jovens, crianças, catequistas, seminaristas, militares. Todos estes mostrando a universalidade do chamado à Santidade com o próprio sangue.

Santo André Dung-Lac e companheiros mártires, rogai por nós!

domingo, 22 de novembro de 2009

Aberta a Campanha para a Evangelização 2009


do site do Santuário Nacional de Aparecida, 22/11/2009

A celebração das 8h de hoje (22) no Santuário Nacional marca a abertura da Campanha Nacional de Evangelização.

A celebração será presidida por Dom Dimas Lara, secretário-geral da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A Campanha é realizada todos os anos no tempo do advento e procura despertar na consciência de todos os seus membros, a responsabilidade diante da missão evangelizadora para que todos venham a participar ativamente desta missão.

Este ano, a Campanha para a Evangelização tem como tema: Ele se fez pobre para nos enriquecer.

O tema foi escolhido para dar unidade ao ano litúrgico de 2010, que abordará a questão da economia tanto na Campanha para a Evangelização, como na Campanha da Fraternidade e na Campanha Missionária, que acontece em outubro, durante o tempo comum.

Do total arrecadado, 45% é destinados às dioceses; 20% aos regionais e 35%, ao Fundo Nacional de Evangelização, administrado pelo Conselho Econômico da CNBB, e que garante recursos para o Secretariado Nacional e viabiliza projetos específicos de Evangelização.

Dia do Leigo


Em 1991, a Igreja no Brasil criou o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas. A data escolhida foi a festa de Cristo Rei, celebrada no final de novembro. Neste ano, a festa ocorre no próximo domingo, 22, e coincide com o encerramento do Ano Nacional Catequético, lançado pela CNBB no mês de abril.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, dom José Luiz Bertanha, há duas razões para a escolha desta data. “Nessa ocasião (festa de Cristo Rei), os leigos e leigas da Ação Católica faziam sua adesão de pertença a esse movimento e, nessa festa, a cada ano, renova-se o compromisso com o reinado de Jesus de Nazaré, de maneira especial, contribuindo com a construção da sociedade justa, fraterna e solidária para que haja vida para todos”, recorda o bispo.

Leigo é o termo usado, na Igreja, para designar os que foram batizados, mas que não receberam nenhum ministério ordenado como, por exemplo, os bispos, padres e diáconos. “Pelo nome de leigos são compreendidos todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja”, diz o documento Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II.

“O Concílio Vaticano II resgatou o papel fundamental dos leigos como membros povo de Deus e protagonistas da Evangelização e da promoção humana”, explica dom Bertanha. “São homens e mulheres da Igreja no mundo e homens e mulheres do mundo na Igreja”, completa.

É comum haver organização específica de leigos como, por exemplo, Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), criado em 1975, com o apoio da CNBB. “O CNLB busca suscitar nos leigos a consciência crítica e criativa de sua identidade, vocação e missão, a fim de que seja presença atuante nos espaços sociais, políticos, econômicos e culturais do país”, diz o editorial do jornal Terceira Hora, na edição de novembro, publicado por ocasião das comemorações do Dia dos Leigos.

“Precisamos valorizar e incentivar os Conselhos de Leigos, seja no âmbito Nacional, Regional, assim como nas Igrejas Particulares, pois são instrumento válido, ativo e necessário para contribuir com a melhor compreensão da vocação laical bem como sua missão no meio do mundo e na comunidade eclesial”, recorda dom Bertanha.

Texto extraído do Site da CNBB http://www.cnbb.org.br/

Hoje encerra-se o Ano Catequético


Hoje, na Festa de Cristo Rei, encerra-se o Ano Catequético Nacional lançado pela Igreja no Brasil. Segundo cálculos da CNBB, no país há mais de 600 mil catequistas e a maioria são leigos.

“O Ano Catequético ajudou a despertar para uma nova concepção de catequese, entendida como formação permanente, e não voltada apenas para crianças”, diz a assessora da Comissão Episcopal Bíblico-catequética da CNBB, Irmã Maria Zélia Batista.

Segundo a religiosa, o Ano Catequético fez surgir escolas catequéticas, cursos de pós-graduação em catequese, além de ter suscitado inúmeras mobilizações como congressos, caminhadas, romarias com os catequistas. Para 2010, está previsto um Congresso sobre animação bíblica.

Fonte CNBB

Solenidade de Cristo Rei do Universo


Neste último Domingo do Tempo Comum, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo Rei do Universo. A Jesus foi dado todo o poder, a honra e a glória, mas n'Ele, a realeza é sinônimo de serviço e doação. O Filho de Deus é rei do mundo do amor, da justiça e da paz. Façamos de Jesus o rei de nossas vidas, de nossas famílias, de nossa sociedade, de nossa Igreja, em fim, o Rei que governa e guia os nossos passos e nosso dia-a-dia.

A Liturgia da Missa de hoje nos apresenta as seguintes leituras:

1a. Leitura Daniel 7, 13-14: ao profeta se revela a realeza do Filho Único de Deus que é glorificado no céu por toda a eternidade;

Salmo Responsorial 92 (93): "Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!"

2a. Leitura Apocalipse 1, 5-8: O Filho de Deus é o princípio e o fim de todas as coisas;

Evangelho João 18, 33b-37: Jesus diz a Pilatos "O meu reino não é deste mundo", em sua Paixão Redentora Ele se entrega totalmente em favor da humanidade. Jesus veio ao mundo para trazer a Salvação oferecendo-se como vítima pura e pacífica, mas Ele foi glorificado pelo Pai em sua Ressurreição.

Santa Cecília


Hoje, 22 de Novembro a Igreja celebra a memória de Santa Cecília, padroeira dos músicos. Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto assim que no século V uma Basílica foi construída em seu nome.

Embora se trate da mesma pessoa, na prática fala-se de duas santas Cecílias: a da história e a da lenda. A Cecília histórica é uma senhora romana que deu uma casa e um terreno aos cristãos dos primeiros séculos. A casa transformou-se em igreja que se chamou mais tarde Santa Cecília no Trastévere; o terreno tornou-se cemitério de São Calisto, onde foi enterrada a doadora, perto da cripta fúnebre dos Papas. No século VI, quando os peregrinos começaram a perguntar quem era essa Cecília cujo túmulo e cuja inscrição se encontravam em tão honrosa companhia, para satisfazer a curiosidade deles, foi então publicada uma Paixão, que deu origem à Cecília lendária; esta foi sem demora colocada na categoria das mártires mais ilustres. Segundo o relato da sua Paixão Cecília tinha sido uma bela cristã da mais alta nobreza romana que, segundo o costume, foi prometida pelos pais em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Aconteceu que, no dia das núpcias, a jovem noiva, em meio aos hinos de pureza que cantava no íntimo do coração, partilhou com o marido, com transparência, o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um Anjo guardava sua decisão.

Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o Anjo. Desse desafio Cecília conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o Anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. O Anjo colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia.

Colocada perante a alternativa de sacrificar aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que lembrava Cecília que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida". Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou cortar-lhe a cabeça.

Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase: "Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro esposo". Estas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.

Santa Cecília, rogai por nós!

Papa Bento XVI encontrou-se com artistas na Capela Sistina




Ontem, 21 de Novembro, Sua Santidade o Papa Bento XVI encontrou-se com 250 artistas na Capela Sistina, no Vaticano. Artistas de países, culturas e religiões diversas, entre eles pintores, escultores, arquitetos, escritores, poetas, compositores, cantores e ainda aqueles do mundo do teatro, cinema, dança, fotografia, entre outros.

O Pontífice recordou que o encontro tem lugar da Carta que João Paulo II dirigiu aos Artistas às vésperas do Jubileu do Ano 2000, bem como, os 25 anos que o mesmo Papa proclamou o Beato Angélico padroeiro dos artistas. Bento XVI enfatizou que o encontro celebrou também os 45 anos em que Paulo VI realizou, na mesma Capela Sistina, em 1964, um histórico encontro com os artistas reafirmando "a amizade entre a Igreja e as artes".

Alguns trechos do discurso do Papa Bento XVI:

“Com este encontro desejo exprimir e renovar a amizade da Igreja com o mundo da arte, uma amizade consolidada no tempo, pois o Cristianismo, desde as suas origens, bem compreendeu o valor das artes, utilizando sapientemente as suas multiformes linguagens para comunicar a sua imutável mensagem de salvação”.

“A beleza, desde a que se manifesta no cosmos e na natureza àquela que se exprime através das criações artísticas, precisamente pela sua característica de abrir e alargar os horizontes da consciência humana, de a lançar para além de si mesma, de a fazer debruçar-se sobre o abismo do Infinito, pode-se tornar um caminho em direção ao Transcendente, ao Mistério último, em direção a Deus”.

"Caros artistas! Vós sois guardiães da beleza; vós tendes, graças ao vosso talento, a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e coletiva, de suscitar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho humano…Sede também vós, através da vossa arte, anunciadores e testemunhas de esperança, para a humanidade!”

Fonte Rádio Vaticano

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Visita Ad Limina Apostolorum: Papa Bento XVI recebeu os Bispos do Estado de São Paulo


"Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, imploro de Deus luz, conforto, força, intensidade de propósitos e realizações para vós e vossos mais diretos colaboradores, ao mesmo tempo que de coração vos concedo, extensiva a todos os fiéis de cada comunidade diocesana, uma particular bênção apostólica."

Papa Bento XVI

Vaticano, 14/11/209

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Congresso Eucarístico Nacional 2010

(zenit.org) No ano em que comemora 50 anos, Brasília sediará o 16º Congresso Eucarístico Nacional (CEN). São dez comissões e centenas de voluntários trabalhando para acolher os milhares de católicos que irão a Brasília para o evento.

O Congresso acontecerá de 13 a 16 de maio de 2010 e vai discutir o tema “Eucaristia, pão da unidade dos discípulos missionários”. Está prevista uma extensa programação com dois grandes simpósios, um de bioética e outro teológico, além de várias atividades culturais envolvendo, principalmente a juventude. O cardeal Cláudio Hummes foi nomeado o delegado pontifício para o Congresso.

“Para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para a vida cristã, por isso deve haver um empenho para sua melhor realização”, disse o arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz.

A história dos Congressos Eucarísticos começa na França, que realizou, em 1881, o 1º Congresso Eucarístico Internacional, em Lille. Ao todo já foram realizados 48 Congressos Internacionais.

Já os Congressos Nacionais tiveram inicio em Salvador (BA), em 1933. Um dos Congressos mais lembrados é o de Fortaleza (CE), em 1980, que contou com a presença do papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil. Em 1991, Natal sediou o Congresso, que também teve a presença do papa.

Mais informações sobre o 16º CEN estão no site:
www.cen2010.org.br

Site da Jornada Mundial da Juventude 2011


Lançado o Site Oficial da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá em Madri, na Espanha, em 2011. A página www.jmj2011madrid.com está disponível, por enquanto, somente em espanhol, mas nas próximas semanas contará com outros cinco idiomas: alemão, inglês, italiano, português e francês. Acesse e conheça!

Fonte ACI Digital e Canção Nova

Jubileu de Prata Sacerdotal

Parabéns ao Pe José Maria Gonçalves de Mello, salesopolense, que no último dia 17 celebrou 25 anos de Ordenação Sacerdotal. Pe José Maria foi ordenado no dia 17/11/1984 na Igreja Matriz São José pela imposição das mãos de Dom Paulo Evaristo Cardeal Arns, então Arcebispo de São Paulo, de Dom Emílio Pignoli, então Bispo de Mogi das Cruzes e de Dom Luciano Mendes de Almeida, então Bispo Auxiliar de São Paulo, a celebração contou com a presença de Monsenhor Mário Del Sante, Pe José Vieira de Morais, então Pároco de Salesópolis e de numerosos sacerdotes da Diocese de Mogi das Cruzes e da Arquidiocese de São Paulo. Pe José Maria é o primeiro padre nascido em Salesópolis! Neste Ano Sacerdotal rezamos pelo seu ministério exercido hoje como Capelão do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Algumas fotos da Visita Ad Limina

Missa celebrada na Basílica de Santa Maria Maior, no dia 11 de novembro de 2009, presidida por Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida.







Missa celebrada na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, no dia 16 de novembro de 2009, presidida por Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo.






Fonte Flickr Canção Nova

sábado, 14 de novembro de 2009

Discurso do Papa Bento XVI aos Bispos do Estado de São Paulo, no Vaticano, em 14/11/2009

Íntegra do Discurso do Santo Padre o Papa Bento XVI aos Bispos do Regional Sul 1 em Visita Ad Limina


Senhor Cardeal,

Amados Arcebispos e Bispos do Brasil,

No meio da visita que estais cumprindo ad limina Apostolorum, vos reunistes hoje para subir à Casa do Sucessor de Pedro, que de braços abertos vos acolhe a todos vós, amados Pastores do Regional Sul 1, no Estado de São Paulo. Lá se encontra o importante centro de acolhimento e evangelização que é o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, onde tive a alegria de estar, em maio de 2007, para a inauguração da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Faço votos por que a semente então lançada possa dar válidos frutos para o bem espiritual e também social das populações daquele promissor continente, da querida nação brasileira e do vosso Estado Federal. Elas "têm direito a uma vida plena, própria dos filhos de Deus, com condições mais humanas: livres da ameaças da fome e de toda forma de violência" (Discurso inaugural, em 13/05/2007, n. 4. Uma vez mais, desejo agradecer tudo o que foi realizado com tão grande generosidade e renovar a minha cordial saudação a vós e às vossas dioceses, recordando de modo especial os sacerdotes, os consagrados e consagradas e os fiéis leigos que vos ajudam na obra de evangelização e animação cristã da sociedade.

O vosso povo abriga no coração um grande sentimento religioso e nobres tradições, enraizadas no cristianismo, que se exprimem em sentidas e genuínas manifestações religiosas e civis. Trata-se de um patrimônio rico de valores, que vós – como mostram os relatórios, e Dom Nelson referia na amável saudação que em vosso nome acaba de dirigir-me – procurais manter, defender, estender, aprofundar, vivificar. Ao regozijar-me vivamente com tudo isto, exorto-vos a prosseguir nesta obra de constante e metódica evangelização, cientes de que a formação autenticamente cristã da consciência é decisiva para uma profunda vida de fé e também para o amadurecimento social e o verdadeiro e equilibrado bem-estar da comunidade humana.

Com efeito, para merecer o título de comunidade, um grupo humano deve corresponder, na sua organização e nos seus objetivos, às aspirações fundamentais do ser humano. Por isso não é exagerado afirmar que uma vida social autêntica tem início na consciência de cada um. Dado que a consciência bem formada leva a realizar o verdadeiro bem do homem; a Igreja, especificando qual é este bem, ilumina o homem e, através de toda a vida cristã, procura educar a sua consciência. O ensinamento da Igreja, devido à sua origem – Deus –, ao seu conteúdo – a Verdade – e ao seu ponto de apoio – a consciência –, encontra um eco profundo e persuasivo no coração de cada pessoa, crente e mesmo não crente. Concretamente, "a questão da vida e da sua defesa e promoção não é prerrogativa unicamente dos cristãos. Mesmo se recebe uma luz e força extraordinária da fé, aquela pertence a cada consciência humana que aspira pela verdade e vive atenta e apreensiva pela sorte da humanidade. (…) O 'povo da vida' alegra-se de poder partilhar o seu empenho com muitos outros, de modo que seja cada vez mais numeroso o 'povo pela vida', e a nova cultura do amor e da solidariedade possa crescer para o verdadeiro bem da cidade dos homens" (Encíclica Evangelium vitæ, 25/03/1995, 101).

Venerados Irmãos, falai ao coração do vosso povo, acordai as consciências, reuni as vontades num mutirão contra a crescente onda de violência e menosprezo do ser humano. Este, de dádiva de Deus acolhida na intimidade amorosa do matrimônio entre o homem e a mulher, passou a ser visto como mero produto humano. "Hoje, um campo primário e crucial da luta cultural entre o absolutismo da técnica e a responsabilidade moral do homem é o da bioética, onde se joga radicalmente a própria possibilidade de um desenvolvimento humano integral. Trata-se de um âmbito delicadíssimo e decisivo, onde irrompe, com dramática intensidade, a questão fundamental de saber se o homem se produziu por si mesmo ou depende de Deus. As descobertas científicas neste campo e as possibilidades de intervenção técnica parecem tão avançadas que impõem a escolha entre estas duas concepções: a da razão aberta à transcendência ou a da razão fechada na imanência" [Encíclica Caritas in veritate, de 29/06/2009, 74). Jó, de modo provocatório, chama os seres irracionais a darem o próprio testemunho: "Pergunta, pois, aos animais e eles te ensinarão; às aves do céu e elas te instruirão, aos répteis da terra e eles te responderão, e aos peixes do mar e eles te darão lições. Quem não vê em tudo isto a mão de Deus que fez todas estas coisas? Deus tem nas suas mãos a alma de todo o ser vivente, e o sopro de vida de todos os homens" (Jó 12, 7-10). A convicção da reta razão e a certeza da fé de que a vida do ser humano, desde a concepção até à morte natural, pertence a Deus e não ao homem, confere-lhe aquele caráter sagrado e aquela dignidade pessoal que suscita a única atitude legal e moral correta, isto é, a de profundo respeito. Porque o Senhor da vida falou: "Da vida do homem pedirei contas a seu irmão. (...) porque Deus fez o ser humano à sua imagem" (Gen 9, 5.6).

Meus amados e venerados irmãos, nunca podemos desanimar no nosso apelo à consciência. Não seríamos seguidores fiéis do nosso Divino Mestre, se não soubéssemos em todas as situações, mesmo nas mais árduas, levar a nossa "esperança para além do que se pode esperar" (Rom 4, 18). Continuai a trabalhar pelo triunfo da causa de Deus, não com o ânimo triste de quem adverte só carências e perigos, mas com a firme confiança de quem sabe poder contar com a vitória de Cristo. Unida ao Senhor de modo inefável está Maria, plenamente conforme ao seu Filho, vencedor do pecado e da morte. Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, imploro de Deus luz, conforto, força, intensidade de propósitos e realizações para vós e vossos mais diretos colaboradores, ao mesmo tempo que de coração vos concedo, extensiva a todos os fiéis de cada comunidade diocesana, uma particular bênção apostólica.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bispos do Estado de São Paulo celebram Missa diante do túmulo de São Pedro

Dom Airton, Dom Nelson e Dom Beni

Os Bispos do Estado de São Paulo, que estão em Roma, para sua visita Ad Limina, participaram nesta terça-feira, dia 10 de Novembro de 2009, de uma Missa realizada em frente ao túmulo do Apóstolo Pedro, no Vaticano.

Uma celebração especial que serviu para demonstrar o objetivo da visita: Um encontro pessoal entre o representante de cada diocese e o Papa. A celebração que durou cerca de uma hora foi presidida pelo presidente do Regional Sul 1 da CNBB, Dom Nelson Westrupp, Bispo de Santo André e concelebrada por Dom Airton José dos Santos, Bispo de Mogi das Cruzes, Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo de Lorena e todos os outros Bispos do Estado de São Paulo.

Leia um pequeno trecho da homilia de Dom Nelson:

"Estar com Pedro é estar com a Igreja. E nós viemos aqui para afirmar e fortalecer essa pertença, na comunhão de fé e de ação, que é própria da Igreja. Aqui se concentram e irradiam todas as Igrejas particulares, que formam, nesta unidade e comunhão, a Igreja Universal. E sentimos aqui união e comunhão também com as Igrejas locais e os fiéis de todos os tempos, que em Pedro e em Roma viram o centro da Igreja, una, santa, católica e apostólica."

Os próprios bispos entoaram os cantos durante a Missa. Todos com casulas vermelhas celebraram juntos o dia de São Leão Magno, papa e doutor da Igreja. Logo após a Missa, a ladainha de todos os santos foi cantada em latim pelos corredores que conduzem aos túmulos dos Papas.


Fonte: Canção Nova, Arautos do Evangelho em Suzano e Diocese de Santo André

domingo, 8 de novembro de 2009

Papa Bento XVI viaja para terra natal do Papa Paulo VI




O Papa Bento XVI realizou neste domingo, dia 08 de Novembro de 2009, uma visita pastoral a Brescia e Concesio – norte da Itália – lugares que testemunharam o nascimento e a formação de Giovanni Battista Montini, o Papa Paulo VI.

Dirigindo-se especialmente aos bispos, Bento XVI lembrou que “A reflexão do Papa Montini sobre a Igreja é hoje mais do que nunca atual; e mais ainda é precioso o exemplo do seu amor por ela, inseparável do amor por Cristo. O mistério da Igreja – lê-se na Encíclica Ecclesiam Suam - não é simples objeto de conhecimento teológico, deve ser fato vivido, em que a alma fiel, antes de ser capaz de definir a Igreja com exatidão, a pode apreender numa experiência conatural.

Isto pressupõe uma vida interior robusta que é “a grande fonte da espiritualidade da Igreja, condiciona-lhe a receptividade às irradiações do Espírito de Cristo, é expressão fundamental e insubstituível da sua atividade religiosa e social, e é ainda para ela defesa inviolável e renascente energia no seu difícil contato com o mundo profano”, continuou o Pontífice

Prosseguindo a sua homilia, Bento XVI dirigiu-se depois ao laicato católico sublinhando que as migrações, a crise econômica e a educação dos jovens constituem os desafios de hoje.

Fonte Rádio Vaticano e Canção Nova

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Visita Ad Limina Apostolorum


Do site da CNBB: http://www.cnbb.org.br/
Em novembro, os bispos do Regional Sul 1 da CNBB, que compreende o estado de São Paulo, participam da visita Ad Limina a Roma. O episcopado brasileiro começou o período da visita Ad Limina, no início de setembro de 2009, que se estenderá ao segundo semestre de 2010. O Regional Sul 1 da CNBB, que compreende 41 arqui/dioceses, vai realizar sua a visita entre os dias 5 e 26 de novembro, com a participação de todos os arcebispos e bispos diocesanos.

A visita Ad Limina representa na realidade um momento central no exercício do ministério pastoral do Santo Padre. Em tal visita o Supremo Pastor recebe os Pastores das Igrejas particulares, trata com estes das questões concernentes ao seu ministério eclesial. Não pode ser entendida como um simples ato jurídico-administrativo que consiste no cumprimento de uma obrigação ritual, protocolar e jurídica.


Do site da Diocese de Mogi das Cruzes: http://www.diocesedemogi.org.br/
A visita Ad Limina ou Visita Ad Sacra Limina Apostolorum é um compromisso que os bispos de todo o mundo têm em visitar o Vaticano a cada cinco anos. Estas visitas compreendem um encontro privado e uma audiência coletiva com o Papa, a visita aos túmulos dos Apóstolos São Pedro e São Paulo e as quatro Basílicas de Roma. É neste encontro que os bispos relatam ao Santo Padre o estado pastoral em que se encontra a sua diocese e vão ouvir do Sucessor de Pedro, conselhos pertinentes a cada dificuldade apresentada.

Oficialmente, as visitas Ad Limina foram instituídas em 1585 pelo Papa Sisto V por meio da constituição Romanuns Pontifex, que estabeleceu as primeiras normas para os encontros. Em 1909, estas regras foram revistas pelo Papa Pio X no decreto sobre a Congregação Consistorial, fixando que cada bispo deveria enviar um relatório sobre o estado de sua diocese a cada cinco anos, a partir de 1911.

Atualmente, o Brasil conta com 273 dioceses e foram formados 14 grupos que farão a visita Ad Limina. Elas começaram em setembro deste ano e prosseguem até novembro do ano que vem.


Do site da Canção Nova: http://www.cancaonova.com.br/
O Regional Sul 1 (Estado de São Paulo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia hoje, 6, sua visita ad Limina.

O Regional Sul 1 engloba seis arquidioceses, 36 dioceses e duas eparquias de rito oriental, num total de cerca de 70 bispos. A visita encerra-se no dia 26.


Do site Mogi News: http://www.moginews.com.br/
O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Airton José dos Santos, viaja para Roma, na Itália, nos próximos dias, com outros bispos e arcebispos do Estado de São Paulo para uma peregrinação às tumbas dos Apóstolos São Pedro e São Paulo. A visita é feita a cada cinco anos e também é considerada um ato de submissão ao sucessor do Apóstolo Pedro, o Papa Bento XVI.

Durante o tempo em que os bispos permanecerem em Roma, vão visitar todos os Dicastérios da Santa Sé e as Congregações Romanas, onde apresentarão os trabalhos pastorais realizados e receberão normas e instruções para o fortalecimento da Igreja Católica. Na Diocese de Mogi, o vigário-geral, padre João Batista Ramos Motta, pároco de Santa Isabel, vai substituir Dom Airton neste período.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Papa Bento XVI celebrou Santa Missa pelos cardeais e bispos falecidos durante o ano




O Papa Bento XVI presidiu, nesta quinta-feira, dia 05 de Novembro, uma Santa Missa em memória dos cardeais e bispos falecidos no último ano. Ao falar sobre o fim da vida terrena, o Pontífice recordou que "estamos neste mundo de passagem", mas recebemos a promessa de uma herança que não se corrompe, não se mancha e não se deteriora.

“A vida é uma espera contínua e atenta, uma peregrinação rumo à vida eterna, o cumprimento final que dá sentido e plenitude ao nosso caminho terreno. Misteriosamente associados à paixão de Cristo, podemos fazer da nossa existência uma oferta apreciada pelo Senhor, um sacrifício voluntário de amor”, afirmou o Pontífice

Fonte Rádio Vaticano e Canção Nova

Missa em ação de graças ao 17o. Aniversário Sacerdotal do Pe Rosalvo




No dia 01 de Novembro de 2009, Domingo último, na Igreja Matriz de São José, às 19h30, Pe Rosalvo Cordeiro de Lima celebrou a ação de graças por ocasião dos seus 17 anos de vida sacerdotal. A Solene Liturgia contou com a participação de grande número de fiéis que vieram agradecer a Deus pelo nosso Pároco. As comunidades, pastorais e movimentos paroquiais se uniram louvando ao Senhor, após a Santa Missa uma confraternização no Centro de Pastoral "São José" novamente reuniu a todos.

Fotos gentileza da Foto Faria

1ª Quinta-feira do mês

Hoje é a 1ª Quinta-feira do mês de Novembro, aqui em Salesópolis um dia de especial dedicação ao Santissimo Sacramento, e por ocasião do Ano Sacerdotal é dia das Santas Indulgências.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

23 anos de falecimento do Monsenhor Mário Del Sante


Hoje, 04 de Novembro de 2009, relembramos os 23 anos de Falecimento do Monsenhor Mário Del Sante, neste ano em que celebramos o 1º Centenário de seu nascimento. Padre Mário, como era chamado, faleceu no dia 04 de Novembro de 1986 no Hospital Santana em Mogi das Cruzes. Seu corpo foi velado primeiramente na Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, onde era Pároco, depois na noite do mesmo dia 04, foi trazido para a Igreja Matriz de São José, em Salesópolis, onde continuou a ser velado. Milhares de pessoas de Salesópolis e cidades vizinhas passaram pelo velório com o intuito de prestar as últimas homenagens a um dos maiores homens que passaram por nossa terra.

No dia 05 de Novembro de 1986, o então Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Emílio Pignoli, presidiu, à 9h, a Solene Concelebração Eucarística com o Rito das Exéquias na Igreja Matriz de São José e o sepultamento do corpo do Monsenhor Mário Del Sante, celebração que contou com grande número de padres da Diocese de Mogi das Cruzes, do mesmo modo com grande participação de pessoas.

Rendemos graças a Deus por este grande sacerdote italiano, Monsenhor Mário Del Sante, que por exatos 25 anos exerceu proficuamente seu ministério sacerdotal em Salesópolis e até hoje sua memória é venerada em nosso povo e permanecerá para sempre gravado na vida de nossa Paróquia São José.

"Visitante,

Veja o que sou,

Saiba o que fui,

Pense no que você será!

Aos que receberam a graça dos santos sacramentos

por meu intermédio,

peço uma prece!"


Do Testamento do Monsenhor Mário Del Sante


* R. Corniglio, Parma, Itália em 14/06/1909

+ Mogi das Cruzes, Brasil em 04/11/1986

1a. Eucaristia na Igreja Matriz de São José



Na Solenidade de Todos os Santos, no último Domingo, dia 01 de Novembro, mais de 130 crianças da catequese receberam sua 1a. Eucaristia na Igreja Matriz de São José. Na Santa Missa, às 10h, presidida pelo Pe Rosalvo, no dia em celebrou 17 anos de Ordenação Sacerdotal, a Igreja estava repleta de crianças e seus famliares que vieram para o grande momento de receber a Sagrada Comunhão pela 1a. vez. Agradecemos aos catequistas que tanto se esforçaram em transmitir a fé para as crianças e pedimos a Deus que os abençoe sempre.

Fotos gentileza da Foto Faria

Parabéns Padre Odair e Padre Alexandre

Parabéns aos nossos amigos, Pe Odair e Pe Alexandre, pela celebração, hoje, 04 de novembro, dos seus 3 anos de Ordenação Sacerdotal. No Ano Sacerdotal pedimos a Deus pelos padres salesopolenses rogando muitas felicidades e bençãos dos céus.

São Carlos Borromeu


Hoje, 04 de Novembro, a Igreja celebra a memória de São Carlos Borromeu, Bispo. Carlos, o segundo filho de Gilberto, nasceu em 2 de outubro de 1538. Menino ainda, revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado destas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e o temor a Deus. Ainda criança, era seu prazer construir altares minúsculos, diante dos quais, em presença dos irmãos e companheiros de idade, imitava as funções sacerdotais que tinha observado na Igreja. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos, eram sinais mais positivos da vocação sacerdotal.

O ano de 1562 veio a Carlos com a graça do sacerdócio. No silêncio da meditação, lançou Carlos planos grandiosos para a reorganização da Igreja Católica. Estes todos se concentraram na idéia de concluir o Concílio de Trento. De fato, era o que a Igreja mais necessitava, como base e fundamento da renovação e consolidação da vida religiosa. Carlos, sem cessar, chamava a atenção do seu tio (que era cardeal e foi eleito Papa, com o nome de Pio IV) para esta necessidade, reclamada por todos os amigos da Igreja. De fato, o Concílio se realizou, e Carlos quis ser o primeiro a executar as ordens da nova lei, ainda que por esta obediência tivesse de deixar sua posição para ocupar outra inferior.


Carlos sabia muito bem que a caridade abre os corações também à religião. Por isto foi que grande parte de sua receita pertencia aos pobres, reservando ele para si só o indispensável. Heranças ou rendimentos que lhe vinham dos bens de família, distribuía-os entre os desvalidos. Tudo isto não aguenta comparação com as obras de caridade que o Arcebispo praticou, quando em 1569-1570, a fome e uma epidemia, semelhante à peste, invadiram à cidade de Milão. Não tendo mais o que dar, pedia ele próprio esmolas para os pobres e abria assim fontes de auxílio, que teriam ficado fechadas.


Quando, porém, em 1576, a cidade foi atingida pela peste, e o povo abandonado pelos poderes públicos, visto que ninguém se compadecia do povo, ainda procurava os pobres doentes dos quais ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos. Tendo-se esgotado todas as fontes de recurso, Carlos lançou mão de tudo o que possuía, para amenizar a triste sorte dos doentes. Mais de cem sacerdotes tinham pago com a vida, na sua dedicação e serviço aos doentes. Deus conservava a vida do Arcebispo, e este se aproveitou da ocasião para dizer duras verdades aos ímpios e ricos esquecidos de Deus.

Gregório XIII, não só rejeitou as acusações infundados feitas ao Arcebispo, mas ainda recebeu Carlos Borromeu em Roma, com as mais altas distinções. Em resposta a este gesto do Papa, o governador de Milão, organizou no primeiro domingo da Quaresma de 1579, um indigno préstito carnavalesco pelas ruas de Milão, precisamente à hora da missa celebrada pelo Arcebispo. O mesmo governador, que tanta guerra ao Prelado movera, e tantas hostilidades contra São Carlos estimulara, no leito de morte reconheceu o erro e teve o consolo da assistência do santo Bispo na hora da agonia. Seu sucessor, Carlos de Aragão, duque de Terra Nova, viveu sempre em paz com a autoridade eclesiástica. O Arcebispo gozou deste período só dois anos.
Quando em outubro de 1584, como era de costume, se retirara para fazer os exercícios espirituais, teve fortes acessos de febre, aos quais não deu importância e dizia: “Um bom pastor de almas, deve saber suportar três febres, antes de se meter na cama”. Os acessos renovaram-se e consumiram as forças do Arcebispo. Ao receber os santos sacramentos, expirou aos 03 de novembro de 1584. Suas últimas palavras foram: “Eis Senhor, eu venho, vou já”. São Carlos Borromeu tinha alcançado a idade de 46 anos. O Papa Paulo V, canonizou-o em 1610 e fixou-lhe a festa para o dia 04 de novembro.
São Carlos Borromeu, rogai por nós!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Comemoração de todos os Fiéis Defuntos


"Não se comemora a morte, mas a ressurreição"


A COMEMORAÇÃO NA HISTÓRIA
Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no séc. VII, e em Fulda (Alemanha) no séc. IX.

O fundador da festa foi Santo Odilon, abade de Cluny, o qual a introduziu em todos os mosteiros de sua jurisdição, entre os anos 1000 e 1009. Na Itália em geral, a celebração já era encontrada no fim do séc. XII e, mais precisamente em Roma, no início do ano de 1300. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos.

Neste dia, a Igreja especialmente autoriza cada sacerdote a celebrar três Missas especiais pelos fiéis defuntos. Essa prática remonta ao ano de 1915, quando, durante a Primeira Guerra Mundial, o Papa Bento XV julgou oportuno estender a toda Igreja esse privilégio de que gozavam a Espanha, Portugal e a América Latina desde o séc. XVIII.

NA TRADIÇÃO DA IGREJA
Tertuliano (†220) – Bispo de Cartago - afirma: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (“De monogamia”, 10).

O prelado atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do Cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja” (“De anima” 51; PR, ibidem).

São Cipriano (†258), Bispo de Cartago, refere-se à oferta do Sacrifício Eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos seus antecessores bispos (cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém” (Revista PR, 264, 1982, pag. 50 e 51; PR ibidem).

Falando da vida de Cartago, no século III, afirma Vacandart, sobre a vida religiosa: “Aí vemos o clero e os fiéis a cercar o altar [...] ouvimos os nomes dos defuntos lidos pelo diácono e o pedido de que o bispo ore por esses fiéis falecidos; vemos os cristãos [...] voltar para casa reconfortados pela mensagem de que o irmão falecido repousa na unidade da Igreja e na paz do Cristo” (“PR”, ibidem).

São Gregório Magno (540-604), Papa e Doutor da Igreja, declara:
“No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (cf. Mt 12,31). Dessa afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro” (dial. 4, 39).

São João Crisóstomo (349-407), Bispo e Doutor da Igreja, afirma:
“Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelos sacrifícios de seu pai (Jó 1,5), porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. 1Cor 41,15). E “Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” (“In Philipp”. III 4, PG 62, 204).

São Cirilo, Bispo de Jerusalém (†386), recorda:
“Enfim, também rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas, por quem se reza, enquanto jaz diante de nós a santa e tremenda vítima” (“Catequeses. Mistagógicas”. 5, 9, 10, Ed. Vozes, 1977, pg. 38).

“Da mesma forma, rezando nós a Deus pelos defuntos, ainda que pecadores, não lhe tecemos uma coroa, mas apresentamos Cristo morto pelos nossos pecados, procurando merecer e alcançar propiação junto a Deus clemente, tanto por eles como por nós mesmos” (idem).
“Em seguida [na oração Eucarística], mencionamos os que já dormiram: primeiro os patriarcas, profetas, apóstolos, mártires, para que Deus em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração. Depois, rezamos pelos nossos santos pais e bispos falecidos, e em geral por todos os que já dormiram antes de nós. Acreditamos que esta oração aproveitará sumamente às almas pelas quais é feita, enquanto repousa sobre o altar a santa e temível vítima” (idem)

“Quero, neste ponto, convencer-vos por um exemplo. Sei que muitos dizem: “Que aproveita à alma que passou deste mundo, em pecado ou sem ele, se a recordo na oferenda?” Se um rei, porventura, banir cidadãos subversivos, mas depois os súditos fiéis tecem uma coroa e a oferecem ao rei pelos que estão cumprindo pena, não é certo que lhes concederá o perdão do castigo? Da mesma forma, nós, oferecendo a Deus preces pelos mortos, sejam ou não pecadores, oferecemos, não coroa tecida por nossas mãos, mas Cristo crucificado por nossos pecados; assim, tornamos propício o Deus amigo dos homens aos pecados nossos e deles” (idem)

Santo Epifânio (†403), Bispo da ilha de Chipre, diz:
“Sobre o rito de ler os nomes dos defuntos (no sacrifício) perguntamos: que há de mais nisso? Que há de mais conveniente, de mais proveitoso e mais admirável que todos os presentes creiam viverem ainda os defuntos, não deixarem de existir, e sim existirem ao lado do Senhor? Com isso se professa uma doutrina piedosa: os que oram por seus irmãos defuntos abrigam a esperança (de que vivem), como se apenas casualmente estivessem longe. E sua oração ajuda aos defuntos, mesmo se por elas não fiquem apagadas todas as dívidas [...]. A Igreja deve guardar este costume, recebido como tradição dos Pais [...] a nossa Mãe, a Igreja, nos legou preceitos, os quais são indissolúveis e definitivos” (“Haer”. 75, c. 8: pág. 42, 514s).

Os “Cânones de Santo Hipólito (160-235)”, que se referem à Liturgia do século III, contêm uma rubrica sobre os mortos [...] “[...] Caso se faça memória em favor daqueles que faleceram [...]” (“Canones Hippoliti, em Monumenta Ecclesiae Liturgica; PR”, 264, 1982).

Serapião de Thmuis (século IV), Bispo, no Egito, compôs uma coletânea litúrgica, na qual se pode ver a intercessão pelos irmãos falecidos:
“Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: “Santifica essas almas, pois Tu as conheces todas; santifica todas aquelas que dormem no Senhor; coloca-as em meio às santas Potestades (anjos); dá-lhes lugar e permanência em teu reino” (“Journal of Theological Studies” t. 1, p. 106; PR , 264, 1982).

“Nós te suplicamos pelo repouso da alma de teu servo (ou de tua serva); dá paz a seu espírito em lugar verdejante e aprazível, e ressuscita o seu corpo no dia que determinaste” (“PR”, 264,1982).
As Constituições Apostólicas, do fim do século IV, redigidas com base em documentos bem mais antigos, no livro VIII da coleção, relata:
“Oremos pelo repouso de (citar nome), a fim de que o Deus bom, recebendo a sua alma, lhe perdoe todas as faltas voluntárias e, por sua misericórdia, lhe dê o consórcio das almas santas”.

SOBRE AS INDULGÊNCIAS
Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências – Papa Paulo VI, 1967, diz:
“A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”, enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (“Dei Verbum”, 8) e ( DI, 1).

“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos” (“Norma” 1).

“Assim nos ensina a revelação divina que os pecados acarretam como conseqüência penas infligidas pela santidade e justiça divina, penas que devem ser pagas ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e, sobretudo, mediante a morte, ou então no século futuro [...]” (DI, 2).

“Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas dos pecados” (Catecismo da Igreja Católica, 1498).


CONDIÇÕES PARA GANHAR A INDULGÊNCIA PLENÁRIA
Para si ou para uma alma
1 – Confessar-se bem, rejeitando todo pecado;
2 – Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção;
3 – Rezar pelo Papa ao menos um Pai Nosso, Ave Maria e Glória e
4 – Visitar o cemitério e rezar pelo falecido.

domingo, 1 de novembro de 2009

Parabéns Padre Rosalvo

Parabéns ao nosso Pároco, Pe Rosalvo Cordeiro de Lima, pela celebração, hoje, 01 de novembro, dos seus 17 anos de Ordenação Sacerdotal. Neste ano em que a Igreja roga a Deus pelos sacerdotes desejamos ao Pe Rosalvo muitas felicidades e bençãos dos céus.

Solenidade de Todos os Santos


Hoje, 01 de Novembro, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de TODOS.

Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a Felicidade Eterna. "Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade." Todos são chamados à santidade: "Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito".(Mateus 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles". Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade.

Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Apocalipse 7,9). Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade.

Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Efésios 2,19). Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

A Liturgia da Missa de hoje nos propõe as seguintes leituras:

1a. Leitura Apocalipse 7, 2-4.9-14: O Apóstolo João tem a visão da grande multidão dos filhos de Deus que estão em perfeita comunão com Ele;

Salmo Responsorial 23 (24): "É assim a geração dos que procuram o Senhor!"

2a. Leitura 1João 3, 1-3: De fato nós somos filhos de Deus;

Evangelho Mateus 5, 1-12a: As Bem-aventuranças são os caminhos humanos para chegarmos até o Divino.

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Programação para o Mês de Novembro

01 – Solenidade de Todos os Santos
01 – 17º Aniversário Sacerdotal – Pe Rosalvo
01 – Primeira Eucaristia na Igreja Matriz São José
02 – Finados
04 – 23º Aniversário de falecimento do Monsenhor Mário Del Sante
04 – 3º Aniversário Sacerdotal – Pe Odair e Pe Alexandre
09 – Dedicação da Basílica do Latrão
09 a 22 – Visita “Ad Limina” dos Bispos do Estado de São Paulo
15 – Proclamação da República no Brasil
17 – 25º Aniversário Sacerdotal – Pe José Maria
19 – Dia da Bandeira
21 – Apresentação de Nossa Senhora
22 – Solenidade de Cristo Rei
29 – 1º Domingo da Advento
30 – Festa de Santo André, Apóstolo
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